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Caso Anna Freud – Mecanismos de Defesa

Tomarei como exemplo o caso de uma jovem mulher, empregada em uma instituição para crianças. Era filha intermediária de uma série de irmãos e irmãs. Durante toda a sua infância, sofreu veementemente inveja (do pênis), relacionada com seus dois irmãos (um mais velho e um mais novo), e de ciúme, o qual era repetidamente excitado pelos sucessivos períodos de gravidez da mãe. Finalmente, a inveja e o ciúme combinaram-se em uma feroz hostilidade contra a mãe. Mas, como a fixação de amor da criança era maior do que seu ódio, um violento conflito defensivo com os seus impulsos negativos sucedeu a um período inicial de desenfreada indisciplina e agressividade infantil. Temia que a manifestação de seu ódio lhe fizesse perder o amor materno, do qual não suportava ser privada. Também temia que a mãe a punisse e se criticava, da maneira mais severa, por suas ânsias proibidas de vingança. Ao ingressar no período de latência, essa situação de angústia e o conflito de consciência tornaram-se cada vez mais agudos e o seu ego tentou dominar tais impulsos de várias maneiras. Com vontade de resolver o problema da ambivalência, ela deixou aflorar um lado de seus sentimentos ambivalentes. A mãe continuou sendo um objeto de amor, mas, a partir daí, houve sempre na vida dessa paciente uma segunda pessoa importante do sexo feminino, a quem odiava violentamente. Isso facilitou a questão: seu ódio do objeto mais remoto não a atacava com um sentimento de culpa tão implacável quanto o que se manifestava, no caso da mãe.
Mas, apesar disso, o ódio deslocado era ainda uma fonte de grande sofrimento. Com o decorrer do tempo, apurou-se que esse primeiro deslocamento era inadequado como meio para dominar a situação.
O ego da menina recorreu então a um segundo mecanismo. Inverteu o ódio para dentro dela própria, quando até aí se relacionara exclusivamente com outras pessoas. A criança torturava-se com auto-acusações e sentimentos de inferioridade. Durante toda a infância e adolescência, até atingir a idade adulta, fez sempre tudo o que podia para colocar-se em desvantagem e lesar seus próprios interesses, abdicando de seus desejos e submetendo-se às exigências que lhe eram impostas por outras pessoas. Em toda a sua aparência externa, tornara-se masoquista, uma vez que adotava esse método de defesa.
Também essa medida provou ser inadequada, como recurso para dominar a situação. A paciente entregou-se então a um processo de projeção. O ódio que sentira pelos objetos femininos de amor ou seus substitutos transformou- se na convicção de que ela própria era odiada, menosprezada ou perseguida por aqueles. 0 seu ego, assim, encontrou alívio em relação ao sentimento de culpa. A criança traquina e rebelde, que alimentava sentimentos hostis contra as pessoas à sua volta, sofreu a metamorfose, convertendo-se em vítima de crueldade, negligência e perseguição. Mas o uso desse mecanismo deixou em seu caráter um permanente cunho paranóide, que constituiu uma fonte de enormes dificuldades para a moça, tanto na juventude como na fase adulta.
A paciente já era muito crescida quando veio a ser analisada. Não era considerada doente por aqueles que a conheciam, mas seus sofrimentos eram agudos. Apesar de toda a energia que o ego prodigalizara em sua própria defesa, ela não conseguira, realmente, dominar sua angústia e seu sentimento de culpa. Em qualquer ocasião que sua inveja, seu ciúme ou ódio estivessem em perigo de ativação, ela recorria invariavelmente a todos os seus organismos de
defesa. Mas os seus conflitos emocionais nunca chegaram a um ponto em que o seu ego pudesse ficar em repouso. Além disso, o resultado final de todos os seus esforços foi extremamente escasso. Conseguiu manter a fantasia de que amava a mãe, mas sentia-se repleta de ódio. Assim, desprezava-se e desconfiava de si própria. Não conseguiu preservar o sentimento de ser amada, que fora pelo mecanismo de projeção. Nem conseguiu escapar das punições de que tivera tanto medo na infância. Ao introjetar os impulsos agressivos, infligiu a si própria todo o sofrimento que anteriormente previra, sob a forma de castigos impostos pela mãe. Os três mecanismos que a paciente utilizou não puderam impedir o ego de permanecer em um estado de tensão e vigilância inquieto, nem o aliviaram das exageradas imposições que lhe eram feitas e dos sentimentos de tortura e aflição agudas que o flagelavam.

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Presente, futuro e psicanálise

A psicanálise continua sendo, com seus avanços, poderosa arma terapêutica de ampliação do conhecimento sobre cada um e sobre relações humanas.

Como dispor do tempo que ainda viveremos -esse é nosso desafio, universalmente humano. Vale para qualquer idade e qualquer tempo, desconhecido, que a vida nos reservará. O presente é o fim e o início de dois tempos, passado e futuro, e é nele, no trânsito entre nossas recordações e nosso destino, que temos o nosso dizer e fazer.


O futuro se ancora nas escolhas que fazemos hoje, dentre aquilo que a vida nos apresenta e nossas criações próprias. Vivê-lo com qualidade ou jogá-lo fora depende de nós. Nos é dado redimensionar e reorganizar em nós o passado, mas, óbvio, não o viveremos mais.
Passado e futuro são referências apenas do presente. É disso que trata uma psicanálise. Diferentemente do que muitos imaginam, o fazer psicanalítico contemporâneo não se refere a falar do passado para entender o presente.


Ao inverso, por meio das formas relacionais que alguém mostra na sala de análise pode-se reconstruir imaginativamente seu passado, não necessariamente o factual, vivido “de fato”, mas, sim, a narrativa que dele faz para si mesmo.


Mais do que explicar, refere-se a compreender -ou criar sentidos em que a própria mente é apenas virtualidade, uma protomente.
Mais do que conjeturar o passado, importa configurar graus crescentes de liberdade interior para o indivíduo lidar com o presente e com a trama que imprime às suas relações, se apropriando daquilo que se vai revelando verdadeiro em seu ser. A apropriação de sua singularidade radical, a favor da vida, pode-se dizer o escopo nuclear de um processo analítico.


Não se trata, por exemplo, de uma pessoa não sofrer, mas, sim, de desenvolver seus equipamentos, em auxílio a se desviar dos sofrimentos evitáveis e enfrentar os que não o são. É assim que podemos ajudar. Estamos mais instrumentados que na época de Freud.


Além dos outros grandes mestres, a psicanálise segue, como todo campo de saber, sendo construída num trabalho diário de muitas mãos. Na Associação Psicanalítica Internacional, que Freud fundou, convivem e conversam entre si diversos modos de pensar, sendo natural, num mundo em rede como o nosso, um influenciar o outro.
Mantém-se perspectiva plural, para a maioria, por vezes pluralista.
A psicanálise representa hoje a peça de resistência do estudo da subjetivação e da subjetividade humana e segue tendo enorme influência em inúmeras outras áreas.


Continua sendo, com seus avanços, uma poderosa arma terapêutica de ampliação do conhecimento sobre cada um e sobre relações humanas.
Possibilitando a atualização de sua existência a cada um, permanece como uma ferramenta preciosa na busca de uma vida psíquica de qualidade. Como cada um de nós, ela não está pronta, fechada em seu saber e fazer. Influencia e é influenciada pelo tempo e pelo espaço que a circunda.

* PLINIO MONTAGNA, mestre em psiquiatria, psicanalista, é presidente da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP), membro componente da Associação Psicanalítica Internacional. Foi docente da Faculdade de Medicina da USP. Fonte: Folha on line, 22/05/2011

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O retorno de Freud!

Depois de passar décadas no ostracismo científico, as teorias de Freud voltaram a aparecer nos laboratórios — desta vez, com o apoio da neurociência.

Era julho de 2008. A capa da SUPER estampava: “Terapia funciona?”, em frente à imagem de um Freud sisudo de sobrancelhas cerradas. E completava: “Sim, o autoconhecimento funciona. Mas Freud talvez não tenha nada a ver com isso”. Dentro da revista, a reportagem era ainda mais implacável com o barbudo de Viena: lia-se que as teorias de Freud não tinham embasamento científico, que o tratamento era longo e imprevisível, e que o austríaco tinha até inventado fatos quando elaborou suas teses. Ao final do texto, o pai da psicanálise aparecia (metaforicamente) roxo e inchado, de tanto que havíamos batido nele.

A verdade é que Freud andava desacreditado havia tempo. Nos anos 1970, o filósofo austríaco Karl Popper já tinha chamado a psicanálise de pseudociência – segundo ele, suas hipóteses eram muito amplas para serem testadas e, portanto, impossíveis de confirmar.

Céticos apontavam que ninguém tinha encontrado, no cérebro, a localização de áreas correlatas ao id, ao ego ou ao superego. Mulheres diziam que não, elas não tinham inveja do pênis, muito obrigada. O complexo de Édipo e o medo da castração pareciam ficção, contada para pessoas dispostas a gastar muito dinheiro por anos a fio com um tratamento não comprovado pela ciência.

“Sem dúvida, nenhuma outra figura importante da história esteve tão errada quanto Freud a respeito de todas as coisas importantes que disse”, escreveu o professor de filosofia canadense Todd Dufresne.

Criticá-lo passou a ser lugar comum, e o “Freudbashing” (“bater em Freud”, em tradução livre) se tornou quase um esporte. O desenvolvimento de terapias mais curtas e pontuais parecia trazer as verdadeiras respostas para todos os males da mente. E, para completar, os medicamentos psiquiátricos nunca haviam sido tão eficientes. A psicanálise tinha sido deposta para sempre.

Opa, para sempre?

Surpreendentemente, nos últimos anos, Freud ressuscitou para a ciência – e começou a ser resgatado do lixo científico. Em vez de focar nos detalhes da sua teoria, as pesquisas começaram a reparar que os grandes conceitos do austríaco – a existência do inconsciente, o significado dos sonhos, as repressões de sentimentos – não eram exatamente histórias para boi dormir.

Também surgiram estudos mostrando que as terapias inspiradas na psicanálise, que costumam ser longas e custosas, são as mais eficientes para tratar males mentais. E mais: até mesmo a neurociência apareceu para dizer que… bem, Freud explica.

Fluxogramas do bem-estar

Primeiro, é bom entender como a terapia freudiana funciona. Um tratamento clássico pode envolver de quatro a cinco sessões por semana, por meses ou até anos. O paciente deve falar livremente o que lhe passa pela cabeça, enquanto o terapeuta escuta e faz questionamentos pontuais.

É um caminho tortuoso e lento – e, por isso, é difícil medir seus avanços. “A terapia tradicional vai muito além da redução de sintomas. O que os pacientes estão buscando é mais qualidade de vida, mais confiança e segurança nos relacionamentos, mais perspectiva sobre si mesmos”, diz Nancy McWilliams, professora da Universidade Rutgers e autora da obra Psychoanalytic Psychotherapy.

Nesse cenário, ainda nos anos 1960, psicólogos começaram a procurar soluções mais práticas e mensuráveis para os problemas da psique humana. A resposta foi a Terapia Cognitivo-Comportamental, ou TCC. Criada por Albert Ellis e Aaron Beck, dois psicanalistas desiludidos com o método freudiano, a TCC prometia uma abordagem mais pé no chão, que não exigia chafurdar no lodo de nossos conflitos inconscientes.

Bastava ajustar pensamentos prejudiciais – causados por crenças pessimistas a respeito de nós mesmos, do mundo e do futuro – e comportamentos pouco funcionais que surgem desses pensamentos. Nada de focar no passado, o foco é o presente. “Não é preciso saber como uma pessoa quebrou o braço para poder tratá-lo”, diz o terapeuta cognitivo Stefan G. Hofmann, autor do livro An Introduction to Modern CBT (“Introdução à TCC”, sem edição no Brasil). Nas sessões, o paciente pode preencher fluxogramas sobre seu estado mental e recebe dicas de exercícios para alterar os pensamentos e comportamentos negativos em momentos de crise.

Em 1961, Aaron Beck desenvolveu um questionário de 21 itens para medir o grau de depressão de seus pacientes. E conseguiu provar que alguns meses da técnica eram suficientes para aliviar os sintomas em cerca de metade deles.

Muitos estudos se seguiram a esses primeiros, sempre com resultados favoráveis à técnica. Tanto que, com o tempo, o termo “terapia baseada em evidência” passou a ser sinônimo do método, e a TCC, barata e com duração mais curta – o total varia de acordo com o paciente, mas a estimativa é entre 8 e 16 semanas –, foi adotada com entusiasmo como principal política de saúde mental em diversos países.

A volta de Sigmund

Assim como ocorreu com a psicanálise, porém, a TCC começou a ter sua hegemonia questionada. Em 2015, pesquisadores noruegueses publicaram uma meta-análise mostrando que a eficácia da terapia cognitiva para tratar a depressão caiu pela metade desde os primeiros estudos, em 1977.

Meses depois, na Suécia, auditores do governo publicaram um relatório devastador sobre um experimento de saúde mental do país, que pagou ao longo de oito anos R$ 2,6 bilhões em TCC para os cidadãos suecos. O programa do governo, concluíram os auditores, falhou completamente em seus objetivos.

E um artigo de 2004 mostrou como os pesquisadores da TCC, para tornar os resultados mais fáceis de interpretar, excluíam dos estudos justamente o tipo de paciente mais comum nos consultórios, aquele com mais de um problema psicológico.

Ao mesmo tempo em que a TCC era posta em dúvida, uma novidade inesperada começou a surgir nas publicações científicas: o resgate da abordagem freudiana de terapia. Ao contrário do que se dizia, a psicanálise e as terapias psicodinâmicas funcionam, sim, e muito bem.

Um estudo de 2016, enorme e feito no sistema de saúde inglês, mostrou que, para os pacientes com depressão mais grave, 18 meses de análise foram muito mais efetivos que o tratamento padrão, que incluía TCC. O mesmo resultado vale para outros transtornos, inclusive os mais severos.

É o que demonstra uma meta-análise publicada em 2008 no prestigioso JAMA, Journal of the American Medical Association, que concluiu que terapias freudianas com mais de um ano de duração são mais eficazes que terapias de curto prazo para pacientes com patologias complexas, como transtornos de personalidade.

O mais impressionante dos dados é que, diferente da terapia cognitiva e dos remédios, os benefícios da análise não só permaneceram, como ficaram ainda maiores após o final do tratamento, causando mudanças duradouras nos pacientes.

O cérebro no divã

Além das pesquisas populacionais comprovando sua eficácia, a psicanálise passou a ser endossada pela neurociência. Até o final da década de 1990, psicologia e neurociência falavam línguas completamente diferentes, apesar de estudarem o mesmo órgão. Com o avanço das técnicas de mapeamento cerebral, porém, a distância entre as duas áreas diminuiu.

A neurociência começou a se interessar por alguns dos conceitos fundamentais da psicanálise, como o inconsciente. Hoje, já se sabe que a maioria das nossas decisões e ações acontece, primeiro, nessa parte oculta da mente; só alguns milésimos de segundos depois é que tomamos consciência delas. Ou seja, o inconsciente já sabe o que você vai dizer antes mesmo de você pensar que quer dizer alguma coisa, e até escolhe as palavras para você.

É assim também com todas as habilidades que aprendemos na vida, como tocar violão ou pular corda. A prática faz com que essas habilidades fiquem gravadas em uma parte do inconsciente chamada “memória não declarativa”. Isso faz com que não precisemos pensar antes de executar cada movimento ou arremessar a bola na cesta: o inconsciente já sabe como chegar lá.

Hoje, já é senso comum que boa parte da atividade cerebral se passa no inconsciente – a estimativa dos neurocientistas é de que apenas 5%, ou até menos, se passe no nível da consciência.

Outro campo da neurociência que parece confirmar ideias da psicanálise é o dos sonhos. Freud teorizou que os sonhos apontam, de forma codificada, para nossos desejos inconscientes. Essa teoria foi praticamente enterrada nos anos 1970, quando pesquisas indicavam que os sonhos ocorriam durante o sono REM e eram controlados por um neurotransmissor produzido em uma região do tronco cerebral “menos importante” para os processos mais complexos da mente.

Por conta disso, passou-se a acreditar que os sonhos eram desencadeados por substâncias químicas que nada tinham a ver com a emoção e a motivação, ou seja, eram apenas estímulos aleatórios sem significado.

Essa teoria perdurou até o início dos anos 2000, quando o neurologista e psicanalista sul-africano Mark Solms viu que, ao contrário do que se pensava, pacientes com lesões na área do tronco cerebral continuavam sonhando, ao passo que outros, com lesões em outra região do cérebro – a área tegmentar ventral, que fica no centro da sua cabeça –, paravam de sonhar completamente, apesar de entrarem em REM.

As regiões afetadas nos pacientes que pararam de sonhar compõem o sistema mesolímbico-mesocortical, o chamado sistema de recompensa do cérebro. E o mais decisivo: além de parar de sonhar, as pessoas com lesões nesse sistema perdiam a motivação e o interesse pela vida. Com isso, Solms propôs que os sonhos estão ligados às nossas expectativas de punição e recompensa, algo não muito distante da teoria freudiana sobre o tema.

“É difícil dizer, hoje, que os sonhos são ‘desprovidos de mente’”, afirma o neurobiólogo Sidarta Ribeiro, diretor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Natal. O interesse de Ribeiro pela psicanálise veio no início de seu doutorado nos Estados Unidos, quando ainda não estava adaptado ao país e teve uma depressão. Durante os dois meses que durou o episódio, ele sentia muito sono, chegando a dormir 16 horas por dia. Quando a crise passou, ele se interessou pelo sono e pelos sonhos, chegando a Freud.

O tema acabaria se tornando a linha de pesquisa principal do neurocientista, que desenvolveu estudos para ver o que acontece durante o sono quando os animais passam por períodos de aprendizado. Ele colocou eletrodos no cérebro dos bichinhos e descobriu que, se um rato não passou por nada de novo no dia dele, seu cérebro fica num estado de baixa plasticidade. Mas, se coisas diferentes acontecem durante a vigília, a atividade durante o sono REM muda. “É como se o cérebro estivesse aprendendo de novo”, afirma o cientista.

Para Ribeiro, essa é uma demonstração de que os sonhos contêm restos diurnos, o que Freud cravou em 1900. “O sonho não é aleatório. Ele revela as memórias que foram geradas, e que são a base do inconsciente”, afirma. Alguns sonhos, por sua vez, podem ser até “premonitórios”: uma pesquisa, publicada na revista Nature em 2015, mostrou que análises quantitativas da descrição de sonhos de adolescentes podem prever quadros psicóticos com até 30 meses de antecedência.

Reprimidos de verdade

O neurologista indiano Vilayanur Ramachandran, diretor do Centro para o Cérebro e Cognição da Universidade da Califórnia, em San Diego, é outro entusiasta da aproximação entre psicanálise e neurociência.

Em 1994, ele fez estudos com pessoas que sofriam de anosognosia, uma condição na qual pacientes não computam os graves danos físicos que haviam sofrido por causa de lesões cerebrais. Uma das pacientes de Ramachandran sofreu um derrame e perdeu os movimentos do braço, mas negava ter qualquer problema. Oito dias após o derrame, o cientista estimulou artificialmente o hemisfério direito da paciente, que, nessas condições, reconheceu a paralisia.

Ao término do estímulo, porém, a paciente voltou a acreditar que o membro estava normal, e perdeu qualquer lembrança de ter percebido a lesão, embora se lembrasse em detalhes do restante da conversa com o médico.

Ou seja, a informação da deficiência chegou ao cérebro da paciente, ao menos de forma inconsciente. Ela era, porém, incapaz de admitir isso em momentos de plena consciência.

Fato semelhante acontece com uma síndrome conhecida como psicose de Korsakoff, em que portadores de danos na região límbica frontal têm amnésia mas não admitem, inventando histórias para preencher as lacunas da memória.

É o caso de um paciente da neuropsicóloga Aikatereni Fotopolou, relatado por Mark Solms, que inventava narrativas mirabolantes para justificar a cicatriz em sua cabeça, ou a presença do pesquisador na sala. Ao longo dos dias, a história variava: Solms era um cliente; companheiro de bar; um colega do time em que jogara quando mais jovem; o mecânico de um carro esporte – que ele não possuía. Tudo, menos um médico tratando de um problema que, afinal, ele não admitia ter.

Ao analisar quantitativamente as alegações do paciente, Fotopolou percebeu que não eram aleatórias: a maioria representava aspirações, coisas positivas, desejos. Assim como os pacientes de Ramachandran, o homem reconstruía a realidade como gostaria que fosse. Era uma forma de lidar com a perda, equivalente à repressão teorizada por Freud – a ideia de que algumas memórias seriam dolorosas demais para mantermos e, por isso, acabam varridas para o fundo do inconsciente.

Na verdade, é difícil bater o martelo e afirmar que “Freud acertou aquilo” ou “Freud errou isso”. Como tudo que envolve a mente humana, não há uma única resposta para nossas inquietações – o que dirá uma única pessoa que seja capaz de explicá-las.

O que publicamos aqui na SUPER lá em 2008 não estava errado: a teoria de Freud é realmente cheia de generalizações e escorregões.

Talvez o maior acerto do austríaco tenha sido outro: “Mais que qualquer teoria específica, o legado de Freud é uma apreciação da riqueza e da complexidade da mente, do fato de que as coisas têm significados para além do que se pode ver na superfície”, diz Jonathan Shedler, psicólogo e professor de psiquiatria da Universidade do Colorado.

O que a ciência está fazendo agora é tentar fornecer as bases fisiológicas para toda essa complexidade. Algo que o próprio Freud, que era médico, neurologista e psiquiatra, aprovaria.

Fonte:

https://super.abril.com.br/ciencia/o-retorno-de-freud/

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Autoconhecimento

O dilema do porco-espinho, de Arthur Schopenhauer

O dilema do porco-espinho é uma metáfora criada pelo filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860) para ilustrar o problema da convivência humana. Schopenhauer expôs esse conceito em forma de parábola na sua obra Parerga und Paralipomena, publicada em 1851, onde reuniu várias de suas polêmicas anotações filosóficas. O dilema do porco-espinho é apenas um parágrafo que surge no Volume II desta obra, no entanto, tornou-se um conto popular citado até mesmo por Sigmund Freud, o pai da psicanálise.

No livro Schopenhauer e os anos mais selvagens da filosofia, de Rüdiger Safranski, o autor sugere que Schopenhauer inspirou-se em uma escalada ocorrida quando o filósofo tinha apenas 16 anos:

No livro Schopenhauer e os anos mais selvagens da filosofia, de Rüdiger Safranski, o autor sugere que Schopenhauer inspirou-se em uma escalada ocorrida quando o filósofo tinha apenas 16 anos:

Finalmente, em 30 de julho de 1804 — quando a grande viagem já se aproxima de seu fim — chega a escalada da montanha Schneekopp [o Pico da Neve] na Silésia, então alemã, hoje na Polônia. A jornada leva dois dias. Arthur pernoitou com seu guia em uma cabana construída em um planalto intermediário, no sopé do cume mais alto da montanha. “Entramos em uma peça única cheia de pastores embriagados. […] Era insuportável; sua quentura animalesca […] produzia um calor candente”. A “quentura animalesca” dos homens amontoados naquele espaço exíguo — foi daqui que Schopenhauer tirou sua metáfora posterior dos porcos-espinho que se empurravam uns contra os outros para se defenderem do frio e do medo.( SAFRANSKI, 211, pg. 99)

O dilema do porco-espinho

Um número de porcos-espinho ​​se amontoaram buscando calor em um dia frio de inverno; mas, quando começaram a se machucar com seus espinhos, foram obrigados a se afastarem. No entanto, o frio fazia com que voltassem a se reunir, porém, se afastavam novamente. Depois de várias tentativas, perceberam que poderiam manter certa distância uns dos outros sem se dispersarem.

Do mesmo modo, as necessidades sociais, a solidão e a monotonia impulsionam os “homens porcos-espinho” a se reunirem, apenas para se repelirem devido às inúmeras características espinhosas e desagradáveis de suas naturezas. A distância moderada que os homens finalmente descobrem é a condição necessária para que a convivência seja tolerada; é o código de cortesia e boas maneiras. Aqueles que transgridem esse código são duramente advertidos, como se diz na Inglaterra: keep your distance! Com esse arranjo, a necessidade mútua de calor é apenas parcialmente satisfeita, mas pelo menos não se machucam.

Um homem que possui algum calor em si mesmo prefere permanecer afastado, assim ele não precisa ferir outras pessoas e também não é ferido.

Autor: Alfredo Carneiro

Fonte:

https://www.pensarcontemporaneo.com/o-dilema-do-porco-espinho-de-arthur-schopenhauer/

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Análise de Filmes

166 filmes para expandir a sua consciência

Aqui está uma lista de mais de 100 documentários, você pode assistir de graça e online. Eles são cerca de Ciência, Consciência, Espiritualidade, Conspirações e claro, ETs… É uma miscelânea de assuntos fascinantes para sua evolução espiritual. Divirta-se!

1. Home (2009)

2. Thrive (2011)

3. Paradise or Oblivion (2012)

4. Love, Reality and the Time of Transition (2011)

5. Earthlings (2005)

6. Everything You Know Is Wrong (2000)

7. Zeitgeist: Addendum (2008)

8. Zeitgeist: Moving Forward (2011)

9. The Money Fix (2009)

10. The Wikileaks Documentary (2010)

11. Owned & Operated (2012)

12. Overdose: The Next Financial Crisis (2010)

13. Apologies of an Economic Hitman (2010)

14. The Beautiful Truth (2008)

15. The Awakening (2011)

16. What Would It Look Like? (2009)

17. The World According to Monsanto (2008)

18. Esoteric Agenda (2008)

19. Making a Killing: The Untold Story of Psychotropic Drugging (2008)

20. College Conspiracy Scam in USA (2011)

21. The Indigo Evolution (2005)

22. Edible City: Grow the Revolution (2012)

23. Collapse (2009)

24. The Global Brain (1983)

25. The White Hole in Time (1993)

26. The Primacy of Consciousness (2011)

27. Fuel (2008)

28. Power of Community: How Cuba Survived Peak Oil Crisis (2006)

29. What a Way to Go: Life at the End of Empire (2007)

30. Resonance: Beings of Frequency (2012)

31. War by Other Means (1992)

32. Endgame (2007)

33. War Made Easy (2007)

34. The War on Democracy (2007)

35. Rise Like Lions: The Occupy Wall Street Documentary (2011)

36. Propaganda (2012)

37. The Secret of Oz (2009)

38. The One Percent (2006)

39. The Shock Doctrine (2009)

40. Iran Is Not the Problem (2008)

41. PsyWar: The Real Battlefield Is the Mind (2010)

42. Vaccine Nation (2008)

43. Psychiatry: An Industry of Death (2006)

44. Flow: For the Love of Water (2008)

45. Kymatica (2009)

46. Pots, Pans, and Other Solutions (2012)

47. Manna: The Psilocybin Mushroom Documentary (2011)

48. What in the World Are They Spraying (2010)

49. Why in the World Are They Spraying (2012)

50. Globalization: The New Rulers of the World (2001) 51. Terrorstorm (2006) 52. Fall of the Republic (2009) 53. Crop Circles: Crossover From Another Dimension (2006) 54. The Day Before Disclosure (2010) 55. 9/11: The Road to Tyranny (2002) 56. 9/11: In Plane Site (2004) 57. 9/11: Press For Truth (2006) 58. The Revelation of the Pyramids (2010)59. Ancient Knowledge (2012) 60. The Union: The Business Behind Getting High (2007) 61. Money As Debt (2006)62. Money As Debt II (2009) 63. The Age of Stupid (2009) 64. Outfoxed: Rupert Murdoch’s War on Journalism (2004)65. Crossroads: Labor Pains of a New Worldview (2013) 66. Human Resources: Social Engineering in the 20th Century (2010) 67. Renaissance 2.0 (2010) 68. Consuming Kids: The Commercialization of Childhood (2008) 69. The War on Kids (2009) 70. Palestine Is Still the Issue (2002) 71. Peace, Propaganda, and the Promised Land (2004) 72. Occupation 101: Voices of the Silenced Majority (2006) 73. Walmart: The High Cost of Low Prices (2005) 74. Big Sugar (2005)75. The Fluoride Deception (2011) 76. Fluoridegate: An American Tragedy (2013) 77. An Inconvenient Tooth (2012)78. The Great Culling: Our Water (2013) 79. Shots in the Dark: Silence on Vaccines (2009) 80. I Am Fishead: Are Corporate Leaders Psychopaths? (2011) 81. Capitalism Is the Crisis (2011) 82. Slavery By Consent (2012) 83. The Crisis of Civilization (2011) 84. No Logo: Brands, Globalization, and Resistance (2003) 85. 97% Owned (2012) 86. Culture in Decline – Episode 1: What Democracy? (2012) 87. Culture in Decline – Episode 2: Economics 101 (2012) 88. Culture in Decline – Episode 3: C.V.D. (2012) 89. Culture in Decline – Episode 4: War on Nature (2013) 90. Inner Worlds, Outer Worlds – Part 1: Akasha (2012) 91. Inner Worlds, Outer Worlds – Part 2: The Spiral (2012) 92. Inner Worlds, Outer Worlds – Part 3: The Serpent and the Lotus (2012) 93. Inner Worlds, Outer Worlds – Part 4: Beyond Thinking (2012)94. Ethos: A Time for Change (2010) 95. Rich Media, Poor Democracy (2003) 96. Weapons of Mass Deception (2004)97. Entheogen: Awakening the Divine Within (2007) 98. American Blackout (2006) 99. Uncounted: The New Math of American Elections (2008) 100. Blue Gold: World Water Wars (2008) 101. Big Bucks, Big Pharma: Marketing Disease and Pushing Drugs (2006) 102. The End of Suburbia (2004) 103. Rethink Afghanistan (2009) 104. There’s No Tomorrow (2012) 105. Iraq for Sale: The War Profiteers (2006) 106. Priceless (2012) 107. What the Bleep Do We Know? (2004)108. Fat, Sick, and Nearly Dead (2010) 109. The 11th Hour (2007) 110. Paradise With Side Effects (2004)111. Starsuckers (2009) 112. Awakening the Dreamer: Changing the Dream (2011) 113. Religulous (2008) 114. Sir! No Sir! – The GI Movement to End the Vietnam War (2005) 115. Gasland (2010) 116. Hacking Democracy (2008) 117. Real Estate 4 Ransom: Why Does Land Cost the Earth? (2012) 118. Vanishing of the Bees (2009) 119. Tapped (2009) Os primeiros 119 são dicas do portal OpenBoxThinking 120. DMT: The Spirit Molecule 121. Baraka (1992) 122. Samsara123. Cut Poison Burn 124. The Business of Being Born 125. The Cove 126. Ayahuasca: Ancient Plant Medicine127. Hempster – Plant the Seed 128. Coca Lives 129. Forks Over Knives 130. Dirty Pictures (The God Father of Ecstasy)131. All Watched Over by Machines of Loving Grace 132. The Money Masters 133. The Secret of Oz 134. Spirit Science 1-15 135. Garbage Warrior 136. Top 10 Eco Films of All Time 137. What Babies Want 138. Ring of Power 139. House of Numbers 140. SiCKO 141. True History of Marijuana 142. Run From The Cure 143. Eye of The Illuminati 144. Burzynski: Cancer Is Serious Business (2011) 145. Shaman Voyage 146. Libertopia 147. Zeitgeist 148. Stepping Into The Fire149. Propaganda 150. Secret Ancient Knowledge 151. The Holy Mountain 152. Food Inc. 153. The Silent Revelation of Truth 154. The Obama Deception 155. The Great Culling: Our Water 156. Dreaming Awake At The End of Time 157. The New American Century 158. ZERO: An Investigation into 9/11 159. The House I Live In 160. Black Whole 161. We Are Legion – The Story of the Hacktivists (2012) 162. Sirius – 2013 163. The Shock Doctrine 164. Manifesting the Mind: Footprints of the Shaman 165. Genetic Roulette 166. The Disclosure Project Essa lista nunca estará completa! Por favor, mantenha-a atualizada, mandando novos links pra gente!! OBRIGADO!

 

 

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Sagrado Feminino & Masculino

Descubra aqui algumas chaves para manter sua sexualidade ativa numa relação a longo prazo

Um nível profundo de compreensão e a vontade de investir recursos é fundamental para a capacidade de resposta. Um parceiro receptivo mostra compreender a sua outra metade, em vez de repudiar seus problemas ou ignorá-los. Trata-se de estar consciente e responder às necessidades emocionais da outra pessoa.

 

“Nossa pesquisa mostra que os parceiros que são sensíveis ao outro fora do quarto são capazes de manter o seu desejo sexual. Receptividade – que é um tipo de intimidade – é tão importante em um relacionamento porque sinaliza que um está realmente preocupado com o bem-estar do outro”.

 

Para a pesquisa 100 casais heterossexuais mantiveram diários ao longo de seis semanas. Eles relataram seu próprio desejo sexual e a capacidade de resposta do seu parceiro fora do quarto. Os resultados mostraram que homens e mulheres sentiram mais desejo sexual quando o parceiro era mais sensível às suas necessidades não-sexuais. As mulheres em particular responderam a níveis mais elevados de capacidade de resposta em seus parceiros com maiores níveis de desejo sexual.

 

Os autores do estudo explicam:

“As pessoas que percebem que os seus parceiros compreendem e apreciam as suas necessidades podem ver interações sexuais como uma forma de melhorar as experiências íntimas com parceiros sensíveis e, portanto, podem experimentar um maior desejo para o sexo com eles.”

 

 

Professor Birnbaum disse:

“Ser bom” e coisas desse tipo não são, necessariamente com base em quem o parceiro é e o que o parceiro realmente quer. Quando um parceiro é realmente sensível, a relação parece especial e única e ele ou ela é percebida como valorizado e desejável. O desejo sexual prospera em aumentar a intimidade, e ser sensível é uma das melhores maneiras de incutir essa sensação indescritível ao longo do tempo; melhor do que qualquer sexo pirotécnico “.

O estudo foi publicado no Journal of Personality and Social Psychology (Birnbaum et al., 2016 ).

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Formação Profissional

Livros para compreender melhor a mente humana

Para nos ajudar a compreender um pouco melhor os mistérios da mente humana, diversos psicanalistas, psicólogos, psiquiatras, neurocientistas e outros pesquisadores dedicam anos de estudo para tentar entender o funcionamento das “camadas” que formam a nossa mente!

 

1. Rápido e Devagar: duas formas de pensar (Daniel Kahneman)

 

Este livro é para você que sempre se questiona: “Oh meu Deus, porque eu fiz isso?!”.

Daniel Kahneman, Nobel de Economia, apresenta de modo claro as características e consequências das duas formas mais comuns do ser humano pensar: rápido (de modo intuitivo e emocional) e devagar (de maneira mais lógica).

Durante as explicações de seus estudos, percebemos como não devemos confiar plenamente em nosso próprio cérebro, pois nele estão muitos pensamentos errôneos ou incompletos que nos podem levar a tomar medidas precipitadas e equivocadas.

Há uma limitação desconcertante de nossa mente: nossa confiança excessiva no que acreditamos saber, e nossa aparente incapacidade de admitir a verdadeira extensão da nossa ignorância e a incerteza do mundo em que vivemos.

 

2. Em Busca de Sentido (Viktor E. Frankl)

 

Qual o sentido da vida? Esta deve ser uma das perguntas mais complexas da história da Humanidade! Mas algumas pessoas, como o autor desta obra, foram capazes de decifrar este enigma… mesmo que no pior dos cenários.

Viktor Frankl (1905 – 1997) talvez seja o ser humano mais resiliente da história! Após ter que enfrentar o horror de QUATRO campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial, o criador da Logoterapia conseguiu superar todas as adversidades e seguir com sua vida.

E você consegue descobrir como ele conseguiu fazer isso? Sim, entendendo o sentido da sua vida! Nesta obra, além de acompanhar os relatos pessoais deste médico psiquiatra austríaco durante o tempo em que esteve preso nos campos nazistas, também aprendemos os conceitos básico da Logoterapia. Não sabe o que é? Relaxa, Frankl explica tudo!

 

 

3. O Animal Social (Elliot Aronson)

 

Este é um estudo de referência sobre as relações sociais contemporâneas, uma obra essencial para quem tem interesse em psicologia social, mas não está muito por dentro do assunto.

Nesta obra, a partir de diversas experiências aplicadas por Eliot e sua equipe, temos algumas explicações para “justificar” a existência de pensamentos que são motivos para problemas sociais recorrentes, como o preconceito e a alienação, por exemplo.

Além disso, O Animal Social também nos ajuda a entender alguns dos mecanismos que se encontram “escondidos” por trás das relações interpessoais. É simplesmente imperdível para quem busca uma compreensão mais ampla da mente humana numa sociedade.

 

 

4. Incógnito: As vidas secretas do cérebro (David Eagleman)

David Eagleman te dá uma pá e convida a cavar as mais profundas camadas do cérebro humano!

Nesta obra, apresentando exemplos ligados ao cotidiano, Eagleman mostra como nem sempre o nosso cérebro (consciente) está no comando das coisas.

Incógnito: as vidas secretas do cérebro foi eleito bestseller pelo The New York Times e entre os mais recomendados pelo Wall Street Journal. Para quem tem curiosidade sobre os mistérios do subconsciente humano e suas contradições, este livro é mais do que recomendado!

 

5. Inteligência emocional (Daniel Goleman)

A inteligência emocional é um assunto que já debatemos aqui no Pensador. Mas, se você quer se aprofundar no assunto, a obra de Daniel Goleman é a mais indicada para quem deseja entender melhor esta nova visão sobre a inteligência humana.

Em suma, a inteligência emocional é a capacidade de “controlar” os seus impulsos emocionais, ter a consciência de seus sentimentos, sentir empatia e aplicar outras habilidades sociais.

Para Goleman, ter um QI alto não é certeza de sucesso na vida, como ele mostra em diversos exemplos. O autor ainda ensina como fortalecer a inteligência emocional que existe em todos nós.

Emoções fora de controle fazem das pessoas espertas, estúpidas.

Daniel Goleman

 

 

6. Seus Pontos Fracos (Wayne Dyer)

Este bestseller foi publicado inicialmente em 1976, mas continua tão atual e importante como nunca.

Dyer nos guia através da complexidade da mente humana e dá direções de como podemos ultrapassar os piores aspectos da nossa personalidade (ansiedade, procrastinação, ciúme, medo, dependência e etc), sempre com argumentações inteligentes e sensatas.

 

 

7. Amar ou Depender? (Walter Riso)

Quando o amor se transforma na fonte do seu sofrimento, então alguma coisa de muito séria está acontecendo, não acha? A dependência afetiva e o amor são coisas totalmente distintas, e Riso nos mostra como as consequências deste “vício” podem ser devastadoras!

Riso é especialista em terapia cognitiva e, além de explicar de forma simples e clara adiferença entre amar e depender emocionalmente de alguém, neste livro ainda somos desafiados pelo psiquiatra com uma série de propostas de exercícios para identificar e acabar com uma provável relação doentia.

Amar ou Depender? é ideal para nos ajudar a perceber que podemos (e devemos) amar ao próximo sem prejudicar o nosso amor-próprio!

 

 

8. Bipolar: Memórias de Extremos (Terri Cheney)

Sentindo na pele as consequências do transtorno bipolar, a autora desta obra transcreve todas as suas experiências relacionadas com esta doença, narrando as consequências que acarreta tanto para si como para os que a cercam.

No livro de Terri Cheney ainda acompanhamos os momentos mais extremos de sua vida, entre eles diversas tentativas de suicídio, noites na prisão, exploração sexual e tratamentos de eletrochoque.

Em Bipolar: Memórias de Extremos conseguimos desvendar a percepção daqueles que sofrem com este transtorno maníaco-depressivo que atinge mais de 2 milhões de pessoas no Brasil.

 

9. 1984, de George Orwell

Um clássico distópico de 1949, mas que se torna cada vez mais atual com o passar dos anos! Esta deveria ser uma leitura obrigatória para todos os seres humanos!

Após ler 1984 você irá perceber que conceitos aparentemente surreais como a “Novilíngua” ou a existência de um “Grande Irmão”, na verdade (e assustadoramente) existem no mundo contemporâneo!

Para quem não sabe, a “Novilíngua” é uma ideia proposta no livro como um idioma criado pelo Governo para eliminar o maior número possível de palavras. Desta forma, a população fica privada de termos para construir argumentos contra o próprio governo. Bizarro, não?

Depois de 1984 seus olhos estarão muito mais atentos a vigilância do “Grande Irmão”.

 

 

10. A Arte da Guerra, de Sun Tzu

Este livro foi escrito por volta do século IV a.C, mas continua a ser muito contemporâneo e você já vai entender o motivo!

Sun Tzu foi um famoso estrategista militar e nesta obra o autor desenvolve 13 temas centrais para combater seus inimigos e vencer uma guerra.

Atualmente, todas as dicas e estratégias de Sun Tzu foram adaptadas para o mundo moderno, nas mais diversas áreas, com destaque para os setores de marketing, administração, empreendedorismo e economia.

Aliás, muitos empresários e profissionais de sucesso garantem que o “A Arte da Guerra” serviu como um “divisor de águas” em suas carreiras e até mesmo no modo como lidar com a própria vida!

 

 

 

11  A Psicologia da Espiritualidade – o Estudo do Equilíbrio Entre Mente e Espírito

A espiritualidade é a unificação dos opostos. Para que você possa evoluir espiritualmente, é necessário abandonar o ego cotidiano onde estão os sentimentos de posse, dor e perda e rumar em direção ao ego verdadeiro, adotando uma perspectiva mais ampla, que vai além das crenças impostas. Esse é o caminho para a paz interior e o bem-estar.
Neste livro, o dr. Culliford define o que é a espiritualidade, aborda os estágios do desenvolvimento espiritual, sua relação com a psicologia e sua influência na saúde mental. A cada capítulo, você encontrará casos e exercícios para induzir a reflexão. O autor analisa os estudos de Jung e Fowler e dá conselhos práticos para que você explore e desenvolva a espiritualidade através da meditação.
A Psicologia da Espiritualidade é tão completo que acabou se tornando uma poderosa fonte de direcionamento para aqueles que desejam atingir sua maturidade espiritual.

 

 

12. Truques da mente: O que a mágica revela sobre o nosso cérebro

A questão principal que este livro aborda é mais sobre como somos influenciados, com o autor tendo um olhar muito específico sobre os truques de magia e alguns estudos relacionados a neurociência.

Este livro, portanto, se lê como “A Psicologia da Magia”, e se isso soa interessante para você, essa é uma leitura obrigatória.

Quanto à praticidade, eu diria que este livro é outro daqueles livros que é sobre a compreensão, e através deste entendimento existem algumas aplicações práticas. Tudo isso dito, para mim é muito interessante, e é um dos livros mais incomuns nesta lista.

 

 

13. Incógnito – As Vidas Secretas do Cérebro

Este livro é sobre os níveis de consciência no cérebro, e como vimos, seu cérebro não é apenas a coisa que você acha que você controla. Enquanto os exemplos neste livro são bastante interessantes, considerando que é um livro “real” de neurociência, eu esperava um pouco mais da pesquisa. Apesar disso, Eagleman montou uma lista de estudos seriamente fascinantes.

A escrita é cativante, e no mínimo, você aprenderá como escrever manchetes que agarram a atenção como Eagleman faz página após a página.

 

14. O poder do hábito

Este livro veio altamente recomendado, e eu gostei, mas eu tenho alguns pensamentos. Enquanto o autor faz um ótimo trabalho de dividir os hábitos em subgrupos apropriados, e ao mostrar como os hábitos realmente operam no cérebro, há uma lacuna: o livro não mostra especificamente como mudar os hábitos. Talvez as minhas expectativas foram definidas para um tipo diferente de livro, mas eu achei a falta deste aspecto a ser abordado como um pouco de “incompletude”.

O livro ainda é uma leitura muito fácil e um grande olhar sobre como os hábitos se manifestam no cérebro.

 

 

 

 

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Autoconhecimento

9 Sinais que você se desconectou de si mesmo

1- Você oscila muito o humor

Eu mesclo momentos de muita euforia e de sentimentos de amor e pensamentos elevados, com momentos de dor, sofrimento e pensamentos negativos.
É como se eu perdesse um pouco o controle sobre aquela paz que vem nos momentos em que estou conectado e ela se dissipasse com facilidade.
Quando eu me desconecto, o ambiente externo me influencia muito mais.

2- Você lembra menos dos sonhos

Pra mim esse é um dos indicadores mais óbvios.
Quando fico algumas noites sem lembrar dos meus sonhos, sei que estou menos conectado.
Quanto mais conectado comigo mesmo eu estou, mais clareza eu tenho dos sonhos quando acordo e mais vezes tenho sonhos lúcidos.
Os sonhos não estão aí por acaso. Eles podem ser a chave para você se lembrar do que precisa fazer e a chave para inspiração para mudar sua vida.
Dê mais atenção aos sonhos. Tente se lembrar sempre do que sonhou. Anote os sonhos pela manhã. Perceba como eles são influenciados pelas rotinas que você está levando.

3- Você tem dificuldade para meditar

Quando eu to bem, é muito fácil meditar. Quando estou em paz e completamente conectado, eu tenho vontade de meditar por vários minutos e várias vezes ao dia.
Mas é justamente quando temos mais dificuldade de meditar que mais precisamos.
Dizem que Gandhi em um sua viagem de peregrinação pela libertação da India meditava quando foi interrompido por um de seus assessores.
“Gandhi, precisamos ir. Temos muitos compromissos”
E Gandhi respondeu: “Eu preciso de uma hora para meditar”
“Impossível, não temos uma hora para você meditar”
“Ok, agora eu preciso de duas horas para meditar”
Quando a gente menos medita é quando mais precisamos meditar.
Se você está com dificuldade para meditar, talvez precise dar mais atenção a isso.
Esse é um bom termômetro para saber quão desconectado você está.

4- Você fica acelerado

Estar acelerado é estar desconectado do momento presente.
Eu me acelero quando entro num ritmo de muitos pensamentos ao mesmo tempo.
E eu me acelero quando acredito na falsa noção de que estou atrasado e que as coisas têm que acontecer mais rápido e que não vai dar tempo de fazer tudo o que quero, e que vou perder oportunidades, e que não posso parar e que não vou dar conta, e que tudo vai dar errado….ahhhh
Às vezes é legal acelerar. É bom entrar num ritmo de produtividade e fluxo de ideias. Mas não viver acelerado. Não todos os dias. Isso traz ansiedade.
Ansiedade é falta de presença.

5- Você se desentende mais com as pessoas

Quando eu me desconecto, eu pareço entender menos as pessoas. A comunicação fica menos clara.
Eu sinto que perco um pouco do poder de empatia. De entender qual é a necessidade da pessoa naquele momento.
Os seres humanos são muito complexos. Por trás das máscaras que usam e por trás de comportamentos automáticos de auto defesa, existem pessoas que sofrem e precisam de cuidado.
É impossível entender o que uma pessoa precisa sem estar conectado.
Quando você está conectado consigo mesmo, é como se conseguisse capturar melhor o que o outro precisa. Como se a alma dele falasse com a sua. Sem necessidade de verbalização.
Sem a pessoa precisar dizer.
Você simplesmente sabe.
E quando você está desconectado, essa conexão não se estabelece.
E o que acontece é que você supões coisas, supõe o que acha que está acontecendo com o outro e não se conecta. Você age com base em suposições e aí acaba se desentendendo.
Quanto mais você está se desentendendo com as pessoas, menos conectado você deve estar.

6- Você percebe menos os sinais do universo

O universo está o tempo inteiro dando sinais. Nos direcionando. Dizendo para onde devemos ir.
Querendo nos colocar em situações que devemos vivenciar, nos conectando com pessoas, ou nos dando dicas de coisas que precisamos prestar atenção.
E quando se está desconectado, esses sinais passam despercebidos.
Eles não acontecem de vez em quando. Acontecem o tempo todo. Em praticamente todas as interações. Basta observar com atenção, confiar nesses sinais e segui-los.
Quanto mais você segue, mais eles acontecem.
As sincronicidades são as ferramentas do universo para te mover em direção ao que precisa fazer.
Quantas sincronicidades você percebeu nos últimos dias?

7- Sua intuição falha

Nossa intuição é o nosso principal guia. É o coração que deve nos ajudar nas escolhas e não a mente racional. A mente racional serve apenas para podermos realizar as coisas que o coração direcionou.
O problema é que quando estamos desconectados, a mente racional fica muito mais forte.
Quanto mais alto fala a mente racional, mais difícil fica de escutar o coração.
E aí a gente acha que está seguindo a intuição, mas na verdade está apenas seguindo a mente racional.
Quanto mais conectado você está, mais clara é a diferença entra as duas vozes. Fica muito fácil saber quando é intuição. E aí a intuição não falha.
E quando a intuição está afiada, a vida fica muito legal. É como se você tivesse superpoderes. Superpoderes para adivinhar a resposta certa, para tomar decisões corretamente, para antecipar o que está por vir, para capturar o que está flutuando na nuvem e trazer para o mundo real.

8- Sua saúde fica pior

Você tem vontade de se alimentar de coisas piores. De comer alimentos mais densos, de comidas gordurosas e muito açúcar.
Você não tem vontade de fazer exercícios.
Você dorme mal e dorme menos.
Você tem menos disposição e parece ficar mais cansado.
Talvez esse seja o indicador mais óbvio, mas a gente não olha pra isso direito.
Somente quando esses sinais começam a ficar extremamente evidentes é que a gente percebe. Somente quando o corpo começa a gritar. Quando ficamos doentes, quando a pele muda, quando os órgãos parecem não funcionar tão bem.

9- A vida fica em desordem

Quando eu me desconecto, minhas rotinas ficam bagunçadas.
Eu acumulo mensagens não lidas, emails não respondidos, correspondências sem abrir.
Minhas finanças ficam em desordem e eu perco o controle das minhas contas.
Minha casa fica bagunçada e as vezes até minhas plantinhas sofrem porque eu esqueço de regar.
Eu fico confuso, com muita informação na cabeça e pouca coisa sendo realizada.
A vida precisa de ordem. Ordem traz clareza. E clareza faz a energia fluir mais livremente. Sem resistência e sem pontos de estanque. Energia parada é o não fluxo.
Esses são sinais que eu observei na minha vida e agora quero prestar mais atenção a eles. A vida está o tempo inteiro nos dando sinais. Nos dizendo se estamos no caminho certo ou se nos desviamos.
Aí é só recalcular rota e voltar a se conectar. Quanto mais conectado, mais fácil tudo parece ficar.
Não precisa mudar tudo de uma vez. É uma coisa de cada vez.
Um dia de cada vez. Faça seu dia de hoje ficar bom. Tente mudar um pouquinho dessas coisas que estão aqui.
Comece a mudar pouco a pouco suas rotinas e logo você vai se sentir conectado novamente… mais rápido que você imagina.
Gustavo Tanaka
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Formação Profissional

POR QUE VOCÊ QUER SER UM TERAPEUTA?

Se você quer ser reconhecido, tenho certeza que não é essa a sua profissão, seja um artista.
Se você deseja ganhar muito dinheiro, afaste-se dessa área, talvez até te empobreça, compre um bilhete da loteria é mais seguro.
Se quiser fazer caridade, está na hora de cuidar de si mesmo, pois deveria estar fazendo-a sem qualquer título e sem falar que a faz.Ser quer ser um psicanalista para entender a alma humana, PARE. Não se entende a alma humana, mas sente-se a alma humana, e isso você aprende com a vida, começando pela sua.
Se quiser o poder sobre os outros, cuidado, cairá como muitos no absurdo mental e não saberá mais quem é você.
Se não quer mais patrão, fique em seu trabalho e contente-se com ele, aqui você terá centenas, pois trabalhará individualmente com muito carinho para cada um deles.
Se quiser uma vida mágica, fique com os livros de fantasia e histórias, os atendimentos irão te mostrar uma face muito triste, sofrida e muitas vezes muito doente e escura do ser humano.
Enfim se deseja mergulhar em si mesmo como nunca imaginou, sente em seu íntimo um chamado sem palavras, se quer um mundo melhor começando por você, se quer ver as pessoas aprendendo a cuidar de si mesmas, então são pessoas como você que precisamos ao nosso lado.
Isso ainda não é ser um terapeuta, mas é tudo que precisamos para ajudá-lo a despertá-lo dentro de ti.
Ricardo Dih Ribeiro
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Formação Profissional

PARÂMETROS PARA FORMAÇÃO EM PSICANÁLISE

 

Icone Casa da Psicanálise COR

O QUE É PSICANÁLISE:

É a ciência/arte que objetiva a transposição inconsciente/consciente. Considerada como a forma de tratamento das neuroses atualmente denominadas “psiconeuroses” tem por norma seu tratamento através das diferentes correntes psicanalíticas e áreas afins.

 

O CURSO TEM REGISTRO NO MEC?

Não. Nem tão pouco os demais cursos de Formação em Psicanálise existentes no País. Também não existem cursos de Formação em Psicanálise no âmbito universitário reconhecido pelo MEC. Existe sim, Especialização Latu Sensu em diversas áreas da Psicanálise, mas que não vale como Formação em Psicanálise. E, concluído, o curso, o aluno de Formação em Psicanálise recebe um Certificado expedido pela Casa da Psicanálise, que poderá se filiar em uma Sociedade de Psicanálise e dela receber a Carteira de Psicanalista e assim poder atuar.

 

QUEM É O PSICANALISTA JUNTO Á CLIENTELA E AO MINISTÉRIO DO TRABALHO?

É um profissional que pratica a Psicanálise em consultórios, clínicas e até hospitais, empregando metodologia exclusiva ao bom exercício da profissão, quais sejam, as técnicas e meios eficazes da psicanálise no tratamento das psiconeuroses. Para atingir plenamente seus objetivos, o psicanalista deve ser uma pessoa com sólida formação humanitária, visto que a profissão requer uma acentuada cumplicidade entre analista e seu paciente. Os psicanalistas têm sua profissão classificada na C.B.O. (Classificação Brasileira de Ocupações) no Ministério do Trabalho – Portaria nº 397/TEM de 09/10/2002, sob o Nº 2515.50, podendo exercer sua profissão em todo o Território Nacional.

 

 

POR QUE O CURSO É ABERTO A VÁRIAS PROFISSÕES?

É aberto porque nenhuma Lei especificou o contrário. Vale dizer, que desde o princípio era uma profissão aberta a quem se interessasse e que atraiu não só médicos – como Jung e Adler – mas também advogados, filósofos, literatos, educadores e teólogos, sociólogos, pedagogos e todos interessados nesta área. Por isso restringir a Psicanálise a essa ou àquela profissão é absolutamente contrário à ciência, ilegal e inconstitucional, pois “todos são iguais perante a Lei”.

 

O QUE FAZ O PSICANALISTA?

O Curso de Formação em Psicanálise Clinica é direcionado aos interessados em adquirir conhecimentos mais profundos na área da Psicanálise, que buscam aprender a dinâmica das problemáticas emocionais e afetivas em conformidade com as teorias psicanalíticas, e aos que desejam utilizar a Psicanálise como Terapia e clinicar. Todavia, não se restringindo, pois, sua grade curricular apresenta uma gama de conhecimentos que se ajustam às necessidades particulares de indivíduos e de grupos, visando uma ampla cognição e discernimento, fatores fundamentais para futuros profissionais e acadêmicos das áreas da Psicanálise.

 

A FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM PSICANÁLISE COMPREENDE OS SEGUINTES ASPECTOS:

  • Teoria e a Técnica das diversas correntes da Psicanálise;
  • Análise pessoal, onde o profissional deverá por toda a sua vida estar sempre em análise.
  • Supervisão e constante aprendizado;
  • Constante leitura e pesquisa na área de sua formação.

 

 

I – TEORIA E A TÉCNICA:

No transcorrer do Curso de Formação em Psicanálise Clinica, concomitante as teorias e as técnicas de Freud, estudaremos também todos os grandes teóricos das mais diversas correntes psicanalíticas. Diferente de todos os outros profissionais, o psicanalista apropria-se do conceito de inconsciente, pois é devido ao fenômeno da transferência que a cura tem lugar. A Psicanálise justifica sua origem e existência no âmbito clínico quando leva um sujeito a perguntar-se sobre seu sofrimento.

II – ANÁLISE PESSOAL:

A experiência clínica da análise pessoal, buscas analisar o domínio permanente do inconsciente sobre a totalidade da vida consciente, cabendo ao analista o trabalho de tornar consciente o inconsciente. O analista atua como um decifrador, o qual, com seus recursos técnicos, é capaz de traduzir e revelar ao sujeito os seus desejos, fornecendo-lhe sentido e apontado caminhos na solução de suas. A análise tem a priori de recuperar  o desenvolvimento emocional estagnado na(s) área(s) reflexiva, cognitiva ou afetiva, por conseguinte equilibrar a razão e a emoção.

III – SUPERVISÃO:

A supervisão é um processo de habilitação do candidato. A contribuição principal da pesquisa é a abordagem psicanalítica no processo de supervisão, nesse sentido os objetivos são:

  • Tornar apto e habilitado o candidato no uso do método psicanalítico;
  • Contribuir na aquisição da capacidade na lida com pacientes, fundamentado no discernimento do material analítico.

 

PÚBLICO:

O Curso de Formação em Psicanálise Clinica é direcionado aos profissionais de diversas áreas do conhecimento que desejem obter maiores aprendizados na área da Psicanálise, tais como: Psicólogos, Psiquiatra, Médicos, Psicopedagogo, Assistente Social, Filósofo, Profissionais do campo Jurídico, Teólogos, Educadores, Pastores, Missionários, Líderes, Profissionais do Serviço de Saúde, e dentre outros. Servindo igualmente para discentes que buscam novos desafios nesta brilhante carreira.

 

JUSTIFICAÇÃO:

Existe uma demanda enorme de pessoas que necessitam de apoio de um Psicanalista para orientá-las e mostrar perspectivas de solução de seus problemas emocionais e afetivos, dentre eles: a ansiedade, o amor e o ódio, do desejo e da lei, dos sofrimentos e do prazer, de nossos atos de fala, nossos sonhos e nossas fantasias, fobias, depressões, neuroses, psicoses, obsessões, impulsos auto e heteroagressivos, angústias e crises diversas. Este profissional ajudará a sociedade para uma convivência mais humana, harmônica e feliz, objetivando uma melhor qualidade de vida!

 

ATUAÇÃO:

No final do Curso de Formação em Psicanálise Clínica você estará apto para atuar nos seguintes segmentos: AVALIAR e TRATAR COMPORTAMENTOS INDIVIDUAIS, GRUPAIS E INSTITUCIONAIS, selecionar casos, entrevistar pessoas, levantar dados relativos, examinar pessoas e situações, escutar pessoas ativamente. Investigar pessoas, situações e problemas, escolher o objeto avaliativo, aplicar instrumento de avaliação, sistematizar informações, elaborar diagnósticos, pareceres, laudos e perícias, responder a requisitos técnicos judiciais, devolver resultados (devolutiva). Proporcionar espaço para acolhimento de vivências emocionais (setting), dar suporte emocional, tratar o consciente e inconsciente, harmonizar os vínculos paciente-terapeuta, interpretar e resolver conflitos e desentendimentos familiares e institucionais; promover a integração psíquica e o desenvolvimento das relações interpessoais e da percepção interna, praticar a docência.

 

QUEM PODERÁ FAZER O CURSO?

Médicos, Professores, Engenheiros, Odontólogos, Advogados, Assistentes Sociais, Pedagogos, Teólogos, Enfermeiros, Pastores, Padres, Psicólogos, Biólogos, Administradores de Empresas, Contadores, etc. Este curso é dirigido a todos os interessados em adquirir conhecimentos mais profundos em Psicanálise. Aos que querem aprender a dinâmica de seus problemas emocionais e afetivos de acordo com as teorias psicanalíticas, e aos que desejam dedicar-se à Psicanálise como Terapeutas e Clinicar.

 

 

ESTÁGIO:

O aluno receberá da Casa da Psicanálise a partir do 25º Módulo, uma autorização por escrito para atender pacientes-piloto. Para isto, o aluno deverá desenvolver o seu estágio e cumprida as etapas ele entregará uma pasta de relatório onde vai provar que fez o estágio em atendimentos gratuitos a pacientes, sendo todo o processo monitorado por um Supervisor de Casos Clínicos.

ANÁLISE DIDÁTICA E MONOGRAFIA:

O formando deverá apresentar até o final do Curso sua Monografia e a Certidão de Análise Didata, assinada por um Psicanalista, comprovando que fez sessões determinadas, com parecer aprovado pelo profissional. *(Essa sessões são pagas pelo aluno).

ENTREGA DOS TRABALHOS:

Cada disciplina do Curso apresenta ao aluno uma atividade de pesquisa, que deverá ser enviada para os nossos professores corrigir. Os trabalhos deverão ser entregues na data solicitada em cada módulo.

 

CERTIFICADO E CREDENCIAL

 Certificado e credencial profissional emitido pela Casa da Psicanálise, registrado em cartório e outro certificado com as Especializações em Teorias e Técnicas de Abordagens Complementares.

 

CARGA HORÁRIA

Carga horária 1.420 horas, será distribuída nos módulos, atividades extra-curriculares, grupos de estudos, aulas presenciais, análise pessoal, pacientes-piloto, supervisão em aula, pesquisas e estudos de trabalho/atividades/provas por módulos.

 

PERÍODO

36 Meses – aulas ( ver calendário com a administração da escola.

 

MATERIAL INCLUSO

Apostilado para o acompanhamento das aulas teóricas e práticas.

 

Fonte: (Administração da Casa da Psicanálise)