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Comportamento

6 reflexões para entender o pensamento de Carl Jung

Fundador da psicologia analítica, o psiquiatra estudou termos essenciais para entender a psique coletiva

Nascido em 26 de julho de 1875, Carl Jung foi o psiquiatra suíço responsável por fundar a psicologia analítica, que explora a importância da psique individual e sua busca pela totalidade. Jung ajudou a popularizar termos comuns da psicologia, como “arquétipo”, o significado de “ego” e a existência de um “inconsciente coletivo”. Seu trabalho influenciou vários campos além da psicologia, como a antropologia, filosofia e teologia.

Como pesquisador em um hospital psiquiátrico na Suíça, Jung chamou a atenção de Sigmund Freud, fundador da psicanálise, e vários conceitos desenvolvidos pelos dois apresentam semelhanças. Conheça as conclusões mais notáveis observadas por ele:

Em Tipos Psicológicos, um de seus livros mais influentes, Jung analisa os padrões da personalidade e comportamento que compõem as singularidades de um indivíduo. Para o psiquiatra, todas essas características são resultado da maneira única como cada pessoa opta por utilizar suas capacidades mentais.

Como exemplo, Jung afirma que existem duas “atitudes” opostas, conhecidas como extroversão e introversão: cada indivíduo parece dividir sua energia entre o mundo externo e interno, em diferentes escalas. O introvertido se sente mais confortável com seus próprios pensamentos e sentimentos enquanto o extrovertido se sente “em casa” quando lida com outras pessoas e objetos, além de prestar mais atenção sobre seu impacto diante do mundo — introvertidos, por sua vez, costumam observar como o mundo ao seu redor os afeta. Jung foi um dos principais estudiosos sobre esse traço de personalidade e ajudou a popularizar o conceito.

Todas as pessoas carregam quatro funções cognitivas principais
Ao contribuir com sua teoria sobre “tipos” psicológicos, Jung também mostrou que pessoas pensam, sentem e experimentam o mundo de maneiras distintas. Ele identificou quatro funções psicológicas fundamentais: a sensação, pensamento, sentimento e intuição. Cada uma delas pode operar tanto através do indivíduo introvertido como do extrovertido. Normalmente, apenas uma dessas características é mais dominante — a chamada “função superior”. As demais funções são mantidas no inconsciente, menos notáveis e desenvolvidas.

Em poucas palavras, devemos ter uma função que indique algo que existe — a sensação —, outra, o pensamento, estabelece o que isso significa; a terceira declara se aquilo nos convém e se queremos aceitar essa coisa ou não — o “sentir” — e a última, a intuição, serve como uma percepção inconsciente das coisas, indicando “de onde vieram e para onde estão indo”.

Seres da mesma espécie compartilham semelhanças em suas “mentes inconscientes”
Segundo Jung, nascemos com uma herança psicológica, assim como a herança biológica. As duas são importantes para determinar traços de comportamento: “assim como o corpo humano representa um ‘museu de órgãos’, cada um com um longo período evolutivo por trás dele, devemos esperar que a mente também esteja organizada desta forma”, explicou. O psiquiatra enfatiza que o inconsciente coletivo é o centro de todo aquele material psíquico que não surge a partir da experiência pessoal. Seu conteúdo e imagens parecem ser compartilhados por pessoas de todas as épocas e culturas, enquanto o inconsciente pessoal envolve o passado e memórias de cada indivíduo. O conceito afirma que nossa mente já nasce com uma estrutura capaz de determinar seu desenvolvimento no futuro e sua interação com o meio em que vive.

Os elementos comuns no inconsciente coletivo são chamados de arquétipos, ideias e imagens herdadas para responder ao mundo de certas maneiras. Jung identificou-os ao notar que vários pacientes descreviam sonhos e fantasias que incluíam referências que não poderiam ser rastreadas em seus passados pessoais. O estudioso também observou que muitos desses elementos envolvem figuras e temas religiosos encontrados em diversas culturas e mitologias.

O ego é o centro do consciente humano
Para Jung, o ego é um dos principais arquétipos da personalidade e o centro da consciência. Ele fornece direção às nossas “vidas conscientes” e tenta nos convencer de que devemos sempre planejar e analisar nossas experiências conscientemente. A explicação é parecida com a versão do psicanalista Sigmund Freud: o ego surge do inconsciente e reúne várias memórias e experiências, desenvolvendo assim a verdadeira divisão entre o inconsciente e consciente.

Todo indivíduo assume uma “máscara” sobre o inconsciente coletivo
Outro arquétipo, a persona é a aparência que apresentamos ao mundo, o personagem que assumimos perante a sociedade, incluindo nossos papéis sociais, as roupas que vestimos e a maneira como nos expressamos. Todos os indivíduos passam por essa adaptação, que tem aspectos negativos e positivos. A persona pode ser crucial para o desenvolvimento da personalidade, quando o ego passa a se identificar com o papel que desempenhamos. De acordo com Jung, é comum derrubarmos essa identificação para aprender quem somos de verdade no processo de individualização, mas é possível que as pessoas também passem a acreditar de verdade nessa “máscara” ilusória da persona. Membros de grupos minoritários tendem a ter problemas de identidade causados pelo preconceito cultural e a rejeição social de seus personagens, por exemplo.

“Mesmo uma vida feliz não pode existir sem um pouco de escuridão”
Em entrevista ao jornalista Gordon Young, feita em 1960, Jung observa que a palavra “felicidade” perderia seu significado se não fosse equilibrada por um pouco de tristeza. “É compreensível que busquemos a felicidade e evitemos os momentos de pouca sorte”, explica. “Mesmo assim, a razão nos ensina que essa atitude não é razoável e o melhor seria encarar as coisas conforme elas surgem, com paciência e tranquilidade.”

Fonte: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/02/6-reflexoes-para-entender-o-pensamento-de-carl-jung.html

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Autoconhecimento

9 Hábitos de pessoas com inteligência emocional.

O sucesso na vida pessoal e profissional é muito maior para quem desenvolve a inteligência emocional. Veja se você a pratica.

 

Por muito tempo acreditou-se que apenas o QI elevado era responsável pelo sucesso na vida de muitas pessoas. Mas seria bastante superficial acreditar que a capacidade de lidar com as emoções nada influenciam na assertividade das tomadas de decisão ao longo da vida.

Atualmente, a Inteligência Emocional (IE) é vista como uma poderosa forma de canalizar as energias do corpo e da mente para alcançar resultados positivos.

Não significa que pessoas com alto QI e baixa IE não sejam capazes de trilhar um caminho de sucesso, mas este caminho muito provavelmente terá mais instabilidade.

Isso acontece porque a inteligência emocional melhora a nossa forma de lidar com as situações da vida em todos os aspectos, permitindo tomadas de decisão mais conscientes, melhor administração do nosso comportamento e da maneira como lidamos com os problemas. Basicamente, a IE é dividida entre competência pessoal e competência social.

Competência pessoal e competência social: o que são?

A competência pessoal é composta pelo autoconhecimento e o autogerenciamento. Quando conseguimos compreender e aceitar nossas forças e fraquezas, podemos gerenciá-las a nosso favor e melhorar o relacionamento com o mundo à nossa volta.

A competência social está relacionada com a nossa consciência sobre as outras pessoas. É o desenvolvimento da empatia para compreender e respeitar os diferentes modelos mentais que nos cercam, garantindo uma convivência pacífica e próspera.

Hábitos de pessoas com alta Inteligência Emocional

Dessa forma, é possível identificar um certo padrão de comportamento das pessoas que têm uma Inteligência Emocional bem desenvolvida, por meio dos hábitos que praticam diariamente e são visíveis na qualidade das suas relações.

1. Não se ofendem facilmente

Para que uma pessoa se ofenda com as palavras ou atitudes de outra, precisa estar insegura sobre quem ela realmente é, abrindo espaço para a dúvida. Uma pessoa com inteligência emocional é autoconfiante e sabe que a ofensa é apenas um desejo de provocação que pode ser aceito ou não.

2. Não abrem espaço para reflexões negativas

Algumas pessoas gostam de pensar no lado ruim das situações da vida para se “preparar” caso o pior aconteça. No entanto, quanto mais alimentarmos pensamentos negativos, mais presentes eles serão em nossa vida.

Não quer dizer que pessoas com inteligência emocional não pensem nas possibilidades de algo dar errado, mas fazem isso apenas o suficiente para estarem conscientes do que pode acontecer. Depois, o foco é na atitude de fazer dar certo.

3. Veem o lado divertido de tudo

Pessoas com inteligência emocional sabem que o bom humor é poderoso e que os momentos de felicidade são criados por cada um. Por isso, são capazes de transformar qualquer situação desagradável em um momento mais fácil de lidar e sempre têm palavras positivas para compartilhar. Para elas, a dificuldade é uma questão de perspectiva.

4. Não responsabilizam os outros pelo que sentem

A Inteligência emocional traz a consciência de que cada um é responsável pelo que sente e pelo que decide fazer da própria vida. Portanto, ninguém mais além de nós mesmos tem o poder de nos fazer sorrir ou chorar, não importa o que digam.

5. Perdoam, sem esquecer do que lhes foi feito

Parece muito difícil perdoar alguém por ter feito algo que nos feriu profundamente. Mas só é difícil para quem pensa que perdoar é esquecer. Na verdade, perdoar é deixar o erro no passado para que não atrapalhe mais o seu caminho. A lembrança que ficar deverá servir para evitar que o erro se repita.

6. Gostam de compreender os sentimentos dos outros

Pessoas com inteligência emocional sabem que conhecer e falar sobre sentimentos é fundamental para lidar com eles de forma positiva e saudável. Por isso, se importam em saber como as pessoas à sua volta se sentem, claro, se estas quiserem falar a respeito.

7. Sabem lidar com conflitos

Quando somos contrariados, a tendência é que sejamos agressivos ou muito passivos, seja física ou verbalmente. Mas o ideal é que haja um equilíbrio entre nossas atitudes.

As pessoas com inteligência emocional compreendem a importância de agir com empatia e gentileza em um momento de pico emocional. Elas desenvolvem a habilidade de demonstrar segurança em si mesmas e não agem por impulso. A pausa para reflexão é sempre a primeira atitude.

8. Gostam de adquirir conhecimento sobre inteligência emocional

Ao começarmos a praticar a inteligência emocional através de hábitos como o autoconhecimento e o autogerenciamento, mais habilidades desenvolvemos acerca do assunto e mais conhecimento desejamos ter.

Dessa forma, estudar a fundo as emoções nos permite ampliar nosso vocabulário emocional e nos expressar com maior clareza sobre o que sentimos e como desejamos ser compreendidos.

9. Praticam a positividade

A positividade constante só é possível para aqueles que não se prendem ao que não podem controlar. Pessoas com Inteligência emocional são conscientes dos problemas do mundo, mas não permitem que seu dia seja ruim por fatos que não podem alterar para sentirem-se melhor.

Dessa forma, procuram ser positivas em tudo que dizem e fazem, na intenção de mostrar esse lado positivo para as pessoas que as cercam e promover o fortalecimento saudável das emoções e das relações.

E então, conseguiu se identificar com algumas dessas características?! Começar a praticá-las pode não ser tão fácil, mas é possível e só depende do seu esforço diário. Viva um dia de cada vez e prefira ver sempre o lado bom das coisas.

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Sabedoria Ancestral

CEBOLA DENTRO DO QUARTO?

Existem diversas sabedorias populares que afirmam que a cebola tem o poder de absorver doenças. Mas será que isso é verdade? Veja abaixo de onde surgiu essa história e o que a ciência diz sobre isso.

Cebola que absorve doença – a origem da história

A origem desta história vem do início do século passado. Em 1919, uma forte gripe estava acometendo a população mundial e matou cerca de 40 milhões de pessoas. Os hospitais já não conseguiam controlar a epidemia e muitas pessoas estavam infectadas. Um médico então ouviu falar de uma família de agricultores que, apesar de morar em uma vila onde muitos cidadãos estavam infectados, todos eles estavam livres da doença e afirmavam que a razão disso eram cebolas. Intrigado, o médico resolveu investigar. Ele chegou até a casa da família incrédulo, pois a ciência jamais apontaria para aquela solução como a razão da família estar saudável em meio ao surto de gripe.

O chefe da família mostrou ao médico que dentro de cada quarto da casa, havia uma cebola não descascada em cima de um prato. Ele pediu autorização para analisar as cebolas e também os membros da família. Daí veio a sua surpresa: dentro de cada cebola, havia o vírus da gripe. No sangue da família: nenhum vírus detectado.  Essa é a origem da lenda de que a cebola pode absorver doenças.

O que a ciência diz sobre isso?

Não existem dados que comprovem que a cebola pode, de fato, absorver doenças. Mas alguns apontamentos são verdadeiros, por exemplo:

  • As cebolas têm uma grande capacidade de absorver vírus e bactérias do ambiente. Por isso, muitas vezes não é indicado conservar cebolas abertas, mesmo que estejam embaladas e refrigeradas, pois elas ficam contaminadas facilmente.
  • As cebolas puras têm propriedades antibacterianas e antibióticas, sendo utilizadas muitas vezes no campo da dermatologia para desinfecção. Para isso basta passar um pouco do sumo da cebola na área a ser desinfetada.

As propriedades medicinais da cebola

Milagres e poderes de absorção de doença à parte, há muitas propriedades medicinais comprovadas na cebola.

  • É muito nutritiva pois é rica em sais minerais (flúor, enxofre, cálcio, ferro, magnésio, potássio, manganês e fósforo) e vitaminas (C, A e E);
  • Por causa de seus nutrientes, elas são importantes para estimular o metabolismo e promover a digestão, além de ter um poderoso efeito diurético;
  • A cebola possui também glucochinina, que é um hormônio vegetal com ação antidiabética;
  • É um excelente expectorante, especialmente quando combinado com o mel;
  • É um descongestionante para quem sofre de faringite e amigdalite;
  • Facilita a circulação do sangue, sendo importante para pacientes propensos a trombose.
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Autoconhecimento

O que te espera no fim do túnel?

O que te espera no fim do túnel?
Em nossas vidas muitas e muitas vezes atravessamos períodos difíceis, conturbados e até já sem esperanças de uma mudança positiva ou de um quadro mais favorável. Nesses momentos existem muitos culpados em nossa lista, existem inúmeras explicações lógicas que nos absolvem temporariamente das responsabilidades, e também existem muitas formas de efetuarmos as leituras dessas ocorrências, mas nenhuma teoria que se preze eliminaria a nossa efetiva participação como parceiros desse momento.
Muitos dizem que no fim do túnel existe uma luz, isso quando já estamos prontos para enxergar o túnel.
Mas efetivamente o que é essa luz no fim do túnel?
Uns acreditam que é a salvação simplista de uma grande mãe ou um grande pai como se dissessem: “não se preocupe, vou cuidar de tudo, deixa a sua sujeira comigo”, numa atitude de amortecimento da realidade causadora.
Outros acreditam que é o inicio de um novo processo, de uma nova etapa onde poderão iniciar novamente a sua jornada, pois o que passaram foi como uma punição dos deuses e agora se agrada-los serão poupados, agem numa doce ilusão infantil, como as crianças a espera de uma fantasia numa noite qualquer.
Mas se nós pensassemos diferente e aproveitasemos o momento fundamental em 4 etapas. A Procura do túnel – A caminhada – o Encontro e o Caminhar?
Quer saber o final dessa história?
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Formação Profissional

UMA  NOVA  PSICANÁLISE  –  UMA  NOVA  VISÃO DO SER

 

A visão de uma psicanálise contemporânea, aberta e integrada a outras áreas do saber, permite uma busca segura dos motivos que levam o homem a ter determinados padrões de pensamentos e comportamentos.

 

Possuir uma formação pluralista, transpessoal e sistêmica com conhecimentos em técnicas das diversas correntes psicanalíticas permite uma visão ampla do ser, visto que cada pessoa manifesta-se de uma forma única, e todos possuem uma complexidade que só pode ser acessada com as ferramentas adequadas, tornando-se então fundamental o conhecimento dessas diversas áreas do saber para um processo mais seguro na compreensão do ser.

 

Essa nova psicanálise abre horizontes, quebra resistências e dissolve pré-conceitos, fortalece valores e crenças positivas, elimina idealizações fúteis, estruturas repressoras e limitantes do aprendiz a profissão.

 

Liberta, renova  e torna as mentes humanas mais livres e flexíveis frente a um vasto oceano inconsciente a ser desvendado.

 

Uma nova proposta em psicanálise deve compreender melhor as ações do homem e os sentimentos que os envolvem sistemicamente, deve permitir escolhas mais conscientes e saudáveis, equilibrando vidas e permitindo o encontro consigo mesmo, conduzindo-o a percorrer um caminho não quimérico, mas real de paz, amor e compreensão de si e do outro e de todo universo que nos cerca.

 

 

“Não existe  uma formação em Psicanálise, se não existir uma transformação em sua alma.”                  

 

Ricardo Dih Ribeiro

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Formação Profissional

POR QUE VOCÊ QUER SER UM TERAPEUTA?

Se você quer ser reconhecido, tenho certeza que não é essa a sua profissão, seja um artista.
Se você deseja ganhar muito dinheiro, afaste-se dessa área, talvez até te empobreça, compre um bilhete da loteria é mais seguro.
Se quiser fazer caridade, está na hora de cuidar de si mesmo, pois deveria estar fazendo-a sem qualquer título e sem falar que a faz.Ser quer ser um psicanalista para entender a alma humana, PARE. Não se entende a alma humana, mas sente-se a alma humana, e isso você aprende com a vida, começando pela sua.
Se quiser o poder sobre os outros, cuidado, cairá como muitos no absurdo mental e não saberá mais quem é você.
Se não quer mais patrão, fique em seu trabalho e contente-se com ele, aqui você terá centenas, pois trabalhará individualmente com muito carinho para cada um deles.
Se quiser uma vida mágica, fique com os livros de fantasia e histórias, os atendimentos irão te mostrar uma face muito triste, sofrida e muitas vezes muito doente e escura do ser humano.
Enfim se deseja mergulhar em si mesmo como nunca imaginou, sente em seu íntimo um chamado sem palavras, se quer um mundo melhor começando por você, se quer ver as pessoas aprendendo a cuidar de si mesmas, então são pessoas como você que precisamos ao nosso lado.
Isso ainda não é ser um terapeuta, mas é tudo que precisamos para ajudá-lo a despertá-lo dentro de ti.
Ricardo Dih Ribeiro
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Formação Profissional

PARÂMETROS PARA FORMAÇÃO EM PSICANÁLISE

 

Icone Casa da Psicanálise COR

O QUE É PSICANÁLISE:

É a ciência/arte que objetiva a transposição inconsciente/consciente. Considerada como a forma de tratamento das neuroses atualmente denominadas “psiconeuroses” tem por norma seu tratamento através das diferentes correntes psicanalíticas e áreas afins.

 

O CURSO TEM REGISTRO NO MEC?

Não. Nem tão pouco os demais cursos de Formação em Psicanálise existentes no País. Também não existem cursos de Formação em Psicanálise no âmbito universitário reconhecido pelo MEC. Existe sim, Especialização Latu Sensu em diversas áreas da Psicanálise, mas que não vale como Formação em Psicanálise. E, concluído, o curso, o aluno de Formação em Psicanálise recebe um Certificado expedido pela Casa da Psicanálise, que poderá se filiar em uma Sociedade de Psicanálise e dela receber a Carteira de Psicanalista e assim poder atuar.

 

QUEM É O PSICANALISTA JUNTO Á CLIENTELA E AO MINISTÉRIO DO TRABALHO?

É um profissional que pratica a Psicanálise em consultórios, clínicas e até hospitais, empregando metodologia exclusiva ao bom exercício da profissão, quais sejam, as técnicas e meios eficazes da psicanálise no tratamento das psiconeuroses. Para atingir plenamente seus objetivos, o psicanalista deve ser uma pessoa com sólida formação humanitária, visto que a profissão requer uma acentuada cumplicidade entre analista e seu paciente. Os psicanalistas têm sua profissão classificada na C.B.O. (Classificação Brasileira de Ocupações) no Ministério do Trabalho – Portaria nº 397/TEM de 09/10/2002, sob o Nº 2515.50, podendo exercer sua profissão em todo o Território Nacional.

 

 

POR QUE O CURSO É ABERTO A VÁRIAS PROFISSÕES?

É aberto porque nenhuma Lei especificou o contrário. Vale dizer, que desde o princípio era uma profissão aberta a quem se interessasse e que atraiu não só médicos – como Jung e Adler – mas também advogados, filósofos, literatos, educadores e teólogos, sociólogos, pedagogos e todos interessados nesta área. Por isso restringir a Psicanálise a essa ou àquela profissão é absolutamente contrário à ciência, ilegal e inconstitucional, pois “todos são iguais perante a Lei”.

 

O QUE FAZ O PSICANALISTA?

O Curso de Formação em Psicanálise Clinica é direcionado aos interessados em adquirir conhecimentos mais profundos na área da Psicanálise, que buscam aprender a dinâmica das problemáticas emocionais e afetivas em conformidade com as teorias psicanalíticas, e aos que desejam utilizar a Psicanálise como Terapia e clinicar. Todavia, não se restringindo, pois, sua grade curricular apresenta uma gama de conhecimentos que se ajustam às necessidades particulares de indivíduos e de grupos, visando uma ampla cognição e discernimento, fatores fundamentais para futuros profissionais e acadêmicos das áreas da Psicanálise.

 

A FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM PSICANÁLISE COMPREENDE OS SEGUINTES ASPECTOS:

  • Teoria e a Técnica das diversas correntes da Psicanálise;
  • Análise pessoal, onde o profissional deverá por toda a sua vida estar sempre em análise.
  • Supervisão e constante aprendizado;
  • Constante leitura e pesquisa na área de sua formação.

 

 

I – TEORIA E A TÉCNICA:

No transcorrer do Curso de Formação em Psicanálise Clinica, concomitante as teorias e as técnicas de Freud, estudaremos também todos os grandes teóricos das mais diversas correntes psicanalíticas. Diferente de todos os outros profissionais, o psicanalista apropria-se do conceito de inconsciente, pois é devido ao fenômeno da transferência que a cura tem lugar. A Psicanálise justifica sua origem e existência no âmbito clínico quando leva um sujeito a perguntar-se sobre seu sofrimento.

II – ANÁLISE PESSOAL:

A experiência clínica da análise pessoal, buscas analisar o domínio permanente do inconsciente sobre a totalidade da vida consciente, cabendo ao analista o trabalho de tornar consciente o inconsciente. O analista atua como um decifrador, o qual, com seus recursos técnicos, é capaz de traduzir e revelar ao sujeito os seus desejos, fornecendo-lhe sentido e apontado caminhos na solução de suas. A análise tem a priori de recuperar  o desenvolvimento emocional estagnado na(s) área(s) reflexiva, cognitiva ou afetiva, por conseguinte equilibrar a razão e a emoção.

III – SUPERVISÃO:

A supervisão é um processo de habilitação do candidato. A contribuição principal da pesquisa é a abordagem psicanalítica no processo de supervisão, nesse sentido os objetivos são:

  • Tornar apto e habilitado o candidato no uso do método psicanalítico;
  • Contribuir na aquisição da capacidade na lida com pacientes, fundamentado no discernimento do material analítico.

 

PÚBLICO:

O Curso de Formação em Psicanálise Clinica é direcionado aos profissionais de diversas áreas do conhecimento que desejem obter maiores aprendizados na área da Psicanálise, tais como: Psicólogos, Psiquiatra, Médicos, Psicopedagogo, Assistente Social, Filósofo, Profissionais do campo Jurídico, Teólogos, Educadores, Pastores, Missionários, Líderes, Profissionais do Serviço de Saúde, e dentre outros. Servindo igualmente para discentes que buscam novos desafios nesta brilhante carreira.

 

JUSTIFICAÇÃO:

Existe uma demanda enorme de pessoas que necessitam de apoio de um Psicanalista para orientá-las e mostrar perspectivas de solução de seus problemas emocionais e afetivos, dentre eles: a ansiedade, o amor e o ódio, do desejo e da lei, dos sofrimentos e do prazer, de nossos atos de fala, nossos sonhos e nossas fantasias, fobias, depressões, neuroses, psicoses, obsessões, impulsos auto e heteroagressivos, angústias e crises diversas. Este profissional ajudará a sociedade para uma convivência mais humana, harmônica e feliz, objetivando uma melhor qualidade de vida!

 

ATUAÇÃO:

No final do Curso de Formação em Psicanálise Clínica você estará apto para atuar nos seguintes segmentos: AVALIAR e TRATAR COMPORTAMENTOS INDIVIDUAIS, GRUPAIS E INSTITUCIONAIS, selecionar casos, entrevistar pessoas, levantar dados relativos, examinar pessoas e situações, escutar pessoas ativamente. Investigar pessoas, situações e problemas, escolher o objeto avaliativo, aplicar instrumento de avaliação, sistematizar informações, elaborar diagnósticos, pareceres, laudos e perícias, responder a requisitos técnicos judiciais, devolver resultados (devolutiva). Proporcionar espaço para acolhimento de vivências emocionais (setting), dar suporte emocional, tratar o consciente e inconsciente, harmonizar os vínculos paciente-terapeuta, interpretar e resolver conflitos e desentendimentos familiares e institucionais; promover a integração psíquica e o desenvolvimento das relações interpessoais e da percepção interna, praticar a docência.

 

QUEM PODERÁ FAZER O CURSO?

Médicos, Professores, Engenheiros, Odontólogos, Advogados, Assistentes Sociais, Pedagogos, Teólogos, Enfermeiros, Pastores, Padres, Psicólogos, Biólogos, Administradores de Empresas, Contadores, etc. Este curso é dirigido a todos os interessados em adquirir conhecimentos mais profundos em Psicanálise. Aos que querem aprender a dinâmica de seus problemas emocionais e afetivos de acordo com as teorias psicanalíticas, e aos que desejam dedicar-se à Psicanálise como Terapeutas e Clinicar.

 

 

ESTÁGIO:

O aluno receberá da Casa da Psicanálise a partir do 25º Módulo, uma autorização por escrito para atender pacientes-piloto. Para isto, o aluno deverá desenvolver o seu estágio e cumprida as etapas ele entregará uma pasta de relatório onde vai provar que fez o estágio em atendimentos gratuitos a pacientes, sendo todo o processo monitorado por um Supervisor de Casos Clínicos.

ANÁLISE DIDÁTICA E MONOGRAFIA:

O formando deverá apresentar até o final do Curso sua Monografia e a Certidão de Análise Didata, assinada por um Psicanalista, comprovando que fez sessões determinadas, com parecer aprovado pelo profissional. *(Essa sessões são pagas pelo aluno).

ENTREGA DOS TRABALHOS:

Cada disciplina do Curso apresenta ao aluno uma atividade de pesquisa, que deverá ser enviada para os nossos professores corrigir. Os trabalhos deverão ser entregues na data solicitada em cada módulo.

 

CERTIFICADO E CREDENCIAL

 Certificado e credencial profissional emitido pela Casa da Psicanálise, registrado em cartório e outro certificado com as Especializações em Teorias e Técnicas de Abordagens Complementares.

 

CARGA HORÁRIA

Carga horária 1.420 horas, será distribuída nos módulos, atividades extra-curriculares, grupos de estudos, aulas presenciais, análise pessoal, pacientes-piloto, supervisão em aula, pesquisas e estudos de trabalho/atividades/provas por módulos.

 

PERÍODO

36 Meses – aulas ( ver calendário com a administração da escola.

 

MATERIAL INCLUSO

Apostilado para o acompanhamento das aulas teóricas e práticas.

 

Fonte: (Administração da Casa da Psicanálise)

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Formação Profissional

FORMAÇÃO EM PSICANÁLISE – SOROCABA

Logo Casa da Psicanálise MONO

O curso é ministrado e coordenado pelo professor em psicanálise Ricardo Dih Ribeiro, que atua também como Psicanalista em sua clínica particular, tendo diversas especializações em Psicanálise, Estados Alterados de Consciência, Leader Training, PNL, Hipnose Clínica, Alinhamento Energético,Técnicas Projetivas, Palestrante, Escritor, Professor em Psicanálise , Coach, Analista de Perfil Comportamental e de Talentos, e Consultor de Empresas. Juntamente com Ricardo, estará um quadro de professores altamente qualificados e especializados.

 

Ricardo Dih Ribeiro explica que a psicanálise estudada na Casa da Psicanálise é um conjunto de técnicas de várias linhas e correntes psicanalíticas e matérias complementares de outras áreas que permitem novas percepções e a expansão da consciência. Tanto do nosso próprio eu, quanto da vida. “É através dela que iniciamos o caminho para o auto-encontro, podendo assim compreender melhor, e como mais profundidade, os mecanismos que nos levam a agir, sentir e pensar”, diz.

 

Acrescenta ainda que, a partir desta compreensão, é possível interagir positivamente nestes processos, analisando os motivos que nos levam a seguir determinados objetivos, se realmente o queremos e as quais atitudes nos levam e nos afastam dos mesmos.

 

Para Ricardo, o principal instrumento é o amor e não o divã. É através do amor doado ao paciente que a relação entre o profissional e o paciente é sustentada. “Se não tiver amor a ser doado ao paciente, o psicanalista nada poderá oferecer além de técnicas que podem impressionar em um primeiro momento, mas são vazias e não produzem uma solução de profundidade e com consistência”.

 

O psicanalista, de acordo com Ricardo, pode auxiliar o indivíduo na caminhada para dentro de si, quando está fora; e para fora de si quando está dentro. Para que assim assuma a responsabilidade sobre seus atos e possa agir e não se paralisar frente a vida, para que fale das insatisfações e se cale quando sua fala não for positiva para si mesmo e compreenda o que ela significa dentro do seu processo de vida.

 

Na visão de Ricardo, o grande problema da humanidade atualmente não é o crack, a cocaína ou qualquer outro entorpecente.  “O grande problema está sim ligado a um vício. Mas o vício da busca por segurança e reconhecimento. “Somos viciados na aprovação e no amor do outro para estarmos e nos sentirmos amados, protegidos e reconhecidos como pessoa”, diz, acrescentando que o papel da psicanálise é resgatar o indivíduo para a sua própria valorização, o seu auto-amor”.

 

E o mais surpreendente é que Ricardo coloca que toda essa percepção citada acima, em primeiro momento é colocada ao estudante em psicanálise para que ele possa conhecer-se e cuidar de si mesmo com profundidade, utilizando o período da formação para seu próprio crescimento. “Durante as aulas ocorrem processos de grande impacto de autoconhecimento, funcionando como uma grande terapia”, e ainda em suas palavras. “A formação é para o aluno construir em si, um ser humano melhor e mais consciente, equilibrando-se frente à vida. Depois este aluno pode se relacionar com as pessoas do seu círculo íntimo com mais tranquilidade e harmonia, depois então poderá ajudar as pessoas da sua comunidade, do seu círculo, e por fim, ser um excelente profissional e fazer da psicanálise sua profissão e seu ideal de vida”, conclui.  (Fonte: redação)

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Formação Profissional

Entenda a Psicanálise na Casa da Psicanálise?

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Compreender a complexidade do ser humano e a si mesmo, sempre foi uma busca incessante do homem. Desde o registro mais antigo aos dias atuais, estamos nesse caminhar, as vezes tão recompensador e delicioso como um dia de sol, mas também as vezes tão obscuro e torturante como a própria noite dos tempos das cavernas em que o homem primata pouco podia compreender além do prazer e do sobreviver diário, entre um gozo de vida e outro, escapando da sua morte.

O estudo da psicanálise contemporânea, propõe analisar o homem  e a busca dos inúmeros motivos que o levam a ter determinados padrões de pensamentos e comportamentos ao longo de toda a sua caminhada existencial, procurando  compreender todas as possibilidades que contribuem em maior ou menor escala em seu equilíbrio psíquico, olhando-o sempre como um ser transcendente e universalista.

Uma formação pluralista em conhecimentos e técnicas em diversas correntes da psicanálise, permitem-nos uma visão ampla do ser, visto que cada um se manifesta de uma forma única, e todos somos de uma complexidade que só pode ser acessada com a ferramenta correta, sendo então fundamental o conhecimento de diversas áreas do saber; da filosofia, da PNL, da Reflexologia, da farmacologia, da neurociências, da acupuntura, do coaching, dos florais, da hipnose, entre outras, para iniciarmos um processo contínuo da compreensão do ser.

Sabemos que isso não descaracteriza os ensinamentos, mas abre-nos horizontes, quebra resistências e dissolve preconceitos, fortalece nossos valores e crenças e elimina o que no fundo apenas existia como uma idealização fútil e repressora. Liberta, renova,  nos deixando mais flexíveis e integro com a nossa consciência, o que deve ser o quesito básico para receber uma outra alma humana.

Através destes conceitos podemos compreender melhor nossas ações, nossos sentimentos,  e poderemos de forma mais consciente fazer escolhas mais saudáveis, felizes e equilibradas em nossas vidas. Sendo assim permitir que nossos pacientes também se encontrem consigo mesmos e possam percorrer estes mesmos caminhos que percorremos com paz, segurança e amor.

“Não existe  uma formação em Psicanálise, se não existir uma transformação em sua alma”  

                                               Ricardo Dih Ribeiro

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Autoconhecimento Sagrado Feminino & Masculino

A MULHER E A CAIXA DE PANDORA

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O nome “Pandora” possui vários significados: panta dôra, a que possui todos os dons, ou pantôn dôra, a que é o dom de todos (dos deuses).
Deixando a historia de lado pela visão  milenar e vergonhosa do machismo, onde coloca a mulher como equivocada, pois a mesma abre a caixa de pandora e libera todo o mal para a humanidade, ou a coloca aliada ao mal,  pelo seu coração conter elementos perversos, onde ela o faz de modo consciente, o que a torna mais cruel, problemática e conflituosa ainda.
Na filosofia pagã, Pandora não é a fonte do mal; ela é a fonte da força, da dignidade e da beleza, portanto, sem a adversidade o ser humano não poderia melhorar.
E a na historia a mulher sempre representou um figura perigosa, que com sua beleza, graça, doçura e sensibilidades diversas, fazia com que os homens com toda a sua “força, inteligência e poder”, se perdessem em seus encantos e perdessem seu frágil controle da vida, dos outros e de si mesmo, então este sempre procurou não destruí-la pois precisava dela, mas mantê-la monitorada e sob rígido controle, tudo em vão.
Pobre homem que persiste em viver nestes novos tempos, onde não é mais o dominador, tenta ainda arrastar a mulher pelos cabelos como seu primo primata, mas em meios a tantos avanços capilares, os fios do cabelo da vida de sua submissa amada, escorre entre seus dedos calejados de equívocos ao longo dos séculos de fogueiras, forcas, agressões, trabalhos, profissões e salários abaixo da média dos seus pares ainda primatas.

Mas também ó pobre mulher que ocupou a vaga vazia  abandonada do trono deste homem infeliz, herdeiro do “Éden das possibilidades”  que se ausentou pelo medo das responsabilidades e de imediato projetou sua fraqueza na sensibilidade da mulher.
Penso que Pandora, não tinha uma caixa, ela é a a própria caixa, (ou vaso), os Deuses não a criaram como na história, apenas reconheceram seus dons de beleza, arte, justiça, habilidades, e então os homens superiores jamais conceberiam algo maior que eles, a menos que fosse sua criação, então desta forma, eles então ainda seriam maiores. Mas no pacote desta falsa criação acompanharam alguns defeitos, que na verdade são os defeitos velados destes mesmos criadores assustados.Ou seja, os males que saiam da Caixa de Pandora, na verdade são as inseguranças dos homens que não sabiam como lidar com esse a mulher que lhes tira a efêmera paz, controle e posse de tudo que foi herdade de um Deus obviamente homem e poderoso.

 

Então como os homens perceberam que falhavam e eram limitados,  fizeram o casamento perfeito com uma criatura feita de um pedaço destes, e o erro então seria natural,  pois a falha seria atribuído ao pedaço que lhe faltava, ou era o pedaço que errava e não eles, “PERFEITO”,  e assim a mulher ficou a sombra do tempo, escondendo a sombra do homem, que no fundo o pedaço que faltava, era da dignidade masculina riscada pelo medo do feminino que há em todo masculino.

A caixa de pandora e a mulher são inseparáveis, pois ambas são reveladoras e nós não podemos fugir quando elas colocam a sua luz em nossos olhos e nos mostram nossas imperfeições e fraquezas, no qual podemos juntos aprimorarmos e evoluirmos, e ainda mais, a mulher com a sua suavidade, naturalidade e amor,  adentra, repousa e conquista tudo que está nos céus, nos mares, e nas estrelas, a alma humana, conquista o seu eu próprio e nos mostra com amor e suavidade esse caminho para todos nós.

Ricardo Dih Ribeiro