Categorias
Psicanálise

Freud explica: entenda sete conceitos básicos da psicanálise

O campo de conhecimento estudado por Sigmund Freud busca entender os significados do inconsciente humano.

Quem nunca se viu repetindo comportamentos que havia prometido deixar para trás? Ou fazendo coisas que prejudicam a si mesmo, por mais irracional que isso pareça? Quantas vezes você se espantou com uma palavra fora de contexto que saiu no meio de uma frase? E sonhos bizarros, quem não tem?

Todas essas situações, sem relação aparente entre si, podem ser explicadas pela existência de uma única instância psíquica, que subverte nossas intenções e vontades: o inconsciente. A humanidade deve a Sigmund Freud essa descoberta. Apesar das transformações sociais, culturais e tecnológicas dos últimos 120 anos, o método psicanalítico criado por Freud para lidar com o mal-estar inerente à condição humana segue atual.

Ao criar esse novo campo do conhecimento, Freud desenvolveu diferentes conceitos teóricos para sustentar suas pesquisas. Confira a seguir os termos essenciais da psicanálise:

Inconsciente
Freud demonstrou que a maior parte da vida psíquica se desenrola sem que tenhamos acesso a ela. Ali se encontram principalmente ideias reprimidas que aparecem disfarçadas nos sonhos e nos sintomas neuróticos.

Ego
A parte organizada do sistema psíquico que entra em contato direto com a realidade e tem a capacidade de atuar sobre ela numa tentativa de adaptação. O ego é mediador dos impulsos instintivos do id e das exigências do superego.

Id
Fonte da energia psíquica, é formado por pulsões e desejos inconscientes. Sua interação com as outras instâncias é geralmente conflituosa, porque o ego, sob os imperativos do superego e as exigências da realidade, tem que avaliar e controlar os impulsos do id, permitindo sua satisfação, adiando-a ou inibindo-a totalmente.

Superego
É formado a partir das identificações com os pais, dos quais assimila ordens e proibições. Assume o papel de juiz e vigilante, uma espécie de autoconsciência moral. É o controlador por excelência dos impulsos do id e age como colaborador nas funções do ego. Pode tornar-se extremamente severo, anulando as possibilidades de escolha do ego.

Pulsão
Conceito situado na fronteira entre o psíquico e o somático. A pulsão é a representante psíquica dos estímulos que se originam no organismo e alcançam a mente. É diferente do instinto, pois não apresenta uma finalidade biologicamente predeterminada, e é insaciável, pois tem relação com um desejo, e não com uma necessidade.

Sonhos
Caminho de ouro para o acesso ao inconsciente. A interpretação do conteúdo dos sonhos revela desejos e percepções que de outro modo não chegariam à consciência.

Complexo de Édipo
Entre dois e cinco anos, aproximadamente, a criança desenvolve intenso sentimento de amor pelo genitor do sexo oposto e grande hostilidade pelo do próprio sexo. Tais sentimentos geralmente são vividos com grande ambivalência. O conflito costuma declinar por volta dos cinco anos, e uma boa estruturação da personalidade depende de sua resolução satisfatória.

Fonte: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/11/freud-explica-entenda-sete-conceitos-basicos-da-psicanalise.html

Categorias
Autoconhecimento

A primeira imagem que você observar vai revelar seu tipo de poder mental

 O psicólogo e  ganhador do Prêmio Nobel, Roger W. Sperry, descobriu que os dois hemisférios do cérebro (esquerdo e direito) funcionam de maneira diferente, e a maneira como você pensa depende de qual lado é dominante. Com base em sua pesquisa, existem inúmeros testes que podem determinar o modo de pensar e os traços de personalidade de uma pessoa.

No Incrível.club avaliamos muitos desses testes e coletamos as informações mais precisas, para que você possa fazer sua própria análise. Faça este teste e conheça um pouco mais sobre você.

Observe rapidamente a imagem. Que animal você viu primeiro?

A primeira imagem que você vir vai revelar seu tipo de poder mental

Continue lendo para saber um pouco melhor sobre como sua mente funciona, a partir do animal que você viu primeiro.

A primeira imagem que você vir vai revelar seu tipo de poder mental

A cabeça de um tigre

A primeira imagem que você vir vai revelar seu tipo de poder mental

O hemisfério esquerdo do cérebro é mais ativo do que o hemisfério direito. Você é uma pessoa analítica, muito orientada para alcançar seus objetivos e organizada. Quando enfrenta um problema, tende a ser lógico, calculista e objetivo.

No entanto, às vezes você pensa muito sobre as decisões que toma, verificando se são as mais acertadas, então tende a ser inflexível. É aconselhável que ouça a opinião dos outros e também as leve em consideração. Lembre-se de que um pouco de humildade sempre o levará mais longe.

Seus traços de personalidade são:

  • Planejador: você faz tudo de maneira planejada, como em uma lista de tarefas pendentes.
  • Preciso: você tem seus objetivos fixos e conhece o caminho a seguir para alcançá-los.
  • Racional: as emoções e os sentimentos não impedem que você atinja seus objetivos.
  • Lógico: você tem aptidão para matemática, ciências e ideias sequenciais.
  • Realista: seu mundo é muito real. Nele não há lugar para contos de fadas e ficção. Da mesma forma, por mais altos que seus objetivos possam parecer para os outros, você sabe que são reais e alcançáveis.

Um macaco pendurado

A primeira imagem que você vir vai revelar seu tipo de poder mental

O hemisfério direito do seu cérebro é mais ativo. Você é uma pessoa criativa e cheia de ideias inovadoras. Quando enfrenta uma situação difícil, confia mais em sua intuição (quase sempre acerta), do que no pensamento crítico.

Você sabe perfeitamente bem que cada passo que dá na sua vida é uma lição para você e que, mesmo perdendo, está caminhando para a conquista de seus objetivos. Para você, a viagem é mais importante do que o objetivo. Como você é um sonhador, muitas vezes fica pensando em seu próprio paraíso. Para você, é essencial “ter os pés no chão”, perceber a realidade e prestar mais atenção ao mundo ao seu redor.

Seus traços de personalidade:

  • Impulsivo: você faz coisas espontaneamente. Você tem a capacidade de ver tudo de forma diferente dos outros.
  • Emocional: você se preocupa muito com as coisas. Você gasta tempo refletindo e agindo com base em sentimentos.
  • Criativo e artístico: você é especialista em música, arte e em outras disciplinas criativas.
  • Intuitivo: você não faz uma lista de tarefas e não segue as regras. Você resolve os problemas intuitivamente.
  • Sonhador: você tem sonhos, em vez de objetivos, e se esforça para alcançá-los, geralmente, com sucesso.

Lembre-se de que os 2 hemisférios do cérebro não funcionam isoladamente, mas trabalham juntos e se complementam. Então, embora pareça que você possui mais traços que se identificam com um deles, certamente também tem características do outro.

Então, qual imagem você viu primeiro? A cabeça do tigre ou do macaco que está pendurado? Seus traços de personalidade correspondem às descrições dadas?

Conte para nossa equipe na seção de comentários.

for Incrivel.club

Categorias
Comportamento

4 segredos para ser um especialista em linguagem corporal

Realizar uma leitura corporal é fundamental para entender o que as pessoas querem dizer. Saber fazer isso pode parecer um problema, mas com passos simples é possível. Confira:

 

Um erro comum é desconsiderar a importância da linguagem corporal durante uma conversa. Embora não pareça tão importante, a verdade é que esse tipo de expressão é responsável por aproximadamente 55% da mensagem que você tenta transmitir em um discurso. Por isso, é fundamental que você saiba ler esse tipo de sinal. Confira 4 segredos que podem tornar você um expert em leitura corporal.

 

4 SEGREDOS PARA SER UM ESPECIALISTA NA LINGUAGEM CORPORAL: 1. CONTEXTO

Para ser um bom leitor da linguagem corporal é fundamental que você saiba entender o que está acontecendo ao seu redor. A pergunta chave nesse caso é “essa pessoa deveria agir assim nessa situação?”. Braços cruzados não significam muito se o ambiente está gelado ou se a cadeira na qual essa pessoa está sentada não tem apoio, por exemplo. Tudo precisa passar por um “teste de ambiente”, baseando-se no senso comum.

 

 

4 SEGREDOS PARA SER UM ESPECIALISTA NA LINGUAGEM CORPORAL: 2. SINAIS

Um dos erros mais cometidos por aqueles que tentam ler a linguagem corporal é procurar por sinais isolados. Para entender o que uma pessoa está transmitindo é necessário identificar uma série de sinais que se combinem. Procure por um grupo de ações consistentes e que se associem, como suar, tocar a face repetidamente e piscar demais, esse tipo de ação demonstra nervosismo.

 

 

6 coisas que você não sabe sobre Linguagem Corporal

6 coisas que você não sabe sobre Linguagem Corporal

 

 

4 SEGREDOS PARA SER UM ESPECIALISTA NA LINGUAGEM CORPORAL: 3. BASES CONCRETAS

Realizar uma leitura corporal é muito mais simples se você conhece outros hábitos dessa pessoa. Se basear em algo que você já conhece pode facilitar o processo de entendimento da mensagem que o corpo dela quer passar. Por exemplo, se uma pessoa está sempre pulando por aí você pode desconsiderar esse comportamento ao realizar a leitura da linguagem corporal dela. Pergunte-se como ela age normalmente e o que está fazendo de diferente em determinado momento.

 

 

4 SEGREDOS PARA SER UM ESPECIALISTA NA LINGUAGEM CORPORAL: 4. JULGAMENTOS

Se você gosta ou não de uma pessoa, isso pode interferir o seu julgamento sobre ela. Portanto, é fundamental que você esteja consciente de todos os efeitos que essa pessoa tem sobre você. Tente evitar preconceitos antes de iniciar a sua leitura corporal.

 

Categorias
Universo Quântico

O QUE É HADÔ – TERAPIA QUÂNTICA

A palavra Hadô, em japonês, se escreve com duas letras e cada uma delas tem o seu significado. A primeira letra, “HÁ”, significa “onda” e “DO” significa “vibração”.

Assim, se traduzirmos a palavra Hadô para o português, ao pé da letra seria: onda vibratória. Mas a palavra Hadô possui significados muito mais profundos.

– Hadô representa os nossos sentimentos assim como os nossos pensamentos.
– Hadô é uma forma de energia infinitamente pequena (fraca) que ainda não pode ser explicada por meio da ciência convencional.
– Todos os elementos do universo, orgânicos ou inorgânicos, emanam Hadô.
– Hadô é uma forma de energia emitida por nós – eu, você etc. – pelos animais como cachorros ou gatos, pela água, pela madeira, pelos metais, enfim, todas as matérias.

O Hadô se transmite independentemente do lugar físico.

Nós vivemos dia a dia emitindo Hadô inconscientemente uns aos outros, fazendo o intercâmbio e trocando suas ondas. O Hadô não pode ser visto a olho nu, nem pode ser tocado, porém, se conhecermos o princípio do Hadô e o utilizarmos de forma inteligente as suas propriedades, nós podemos até mesmo mudar a nossa vida.

É dito que todas as doenças são causadas pelo desarranjo do Hadô ou da interrupção do fluxo do Hadô.

 

Categorias
Espiritualidade

ATINJA O SAMADHI

“O samadhi é a unidade com o Espírito, é o estado mais elevado o qual se consegue através da meditação prolongada e profunda.

 Samadhi é a expansão da alma no Espírito. Consiste em retirar a mente dos sentidos para unificá-la ao Espírito. Consiste em dissolver a bolha do ego no oceano do Espírito. Consistem em unificar a pessoa que medita, a meditação e o objeto da meditação, em um só. O samadhi é uma expansão da consciência humana na Consciência Cósmica. Consistem em retirar a consciência humana do plano dos sentidos para dirigí-la à subconsciência, à supraconsciência, à Consciência Crística e, finalmente, ao estado de Consciência Cósmica.

O samadhi consistem em expandir os poderes dos sentidos e das percepções do corpo de tal forma que esta possa sentir os sucessos que se desenvolvem em qualquer planeta e em qualquer ponto do espaço como se fossem as sensações próprias. Em outras palavras, o estudante avançado, mediante o poder do samadhi, pode sentir o universo como se fosse seu próprio corpo.

Um verdadeiro yogui pode sentir o céu como se fosse seu corpo e a Energia Cósmica como se fosse o alento de sua vida, e as grandes forças elétricas, termicas e gravitacionais, como se fosse sua própria circulação. Pode sentir a batida de seu coração em todos os corações; pode sentir sua mente em todas as mentes; pode perceber os sentimentos de todos; pode sentir Sua presença em todo movimento.

Os diversos graus de samdhi produzem diversos estados de consciência: alegria perpetuamente renovada, ou sabedoria eterna, ou paz consciente, ou conhecimento da existência onipresente; estes estados produzem uma unidade da alma com o Espírito, o qual pode ser temporal, semi-permanente ou permanente.”

Paramahansa yogananda

Categorias
Comportamento

FERRAMENTAS DA NEUROMETRIA

O profissional pode utilizar sua expertise com a Neurometria e associá-la para potencializar seus procedimentos e resultados. A metodologia utiliza os seguintes procedimentos:

 

  • ANÁLISE FUNCIONAL DO SISTEMA NERVOSO E COGNITIVO
  • RESSONÂNCIA NEURAL COMPUTADORIZADA
  • EXAMES LABORATORIAIS
  • PROTOCOLOS DE DESEMPENHO CEREBRAL
  • ANÁLISE DO PREDOMÍNIO DE ONDAS DO CÉREBRO
  • INDUTOR DE ONDAS CEREBRAL
  • RELAXAMENTO MUSCULAR PROGRESSIVO COMPUTADORIZADO
  • SUPLEMENTAÇÃO (para prescritores e não prescritores)
  • RESPIRAÇÃO DIAFRAGMÁTICA MONITORADA
  • ALIMENTAÇÃO FUNCIONAL E RESERVA NUTRICIONAL
  • INTOLERÂNCIA E REAÇÕES ALIMENTARES NA NEUROFISIOLOGIA
  • GERADOR DE ONDAS DO CÉREBRO
  • MONITORAMENTO
  • PRÁTICA ESPORTIVA
  • PROGRAMA PEDAGÓGICO DE ESTIMULAÇÃO NA ATENÇÃO
  • TERAPÊUTICA DOMICILIAR PARA ESTIMULAR NEUROPLASTICIDADE
  • BIOFEEDBACK E NEUROFEEDBACK
  • ESTRATÉGIAS DE PERFORMANCE PESSOAL, FOCO, ATENÇÃO, HABILIDADES E COMPETÊNCIAS.
  • TÉCNICAS ASSOCIATIVAS: ACUPUNTURA, HIPNOSE, MANOBRAS MANUAIS, MEDICINA COMPORTAMENTAL
  • APLICAÇÕES DO AJUSTE COGNITIVO E CONDICIONAMENTO COMPORTAMENTAL
  • APLICAÇÃO MULTIMODAL COM OUTRAS DISCIPLINAS
Categorias
Neurometria - Neurociência - Sistêmico

Homúnculo cortical: como nosso cérebro vê nosso corpo

e você olhar no espelho, verá como seu corpo se parece por fora. O homúnculo cortical, por outro lado, representa a forma como nosso cérebro vê nosso corpo a partir do interior.

Na década de 1930, o neurocirurgião Wilder Penfield operou pacientes com epilepsia. Já que tinha a sua disposição um cérebro vivo na mesa cirúrgica, ele aproveitou para “bisbilhotar” um pouco.

O médico levantou dados a fim de descobrir quais partes do córtex cerebral controlavam quais movimentos corporais voluntários e sentimentos. O que ele descobriu foi uma visão muito distorcida do corpo humano: o homúnculo cortical.

O homúnculo cortical representa a importância de várias partes do seu corpo, determinadas pelo seu cérebro.

Por exemplo, há pouca necessidade para o cérebro de saber o que está acontecendo nos braços e pernas. Tudo que esses membros precisam fazer é ficar longe do fogo e colocar as mãos e os pés nos lugares certos.

As mãos, a língua, os órgãos genitais e as características faciais são extremamente importantes, pois dão às pessoas uma tonelada de informações sensoriais. Como resultado, elas ocupam muito espaço no cérebro.

ontribuição além do superficial

Embora o homúnculo cortical seja uma curiosidade, o trabalho de Penfield em mapear a relação do cérebro para o corpo foi inestimável.

Formado na Universidade de Princeton, ele passou por anos de treinamento na Universidade de Oxford, na Espanha, na Alemanha e em Nova York (EUA), antes de se tornar o primeiro neurocirurgião em Montreal, Canadá.

Na década de 1950, Penfield buscava tratar pacientes com epilepsia de difícil controle. Antes de um ataque epiléptico, ele sabia que os pacientes experimentavam uma “aura”, um aviso de que o ataque está prestes a ocorrer.

Penfield testou se poderia provocar esta aura com uma leve corrente elétrica no cérebro, para localizar e destruir ou remover a fonte da atividade. Enquanto os pacientes estavam plenamente conscientes, embora anestesiados, ele abriu seus crânios e tentou localizar a origem de sua epilepsia.

Sua técnica foi muitas vezes bem sucedida, mas as cirurgias experimentais levaram a uma descoberta ainda mais dramática.

A estimulação em qualquer parte do córtex cerebral trouxe respostas de um tipo ou outro, e ele descobriu que só estimulando os lobos temporais (as partes mais baixas do cérebro de cada lado) que ele poderia obter respostas significativas e integradas, como a memória, incluindo som, movimento e cor.

Categorias
Universo Quântico

Isso não começou com você: Como traumas familiares moldam quem você é

Uma característica bem documentada sobre trauma familiar para muitos, é a nossa incapacidade de articular o que nos acontece. Nós não só sabemos como falar, mas também se perde em nossa memória. Durante um incidente traumático, nossos processos de pensamentos tornam-se dispersos e desorganizados de tal forma que já não reconhecemos as memórias como pertencentes ao evento original. Em vez disso, fragmentos de memória, dispersos como imagens, sensações corporais e palavras, são armazenados em nosso inconsciente e podem ser ativados posteriormente por qualquer coisa, mesmo que remotamente, que relembre a experiência original. Uma vez que eles são acionados, é como se um botão de rebobinação invisível tivesse sido pressionado, fazendo-nos reencontrar aspectos do trauma original em nossas vidas no dia-a-dia. Inconscientemente, podemos nos encontrar reagindo a certas pessoas, eventos ou situações de maneiras antigas e familiares que ecoam do passado.

Sigmund Freud identificou esse padrão há mais de cem anos. A reconstituição traumática, ou a “compulsão de repetição”, como Freud nomeou, é uma tentativa do inconsciente de reproduzir o que não está resolvido, para que possamos “entender”. Essa unidade inconsciente para reviver eventos passados ​​poderia ser um dos mecanismos que trabalha quando as famílias repetem traumas não resolvidos nas gerações passadas.

O contemporâneo de Freud, Carl Jung, também acreditava que o que permanece inconsciente não se dissolve, mas ressurge em nossas vidas como destino ou fortuna. “Tudo o que não surge como consciência”, disse ele, “retorna como destino”. Em outras palavras, é provável que continuemos repetindo nossos padrões inconscientes até trazê-los à luz da consciência. Jung e Freud observaram que tudo o que é muito difícil de processar não desaparece por conta própria, mas sim é armazenado em nosso inconsciente.

Freud e Jung observaram cada vez que fragmentos de experiências de vida previamente bloqueadas, suprimidas ou reprimidas apareciam nas palavras, gestos e comportamentos de seus pacientes. Durante décadas, terapeutas viram pistas, como lapsos de linguagem, padrões de acidentes, ou imagens oníricas como mensageiros que brilham uma luz para as regiões indizíveis e impensáveis de vida de seus clientes.

Os avanços recentes na tecnologia de imagem permitiram que os pesquisadores desvendassem o cérebro e as funções corporais que “falharam” ou “quebraram” durante episódios devastadores. Bessel van der Kolk é um psiquiatra holandês conhecido por sua pesquisa sobre o estresse pós-traumático. Ele explica que durante um trauma, o centro de fala encerra, assim como o córtex pré-frontal medial, a parte do cérebro responsável por experimentar o momento presente. Ele descreve o “terror sem fala” do trauma como a experiência de estar em uma “perda de palavras”, uma ocorrência comum quando os caminhos cerebrais de lembrança são dificultados durante períodos de ameaça ou perigo. “Quando as pessoas revivem suas experiências traumáticas”, diz ele, “os lobos frontais ficam prejudicados e, como resultado, eles têm dificuldade para pensar e falar”.

Ainda assim, tudo não é silencioso: palavras, imagens e impulsos que se fragmentam após um evento traumático emergem para formar uma linguagem secreta de nosso sofrimento que carregamos conosco. Nada está perdido. As peças acabaram de ser reencaminhadas.

As tendências emergentes em psicoterapia estão agora começando a apontar além dos traumas individuais também incluem eventos traumáticos na história familiar e social como parte do quadro inteiro. As tragédias que variam em tipo e intensidade — como o abandono, o suicídio e a guerra, ou a morte precoce de uma criança, pai ou irmão — podem enviar ondas de choque de angústia em cascata de uma geração para a próxima. Desenvolvimentos recentes nos campos da biologia celular, neurobiologia, epigenética e psicologia do desenvolvimento sublinham a importância de explorar pelo menos três gerações de história familiar para entender o mecanismo por trás dos padrões de trauma e sofrimento que se repetem.

A seguinte história oferece um exemplo vívido

Quando conheci Jesse, ele não teve uma noite inteira de sono por mais de um ano. Sua insônia era evidente nas sombras escuras ao redor de seus olhos, mas o vazio de seu olhar sugeria uma história mais profunda. Apesar de apenas vinte anos, Jesse ficou com pelo menos dez anos de idade. Ele afundou no meu sofá como se suas pernas já não aguentassem seu peso.

Jesse explicou que ele tinha sido um atleta-estrela e um aluno com ótimas notas, mas que sua persistente insônia havia iniciado uma espiral descendente de depressão e desespero. Como resultado, ele abandonou a faculdade e teve que perder a bolsa de beisebol que ele tinha batalhado tão duro para conseguir. Ele procurou desesperadamente ajuda para recuperar sua vida e colocar ela no caminho certo. Ao longo do último ano, ele tinha estado em três médicos, dois psicólogos, uma clínica de sono e um médico naturopata. Nenhum deles, ele relatou em um monólogo, foi capaz de oferecer qualquer ideia do que fosse ou ajuda real. Jesse, olhava principalmente para o chão enquanto compartilhava sua história, me disse que estava no fundo do poço.

Quando perguntei se ele tinha alguma ideia sobre o que poderia ter desencadeado sua insônia, ele balançou a cabeça. O sono sempre veio facilmente para Jesse. Então, uma noite, logo após o décimo nono aniversário, ele acordou de repente às 3:30 da manhã. Ele estava gelado, tremendo, incapaz de se aquecer, não importava o que tentasse. Três horas e vários cobertores mais tarde, Jesse ainda estava bem acordado. Não só ele estava frio e cansado, como ele foi agarrado por um estranho medo que ele nunca experimentou antes, um medo de que algo horrível pudesse acontecer se ele se deixasse caísse no sono. Se eu for dormir, nunca vou acordar. Toda vez que ele sentia-se sonolento, o medo o trazia de volta à vigília. O padrão repetiu-se na noite seguinte, e a noite depois disso. Logo a insônia tornou-se uma provação noturna. Jesse sabia que seu medo era irracional, mas ele se sentia indefeso para acabar com isso.

Escutei atentamente enquanto Jesse falava. O que se destacou para mim era um detalhe incomum — ele estava extremamente frio, “congelando”, ele disse, antes do primeiro episódio. Comecei a explorar isso com Jesse e perguntei se alguém de ambos os lados da família sofria de um trauma que envolvesse “frio”, ou estar “adormecido” ou algo com a idade “dezenove”.

Jesse revelou que sua mãe tinha recentemente informado sobre a trágica morte do irmão mais velho de seu pai — um tio que ele nunca soube que ele tinha. O tio Colin tinha apenas dezenove anos quando congelou até a morte controlando as linhas de energia em uma tempestade ao norte de Yellowknife, nos Territórios do Noroeste do Canadá. Trilhas na neve revelaram que ele tinha se esforçado para não cair. Eventualmente, ele foi encontrado à beira de uma nevasca, tendo perdido consciência por conta da hipotermia. Sua morte foi uma perda tão trágica que a família nunca falou seu nome novamente. Agora, três décadas depois, Jesse estava inconscientemente revivendo aspectos da morte de Colin — especificamente, o terror inconsciente de adormecer. Para Colin, cair significava morte. Para Jesse, adormecer deve ter sentido o mesmo.

Fazer a conexão foi um ponto de virada para Jesse. Uma vez que ele percebeu que sua insônia tinha sua origem em um evento que ocorreu trinta anos antes, ele finalmente teve uma explicação para o medo de adormecer. O processo de cura agora poderia começar. Com ferramentas que Jesse aprendeu em nosso trabalho em conjunto, que será detalhado mais adiante neste livro, ele conseguiu se libertar do trauma sofrido por um tio que ele nunca conheceu, mas cujo terror ele inconscientemente assumiu como seu. Não só Jesse se sentiu livre da neblina pesada da insônia, ele ganhou uma sensação mais profunda de conexão com sua família, com seu presente e seu passado.

Na tentativa de explicar histórias como a de Jesse, os cientistas agora são capazes de identificar marcadores biológicos — evidências de que os traumas podem e passam de uma geração para a outra. Rachel Yehuda, professora de psiquiatria e neurociência na Mount Sinai School of Medicine em Nova York, é um dos principais especialistas mundiais em estresse pós-traumático, uma verdadeira pioneira neste campo. Em numerosos estudos, Yehuda examinou a neurobiologia do TEPT em sobreviventes do Holocausto e seus filhos. Sua pesquisa sobre o cortisol em particular (o hormônio do estresse que ajuda nosso corpo a voltar ao normal depois de experimentar um trauma) e seus efeitos sobre a função cerebral revolucionaram a compreensão e o tratamento do TEPT em todo o mundo. (Pessoas com TEPT revivem sentimentos e sensações associadas a um trauma apesar do fato de que o trauma ocorreu no passado.)

Yehuda e sua equipe descobriram que os filhos de sobreviventes do Holocausto que tinham TEPT nasceram com níveis baixos de cortisol semelhantes aos seus pais, predispondo-os a reviver os sintomas de TEPT da geração anterior. Sua descoberta de níveis baixos de cortisol em pessoas que experimentaram um evento traumático agudo tem sido controversa, indo contra a noção de longa data de que o estresse está associado a altos níveis de cortisol. Especificamente, nos casos de TEPT crônica, a produção de cortisol pode ser suprimida, contribuindo para os baixos níveis medidos em ambos os sobreviventes e seus filhos.

Yehuda descobriu níveis baixos de cortisol em veteranos de guerra, bem como em mães grávidas que desenvolveram TEPT depois de serem expostas aos ataques do World Trade Center e em seus filhos. Não só ela descobriu que os sobreviventes em seu estudo produziram menos cortisol, uma característica que eles podem transmitir aos seus filhos, ela observa que vários distúrbios psiquiátricos relacionados ao estresse, incluindo TEPT, síndrome da dor crônica e síndrome da fadiga crônica, estão associados a baixos níveis sanguíneos de cortisol. Curiosamente, 50 a 70 % dos pacientes com TEPT também atendem os critérios diagnósticos para depressão maior ou outra disposição ou transtorno de ansiedade.

A pesquisa de Yehuda demonstra que você e eu somos três vezes mais propensos a experimentar sintomas de TEPT se um dos nossos pais tiveram TEPT e, como resultado, é provável que soframos de depressão ou ansiedade. Ela acredita que este tipo de TEPT geracional é herdado, em vez de ocorrer de nossa exposição às histórias de nossos pais sobre suas provações. Yehuda foi uma dos primeiros pesquisadores a mostrar como descendentes de sobreviventes de trauma carregam sintomas físicos e emocionais de traumas que eles não experimentam diretamente.

Esse foi o caso com Gretchen.

Depois de anos tomando antidepressivos, participando de sessões de conversação e terapia grupal e tentar várias abordagens cognitivas para mitigar os efeitos do estresse, seus sintomas de depressão e ansiedade permaneceram inalterados.

Gretchen me disse que não queria mais viver. Enquanto ela se lembrava, ela lutava com emoções tão intensas que mal podiam conter os surtos em seu corpo. Gretchen foi admitida várias vezes em um hospital psiquiátrico onde foi diagnosticada como bipolar com transtorno de ansiedade grave. A medicação trouxe um ligeiro alívio, mas nunca tocou nos poderosos impulsos suicidas que viviam dentro dela. Quando adolescente, ela se machucou ao queimar-se com uma bituca ainda acesa de um cigarro. Agora, aos trinta e nove anos, Gretchen tinha tido o suficiente. Sua depressão e ansiedade, disse ela, impediram que ela se casasse e tivesse filhos. Num tom de voz surpreendentemente importante, ela me disse que estava planejando suicidar-se antes do próximo aniversário.

Ouvindo Gretchen, tive o forte senso de que deve haver um trauma significativo na história da família. Em tais casos, considero essencial prestar muita atenção às palavras que estão sendo faladas por indícios do evento traumático subjacente aos sintomas de um cliente.

Quando perguntei como ela planejava se matar, Gretchen disse que ia se vaporizar. Por mais incompreensível que possa parecer para a maioria de nós, seu plano era, literalmente, pular em um tonel de aço fundido na fábrica onde seu irmão trabalhava. “Meu corpo irá incinerar em segundos”, disse ela, olhando diretamente nos meus olhos, “mesmo antes de chegar ao fundo”.

Fiquei impressionado com a falta de emoção enquanto ela falava. Qualquer coisa que estivesse presa parecia ter sido abandonada por dentro. Ao mesmo tempo, as palavras “vaporizavam” e “incineravam” palpitaram dentro de mim. Tendo trabalhado com muitos filhos e netos cujas famílias foram afetadas pelo Holocausto, aprendi, a deixar suas palavras me levarem. Eu queria que Gretchen me contasse mais.

Perguntei se alguém em sua família era judeu ou estava envolvido no Holocausto. Gretchen começou a dizer que não, mas depois se deteve e lembrou uma história sobre sua avó. Ela nasceu em uma família judaica na Polônia, mas se converteu ao catolicismo quando veio para aos Estados Unidos em 1946 e casou-se com o avô de Gretchen. Dois anos antes, a família inteira de sua avó havia morrido nos fornos de Auschwitz. Eles tinham sido literalmente vaporizados — envoltos em vapores venenosos — e incinerados. Ninguém na família imediata de Gretchen nunca falou com sua avó sobre a guerra, nem sobre o destino de seus irmãos ou seus pais. Em vez disso, como é frequentemente o caso de trauma extremo, eles evitam o assunto por completo.

Gretchen conhecia os fatos básicos de sua história familiar, mas nunca a havia conectado isso à sua própria ansiedade e depressão. Ficou claro para mim que as palavras que ela usava e os sentimentos que ela descreveu não se originaram com ela, mas de fato se originaram com sua avó e os membros da família que perderam a vida.

Quando expliquei a conexão, Gretchen ouviu atentamente. Seus olhos se arregalaram e a cor subiu nas bochechas. Eu poderia dizer que o que eu disse estava ressoando. Pela primeira vez, Gretchen teve uma explicação para o sofrimento que fazia sentido para ela.

Para ajudá-la a aprofundar seu novo entendimento, convidei-a a imaginar em pé nos sapatos da sua avó, representada por um par de pegadas de borracha de espuma que coloquei no tapete no centro do meu escritório. Pedi-lhe que imaginasse sentir o que a avó poderia ter sentido depois de ter perdido todos os seus entes queridos. Levando-o mesmo a um passo adiante, perguntei-lhe se ela poderia literalmente ficar de pé nas pegadas como sua avó e sentir os sentimentos de sua avó em seu próprio corpo. Gretchen relatou sensações de perda e sofrimento muito fortes, solidão e isolamento. Ela também experimentou o profundo sentimento de culpa que muitos sobreviventes sentem e a sensação de permanecer vivo enquanto os entes queridos foram mortos.

Chegar a um acordo com trauma

Para processar trauma, muitas vezes é útil para os clientes ter uma experiência direta dos sentimentos e sensações que foram submersos no seu corpo. Quando Gretchen conseguiu acessar essas sensações, ela percebeu que seu desejo de se aniquilar estava profundamente entrelaçado com seus familiares perdidos. Ela também percebeu que adotara algum elemento do desejo de sua avó de morrer. Quando Gretchen absorveu esse entendimento, vendo a história da família em uma nova luz, seu corpo começou a suavizar, como se algo dentro dela tivesse sido enrolado até agora e então ela poderia relaxar.

Tal como acontece com Jesse, o reconhecimento de Gretchen de que seu trauma estava enterrado na história não pronuncia da sua família era apenas o primeiro passo em seu processo de cura. Uma compreensão intelectual por si só raramente é suficiente para uma mudança duradoura para ocorrer. Muitas vezes, a consciência precisa ser acompanhada por uma experiência visceral profundamente sentida.

Uma herança familiar inesperada

Um menino pode ter as pernas longas de seu avô e uma garota pode ter o nariz de sua mãe, mas Jesse havia herdado o medo de seu tio de nunca acordar, e Gretchen carregou a história do Holocausto da família em sua depressão. Adormecido dentro de cada um deles estavam fragmentos de traumas demais para serem resolvidos em uma geração.

Quando aqueles em nossa família experimentaram traumas insuportáveis ​​ou sofrem com imensa culpa ou sofrimento, os sentimentos podem ser esmagadores e podem escalar além do que eles podem gerenciar ou resolver. É a natureza humana; Quando a dor é muito grande, as pessoas tendem a evitá-la. No entanto, quando bloqueamos os sentimentos, inconscientemente entravamos o processo de cura necessário que pode nos levar a uma libertação natural.

Às vezes, a dor submerge até encontrar um caminho para expressão ou resolução. Essa expressão é frequentemente encontrada nas gerações que se seguem e pode ressurgir como sintomas que são difíceis de explicar. Para Jesse, o frio e o tremor implacáveis ​​não apareceram até atingir a idade que seu tio Colin estava quando congelou até a morte. Para Gretchen, a ansiedade e desespero e os impulsos suicidas de sua avó estiveram com ela durante o tempo que ela conseguiu lembrar. Esses sentimentos se tornaram uma parte de sua vida que ninguém jamais pensou em considerar que os sentimentos não se originavam com ela.

Atualmente, nossa sociedade não oferece muitas opções para ajudar pessoas como Jesse e Gretchen que carregam remanescentes de trauma familiar herdado. Normalmente, eles podem consultar um médico, psicólogo ou psiquiatra e receber medicamentos, terapia ou alguma combinação de ambos. Mas, embora essas caminhos possam trazer algum alívio, geralmente não fornecem uma solução completa.

Nem todos nós temos traumas tão dramáticos quanto os de Gretchen ou Jesse na nossa história familiar. No entanto, eventos como a morte de um bebê, uma criança dada para adoção, a perda da casa ou mesmo a falta da atenção de uma mãe ou pai podem ter o efeito de colapsar os muros de apoio e restringir o fluxo de amor em nossa família . Com a origem desses traumas à vista, os padrões familiares de longa data podem finalmente ser postos para descansar. É importante notar que nem todos os efeitos do trauma são negativos.

De acordo com Rachel Yehuda, o propósito de uma mudança epigenética é expandir o leque de maneiras de responder em situações estressantes, o que ela diz é positivo. “Quem você preferiria que estivesse em uma zona de guerra?”, Ela pergunta. “Alguém que teve adversidade prévia [e] sabe como se defender? Ou alguém que nunca teve que lutar por nada? “Uma vez que entendemos o que as mudanças biológicas do estresse e do trauma devem fazer, ela diz:” Nós podemos desenvolver uma maneira melhor de nos explicar quais são nossas verdadeiras capacidades e potenciais”.

Visto desta maneira, os traumas que herdamos ou experimentamos em primeira mão não só podem criar um legado de angústia, mas também podem forjar um legado de força e resiliência que podem ser sentidas pelas gerações vindouras.

Este artigo é um trecho do livro de Mark Wolynn, Mark Wolynn’s book, It Didn’t Start With You: How Inherited Family Trauma Shapes Who We Are and How to End the Cycle.

Texto em inglês aqui. Tradução livre por Yatahaze.

Categorias
Formação Profissional

Livros para compreender melhor a mente humana

Para nos ajudar a compreender um pouco melhor os mistérios da mente humana, diversos psicanalistas, psicólogos, psiquiatras, neurocientistas e outros pesquisadores dedicam anos de estudo para tentar entender o funcionamento das “camadas” que formam a nossa mente!

 

1. Rápido e Devagar: duas formas de pensar (Daniel Kahneman)

 

Este livro é para você que sempre se questiona: “Oh meu Deus, porque eu fiz isso?!”.

Daniel Kahneman, Nobel de Economia, apresenta de modo claro as características e consequências das duas formas mais comuns do ser humano pensar: rápido (de modo intuitivo e emocional) e devagar (de maneira mais lógica).

Durante as explicações de seus estudos, percebemos como não devemos confiar plenamente em nosso próprio cérebro, pois nele estão muitos pensamentos errôneos ou incompletos que nos podem levar a tomar medidas precipitadas e equivocadas.

Há uma limitação desconcertante de nossa mente: nossa confiança excessiva no que acreditamos saber, e nossa aparente incapacidade de admitir a verdadeira extensão da nossa ignorância e a incerteza do mundo em que vivemos.

 

2. Em Busca de Sentido (Viktor E. Frankl)

 

Qual o sentido da vida? Esta deve ser uma das perguntas mais complexas da história da Humanidade! Mas algumas pessoas, como o autor desta obra, foram capazes de decifrar este enigma… mesmo que no pior dos cenários.

Viktor Frankl (1905 – 1997) talvez seja o ser humano mais resiliente da história! Após ter que enfrentar o horror de QUATRO campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial, o criador da Logoterapia conseguiu superar todas as adversidades e seguir com sua vida.

E você consegue descobrir como ele conseguiu fazer isso? Sim, entendendo o sentido da sua vida! Nesta obra, além de acompanhar os relatos pessoais deste médico psiquiatra austríaco durante o tempo em que esteve preso nos campos nazistas, também aprendemos os conceitos básico da Logoterapia. Não sabe o que é? Relaxa, Frankl explica tudo!

 

 

3. O Animal Social (Elliot Aronson)

 

Este é um estudo de referência sobre as relações sociais contemporâneas, uma obra essencial para quem tem interesse em psicologia social, mas não está muito por dentro do assunto.

Nesta obra, a partir de diversas experiências aplicadas por Eliot e sua equipe, temos algumas explicações para “justificar” a existência de pensamentos que são motivos para problemas sociais recorrentes, como o preconceito e a alienação, por exemplo.

Além disso, O Animal Social também nos ajuda a entender alguns dos mecanismos que se encontram “escondidos” por trás das relações interpessoais. É simplesmente imperdível para quem busca uma compreensão mais ampla da mente humana numa sociedade.

 

 

4. Incógnito: As vidas secretas do cérebro (David Eagleman)

David Eagleman te dá uma pá e convida a cavar as mais profundas camadas do cérebro humano!

Nesta obra, apresentando exemplos ligados ao cotidiano, Eagleman mostra como nem sempre o nosso cérebro (consciente) está no comando das coisas.

Incógnito: as vidas secretas do cérebro foi eleito bestseller pelo The New York Times e entre os mais recomendados pelo Wall Street Journal. Para quem tem curiosidade sobre os mistérios do subconsciente humano e suas contradições, este livro é mais do que recomendado!

 

5. Inteligência emocional (Daniel Goleman)

A inteligência emocional é um assunto que já debatemos aqui no Pensador. Mas, se você quer se aprofundar no assunto, a obra de Daniel Goleman é a mais indicada para quem deseja entender melhor esta nova visão sobre a inteligência humana.

Em suma, a inteligência emocional é a capacidade de “controlar” os seus impulsos emocionais, ter a consciência de seus sentimentos, sentir empatia e aplicar outras habilidades sociais.

Para Goleman, ter um QI alto não é certeza de sucesso na vida, como ele mostra em diversos exemplos. O autor ainda ensina como fortalecer a inteligência emocional que existe em todos nós.

Emoções fora de controle fazem das pessoas espertas, estúpidas.

Daniel Goleman

 

 

6. Seus Pontos Fracos (Wayne Dyer)

Este bestseller foi publicado inicialmente em 1976, mas continua tão atual e importante como nunca.

Dyer nos guia através da complexidade da mente humana e dá direções de como podemos ultrapassar os piores aspectos da nossa personalidade (ansiedade, procrastinação, ciúme, medo, dependência e etc), sempre com argumentações inteligentes e sensatas.

 

 

7. Amar ou Depender? (Walter Riso)

Quando o amor se transforma na fonte do seu sofrimento, então alguma coisa de muito séria está acontecendo, não acha? A dependência afetiva e o amor são coisas totalmente distintas, e Riso nos mostra como as consequências deste “vício” podem ser devastadoras!

Riso é especialista em terapia cognitiva e, além de explicar de forma simples e clara adiferença entre amar e depender emocionalmente de alguém, neste livro ainda somos desafiados pelo psiquiatra com uma série de propostas de exercícios para identificar e acabar com uma provável relação doentia.

Amar ou Depender? é ideal para nos ajudar a perceber que podemos (e devemos) amar ao próximo sem prejudicar o nosso amor-próprio!

 

 

8. Bipolar: Memórias de Extremos (Terri Cheney)

Sentindo na pele as consequências do transtorno bipolar, a autora desta obra transcreve todas as suas experiências relacionadas com esta doença, narrando as consequências que acarreta tanto para si como para os que a cercam.

No livro de Terri Cheney ainda acompanhamos os momentos mais extremos de sua vida, entre eles diversas tentativas de suicídio, noites na prisão, exploração sexual e tratamentos de eletrochoque.

Em Bipolar: Memórias de Extremos conseguimos desvendar a percepção daqueles que sofrem com este transtorno maníaco-depressivo que atinge mais de 2 milhões de pessoas no Brasil.

 

9. 1984, de George Orwell

Um clássico distópico de 1949, mas que se torna cada vez mais atual com o passar dos anos! Esta deveria ser uma leitura obrigatória para todos os seres humanos!

Após ler 1984 você irá perceber que conceitos aparentemente surreais como a “Novilíngua” ou a existência de um “Grande Irmão”, na verdade (e assustadoramente) existem no mundo contemporâneo!

Para quem não sabe, a “Novilíngua” é uma ideia proposta no livro como um idioma criado pelo Governo para eliminar o maior número possível de palavras. Desta forma, a população fica privada de termos para construir argumentos contra o próprio governo. Bizarro, não?

Depois de 1984 seus olhos estarão muito mais atentos a vigilância do “Grande Irmão”.

 

 

10. A Arte da Guerra, de Sun Tzu

Este livro foi escrito por volta do século IV a.C, mas continua a ser muito contemporâneo e você já vai entender o motivo!

Sun Tzu foi um famoso estrategista militar e nesta obra o autor desenvolve 13 temas centrais para combater seus inimigos e vencer uma guerra.

Atualmente, todas as dicas e estratégias de Sun Tzu foram adaptadas para o mundo moderno, nas mais diversas áreas, com destaque para os setores de marketing, administração, empreendedorismo e economia.

Aliás, muitos empresários e profissionais de sucesso garantem que o “A Arte da Guerra” serviu como um “divisor de águas” em suas carreiras e até mesmo no modo como lidar com a própria vida!

 

 

 

11  A Psicologia da Espiritualidade – o Estudo do Equilíbrio Entre Mente e Espírito

A espiritualidade é a unificação dos opostos. Para que você possa evoluir espiritualmente, é necessário abandonar o ego cotidiano onde estão os sentimentos de posse, dor e perda e rumar em direção ao ego verdadeiro, adotando uma perspectiva mais ampla, que vai além das crenças impostas. Esse é o caminho para a paz interior e o bem-estar.
Neste livro, o dr. Culliford define o que é a espiritualidade, aborda os estágios do desenvolvimento espiritual, sua relação com a psicologia e sua influência na saúde mental. A cada capítulo, você encontrará casos e exercícios para induzir a reflexão. O autor analisa os estudos de Jung e Fowler e dá conselhos práticos para que você explore e desenvolva a espiritualidade através da meditação.
A Psicologia da Espiritualidade é tão completo que acabou se tornando uma poderosa fonte de direcionamento para aqueles que desejam atingir sua maturidade espiritual.

 

 

12. Truques da mente: O que a mágica revela sobre o nosso cérebro

A questão principal que este livro aborda é mais sobre como somos influenciados, com o autor tendo um olhar muito específico sobre os truques de magia e alguns estudos relacionados a neurociência.

Este livro, portanto, se lê como “A Psicologia da Magia”, e se isso soa interessante para você, essa é uma leitura obrigatória.

Quanto à praticidade, eu diria que este livro é outro daqueles livros que é sobre a compreensão, e através deste entendimento existem algumas aplicações práticas. Tudo isso dito, para mim é muito interessante, e é um dos livros mais incomuns nesta lista.

 

 

13. Incógnito – As Vidas Secretas do Cérebro

Este livro é sobre os níveis de consciência no cérebro, e como vimos, seu cérebro não é apenas a coisa que você acha que você controla. Enquanto os exemplos neste livro são bastante interessantes, considerando que é um livro “real” de neurociência, eu esperava um pouco mais da pesquisa. Apesar disso, Eagleman montou uma lista de estudos seriamente fascinantes.

A escrita é cativante, e no mínimo, você aprenderá como escrever manchetes que agarram a atenção como Eagleman faz página após a página.

 

14. O poder do hábito

Este livro veio altamente recomendado, e eu gostei, mas eu tenho alguns pensamentos. Enquanto o autor faz um ótimo trabalho de dividir os hábitos em subgrupos apropriados, e ao mostrar como os hábitos realmente operam no cérebro, há uma lacuna: o livro não mostra especificamente como mudar os hábitos. Talvez as minhas expectativas foram definidas para um tipo diferente de livro, mas eu achei a falta deste aspecto a ser abordado como um pouco de “incompletude”.

O livro ainda é uma leitura muito fácil e um grande olhar sobre como os hábitos se manifestam no cérebro.

 

 

 

 

Categorias
Universo Quântico

Livro relata como a mente humana foi capaz de compreender os buracos negros

física de Newton orientou o naturalistaJohn Michell a conceber, em 1783, a ideia de um buraco negro. Foram apenas os estudos de Albert Einstein, entretanto, que tornaram o fenômeno mais factível. Caleb Scharf, astrobiólogo que conta essa história no recém-lançado livro Segredos da Gravidade, explica como buracos negros influenciam galáxias e a vida na Terra.

O que você considera mais fascinante sobre os buracos negros?
Eles foram imaginados pelo pensamento científico muito antes de serem descobertos, e isso é incrível. Buracos negros são simples como partículas fundamentais gigantes, mas também são lugares onde a gravidade e o mundo quântico se interceptam. São portais para o desconhecido.

Como os buracos negros deram forma ao universo e permitiram que, neste momento, estejamos conversando aqui?
Buracos negros são surpreendentemente bons em gerar energia: ela transborda para fora a partir da matéria derramada para dentro. Os supermassivos, localizados no centro de galáxias, modificam a história de centenas de bilhões de estrelas e sistemas planetários, ajudando a determinar o número de estrelas. Nossa galáxia tem apenas um buraco supermassivo modesto no centro, mas isso pode ser crítico. Pode ser parte do porquê de estarmos conversando aqui e não em outra galáxia.

Como as ondas gravitacionais vão mudar nosso entendimento sobre esses objetos?
Os dados ajudarão a entender como buracos negros com bilhões de vezes a massa do Sol se desenvolvem. Eventualmente, vamos detectar a fusão de buracos supermassivos. Agora, temos um sistema de “aviso prévio”: saberemos para onde apontar outros telescópios para vê-los colidindo e desvendar seus segredos.

Se algum dia desenvolvermos uma tecnologia insana que nos permita coletar a energia dos buracos negros, como isso impactaria nossa civilização?
Teríamos energia ilimitada, poderíamos construir qualquer coisa, fazer a reengenharia de mundos e de estrelas. Mas ainda temos grandes desigualdades e injustiças em nosso planeta que, em parte, se devem justamente à energia e à tecnologia. Humanos do futuro cultivando energia de buracos negros teriam de ser muito cuidadosos para não destruir a própria civilização pelo mesmo tipo de negligência.