Categorias
Psicanálise

Freud explica: entenda sete conceitos básicos da psicanálise

O campo de conhecimento estudado por Sigmund Freud busca entender os significados do inconsciente humano.

Quem nunca se viu repetindo comportamentos que havia prometido deixar para trás? Ou fazendo coisas que prejudicam a si mesmo, por mais irracional que isso pareça? Quantas vezes você se espantou com uma palavra fora de contexto que saiu no meio de uma frase? E sonhos bizarros, quem não tem?

Todas essas situações, sem relação aparente entre si, podem ser explicadas pela existência de uma única instância psíquica, que subverte nossas intenções e vontades: o inconsciente. A humanidade deve a Sigmund Freud essa descoberta. Apesar das transformações sociais, culturais e tecnológicas dos últimos 120 anos, o método psicanalítico criado por Freud para lidar com o mal-estar inerente à condição humana segue atual.

Ao criar esse novo campo do conhecimento, Freud desenvolveu diferentes conceitos teóricos para sustentar suas pesquisas. Confira a seguir os termos essenciais da psicanálise:

Inconsciente
Freud demonstrou que a maior parte da vida psíquica se desenrola sem que tenhamos acesso a ela. Ali se encontram principalmente ideias reprimidas que aparecem disfarçadas nos sonhos e nos sintomas neuróticos.

Ego
A parte organizada do sistema psíquico que entra em contato direto com a realidade e tem a capacidade de atuar sobre ela numa tentativa de adaptação. O ego é mediador dos impulsos instintivos do id e das exigências do superego.

Id
Fonte da energia psíquica, é formado por pulsões e desejos inconscientes. Sua interação com as outras instâncias é geralmente conflituosa, porque o ego, sob os imperativos do superego e as exigências da realidade, tem que avaliar e controlar os impulsos do id, permitindo sua satisfação, adiando-a ou inibindo-a totalmente.

Superego
É formado a partir das identificações com os pais, dos quais assimila ordens e proibições. Assume o papel de juiz e vigilante, uma espécie de autoconsciência moral. É o controlador por excelência dos impulsos do id e age como colaborador nas funções do ego. Pode tornar-se extremamente severo, anulando as possibilidades de escolha do ego.

Pulsão
Conceito situado na fronteira entre o psíquico e o somático. A pulsão é a representante psíquica dos estímulos que se originam no organismo e alcançam a mente. É diferente do instinto, pois não apresenta uma finalidade biologicamente predeterminada, e é insaciável, pois tem relação com um desejo, e não com uma necessidade.

Sonhos
Caminho de ouro para o acesso ao inconsciente. A interpretação do conteúdo dos sonhos revela desejos e percepções que de outro modo não chegariam à consciência.

Complexo de Édipo
Entre dois e cinco anos, aproximadamente, a criança desenvolve intenso sentimento de amor pelo genitor do sexo oposto e grande hostilidade pelo do próprio sexo. Tais sentimentos geralmente são vividos com grande ambivalência. O conflito costuma declinar por volta dos cinco anos, e uma boa estruturação da personalidade depende de sua resolução satisfatória.

Fonte: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/11/freud-explica-entenda-sete-conceitos-basicos-da-psicanalise.html

Categorias
Psicanálise

O retorno de Freud!

Depois de passar décadas no ostracismo científico, as teorias de Freud voltaram a aparecer nos laboratórios — desta vez, com o apoio da neurociência.

Era julho de 2008. A capa da SUPER estampava: “Terapia funciona?”, em frente à imagem de um Freud sisudo de sobrancelhas cerradas. E completava: “Sim, o autoconhecimento funciona. Mas Freud talvez não tenha nada a ver com isso”. Dentro da revista, a reportagem era ainda mais implacável com o barbudo de Viena: lia-se que as teorias de Freud não tinham embasamento científico, que o tratamento era longo e imprevisível, e que o austríaco tinha até inventado fatos quando elaborou suas teses. Ao final do texto, o pai da psicanálise aparecia (metaforicamente) roxo e inchado, de tanto que havíamos batido nele.

A verdade é que Freud andava desacreditado havia tempo. Nos anos 1970, o filósofo austríaco Karl Popper já tinha chamado a psicanálise de pseudociência – segundo ele, suas hipóteses eram muito amplas para serem testadas e, portanto, impossíveis de confirmar.

Céticos apontavam que ninguém tinha encontrado, no cérebro, a localização de áreas correlatas ao id, ao ego ou ao superego. Mulheres diziam que não, elas não tinham inveja do pênis, muito obrigada. O complexo de Édipo e o medo da castração pareciam ficção, contada para pessoas dispostas a gastar muito dinheiro por anos a fio com um tratamento não comprovado pela ciência.

“Sem dúvida, nenhuma outra figura importante da história esteve tão errada quanto Freud a respeito de todas as coisas importantes que disse”, escreveu o professor de filosofia canadense Todd Dufresne.

Criticá-lo passou a ser lugar comum, e o “Freudbashing” (“bater em Freud”, em tradução livre) se tornou quase um esporte. O desenvolvimento de terapias mais curtas e pontuais parecia trazer as verdadeiras respostas para todos os males da mente. E, para completar, os medicamentos psiquiátricos nunca haviam sido tão eficientes. A psicanálise tinha sido deposta para sempre.

Opa, para sempre?

Surpreendentemente, nos últimos anos, Freud ressuscitou para a ciência – e começou a ser resgatado do lixo científico. Em vez de focar nos detalhes da sua teoria, as pesquisas começaram a reparar que os grandes conceitos do austríaco – a existência do inconsciente, o significado dos sonhos, as repressões de sentimentos – não eram exatamente histórias para boi dormir.

Também surgiram estudos mostrando que as terapias inspiradas na psicanálise, que costumam ser longas e custosas, são as mais eficientes para tratar males mentais. E mais: até mesmo a neurociência apareceu para dizer que… bem, Freud explica.

Fluxogramas do bem-estar

Primeiro, é bom entender como a terapia freudiana funciona. Um tratamento clássico pode envolver de quatro a cinco sessões por semana, por meses ou até anos. O paciente deve falar livremente o que lhe passa pela cabeça, enquanto o terapeuta escuta e faz questionamentos pontuais.

É um caminho tortuoso e lento – e, por isso, é difícil medir seus avanços. “A terapia tradicional vai muito além da redução de sintomas. O que os pacientes estão buscando é mais qualidade de vida, mais confiança e segurança nos relacionamentos, mais perspectiva sobre si mesmos”, diz Nancy McWilliams, professora da Universidade Rutgers e autora da obra Psychoanalytic Psychotherapy.

Nesse cenário, ainda nos anos 1960, psicólogos começaram a procurar soluções mais práticas e mensuráveis para os problemas da psique humana. A resposta foi a Terapia Cognitivo-Comportamental, ou TCC. Criada por Albert Ellis e Aaron Beck, dois psicanalistas desiludidos com o método freudiano, a TCC prometia uma abordagem mais pé no chão, que não exigia chafurdar no lodo de nossos conflitos inconscientes.

Bastava ajustar pensamentos prejudiciais – causados por crenças pessimistas a respeito de nós mesmos, do mundo e do futuro – e comportamentos pouco funcionais que surgem desses pensamentos. Nada de focar no passado, o foco é o presente. “Não é preciso saber como uma pessoa quebrou o braço para poder tratá-lo”, diz o terapeuta cognitivo Stefan G. Hofmann, autor do livro An Introduction to Modern CBT (“Introdução à TCC”, sem edição no Brasil). Nas sessões, o paciente pode preencher fluxogramas sobre seu estado mental e recebe dicas de exercícios para alterar os pensamentos e comportamentos negativos em momentos de crise.

Em 1961, Aaron Beck desenvolveu um questionário de 21 itens para medir o grau de depressão de seus pacientes. E conseguiu provar que alguns meses da técnica eram suficientes para aliviar os sintomas em cerca de metade deles.

Muitos estudos se seguiram a esses primeiros, sempre com resultados favoráveis à técnica. Tanto que, com o tempo, o termo “terapia baseada em evidência” passou a ser sinônimo do método, e a TCC, barata e com duração mais curta – o total varia de acordo com o paciente, mas a estimativa é entre 8 e 16 semanas –, foi adotada com entusiasmo como principal política de saúde mental em diversos países.

A volta de Sigmund

Assim como ocorreu com a psicanálise, porém, a TCC começou a ter sua hegemonia questionada. Em 2015, pesquisadores noruegueses publicaram uma meta-análise mostrando que a eficácia da terapia cognitiva para tratar a depressão caiu pela metade desde os primeiros estudos, em 1977.

Meses depois, na Suécia, auditores do governo publicaram um relatório devastador sobre um experimento de saúde mental do país, que pagou ao longo de oito anos R$ 2,6 bilhões em TCC para os cidadãos suecos. O programa do governo, concluíram os auditores, falhou completamente em seus objetivos.

E um artigo de 2004 mostrou como os pesquisadores da TCC, para tornar os resultados mais fáceis de interpretar, excluíam dos estudos justamente o tipo de paciente mais comum nos consultórios, aquele com mais de um problema psicológico.

Ao mesmo tempo em que a TCC era posta em dúvida, uma novidade inesperada começou a surgir nas publicações científicas: o resgate da abordagem freudiana de terapia. Ao contrário do que se dizia, a psicanálise e as terapias psicodinâmicas funcionam, sim, e muito bem.

Um estudo de 2016, enorme e feito no sistema de saúde inglês, mostrou que, para os pacientes com depressão mais grave, 18 meses de análise foram muito mais efetivos que o tratamento padrão, que incluía TCC. O mesmo resultado vale para outros transtornos, inclusive os mais severos.

É o que demonstra uma meta-análise publicada em 2008 no prestigioso JAMA, Journal of the American Medical Association, que concluiu que terapias freudianas com mais de um ano de duração são mais eficazes que terapias de curto prazo para pacientes com patologias complexas, como transtornos de personalidade.

O mais impressionante dos dados é que, diferente da terapia cognitiva e dos remédios, os benefícios da análise não só permaneceram, como ficaram ainda maiores após o final do tratamento, causando mudanças duradouras nos pacientes.

O cérebro no divã

Além das pesquisas populacionais comprovando sua eficácia, a psicanálise passou a ser endossada pela neurociência. Até o final da década de 1990, psicologia e neurociência falavam línguas completamente diferentes, apesar de estudarem o mesmo órgão. Com o avanço das técnicas de mapeamento cerebral, porém, a distância entre as duas áreas diminuiu.

A neurociência começou a se interessar por alguns dos conceitos fundamentais da psicanálise, como o inconsciente. Hoje, já se sabe que a maioria das nossas decisões e ações acontece, primeiro, nessa parte oculta da mente; só alguns milésimos de segundos depois é que tomamos consciência delas. Ou seja, o inconsciente já sabe o que você vai dizer antes mesmo de você pensar que quer dizer alguma coisa, e até escolhe as palavras para você.

É assim também com todas as habilidades que aprendemos na vida, como tocar violão ou pular corda. A prática faz com que essas habilidades fiquem gravadas em uma parte do inconsciente chamada “memória não declarativa”. Isso faz com que não precisemos pensar antes de executar cada movimento ou arremessar a bola na cesta: o inconsciente já sabe como chegar lá.

Hoje, já é senso comum que boa parte da atividade cerebral se passa no inconsciente – a estimativa dos neurocientistas é de que apenas 5%, ou até menos, se passe no nível da consciência.

Outro campo da neurociência que parece confirmar ideias da psicanálise é o dos sonhos. Freud teorizou que os sonhos apontam, de forma codificada, para nossos desejos inconscientes. Essa teoria foi praticamente enterrada nos anos 1970, quando pesquisas indicavam que os sonhos ocorriam durante o sono REM e eram controlados por um neurotransmissor produzido em uma região do tronco cerebral “menos importante” para os processos mais complexos da mente.

Por conta disso, passou-se a acreditar que os sonhos eram desencadeados por substâncias químicas que nada tinham a ver com a emoção e a motivação, ou seja, eram apenas estímulos aleatórios sem significado.

Essa teoria perdurou até o início dos anos 2000, quando o neurologista e psicanalista sul-africano Mark Solms viu que, ao contrário do que se pensava, pacientes com lesões na área do tronco cerebral continuavam sonhando, ao passo que outros, com lesões em outra região do cérebro – a área tegmentar ventral, que fica no centro da sua cabeça –, paravam de sonhar completamente, apesar de entrarem em REM.

As regiões afetadas nos pacientes que pararam de sonhar compõem o sistema mesolímbico-mesocortical, o chamado sistema de recompensa do cérebro. E o mais decisivo: além de parar de sonhar, as pessoas com lesões nesse sistema perdiam a motivação e o interesse pela vida. Com isso, Solms propôs que os sonhos estão ligados às nossas expectativas de punição e recompensa, algo não muito distante da teoria freudiana sobre o tema.

“É difícil dizer, hoje, que os sonhos são ‘desprovidos de mente’”, afirma o neurobiólogo Sidarta Ribeiro, diretor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Natal. O interesse de Ribeiro pela psicanálise veio no início de seu doutorado nos Estados Unidos, quando ainda não estava adaptado ao país e teve uma depressão. Durante os dois meses que durou o episódio, ele sentia muito sono, chegando a dormir 16 horas por dia. Quando a crise passou, ele se interessou pelo sono e pelos sonhos, chegando a Freud.

O tema acabaria se tornando a linha de pesquisa principal do neurocientista, que desenvolveu estudos para ver o que acontece durante o sono quando os animais passam por períodos de aprendizado. Ele colocou eletrodos no cérebro dos bichinhos e descobriu que, se um rato não passou por nada de novo no dia dele, seu cérebro fica num estado de baixa plasticidade. Mas, se coisas diferentes acontecem durante a vigília, a atividade durante o sono REM muda. “É como se o cérebro estivesse aprendendo de novo”, afirma o cientista.

Para Ribeiro, essa é uma demonstração de que os sonhos contêm restos diurnos, o que Freud cravou em 1900. “O sonho não é aleatório. Ele revela as memórias que foram geradas, e que são a base do inconsciente”, afirma. Alguns sonhos, por sua vez, podem ser até “premonitórios”: uma pesquisa, publicada na revista Nature em 2015, mostrou que análises quantitativas da descrição de sonhos de adolescentes podem prever quadros psicóticos com até 30 meses de antecedência.

Reprimidos de verdade

O neurologista indiano Vilayanur Ramachandran, diretor do Centro para o Cérebro e Cognição da Universidade da Califórnia, em San Diego, é outro entusiasta da aproximação entre psicanálise e neurociência.

Em 1994, ele fez estudos com pessoas que sofriam de anosognosia, uma condição na qual pacientes não computam os graves danos físicos que haviam sofrido por causa de lesões cerebrais. Uma das pacientes de Ramachandran sofreu um derrame e perdeu os movimentos do braço, mas negava ter qualquer problema. Oito dias após o derrame, o cientista estimulou artificialmente o hemisfério direito da paciente, que, nessas condições, reconheceu a paralisia.

Ao término do estímulo, porém, a paciente voltou a acreditar que o membro estava normal, e perdeu qualquer lembrança de ter percebido a lesão, embora se lembrasse em detalhes do restante da conversa com o médico.

Ou seja, a informação da deficiência chegou ao cérebro da paciente, ao menos de forma inconsciente. Ela era, porém, incapaz de admitir isso em momentos de plena consciência.

Fato semelhante acontece com uma síndrome conhecida como psicose de Korsakoff, em que portadores de danos na região límbica frontal têm amnésia mas não admitem, inventando histórias para preencher as lacunas da memória.

É o caso de um paciente da neuropsicóloga Aikatereni Fotopolou, relatado por Mark Solms, que inventava narrativas mirabolantes para justificar a cicatriz em sua cabeça, ou a presença do pesquisador na sala. Ao longo dos dias, a história variava: Solms era um cliente; companheiro de bar; um colega do time em que jogara quando mais jovem; o mecânico de um carro esporte – que ele não possuía. Tudo, menos um médico tratando de um problema que, afinal, ele não admitia ter.

Ao analisar quantitativamente as alegações do paciente, Fotopolou percebeu que não eram aleatórias: a maioria representava aspirações, coisas positivas, desejos. Assim como os pacientes de Ramachandran, o homem reconstruía a realidade como gostaria que fosse. Era uma forma de lidar com a perda, equivalente à repressão teorizada por Freud – a ideia de que algumas memórias seriam dolorosas demais para mantermos e, por isso, acabam varridas para o fundo do inconsciente.

Na verdade, é difícil bater o martelo e afirmar que “Freud acertou aquilo” ou “Freud errou isso”. Como tudo que envolve a mente humana, não há uma única resposta para nossas inquietações – o que dirá uma única pessoa que seja capaz de explicá-las.

O que publicamos aqui na SUPER lá em 2008 não estava errado: a teoria de Freud é realmente cheia de generalizações e escorregões.

Talvez o maior acerto do austríaco tenha sido outro: “Mais que qualquer teoria específica, o legado de Freud é uma apreciação da riqueza e da complexidade da mente, do fato de que as coisas têm significados para além do que se pode ver na superfície”, diz Jonathan Shedler, psicólogo e professor de psiquiatria da Universidade do Colorado.

O que a ciência está fazendo agora é tentar fornecer as bases fisiológicas para toda essa complexidade. Algo que o próprio Freud, que era médico, neurologista e psiquiatra, aprovaria.

Fonte:

https://super.abril.com.br/ciencia/o-retorno-de-freud/

Categorias
Autoconhecimento

O dilema do porco-espinho, de Arthur Schopenhauer

O dilema do porco-espinho é uma metáfora criada pelo filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860) para ilustrar o problema da convivência humana. Schopenhauer expôs esse conceito em forma de parábola na sua obra Parerga und Paralipomena, publicada em 1851, onde reuniu várias de suas polêmicas anotações filosóficas. O dilema do porco-espinho é apenas um parágrafo que surge no Volume II desta obra, no entanto, tornou-se um conto popular citado até mesmo por Sigmund Freud, o pai da psicanálise.

No livro Schopenhauer e os anos mais selvagens da filosofia, de Rüdiger Safranski, o autor sugere que Schopenhauer inspirou-se em uma escalada ocorrida quando o filósofo tinha apenas 16 anos:

No livro Schopenhauer e os anos mais selvagens da filosofia, de Rüdiger Safranski, o autor sugere que Schopenhauer inspirou-se em uma escalada ocorrida quando o filósofo tinha apenas 16 anos:

Finalmente, em 30 de julho de 1804 — quando a grande viagem já se aproxima de seu fim — chega a escalada da montanha Schneekopp [o Pico da Neve] na Silésia, então alemã, hoje na Polônia. A jornada leva dois dias. Arthur pernoitou com seu guia em uma cabana construída em um planalto intermediário, no sopé do cume mais alto da montanha. “Entramos em uma peça única cheia de pastores embriagados. […] Era insuportável; sua quentura animalesca […] produzia um calor candente”. A “quentura animalesca” dos homens amontoados naquele espaço exíguo — foi daqui que Schopenhauer tirou sua metáfora posterior dos porcos-espinho que se empurravam uns contra os outros para se defenderem do frio e do medo.( SAFRANSKI, 211, pg. 99)

O dilema do porco-espinho

Um número de porcos-espinho ​​se amontoaram buscando calor em um dia frio de inverno; mas, quando começaram a se machucar com seus espinhos, foram obrigados a se afastarem. No entanto, o frio fazia com que voltassem a se reunir, porém, se afastavam novamente. Depois de várias tentativas, perceberam que poderiam manter certa distância uns dos outros sem se dispersarem.

Do mesmo modo, as necessidades sociais, a solidão e a monotonia impulsionam os “homens porcos-espinho” a se reunirem, apenas para se repelirem devido às inúmeras características espinhosas e desagradáveis de suas naturezas. A distância moderada que os homens finalmente descobrem é a condição necessária para que a convivência seja tolerada; é o código de cortesia e boas maneiras. Aqueles que transgridem esse código são duramente advertidos, como se diz na Inglaterra: keep your distance! Com esse arranjo, a necessidade mútua de calor é apenas parcialmente satisfeita, mas pelo menos não se machucam.

Um homem que possui algum calor em si mesmo prefere permanecer afastado, assim ele não precisa ferir outras pessoas e também não é ferido.

Autor: Alfredo Carneiro

Fonte:

https://www.pensarcontemporaneo.com/o-dilema-do-porco-espinho-de-arthur-schopenhauer/

Categorias
Psicanálise

5 Dicionários de Psicanálise para baixar

 

                           Com Freud, a psicanálise produziu uma modificação sem precedentes na concepção do homem, o qual percebe, desde logo, que um determinismo inconsciente organiza sua existência. Tal determinismo revela-se claramente com Lacan como sendo o da própria linguagem. Aquilo que comanda o sujeito humano é o universo do discurso, onde precisa encontrar seu lugar. A linguagem psicanalítica também não é apenas um utensílio, mas conserva seu valor metafórico, algumas vezes poético, mesmo que tente assumir uma dimensão científica. Neste dicionário, escrito por praticantes ciosos de sua legibilidade, o leitor irá encontrar, além dos verbetes dedicados a diversos autores, uma apresentação precisa e referenciada dos conceitos psicanalíticos essenciais. Os encaminhamentos de um termo a outro oferecem a possibilidade de uma leitura descobridora. Esta edição vem a público enriquecida com glossários alemão-português, francês-português e inglês-português.

     Este trabalho deriva do projeto de dicionário promovido por Lacan em sua Escola, após o Vocabulário da psicanálise de Laplanche e Pontalis. Pensado a partir de uma base clínica sólida, os artigos oferecem um panorama completo dos conceitos psicanalíticos polidos, ademais, na recepção do pensamento de Freud inspirado pelas idéias de Lacan, e na recepção das ideias do próprio Lacan posteriormente. Também leva em conta alguns dos discípulos diretos de Freud e autores da escola de inglês. A complexidade de um ensino renovador e de alto nível teórico foi resolvida em exposições claras e explicativas. Cada artigo apresenta uma sucessão de aspectos de um conceito que assume o caráter de uma descrição relativa autônoma, mas todos os artigos são referenciados e cruzados entre si, o que permite leituras de descoberta pessoal. Os termos elaborados alcançam valor de significantes, isto é que ressoam em diversos registros; eles adquirem valores diferentes de acordo com sua história, seu contexto, os campos semânticos de onde eles se originam. E quando esses significantes são inseridos em uma análise estrutural rigorosa, será dito que eles estão inclinados a valer “matemas”.

 

Este dicionário reúne, em forma enciclopédica, os conceitos essenciais da psicanálise, desde as teses fundadoras estabelecidas por Sigmund Freud até formulações mais recentes, propostas a partir de Jacques Lacan. O dicionário também compreende; cronologias da vida e da obra de Freud e Lacan; listas de leituras sugeridas sobre os temas abordados; minucioso índice remissivo, temático e onomástico, que inclui pequenas biografias. Colaboraram para este dicionário mais de 50 especialistas, entre psicanalistas e professores universitários, dentre os quais, Joel Dor, Julia Kristeva, Philippe Julien, Pierre Fédida, Charles Melman, Giulia Sissa e Catherine Millot, sob a coordenação de Pierre Kaufmann, professor emérito da Universidade de Paris-X.

 

   O Dicionário Comentado do Alemão de Freud apresenta alguns dos mais importantes termos psicanalíticos alemães, todos de difícil tradução. Entre os quarenta verbetes do dicionário, encontram-se clássicos da psicanálise, tais como pulsão (Trieb), recalque (Verdrängung) e representação (Vorstellung), discutidos detalhadamente, em seções que podem ser consultadas conforme o grau de profundidade desejado. São apresentados os significados extraídos de dicionários antigos e atuais, e discutidas as conotações do termo no universo lingüístico germânico. Também é explicada sua etimologia e as partes que compõem a palavra. Através de uma tabela contrastiva, os sentidos e conotações do termo original podem ser comparados com os da palavra habitualmente adotada para traduzi-lo em português. São apresentados exemplos de frases e parágrafos, retirados de diversos períodos da obra de Freud, e é comentada a inserção do verbete no texto freudiano alemão. Um glossário multilíngüe permite consultar o dicionário a partir do português, alemão, espanhol, francês ou inglês.

 

 

 Na medida em que a psicanálise renovou a compreensão da maioria dos fenômenos psicológicos e psicopatológicos, e mesmo a do homem em geral, seria possível, num manual alfabético que se propusesse abarcar o conjunto das contribuições psicanalíticas, tratar não apenas da libido e da transferência, mas do amor e do sonho, da delinqüência ou do surrealismo. A nossa intenção foi completamente diferente: preferimos deliberadamente analisar o aparelho nacional da psicanálise, isto é, o conjunto dos conceitos por ela progressivamente elaborados para traduzir as suas descobertas.

 

FONTE: https://lacanempdf.blogspot.com/2019/02/dicionarios-de-psicanalise.html

 

Categorias
Análise de Filmes

LISTA DE FILMES E SUAS TEMÁTICAS PSICOLÓGICAS PARA ESTUDOS – I

 

Segue abaixo um serie de indicações de filmes para você conhecer e estudar um pouco sobre o tema.

 

 

Filmes para compreender a ignorância, agressiva ou não, fanática ou não.

Evil – raízes do mal – noção de superioridade de uns machucando os “inferiores”

Amém – A participação ou negligência da Igreja Católica frente o Holocausto

O Julgamento de Nuremberg (com Alec Baldwin) – O Julgamento e tentativa de compreensão daqueles que elaboraram o Holocausto

A Matemática do Diabo – uma jovem judia negligente com relação ao holocausto entra na pele de uma parente que passou pela vida num campo de concentração

Cruzada – o sangue derramado por um pedaço de terra de relevância religiosa

Queda – os últimos dias de Hitler e alguns de seus seguidores antes do suicídio daquele

A Experiência (filme alemão) – uma pesquisa alemã sobre relação entre oprimidos e opressores

Tolerância Zero – um Judeu que se torna nazista

A Outra História Americana – um fascista que conhece o outro lado da moeda

Billy Elliot – as repressões religiosas e ignorantes

A Confissão (com Kenneth Brannagh) – o jantar em que é decidido como lidar com a “questão judaica” a qual leva ao holocausto

Lutero – as críticas de Lutero à Instituição Católica de seu tempo

A Beleza Americana – pessoas movidas de maneira alienada com relação a elas mesmas

O Planeta dos Macacos – o exercício do poder de uns sobre outros, decidido pela força das armas

 

 

Para  lidar  com  dependência  química

28 Dias – alguns importantes detalhes sobre internações para dependência química

Mera Coincidência – a responsabilidade perante a própria indisciplina frente álcool

Cristiane F. – a dura atividade de largar a dependência química

Kids – jovens fazendo uso de drogas de maneira imprudente e displicente

Ray (Charles) – história do músico, sendo uma das partes o exercício de largar a heroína

Despedida em Las Vegas – um homem que se consome através da garrafa

 

 

Aprendizagens   dolorosas,   intensas  (traumas)  ou  não  e  efeitos

A Filha Do General – a dor da traição do pai

Voltando a Viver – algumas vivências com as quais o indivíduo se tornou raivoso. Em terapia aprende a lidar com elas

Sleepers – Vingança Adormecida – história de garotos que passam por uma prisão para jovens e seus sofrimentos durante e depois

Filhas de Deus – O massacre psicológico de 3 mulheres internadas em um convento

Hypnos – múltiplos mecanismos de defesa trabalhados em hipnose devido a um acontecimento de difícil elaboração

Duas Vidas – os efeitos perturbadores de ocorrências aparentemente simples na infância

Efeito Borboleta – de como pequenas coisas, aparentemente, quando criança afetam toda uma vida

 

 

 

Para   lidar   com   separações   de   amantes

Neve Sobre os Cedros – grandes amantes enquanto jovens são obrigados a separarem-se, tendo o homem dificuldades de superar a união da então amada

O Pequeno Dicionário Amoroso – a história de um casal com início, meio e fim e novo relacionamento

Sob o Sol da Toscana – a história de uma mulher que perdeu o sentido da vida ao perder o seu amor e sua luta para retomar a graça

O Último Beijo – alguns amigos em torno dos 30 anos e suas situações com as mulheres

Os Garotos Da Minha Vida – a história de uma mulher com seu pai, amante e seu filho

Avassaladoras – mulheres lidando com as dificuldades com homens e trabalho

 

 

Relacionamentos   entre   amantes

A Dona da História – mulher de cerca de 55 anos tem oportunidade de mudar a história da sua vida ao revisitar a sua vida quando jovem

A História de Nós Dois – casal há bastante tempo junto sem vitalidade retoma o relacionamento apesar das dificuldades

O Último Beijo – relações de alguns homens e mulheres entre casamento, filho, divórcio e diferentes fases entre um e outro

As Confissões de Schmidt – homem de cerca de 65 anos reflete sobre os efeitos dos possíveis erros que poderiam ter facilitado a traição da sua mulher com o seu amigo

Anjo de Vidro – além de ciúmes, também dificuldades diversas de relacionamento

Alguém tem que Ceder – um casal de cerca de 60 anos e suas lutas

De Olhos Bem Abertos – um casal em crise por ciúmes

O Declínio do Império Americano – relacionamentos em múltiplas faces cruas

Avassaladoras – jovens mulheres de 30 anos e suas reflexões sobre homens e trabalhos

Abaixo o Amor – as alterações entre a “antiga” forma de relação homem-mulher e a “atual”

O Espelho tem Duas Faces – um homem cuja teoria sobre relacionamentos fracassarem ser sexo e de uma mulher que pensa o oposto

Relações entre Pais e Filhos

Procurando Nemo – pai superprotetor cria situações desagradáveis para seu filho e ele terá que atravessar o oceano para salvar o seu filho, que se desaponta com o pai

O Rei Leão – um pai ensinando o seu filho sobre ser homem e a morte

Eclipse Total – uma mãe que protege sua filha de forma grosseira e não percebida pela filha

 

 

 

 

Para   lidar   com   ciúmes

De Olhos Bem Fechados – casal lida com o desejo do cônjuge em relação a outra pessoa

As Pontes de Madison – mulher tem relação com outro homem enquanto o marido viaja com os filhos

 

 

 

 

Para   lidar   com   o   medo   da   morte

Amor Além da Vida – família se encontra no céu e inferno após a morte de cada um e suas lutas para permanecerem juntos

Doce Novembro – homem tem relação com mulher cujo objetivo antes de morrer é ajudar homens obcecados com os seus trabalhos

Outubro em Nova Iorque – jovem artista com doença fatal se relaciona com exn-namorado de sua mãe antes de morrer

Invasões Bárbaras – homem vai a casa em frente a um lago com seus amigos, filho e nora antes de tirar a própria vida na presença de todos por não querer mais viver com o câncer

Minha Vida – homem grava fitas de reflexões sobre a vida para o seu filho que está por nascer antes de ele morrer devido ao seu câncer

Gladiador – homem dá a própria vida por seus valores

O Rei Leão – pai prepara o filho para lidar com a morte de seu pai

Mar Adentro – mulher em alto mar e em meio aos tubarões prefere afogar-se a ser comida viva pelos peixes

Olga – mulher morre por seus ideais

As Horas – um homem e uma mulher cometem suicídio ao acharem que é a sua hora

A Paixão de Cristo – os ideais de um homem o levam à morte

 

 

 

Para   lidar   com   apatia

Chegadas e Partidas – homem que se considera quebrado se conserta também por si

Tomates Verdes e Fritos – mulher que leva vida entediante ouve histórias que a inspiram a tomar as rédeas de sua vida

Chaplin – a história de um homem que lutou e nunca desistiu

Abril Despedaçado – um jovem que vive displicentemente busca enriquecer a própria vida

 

 

Sobre   hipnose

Ecos do Além – mulher faz uso vulgar da hipnose em festa de amigos criando problemas com os quais não estava preparada. Embora os fenômenos em questão sejam fictícios, o uso banal não o é.

Hipnose – uma indução regular em inscript para tabagismo é utilizado e uma boa indução para uma garota que sofreu um trauma

Hypnos – raros mecanismos de defesa ocorrendo durante tratamento com hipnose

K-PAX – psiquiatra faz uso de hipnose a fim de descobrir o que levou uma pessoa a tentar cometer suicídio

Duas Vidas – um possível trabalho em psicoterapia com hipnose fazendo uso de hipermnésia e pseudo-orientação no futuro, embora não ocorra qualquer menção à hipnose

 

 

 

SOBRE   A   NOÇÃO   DE   REALIDADE

Matrix 1 – a realidade enquanto a utilização dos sentidos

Viagens Alucinantes – a supressão de estímulos permitindo apenas a realidade pensada

Vanilla Sky – mistura similar à de matriz, vivendo dentro de um programa de computador que permite a noção de realidade devido à manipulação dos sentidos

Pescador de Ilusões – sujeito aprensentando um quadro de alucinação positiva de ver um cavaleiro vermelho que não existe

Hypnos – uma paciente dentro de um transe não percebido enquanto tal fazendo uso de personagens da vida de formas diferentes das reais

 

 

 

Medo   e   coragem

8 Mile – cantor trava em meio à platéia e desafio

Honra e Coragem – homem evita a guerra, mas é motivado a entrar nela quando sabe que seuas amigos estão em perigo

Procurando Forrester – homem com “síndrome do pânico” até que com uma visita inusitada se permite começar a sair de casa e viver

Chegadas e Partidas – apesar de se considerar um perdido na vida, levanta-se contrapondo ao seu passado, crescendo e superando diferentes obstáculos

Batman Begins – garoto com medo de morcegos utiliza deles para provocar medo nos criminosos

O Poder de Um Jovem – um garoto órfão com bons educadores aprende a lidar com os diferentes obstáculos de um ambiente adverso

Melhor é Impossível – homem com medo tem compulsões para evitar dores, as quais aprende a lidar devido a um amor

O Resgate do Soldado Ryan – apesar do medo de uma morte eminente, soldados vão ao encontro do perigo

Tratamento de Choque – homem evita situações adversas sendo constantemente abusado por outros, até que aprende a lutar pelas suas idéias

Olga – mulher luta pelos seus ideais, atividade essa que custa sua vida

 

 

 

Nobreza,   ética   ou   não

Gladiador – um homem lutando por seus ideais vê-se expulso e negligenciado, continuando até o final

Honra e Coragem – salvar os amigos e não uma nação cujos ideais discorda

Filhos do Paraíso – um garoto enfrentará uma corrida para dar um tesouro à sua irmã

Depois da Chuva – saber pelo quê lutar é tão importante quanto saber lutar

Dersu Uzala – heremita vive de forma harmônica com a natureza, com ambição, mas sem ganância

O Poder de Um Jovem – garoto aprender a lutar pela inclusão e não exclusão

Seven – Os Sete Crimes Capitais – alguns vícios contra o bem-estar do indivíduo ou do outro são punidos através de assassinatos

Por que Choram os Homens – alguns diferentes homens abrindo mão do que lhes é mais caro para preservar os seus tesouros

Elas me Amam… mas me Odeiam – homem fala a verdade entregando a sua empresa e sendo punido, entra numa situação aparentemente imoral, pelo menos de acordo com o normal

Malcolm X – a luta pela igualdade de direitos

Tempo de Matar – homem abre mão da própria segurança para lutar pelo quê acredita

Os Filhos do Paraíso – irmão luta para dar à irmã algo “perdido” por ele, que era muito importante para ela

Coração Valente – ao vingar-se de um lorde pela morte de sua amante, guerreiro se vê lutando por liberdade ao lado de um povo

O Rei Artur – um punhado de homens de diferentes religiões lutando pelo bem de outros

A Promessa – policial promete a uma mãe cuja filha foi assassinada justiça, para tanto irá até as últimas conseqüências, nem que lhe custe a sanidade

A Chave Do Sucesso – 3 colegas de profissão travam conversas que definem as suas vidas

A Sociedade dos Poetas Mortos – ensinar a pensar

Hamlet (com Kenneth Brannagh) – filho fará justiça pelo pai morto

Henrique V (com Kenneth Brannagh) – um tipo de nobre

O Herói – o melhor assassino de uma tribo deixa sua vítima viver para que outros possam viver

O Clã das Adagas Voadoras – em prol dos conhecidos e da moral de tribos diferentes, casal luta entre si

 

 

 

Para   lidar   com   raiva

Hurricane – O Furacão – homem é injustamente preso precisando aprender a lidar com a sua raiva até sair da prisão

Voltando a Viver – garoto passa por dificuldades até tornar-se irascível, passando então por terapia

Ghandi – lidar com a raiva de forma calma

Evil – Raízes do Mal – garoto aparentemente sem volta aprende a se governar para transcender a vida de até então

Instinto – homem mata outro, descobrir e neutralizar a sua raiva é a função de um psiquiatra

 

 

 

Sobre   desejos   infinitos   e   implicações

Ponto de Mutação – relações entre as coisas

Dias de Nietzsche em Turim – breve síntese de inúmeros pensamentos do filósofo

Sociedade dos Poetas Mortos – professor ensinando seus alunos a pensar

O Sorriso de Monalisa – versão feminina do filme acima

Íris – pensadora defende reflexões sobre o pensamento

 

 

Amizade

Senhor dos Anéis – amigos se unem para ajudar outros

O Último Samurai – matar o outro por amizade!?

A Cura – garoto com HIV acha a cura para o seu espírito na amizade

O Último Beijo – na tristeza e na alegria

A Chave Do Sucesso – longas amizades, claras afinidades e grande respeito

Eclipse Total – uma amiga aceitando o pedido de “eutanásia”

Gênio Indomável – o bem do amigo antes

A Era do Gelo – ajuda mútua em benefício mais mútuo do que próprio

Diários de Motocicleta – dois amigos em busca de algo maior do que eles

 

 

 

Mestres   e   aprendizes

Primavera, Verão, Outono, Inverno, Primavera… – aprendendo por vivências e não conceitos

Procurando Forrester – professor duro e aluno disciplinado

O Poder de Um Jovem – um bom homem não se faz sem bons preceptores

Guerra nas Estrelas III – O mau assim o é de acordo com quem?

Instinto – paciente liberta o próprio terapeuta

Adorável Professor – professor de música liberta seus alunos em detrimento de sua música

Gênio Indomável – terapeuta leva gênio a se conhecer e lidar com essa ação

 

 

 

Responsabilidade,   culpa   e  /  ou   perdão

O 5 o . Passo – passos de um homem em busca do perdão

Sobre Meninos e Lobos – quem deve ser o nosso juiz? A quem pedir absolvição?

21 Gramas – a vingança da vítima

A Chave do Sucesso – arrependimentos como parte de homens com caráter

Primavera, Verão, Outono, Inverno, Primavera… – pagar o preço pela perda do próprio governo

Magnólia – o que é perdoável e o que não é?

Estrada da Perdição – bom ou ruim? Apenas meu pai.

As Confissões de Schmidt – a minha mulher errou comigo… eu contribuí?

Crime e Castigo – culpas que atormentam

Amnésia – ao invés de responsabilizar a si, melhor é o fazer com o outro

A Filha do General – a traição do pai como mais violenta que um estupro

Advogado do Diabo – ao tomar responsabilidade frente o próprio poder, opção por autodestruição

O Conde de Montecristo – um homem quase consumido pela vingança

Os Imperdoáveis – conviver com os próprios crimes

Categorias
Formação Profissional

PARÂMETROS PARA FORMAÇÃO EM PSICANÁLISE

 

Icone Casa da Psicanálise COR

O QUE É PSICANÁLISE:

É a ciência/arte que objetiva a transposição inconsciente/consciente. Considerada como a forma de tratamento das neuroses atualmente denominadas “psiconeuroses” tem por norma seu tratamento através das diferentes correntes psicanalíticas e áreas afins.

 

O CURSO TEM REGISTRO NO MEC?

Não. Nem tão pouco os demais cursos de Formação em Psicanálise existentes no País. Também não existem cursos de Formação em Psicanálise no âmbito universitário reconhecido pelo MEC. Existe sim, Especialização Latu Sensu em diversas áreas da Psicanálise, mas que não vale como Formação em Psicanálise. E, concluído, o curso, o aluno de Formação em Psicanálise recebe um Certificado expedido pela Casa da Psicanálise, que poderá se filiar em uma Sociedade de Psicanálise e dela receber a Carteira de Psicanalista e assim poder atuar.

 

QUEM É O PSICANALISTA JUNTO Á CLIENTELA E AO MINISTÉRIO DO TRABALHO?

É um profissional que pratica a Psicanálise em consultórios, clínicas e até hospitais, empregando metodologia exclusiva ao bom exercício da profissão, quais sejam, as técnicas e meios eficazes da psicanálise no tratamento das psiconeuroses. Para atingir plenamente seus objetivos, o psicanalista deve ser uma pessoa com sólida formação humanitária, visto que a profissão requer uma acentuada cumplicidade entre analista e seu paciente. Os psicanalistas têm sua profissão classificada na C.B.O. (Classificação Brasileira de Ocupações) no Ministério do Trabalho – Portaria nº 397/TEM de 09/10/2002, sob o Nº 2515.50, podendo exercer sua profissão em todo o Território Nacional.

 

 

POR QUE O CURSO É ABERTO A VÁRIAS PROFISSÕES?

É aberto porque nenhuma Lei especificou o contrário. Vale dizer, que desde o princípio era uma profissão aberta a quem se interessasse e que atraiu não só médicos – como Jung e Adler – mas também advogados, filósofos, literatos, educadores e teólogos, sociólogos, pedagogos e todos interessados nesta área. Por isso restringir a Psicanálise a essa ou àquela profissão é absolutamente contrário à ciência, ilegal e inconstitucional, pois “todos são iguais perante a Lei”.

 

O QUE FAZ O PSICANALISTA?

O Curso de Formação em Psicanálise Clinica é direcionado aos interessados em adquirir conhecimentos mais profundos na área da Psicanálise, que buscam aprender a dinâmica das problemáticas emocionais e afetivas em conformidade com as teorias psicanalíticas, e aos que desejam utilizar a Psicanálise como Terapia e clinicar. Todavia, não se restringindo, pois, sua grade curricular apresenta uma gama de conhecimentos que se ajustam às necessidades particulares de indivíduos e de grupos, visando uma ampla cognição e discernimento, fatores fundamentais para futuros profissionais e acadêmicos das áreas da Psicanálise.

 

A FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM PSICANÁLISE COMPREENDE OS SEGUINTES ASPECTOS:

  • Teoria e a Técnica das diversas correntes da Psicanálise;
  • Análise pessoal, onde o profissional deverá por toda a sua vida estar sempre em análise.
  • Supervisão e constante aprendizado;
  • Constante leitura e pesquisa na área de sua formação.

 

 

I – TEORIA E A TÉCNICA:

No transcorrer do Curso de Formação em Psicanálise Clinica, concomitante as teorias e as técnicas de Freud, estudaremos também todos os grandes teóricos das mais diversas correntes psicanalíticas. Diferente de todos os outros profissionais, o psicanalista apropria-se do conceito de inconsciente, pois é devido ao fenômeno da transferência que a cura tem lugar. A Psicanálise justifica sua origem e existência no âmbito clínico quando leva um sujeito a perguntar-se sobre seu sofrimento.

II – ANÁLISE PESSOAL:

A experiência clínica da análise pessoal, buscas analisar o domínio permanente do inconsciente sobre a totalidade da vida consciente, cabendo ao analista o trabalho de tornar consciente o inconsciente. O analista atua como um decifrador, o qual, com seus recursos técnicos, é capaz de traduzir e revelar ao sujeito os seus desejos, fornecendo-lhe sentido e apontado caminhos na solução de suas. A análise tem a priori de recuperar  o desenvolvimento emocional estagnado na(s) área(s) reflexiva, cognitiva ou afetiva, por conseguinte equilibrar a razão e a emoção.

III – SUPERVISÃO:

A supervisão é um processo de habilitação do candidato. A contribuição principal da pesquisa é a abordagem psicanalítica no processo de supervisão, nesse sentido os objetivos são:

  • Tornar apto e habilitado o candidato no uso do método psicanalítico;
  • Contribuir na aquisição da capacidade na lida com pacientes, fundamentado no discernimento do material analítico.

 

PÚBLICO:

O Curso de Formação em Psicanálise Clinica é direcionado aos profissionais de diversas áreas do conhecimento que desejem obter maiores aprendizados na área da Psicanálise, tais como: Psicólogos, Psiquiatra, Médicos, Psicopedagogo, Assistente Social, Filósofo, Profissionais do campo Jurídico, Teólogos, Educadores, Pastores, Missionários, Líderes, Profissionais do Serviço de Saúde, e dentre outros. Servindo igualmente para discentes que buscam novos desafios nesta brilhante carreira.

 

JUSTIFICAÇÃO:

Existe uma demanda enorme de pessoas que necessitam de apoio de um Psicanalista para orientá-las e mostrar perspectivas de solução de seus problemas emocionais e afetivos, dentre eles: a ansiedade, o amor e o ódio, do desejo e da lei, dos sofrimentos e do prazer, de nossos atos de fala, nossos sonhos e nossas fantasias, fobias, depressões, neuroses, psicoses, obsessões, impulsos auto e heteroagressivos, angústias e crises diversas. Este profissional ajudará a sociedade para uma convivência mais humana, harmônica e feliz, objetivando uma melhor qualidade de vida!

 

ATUAÇÃO:

No final do Curso de Formação em Psicanálise Clínica você estará apto para atuar nos seguintes segmentos: AVALIAR e TRATAR COMPORTAMENTOS INDIVIDUAIS, GRUPAIS E INSTITUCIONAIS, selecionar casos, entrevistar pessoas, levantar dados relativos, examinar pessoas e situações, escutar pessoas ativamente. Investigar pessoas, situações e problemas, escolher o objeto avaliativo, aplicar instrumento de avaliação, sistematizar informações, elaborar diagnósticos, pareceres, laudos e perícias, responder a requisitos técnicos judiciais, devolver resultados (devolutiva). Proporcionar espaço para acolhimento de vivências emocionais (setting), dar suporte emocional, tratar o consciente e inconsciente, harmonizar os vínculos paciente-terapeuta, interpretar e resolver conflitos e desentendimentos familiares e institucionais; promover a integração psíquica e o desenvolvimento das relações interpessoais e da percepção interna, praticar a docência.

 

QUEM PODERÁ FAZER O CURSO?

Médicos, Professores, Engenheiros, Odontólogos, Advogados, Assistentes Sociais, Pedagogos, Teólogos, Enfermeiros, Pastores, Padres, Psicólogos, Biólogos, Administradores de Empresas, Contadores, etc. Este curso é dirigido a todos os interessados em adquirir conhecimentos mais profundos em Psicanálise. Aos que querem aprender a dinâmica de seus problemas emocionais e afetivos de acordo com as teorias psicanalíticas, e aos que desejam dedicar-se à Psicanálise como Terapeutas e Clinicar.

 

 

ESTÁGIO:

O aluno receberá da Casa da Psicanálise a partir do 25º Módulo, uma autorização por escrito para atender pacientes-piloto. Para isto, o aluno deverá desenvolver o seu estágio e cumprida as etapas ele entregará uma pasta de relatório onde vai provar que fez o estágio em atendimentos gratuitos a pacientes, sendo todo o processo monitorado por um Supervisor de Casos Clínicos.

ANÁLISE DIDÁTICA E MONOGRAFIA:

O formando deverá apresentar até o final do Curso sua Monografia e a Certidão de Análise Didata, assinada por um Psicanalista, comprovando que fez sessões determinadas, com parecer aprovado pelo profissional. *(Essa sessões são pagas pelo aluno).

ENTREGA DOS TRABALHOS:

Cada disciplina do Curso apresenta ao aluno uma atividade de pesquisa, que deverá ser enviada para os nossos professores corrigir. Os trabalhos deverão ser entregues na data solicitada em cada módulo.

 

CERTIFICADO E CREDENCIAL

 Certificado e credencial profissional emitido pela Casa da Psicanálise, registrado em cartório e outro certificado com as Especializações em Teorias e Técnicas de Abordagens Complementares.

 

CARGA HORÁRIA

Carga horária 1.420 horas, será distribuída nos módulos, atividades extra-curriculares, grupos de estudos, aulas presenciais, análise pessoal, pacientes-piloto, supervisão em aula, pesquisas e estudos de trabalho/atividades/provas por módulos.

 

PERÍODO

36 Meses – aulas ( ver calendário com a administração da escola.

 

MATERIAL INCLUSO

Apostilado para o acompanhamento das aulas teóricas e práticas.

 

Fonte: (Administração da Casa da Psicanálise)

Categorias
Formação Profissional

FORMAÇÃO EM PSICANÁLISE – SOROCABA

Logo Casa da Psicanálise MONO

O curso é ministrado e coordenado pelo professor em psicanálise Ricardo Dih Ribeiro, que atua também como Psicanalista em sua clínica particular, tendo diversas especializações em Psicanálise, Estados Alterados de Consciência, Leader Training, PNL, Hipnose Clínica, Alinhamento Energético,Técnicas Projetivas, Palestrante, Escritor, Professor em Psicanálise , Coach, Analista de Perfil Comportamental e de Talentos, e Consultor de Empresas. Juntamente com Ricardo, estará um quadro de professores altamente qualificados e especializados.

 

Ricardo Dih Ribeiro explica que a psicanálise estudada na Casa da Psicanálise é um conjunto de técnicas de várias linhas e correntes psicanalíticas e matérias complementares de outras áreas que permitem novas percepções e a expansão da consciência. Tanto do nosso próprio eu, quanto da vida. “É através dela que iniciamos o caminho para o auto-encontro, podendo assim compreender melhor, e como mais profundidade, os mecanismos que nos levam a agir, sentir e pensar”, diz.

 

Acrescenta ainda que, a partir desta compreensão, é possível interagir positivamente nestes processos, analisando os motivos que nos levam a seguir determinados objetivos, se realmente o queremos e as quais atitudes nos levam e nos afastam dos mesmos.

 

Para Ricardo, o principal instrumento é o amor e não o divã. É através do amor doado ao paciente que a relação entre o profissional e o paciente é sustentada. “Se não tiver amor a ser doado ao paciente, o psicanalista nada poderá oferecer além de técnicas que podem impressionar em um primeiro momento, mas são vazias e não produzem uma solução de profundidade e com consistência”.

 

O psicanalista, de acordo com Ricardo, pode auxiliar o indivíduo na caminhada para dentro de si, quando está fora; e para fora de si quando está dentro. Para que assim assuma a responsabilidade sobre seus atos e possa agir e não se paralisar frente a vida, para que fale das insatisfações e se cale quando sua fala não for positiva para si mesmo e compreenda o que ela significa dentro do seu processo de vida.

 

Na visão de Ricardo, o grande problema da humanidade atualmente não é o crack, a cocaína ou qualquer outro entorpecente.  “O grande problema está sim ligado a um vício. Mas o vício da busca por segurança e reconhecimento. “Somos viciados na aprovação e no amor do outro para estarmos e nos sentirmos amados, protegidos e reconhecidos como pessoa”, diz, acrescentando que o papel da psicanálise é resgatar o indivíduo para a sua própria valorização, o seu auto-amor”.

 

E o mais surpreendente é que Ricardo coloca que toda essa percepção citada acima, em primeiro momento é colocada ao estudante em psicanálise para que ele possa conhecer-se e cuidar de si mesmo com profundidade, utilizando o período da formação para seu próprio crescimento. “Durante as aulas ocorrem processos de grande impacto de autoconhecimento, funcionando como uma grande terapia”, e ainda em suas palavras. “A formação é para o aluno construir em si, um ser humano melhor e mais consciente, equilibrando-se frente à vida. Depois este aluno pode se relacionar com as pessoas do seu círculo íntimo com mais tranquilidade e harmonia, depois então poderá ajudar as pessoas da sua comunidade, do seu círculo, e por fim, ser um excelente profissional e fazer da psicanálise sua profissão e seu ideal de vida”, conclui.  (Fonte: redação)

Categorias
Formação Profissional

Entenda a Psicanálise na Casa da Psicanálise?

FaceBook-FanPage_Casa-da-Psicanalise

Compreender a complexidade do ser humano e a si mesmo, sempre foi uma busca incessante do homem. Desde o registro mais antigo aos dias atuais, estamos nesse caminhar, as vezes tão recompensador e delicioso como um dia de sol, mas também as vezes tão obscuro e torturante como a própria noite dos tempos das cavernas em que o homem primata pouco podia compreender além do prazer e do sobreviver diário, entre um gozo de vida e outro, escapando da sua morte.

O estudo da psicanálise contemporânea, propõe analisar o homem  e a busca dos inúmeros motivos que o levam a ter determinados padrões de pensamentos e comportamentos ao longo de toda a sua caminhada existencial, procurando  compreender todas as possibilidades que contribuem em maior ou menor escala em seu equilíbrio psíquico, olhando-o sempre como um ser transcendente e universalista.

Uma formação pluralista em conhecimentos e técnicas em diversas correntes da psicanálise, permitem-nos uma visão ampla do ser, visto que cada um se manifesta de uma forma única, e todos somos de uma complexidade que só pode ser acessada com a ferramenta correta, sendo então fundamental o conhecimento de diversas áreas do saber; da filosofia, da PNL, da Reflexologia, da farmacologia, da neurociências, da acupuntura, do coaching, dos florais, da hipnose, entre outras, para iniciarmos um processo contínuo da compreensão do ser.

Sabemos que isso não descaracteriza os ensinamentos, mas abre-nos horizontes, quebra resistências e dissolve preconceitos, fortalece nossos valores e crenças e elimina o que no fundo apenas existia como uma idealização fútil e repressora. Liberta, renova,  nos deixando mais flexíveis e integro com a nossa consciência, o que deve ser o quesito básico para receber uma outra alma humana.

Através destes conceitos podemos compreender melhor nossas ações, nossos sentimentos,  e poderemos de forma mais consciente fazer escolhas mais saudáveis, felizes e equilibradas em nossas vidas. Sendo assim permitir que nossos pacientes também se encontrem consigo mesmos e possam percorrer estes mesmos caminhos que percorremos com paz, segurança e amor.

“Não existe  uma formação em Psicanálise, se não existir uma transformação em sua alma”  

                                               Ricardo Dih Ribeiro

Categorias
Autoconhecimento Sagrado Feminino & Masculino

A MULHER E A CAIXA DE PANDORA

pandora_large

O nome “Pandora” possui vários significados: panta dôra, a que possui todos os dons, ou pantôn dôra, a que é o dom de todos (dos deuses).
Deixando a historia de lado pela visão  milenar e vergonhosa do machismo, onde coloca a mulher como equivocada, pois a mesma abre a caixa de pandora e libera todo o mal para a humanidade, ou a coloca aliada ao mal,  pelo seu coração conter elementos perversos, onde ela o faz de modo consciente, o que a torna mais cruel, problemática e conflituosa ainda.
Na filosofia pagã, Pandora não é a fonte do mal; ela é a fonte da força, da dignidade e da beleza, portanto, sem a adversidade o ser humano não poderia melhorar.
E a na historia a mulher sempre representou um figura perigosa, que com sua beleza, graça, doçura e sensibilidades diversas, fazia com que os homens com toda a sua “força, inteligência e poder”, se perdessem em seus encantos e perdessem seu frágil controle da vida, dos outros e de si mesmo, então este sempre procurou não destruí-la pois precisava dela, mas mantê-la monitorada e sob rígido controle, tudo em vão.
Pobre homem que persiste em viver nestes novos tempos, onde não é mais o dominador, tenta ainda arrastar a mulher pelos cabelos como seu primo primata, mas em meios a tantos avanços capilares, os fios do cabelo da vida de sua submissa amada, escorre entre seus dedos calejados de equívocos ao longo dos séculos de fogueiras, forcas, agressões, trabalhos, profissões e salários abaixo da média dos seus pares ainda primatas.

Mas também ó pobre mulher que ocupou a vaga vazia  abandonada do trono deste homem infeliz, herdeiro do “Éden das possibilidades”  que se ausentou pelo medo das responsabilidades e de imediato projetou sua fraqueza na sensibilidade da mulher.
Penso que Pandora, não tinha uma caixa, ela é a a própria caixa, (ou vaso), os Deuses não a criaram como na história, apenas reconheceram seus dons de beleza, arte, justiça, habilidades, e então os homens superiores jamais conceberiam algo maior que eles, a menos que fosse sua criação, então desta forma, eles então ainda seriam maiores. Mas no pacote desta falsa criação acompanharam alguns defeitos, que na verdade são os defeitos velados destes mesmos criadores assustados.Ou seja, os males que saiam da Caixa de Pandora, na verdade são as inseguranças dos homens que não sabiam como lidar com esse a mulher que lhes tira a efêmera paz, controle e posse de tudo que foi herdade de um Deus obviamente homem e poderoso.

 

Então como os homens perceberam que falhavam e eram limitados,  fizeram o casamento perfeito com uma criatura feita de um pedaço destes, e o erro então seria natural,  pois a falha seria atribuído ao pedaço que lhe faltava, ou era o pedaço que errava e não eles, “PERFEITO”,  e assim a mulher ficou a sombra do tempo, escondendo a sombra do homem, que no fundo o pedaço que faltava, era da dignidade masculina riscada pelo medo do feminino que há em todo masculino.

A caixa de pandora e a mulher são inseparáveis, pois ambas são reveladoras e nós não podemos fugir quando elas colocam a sua luz em nossos olhos e nos mostram nossas imperfeições e fraquezas, no qual podemos juntos aprimorarmos e evoluirmos, e ainda mais, a mulher com a sua suavidade, naturalidade e amor,  adentra, repousa e conquista tudo que está nos céus, nos mares, e nas estrelas, a alma humana, conquista o seu eu próprio e nos mostra com amor e suavidade esse caminho para todos nós.

Ricardo Dih Ribeiro

Categorias
Autoconhecimento Formação Profissional

Entenda a Psicanálise na Casa da Psicanálise?

image5

Compreender a complexidade do ser humano e a si mesmo, sempre foi uma busca incessante do homem. Desde o registro mais antigo aos dias atuais, estamos nesse caminhar, as vezes tão recompensador e delicioso como um dia de sol, mas também as vezes tão obscuro e torturante como a própria noite dos tempos das cavernas em que o homem primata pouco podia compreender além do prazer e do sobreviver diário, entre um gozo de vida e outro, escapando da sua morte.

 

O estudo da psicanálise contemporânea, propõe analisar o homem  e a busca dos inúmeros motivos que o levam a ter determinados padrões de pensamentos e comportamentos ao longo de toda a sua caminhada existencial, procurando  compreender todas as possibilidades que contribuem em maior ou menor escala em seu equilíbrio psíquico, olhando-o sempre como um ser transcendente e universalista.

 

Uma formação pluralista em conhecimentos e técnicas em diversas correntes da psicanálise, permitem-nos uma visão ampla do ser, visto que cada um se manifesta de uma forma única, e todos somos de uma complexidade que só pode ser acessada com a ferramenta correta, sendo então fundamental o conhecimento de diversas áreas do saber; da filosofia, da PNL, da Reflexologia, da farmacologia, da neurociências, da acupuntura, do coaching, dos florais, da hipnose, entre outras, para iniciarmos um processo contínuo da compreensão do ser.

 

Sabemos que isso não descaracteriza os ensinamentos, mas abre-nos horizontes, quebra resistências e dissolve preconceitos, fortalece nossos valores e crenças e elimina o que no fundo apenas existia como uma idealização fútil e repressora. Liberta, renova,  nos deixando mais flexíveis e integro com a nossa consciência, o que deve ser o quesito básico para receber uma outra alma humana.

 

Através destes conceitos podemos compreender melhor nossas ações, nossos sentimentos,  e poderemos de forma mais consciente fazer escolhas mais saudáveis, felizes e equilibradas em nossas vidas. Sendo assim permitir que nossos pacientes também se encontrem consigo mesmos e possam percorrer estes mesmos caminhos que percorremos com paz, segurança e amor.

 

“Não existe  uma formação em Psicanálise, se não existir uma transformação em sua alma”  

 

                                               Ricardo Dih Ribeiro