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Formação Profissional

COLEÇÃO LIVROS EM PSICANÁLISE – I

No dia 06 de maio de 1856 nascia aquele que mudaria para sempre o modo como a mente humana seria tratada: Sigismund Schlomo Freud, mais conhecido como Sigmund Freud, o fundador da Psicanálise. Seu método de terapia começou a ser testado com o uso da hipnose para tratamento de pacientes com histeria. Logo ele percebeu que poderia ter acesso às memórias e trabalhar com o inconsciente das pessoas.

Suas teorias e seu tratamento com os pacientes são controversos desde Viena, Áustria, no século XIX, até os dias atuais. As ideias elaboradas por ele são, frequentemente, discutidas e analisadas como obras de literatura e cultura geral em adição ao contínuo debate ao redor delas no uso como tratamento científico e médico.

 

Esboço de psicanálise, de Sigmund Freud

Nesta obra encontra-se a densidade de quatro décadas do trabalho de Sigmund Freud, editada com agilidade que transmite as ideias essenciais do psicanalista. Um texto em que Freud sedimenta as teorias sobre o desenvolvimento libidinal do aparelho psíquico, além de explorar a coordenação dos elementos cruciais de sua segunda topologia do aparelho psíquico, como as exigências pulsionais do id, os métodos de satisfação do ego e a gestão do superego.

 

 

A interpretação dos sonhos, de Sigmund Freud

Aqui Sigmund Freud aborda os processos inconscientes, pré-conscientes e conscientes envolvidos nos sonhos, incluindo sonhar, recordar e relatar o sonho. O livro desenvolve um método para conseguir acesso ao sonho, tomando elementos de suas experiências prévias com as técnicas de hipnose e com o tratamento da histeria através da técnica de associação livre.

 

  • O mal-estar na civilização, de Sigmund Freud

A obra analisa investiga as origens da infelicidade, além do conflito entre indivíduo e sociedade e suas diferentes configurações na vida civilizada. O livro proporciona um mergulho na teoria freudiana da cultura, segundo a qual civilização e sexualidade coexistem de modo sempre conflituoso.

 

 

  • Freud básico, de Michael Kahn

Michael Kahn explora os principais eixos da teoria psicanalítica de Sigmund Freud. Usando conceitos-chave, como o complexo de Édipo, a compulsão à repetição, culpa, ansiedade e mecanismos de defesa, Kahn demonstra a importância de Freud em nossa vida cotidiana.

 

 

  • As ideias de Freud, de Richard Wollheim

Esta síntese das principais ideias de Freud são apresentadas em oito capítulos: A primeira fase; A teoria da mente; Sonhos, erros, sintomas e chistes; Sexualidade; A neurose: sua natureza, causa e cura; O inconsciente e o ego; A última fase; Civilização e sociedade.

 

 

  • Freud e a cocaína, de David Cohen

Um documento raro e impactante que narra e comenta os anos iniciais da pesquisa de Freud e sua curiosa relação com a cocaína. Este audacioso estudo chega a conclusões surpreendentes, como admitir que o consumo da droga foi essencial para que Freud tivesse a autoconfiança necessária para mergulhar em suas teorias mais inovadoras e escrever A interpretação dos sonhos.

 

Fundamentos da Psicanalise de Freud A Lacan 1

Introdução didática que esclarece, à luz de Freud e Lacan, os conceitos mais importantes da teoria psicanalítica, entre os quais: pulsão, recalque, sintoma, real-simbólico-imaginário, objeto a e sublimação.
Ao desenvolver amplamente os dois eixos principais da psicanálise (sexualidade e linguagem), o autor enfatiza o abandono do funcionamento instintual – produzido pela aquisição da postura ereta, a bipedia – e o consequente advento da pulsão como fatores essenciais e fundadores da espécie humana.

 

 

Supereu (Editora Almedina)

A autora Priscilla Roth apresenta o “superego” referenciado nas obras de Freud para o esclarecimento de questões de conflito da psique humana que podem desencadear quadros de estresse e depressão.

Priscilla ressalta as considerações de Freud a respeito do ego, que aqui será interpretado como um produto parental, além de explicar sobre as manifestações do conceito de Édipo e demais teorias da psicanálise.

 

 

Psicanálise com crianças: perspectivas teórico-clínicas

O livro foi escrito por vários psicanalistas e fala sobre como a psicanálise é importante também para o tratamento de crianças e adolescentes que estejam passando por algum distúrbio ou frustração ao serem analisados seus sentimentos e comportamentos.

Os autores são também professores em cursos de especialização em psicanálise da criança pelo Instituto Sedes Sapientiae (São Paulo) e a obra serve como referência ao trabalho clínico da psicanálise na fase infantil e também na adolescência.

 

 

 

Amanhã, psicanálise! O trabalho de colocar o tratamento no paciente

Amanhã, psicanálise! O trabalho de colocar o tratamento no paciente

O autor levanta uma interrogação: como os analistas recebem cada novo consultante? Propõe observar, atentamente, esse cenário das entrevistas iniciais como um possível veículo para sair da crise que acomete a psicanálise.

 

Vocabulário da psicanálise

“Na medida em que a psicanálise renovou a compreensão da maioria dos fenômenos psicológicos e psicopatológicos, mesmo a do homem em geral, seria possível, num manual alfabético que se propusesse abarcar o conjunto das atribuições psicanalíticas, tratar no apenas da libido e da transferência, mas do amor e do sonho, da delinquência ou do surrealismo. A nossa intenção foi completamente diferente: preferimos deliberadamente analisar o aparelho nocional da psicanálise, isto é, o conjunto dos conceitos por ela progressivamente elaborados para traduzir as suas descobertas. Este Vocabulário visa, não a tudo o que a psicanálise pretende explicar, mas antes àquilo de que ela se serve para explicar”.

Laplanche e Pontalis

O brincar e a realidade – Donald Winnicott

Um pediatra e psicanalista inglês que subverte a noção de espaço, acabando com a dicotomia interno e externo, e que coloca o paradoxo no centro da experiência subjetiva e da cultura. Os processos mais elaborados da subjetividade humana têm sua origem na experiência num espaço que não é nem dentro nem fora, transicional, potencial.

 

 

Estudos sobre a histeria

Estudos sobre a histeria, ou Studien über Hysterie , foi co-autoria de Freud e seu colega Josef Breuer. O livro descreve o seu trabalho e estudo de um número de indivíduos que sofriam de histeria, incluindo um dos seus casos mais famosos, uma jovem conhecida como Anna O. O livro também introduziu o uso de psicanálise como um tratamento para a doença mental.

 

 

Sobre a Psicopatologia da Vida Cotidiana (1901)

Sobre a psicopatologia da vida cotidiana, ou Zur Psychopathologie des Alltagslebens, é considerado um dos principais textos que descreve a teoria psicanalítica de Freud. O livro dá um olhar mais atento a uma série de desvios que ocorrem durante a vida cotidiana, incluindo esquecer nomes, lapsos de linguagem (aka lapsos freudianos) e erros na fala e memórias escondidas. Ele então analisa a psicopatologia subjacente que ele acreditava que levava a tais erros.

 

 

 

Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade (1905)

Três ensaios sobre a teoria da sexualidade, ou Drei Abhandlungen zur Sexualtheorie , é considerada uma das obras mais importantes de Freud. Nestes ensaios, ele descreve sua teoria do desenvolvimento psicossexual e introduz outros conceitos importantes, incluindo o complexo de Édipoinveja do pênis, e ansiedade de castração.

 

 

 

Os chistes e sua relação com o inconsciente (1905)

Em Os chistes e sua relação com o inconsciente, ou Der Witz und seine Beziehung zum Unbewußten , Freud observou como piadas, muito parecidas com os sonhos, poderiam estar relacionadas com desejos ou memórias inconscientes. Teoria do humor de Freud é baseada em sua teoria do id, ego e superego. De acordo com Freud, o superego é o que permite que ao ego gerar e expressar humor.

 

 

Totem e Tabu (1913)

Totem e tabu: Alguns Pontos de Concordância entre a Vida Mental dos Selvagens e dos Neuróticos, ou Totem und Tabu: Einige Übereinstimmungen im Seelenleben der Wilden und der Neurotiker , é uma coleção de quatro ensaios que aplicam a psicanálise a outros campos, incluindo a religião , antropologia e arqueologia.

 

 

Sobre o narcisismo (1914)

Em Sobre o narcisismo, ou Zur Einführung des Narzißmus , Freud descreve sua teoria do narcisismo. No livro, ele sugere que o narcisismo é na verdade uma parte normal da psique humana. Ele se referiu a esse narcisismo como primário ou a energia que que está por trás instintos de sobrevivência de cada pessoa.

 

 

 

Conferências introdutórias à psicanálise (1917)

Como um dos livros mais famosos de Freud, Introdução à Psicanálise (ou Vorlesungen zur Einführung in die Psychoanalyse), Freud descreve sua teoria da psicanálise , incluindo a mente inconsciente, a teoria das neuroses e sonhos. O prefácio, escrito por G. Stanley Hall , explica: “Estas vinte e oito palestras para leigos são elementares e quase coloquiais. Freud apresenta com uma franqueza quase assustadora as dificuldades e limitações da psicanálise, e também descreve os seus principais métodos e resultados apenas como um mestre e criador de uma nova escola de pensamento pode fazer. ”

 

 

 

Além do Princípio do Prazer (1920)

Em Além do Princípio do Prazer , publicado originalmente em alemão como Jenseits des Lustprinzips , Freud explorou sua teoria dos instintos em maior profundidade. Anteriormente, a obra de Freud identificou a libido como a força por trás das ações humanas. Neste livro, ele desenvolveu a teoria dos instintos de vida e morte.

 

 

 

O futuro de uma ilusão (1927)

Em O Futuro de uma Ilusão , originalmente publicado como Die Zukunft einer Illusion, Freud explora a religião através de uma lente psicanalítica. Ele descreve suas próprias ideias sobre as origens e o desenvolvimento da religião, e sugere que a religião é uma ilusão composta de “… certos dogmas, afirmações sobre fatos e condições da realidade externa e interna que contam um algo que não tem-se descoberto e que afirmam que se deve dar-lhes credibilidade. ”

 

 

 

Moisés e o monoteísmo (1939)

Em Moisés eo Monoteísmo, publicado pela primeira vez em 1937 como Der Mann Moses und die monotheistische Religion, Freud utiliza sua teoria psicanalítica para desenvolver hipóteses sobre eventos do passado. Neste livro, ele sugere que Moisés não era judeu, mas em vez disso foi um monoteísta egípcio antigo. Esta foi a última obra de Freud e, talvez, um dos seus mais controversos livros.

 

 

 

Dicionário de psicanálise

Elisabeth Roudinesco, Michel Plon

 

Esse dicionário faz um recenseamento e uma classificação de todos os elementos da psicanálise. Apresenta os caminhos pelos quais esta construiu, ao longo do último século, um saber singular, contendo em seus cerca de 800 verbetes.

Inclui também: bibliografias detalhadas após cada verbete, trazendo as edições publicadas no Brasil; conceitos psicanalíticos com versões em cinco línguas; extenso índice onomástico; cronologia com os fatos marcantes da psicanálise.

 

 

 

Dicionário de Psicanálise

Roland Chemama

Mais de cinqüenta autores são responsáveis pelos 319 verbetes que compõem esta obra traduzida da terceira edição francesa. Trata-se de uma obra que enfatiza tanto os conceitos inaugurais freudianos quanto as contribuições de Lacan, em sua proposta de retorno a Freud e à especificidade da clínica psicanalítica. Seus verbetes não se constituem termos objetivados e estáticos, mas significantes que operam diferentes registros.

Dicionario Internacional da Psicanalise 2 Volumes – Alain De Mijolla

Este dicionário de psicanálise aborda cerca de 900 noções freudianas e pós-freudianas, apresentando-as em verbetes dedicados às biografias dos principais psicanalistas do mundo, às suas obras mais relevantes, aos acontecimentos que marcaram a história do movimento psicanalítico nos diferentes países onde se implantou, às principais instituições que ilustraram o seu desenvolvimento e às contribuições de grupos que, em dado momento, estiveram ligados a ele, como os junguianos e os adlerianos, por exemplo.

No total, são apresentados 1572 artigos redigidos por 400 autores diferentes. Os artigos são organizados por ordem alfabética e acompanhados de uma breve bibliografia que se encontra completa no final do segundo volume. Um glossário propõe, em cinco línguas, a tradução dos principais termos estudados.

No final de cada artigo, é sugerida a consulta de outros verbetes que contêm informações complementares, permitindo assim uma pesquisa ordenada ou somente associativa, segundo as necessidades.

 

 

 

DICIONARIO PSICANALÍTICO DOS SONHOS – JOSE BOSCO

Os sonhos intrigam o homem há séculos e, mesmo com os avanços nos estudos relacionados a eles, ainda existem várias questões sem respostas ou conflitantes. Um dos métodos que nos aproxima de uma resposta capaz de fazer a pessoa compreender a si mesma, e que também preenche certas lacunas ainda não esclarecidas pelos cientistas, é a análise dos sonhos por meio dos símbolos. Eles têm uma multiplicidade de significados, por isso devem ser observados dentro de um contexto, levando em consideração aspectos da subjetividade. Diversas culturas, tanto as antigas quanto as atuais, interpretam os sonhos como inspirações, sinais divinatórios, fantasias sexuais, ou ainda como uma manifestação dos medos, dada a sua natureza intrigante e enigmática. A fim de ajudar o leitor a compreender melhor essas informações produzidas em seu inconsciente, ‘Dicionário Psicanalítico dos Sonhos’ apresenta o significado de mais de 1.400 imagens oníricas, as quais o autor buscou em seus estudos científicos em psicanálise, desmistificando a falsa idéia mágica dos sonhos. O texto utiliza-se de uma linguagem clara e objetiva, apropriada a todos os interessados em desvendar os mistérios criados pela nossa mente.

A Psicanálise dos Contos de Fadas

Em “A Psicanálise dos Contos de Fadas”, Bruno Bettelheim faz uma radiografia das mais famosas histórias para crianças, arrancando-lhes seu verdadeiro significado. O autor mostra as razões, as motivações psicológicas, os significados emocionais, a função de divertimento, a linguagem simbólica do inconsciente que estão subjacentes nos contos infantis.

 

 

 

 

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Autoconhecimento Sagrado Feminino & Masculino

A MULHER E A CAIXA DE PANDORA

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O nome “Pandora” possui vários significados: panta dôra, a que possui todos os dons, ou pantôn dôra, a que é o dom de todos (dos deuses).
Deixando a historia de lado pela visão  milenar e vergonhosa do machismo, onde coloca a mulher como equivocada, pois a mesma abre a caixa de pandora e libera todo o mal para a humanidade, ou a coloca aliada ao mal,  pelo seu coração conter elementos perversos, onde ela o faz de modo consciente, o que a torna mais cruel, problemática e conflituosa ainda.
Na filosofia pagã, Pandora não é a fonte do mal; ela é a fonte da força, da dignidade e da beleza, portanto, sem a adversidade o ser humano não poderia melhorar.
E a na historia a mulher sempre representou um figura perigosa, que com sua beleza, graça, doçura e sensibilidades diversas, fazia com que os homens com toda a sua “força, inteligência e poder”, se perdessem em seus encantos e perdessem seu frágil controle da vida, dos outros e de si mesmo, então este sempre procurou não destruí-la pois precisava dela, mas mantê-la monitorada e sob rígido controle, tudo em vão.
Pobre homem que persiste em viver nestes novos tempos, onde não é mais o dominador, tenta ainda arrastar a mulher pelos cabelos como seu primo primata, mas em meios a tantos avanços capilares, os fios do cabelo da vida de sua submissa amada, escorre entre seus dedos calejados de equívocos ao longo dos séculos de fogueiras, forcas, agressões, trabalhos, profissões e salários abaixo da média dos seus pares ainda primatas.

Mas também ó pobre mulher que ocupou a vaga vazia  abandonada do trono deste homem infeliz, herdeiro do “Éden das possibilidades”  que se ausentou pelo medo das responsabilidades e de imediato projetou sua fraqueza na sensibilidade da mulher.
Penso que Pandora, não tinha uma caixa, ela é a a própria caixa, (ou vaso), os Deuses não a criaram como na história, apenas reconheceram seus dons de beleza, arte, justiça, habilidades, e então os homens superiores jamais conceberiam algo maior que eles, a menos que fosse sua criação, então desta forma, eles então ainda seriam maiores. Mas no pacote desta falsa criação acompanharam alguns defeitos, que na verdade são os defeitos velados destes mesmos criadores assustados.Ou seja, os males que saiam da Caixa de Pandora, na verdade são as inseguranças dos homens que não sabiam como lidar com esse a mulher que lhes tira a efêmera paz, controle e posse de tudo que foi herdade de um Deus obviamente homem e poderoso.

 

Então como os homens perceberam que falhavam e eram limitados,  fizeram o casamento perfeito com uma criatura feita de um pedaço destes, e o erro então seria natural,  pois a falha seria atribuído ao pedaço que lhe faltava, ou era o pedaço que errava e não eles, “PERFEITO”,  e assim a mulher ficou a sombra do tempo, escondendo a sombra do homem, que no fundo o pedaço que faltava, era da dignidade masculina riscada pelo medo do feminino que há em todo masculino.

A caixa de pandora e a mulher são inseparáveis, pois ambas são reveladoras e nós não podemos fugir quando elas colocam a sua luz em nossos olhos e nos mostram nossas imperfeições e fraquezas, no qual podemos juntos aprimorarmos e evoluirmos, e ainda mais, a mulher com a sua suavidade, naturalidade e amor,  adentra, repousa e conquista tudo que está nos céus, nos mares, e nas estrelas, a alma humana, conquista o seu eu próprio e nos mostra com amor e suavidade esse caminho para todos nós.

Ricardo Dih Ribeiro

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Autoconhecimento Formação Profissional

Entenda a Psicanálise na Casa da Psicanálise?

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Compreender a complexidade do ser humano e a si mesmo, sempre foi uma busca incessante do homem. Desde o registro mais antigo aos dias atuais, estamos nesse caminhar, as vezes tão recompensador e delicioso como um dia de sol, mas também as vezes tão obscuro e torturante como a própria noite dos tempos das cavernas em que o homem primata pouco podia compreender além do prazer e do sobreviver diário, entre um gozo de vida e outro, escapando da sua morte.

 

O estudo da psicanálise contemporânea, propõe analisar o homem  e a busca dos inúmeros motivos que o levam a ter determinados padrões de pensamentos e comportamentos ao longo de toda a sua caminhada existencial, procurando  compreender todas as possibilidades que contribuem em maior ou menor escala em seu equilíbrio psíquico, olhando-o sempre como um ser transcendente e universalista.

 

Uma formação pluralista em conhecimentos e técnicas em diversas correntes da psicanálise, permitem-nos uma visão ampla do ser, visto que cada um se manifesta de uma forma única, e todos somos de uma complexidade que só pode ser acessada com a ferramenta correta, sendo então fundamental o conhecimento de diversas áreas do saber; da filosofia, da PNL, da Reflexologia, da farmacologia, da neurociências, da acupuntura, do coaching, dos florais, da hipnose, entre outras, para iniciarmos um processo contínuo da compreensão do ser.

 

Sabemos que isso não descaracteriza os ensinamentos, mas abre-nos horizontes, quebra resistências e dissolve preconceitos, fortalece nossos valores e crenças e elimina o que no fundo apenas existia como uma idealização fútil e repressora. Liberta, renova,  nos deixando mais flexíveis e integro com a nossa consciência, o que deve ser o quesito básico para receber uma outra alma humana.

 

Através destes conceitos podemos compreender melhor nossas ações, nossos sentimentos,  e poderemos de forma mais consciente fazer escolhas mais saudáveis, felizes e equilibradas em nossas vidas. Sendo assim permitir que nossos pacientes também se encontrem consigo mesmos e possam percorrer estes mesmos caminhos que percorremos com paz, segurança e amor.

 

“Não existe  uma formação em Psicanálise, se não existir uma transformação em sua alma”  

 

                                               Ricardo Dih Ribeiro

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Autoconhecimento

COMO POSSO MUDAR A MINHA VIDA?

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Um dos princípios básicos para que ocorra uma mudança em nossas vidas, é que precisamos conhecer exatamente o que precisa ser modificado. Pode parecer uma observação óbvia, mas é exatamente nisso que consiste a falha no processo das mudanças humanas, pois no fundo não conhecemos todos os elementos que compõe a situação a ser modificada.

Seguindo essa premissa, é necessário que antes de começarmos qualquer modificação em nossas vidas,  iniciarmos um autoconhecimento, olharmos para dentro de nós, observarmos as nossas atitudes, e as razões que estão motivando os nossos movimentos.

Olharmos se temos um norte a seguir, se temos uma meta a ser atingida, e se nossas ações, nossas atitudes estão em conformidade com elas. Se nossos pensamentos diários vão de encontro positivo com essas metas ou seguem um caminho contrário.

Precisamos descobrir o que pensamos e as razões destes pensamentos. Se queremos o que desejamos, e que quando nos deparamos com uma fome física e abrimos a geladeira aberta, nada que ingerirmos saciará essa fome, se ela for uma fome da alma.

Se quando estamos irritados, se estamos irritados com o objeto externo, ou no fundo o objeto externo só está mostrando que a irritação está dentro de nós.

Esses e outros processos automáticos comportamentais, faz com que o foco seja perdido, e assim nos distraímos da nossa verdadeira essência.

Nesse embotamento dos olhos mentais, seguimos caminhos equivocados, tomamos atitudes contrárias ao que gostaríamos de executar e vivemos uma vida que não é nossa.

Vivemos a vida de outras pessoas, e ao longo de um período de tempo, a infelicidade faz sua morada em nossa alma e quando olhamos com mais critério o nosso redor, as areias do tempo do relógio da vida estão em seus últimos grãos, a escorrer entre nossos dedos, já cansados e muitas vezes machucados pelo  Sol impiedoso da descrença.

A alternativa  e a solução saudável é encontrar-se, descobrir-se, revelar-se. Ouse a se enfrentar e permita-se a mudança positiva em cada gesto, em cada pensamento, em cada palavra, em cada respiração.

Desta forma, poderá nesse encontro consigo mesmo, conhecer-se e responder a indagação feita a Kahlil Gibran, em que segundo ele, ficou mudo, quando lhe fizeram esta pergunta. – Quem és tú?

Ricardo Dih Ribeiro

 

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Análise de Filmes

Como eu era antes de você

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Sinopse:

Às vezes você encontra o amor onde menos imagina. E às vezes ele te leva onde nunca esperou ir. Louisa “Lou” Clark vive em uma pitoresca cidade de campo inglesa. Sem direção certa em sua vida, a criativa e peculiar garota de 26 anos vai de um emprego a outro para tentar ajudar sua família com as despesas. Seu jeito alegre no entanto é colocado à prova quando enfrenta o novo desafio de sua carreira. Ao aceitar um trabalho no “castelo” da cidade, ela se torna cuidadora e acompanhante de Will Traynor, um banqueiro jovem e rico que se tornou cadeirante após um acidente ocorrido dois anos antes, mudando seu o mundo dramaticamente em um piscar de olhos. Não mais uma alma aventureira, mas o agora cínico Will, está prestes a desistir. Isso até Lou ficar determinada a mostrar a ele que a vida vale ser vivida. Embarcando juntos em uma série de aventuras, Lou e Will irão obter mais do que esperavam e encontrarão suas vidas – e corações – mudando de um jeito que não poderiam ter imaginado.
Data de lançamento: 16 de junho de 2016 (Brasil)

REFLEXÕES SOBRE O FILME

A vida realmente não está e nunca esteve sobre o nosso controle, temos uma participação fundamental em direciona-la e darmos um sentido nessa direção, mas existe uma força maior que rege todo o universo e estamos sem dúvida incluídos nesse movimento em que foge ao nosso ilusório controle.

O filme nós trás muitas questões sobre como vivemos as nossas vidas e como ela nos leva a caminhos imprevisíveis, que podem ser limitante e tormentosos ou mágicos e único, tudo depende sempre de como podemos ver e sentir cada movimento dela.

O sofrimento existe entre dois pontos e num determinado período de tempo. O ponto do fato em que não aceitamos, não compreendemos e o ponto em que esse fato foi compreendido por nós. Esse tempo pode levar uma vida toda, 20 anos, 1 ano ou 1 segundo, o tempo do fato ocorrido e a compreensão dela, é o tempo do nosso sofrimento.

Simples de compreender, um pouco trabalhoso em colocar em prática, mas como tudo na vida, é praticando que nos aperfeiçoamos.

Então pratique a ginástica da compreensão dos fatos e diminua o tempo dos sofrimentos em sua vida.

Um filme com mais ensinamentos do que esse texto, mas agora é com você.

Ricardo Dih Ribeiro

 

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Autoconhecimento

A ARCA II – O que Noé não poderia imaginar

 

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TATUS  SE  ESCONDEM  DA VERDADE.

E  AS  GALINHAS  ESPALHAM  A  DOENÇA.

FORMIGAS  CONSTROEM  EDIFÍCIOS.

ENQUANTO  CACHORROS  EXPLORAM  AS  MULHERES.

LOBOS TE  DEVORAM  COM  JUROS  E  CORREÇÕES,

E ARANHAS NOS PEGAM EM SUAS TEIAS DE IMPOSTOS.

ELEFANTES DESTROEM  A NATUREZA  POR ONDE PASSAM.

ENQUANTO AS COBRAS ENVENENAM  NOSSO SANGUE E NOSSAS VIDAS.

BORBOLETAS  CRIAM  VIDA   E  COR  NO  CONCRETO  DA CIDADE.

ENQUANTO  PORCOS  JOGAM  SUA  LAMA  NAS COMUNICAÇÕES.

A ZEBRA CONTINUA DANDO FORA,   E  ESTÁ NO MEIO DO CAMINHO DE TODOS.

E A GIRAFA OLHA SEMPRE POR CIMA, COMO SE O PROBLEMA TAMBÉM NÃO FOSSE DELA.

ENQUANTO  A EMA DO GOVERNO ESCONDE SUA CABEÇA.

OS RINOCERONTES DEVORAM OS ESTOQUES DO GOVERNO.

ENQUANTO MILHÕES DE BESOUROS CONTINUAM EMPURRANDO A MERDA SOZINHOS.

AS HIENAS RIEM DA SITUAÇÃO.

E A CORUJA ESTALA OS OLHOS , VIRANDO A CABEÇA. 

ENQUANTO  SAPOS CONTINUAM FORA DA JOGADA.

GATAS  FICAM COM QUEM DÁ MAIS.

ENQUANTO  GATOS BEM INTENCIONADOS VIRAM TAMBORIM,  VIRAM CHURRASQUINHOS DE ESQUINAS, VIRAM GATO POR LEBRE…..ENQUANTO A LEBRE VIRA COELHO…..QUE PERDE A CORRIDA PARA A TARTARUGA…..QUE NUNCA LEVA O PRÊMIO. SÓ PAGA A CONTA.

……….AH ….ENQUANTO ISSO NOÉ COM SUAS FERRAMENTAS DE OURO, ESTA ESPERANDO A LIBERAÇÃO DO IBAMA, PARA PEGAR UNS PAUZINHOS E ALGUNS BICHINHOS,  PARA FAZER  BEM RAPIDINHO UMA NOVA ARCA. 

 A  ARCA  DE  NOÉ  DO  MENINO  MALUQUINHO.

Ricardo Dih Ribeiro

 

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Sagrado Feminino & Masculino

GESTAÇÃO PSÍQUICA

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Seres noturnos que buscam a luz estão em gestação psíquica, com seus abortos ideológicos e seus vômitos conceituais, presos em diarreias diárias de personas escravizantes. Procuram constantemente drenar seus valores indigestos, a cada novo olhar em suas escuras fendas do ser invisível que habita dentro de si mesmo.

Assim caminham para a autenticidade do nada ser, desconstruindo-se e apenas sendo por um breve momento o verbo estar, estando as vezes no nada, estando as vezes no tudo e estando sempre cheios de vazio que os levará a liberdade.

Estão conscientes da mudança que sempre existiu na liberação da velha roupagem que um dia foi sua própria essência.

Ricardo Dih Ribeiro

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Autoconhecimento Sagrado Feminino & Masculino

QUANDO EU PARTIR . . . EU ESTAREI MAIS PERTO DE VOCÊ.

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Quando meu corpo estiver deitado, não adianta mais ir ao meu encontro,  pois não estarei mais ali, estarei agora num breve e suave pensamento quando sentir uma brisa leve em teu rosto.

Quando eu estiver imóvel, já será tarde demais para sairmos juntos, pois agora eu já parti,  mas me convide que te encontrarei em teus sonhos.

Quando as suas lágrimas caírem, pare, muitas das minhas já caíram, agora nesse instante preciso de toda a alegria que existe dentro de você, preciso do teu sorriso.

Quando se revoltar contra tudo e contra todos, acalma-se,  não há culpados e inocentes, há apenas responsáveis, e as oportunidades não foram perdidas, apenas aproveitadas de forma diferente.

Quando o sentido da vida se perder, continua a caminhar,  pois na verdade eu não era o sentido da sua vida, eu apenas estava  caminhando ao teu lado quando nos encontramos e nossos caminhos eram os mesmos.

Quando sentir a saudade tocar seu coração e lembrar-se do calor do meu toque, vá na direção do próximo, e tenha certeza que estarei ali, de forma diferente, mas estarei, pois em tudo há o amor.

Quando desistir de caminhar por não me encontrar ao seu lado,  outras pessoas como você esperam para caminhar juntas, aproxime-se, veja e sinta que a cor e a vida não estava só em mim, mas também em ti e no caminho.

Quando sentir-se só, lembre-se estarei mais perto de você, pois talvez agora possa sentir a verdadeira essência da vida…O AMOR…e o quanto eu te amei e ainda te amo.

(Ricardo Dih Ribeiro, texto inspirado numa frase da Marilda “quando eu morrer não chore em cima do meu corpo…pois ele não mais me pertence e eu não estarei mais ali.)

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Autoconhecimento Espiritualidade

MINHA RELIGIÃO SEM NOME…….DE UM DEUS ORFÃO

World Religions

Minha religião é a religião sem nome, das mulheres e dos homens de um Deus Orfão.

Um Deus sem definição, um Deus sem pátria, um Deus sem nome, mas ao mesmo tempo contêm todos os nomes existentes.

Meu Deus é um Deus cigano como o vento, um vento que sopra aqui, um vento que sopra acolá. É como o céu em um dia de chuva, é como o céu em um dia de sol.

Meu Deus é a noite mais escura e mais estrelada que já vislumbrei, e o entardecer mais encantador que pelos meus olhos já beijei.

Meu Deus é como o ar que me envolve e mantém vivo,  e como o amanhecer me convidando a viver o mais lindo dia.

Meu Deus  é como o trigo e o calor que me protege e me fortalece.

Sempre nos encontramos num local construído com materiais tirado do meu próprio coração, nesse momento sou eu e “Ele”.

As vezes o recebo com grandiosidade, as vezes com simplicidade, e muitas vezes num local não tão agradável assim, mas o curioso é que “Ele” sempre vem, não importa como eu esteja, “Ele” sempre me aceita. E o mais incrível ainda é que “Ele” sempre chega antes de mim, parece que sempre esteve lá, na verdade sempre está comigo.

Não entrego a “Ele” o meu Dízimo, pois já sou sua obra, então faço dos Dízimos as minha palavras, os meus ouvidos, os meus pensamentos, as minhas ações e o que me é mais caro, o meu tempo de estadia nesta terra tão próxima e tão distante, que dou agora.

Minha oração são meus olhos, minhas mãos e meus braços em sua direção e na direção do meu eu.

Minha religião é a religião sem nome, mas ao mesmo tempo tem todos os nomes, dos Josés e das Marias, minha religião tem meu nome, minha religião tem o seu nome.

-Agora olhe nos meus olhos e me diga como você se chama? e ouça-me, minha religião sou EU, minha religião é VOCÊ.

Ricardo Dih Ribeiro

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Autoconhecimento Espiritualidade

DEUS NÃO SE DISCUTE, SE AMA

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O jovem Pastor  lançando um de seus livros

Parece mentira, mas foi verdade. No dia 1°/Abr/2010, o elenco do Santos atual campeão paulista de futebol  foi a uma instituição que abriga trinta e quatro pessoas. O objetivo era distribuir ovos de Páscoa para crianças e adolescentes, a maioria com paralisia cerebral.

Ocorreu que boa parte dos atletas não saiu do ônibus que os levou.

Entre estes, Robinho (26a), Neymar (18a), Ganso (21a), Fábio Costa (32a), Durval (29a), Léo (24a), Marquinhos (28a) e André (19a) todos ídolos super-aguardados.

O motivo teria sido religioso: a instituição era o Lar Espírita Mensageiros da Luz, de Santos-SP, cujo lema é Assistência à Paralisia Cerebral

Visivelmente constrangido, o técnico Dorival Jr. tentou convencer o grupo a participar da ação de caridade. Posteriormente, o Santos informou que os jogadores não entraram no local simplesmente porque não quiseram.

Dentro da instituição, os outros jogadores participaram da doação dos 600 ovos, entre eles, Felipe (22a), Edu Dracena (29a), Arouca (23a), Pará (24a) e Wesley (22a), que conversaram e brincaram com as crianças.

Eis que o escritor, conferencista e Pastor (com P maiúsculo) ED RENÉ KIVITZ, da Igreja Batista de Água Branca (São Paulo), fez uma análise profunda sobre o ocorrido e escreveu o texto No Brasil, futebol é religião, que abaixo tenho o prazer de compartilhar.
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No Brasil, futebol é religião por Ed Rene Kivitz

Os meninos da Vila pisaram na bola. Mas prefiro sair em sua defesa.
Eles não erraram sozinhos. Fizeram a cabeça deles. O mundo religioso é mestre em fazer a cabeça dos outros. Por isso, cada vez mais me convenço que o Cristianismo implica a superação da religião, e cada vez mais me dedico a pensar nas categorias da espiritualidade, em detrimento das categorias da religião.

A religião está baseada nos ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé. 
A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e cada uma das tradições de fé.

Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno; ou se Deus é a favor ou contra à prática do homossexualismo; ou mesmo se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião. Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião. Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião.

O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância. A religião coloca de um lado os adoradores de Allá, de outro os adoradores de Yahweh, e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai. 
E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixem de existir enquanto outros e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.

Mas, quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas. E quando você está com o coração cheio de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz.
Os valores espirituais agregam pessoas, aproxima os diferentes, faz com que os discordantes no mundo das crenças se dêem as mãos no mundo da busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião.

Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina  ou pelo menos deveria ensinar, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e miséria de uma paralisia mental.

Ed René Kivitz, cristão, pastor evangélico, e santista desde pequenininho.