Categorias
Psicanálise

Caso Anna Freud – Mecanismos de Defesa

Tomarei como exemplo o caso de uma jovem mulher, empregada em uma instituição para crianças. Era filha intermediária de uma série de irmãos e irmãs. Durante toda a sua infância, sofreu veementemente inveja (do pênis), relacionada com seus dois irmãos (um mais velho e um mais novo), e de ciúme, o qual era repetidamente excitado pelos sucessivos períodos de gravidez da mãe. Finalmente, a inveja e o ciúme combinaram-se em uma feroz hostilidade contra a mãe. Mas, como a fixação de amor da criança era maior do que seu ódio, um violento conflito defensivo com os seus impulsos negativos sucedeu a um período inicial de desenfreada indisciplina e agressividade infantil. Temia que a manifestação de seu ódio lhe fizesse perder o amor materno, do qual não suportava ser privada. Também temia que a mãe a punisse e se criticava, da maneira mais severa, por suas ânsias proibidas de vingança. Ao ingressar no período de latência, essa situação de angústia e o conflito de consciência tornaram-se cada vez mais agudos e o seu ego tentou dominar tais impulsos de várias maneiras. Com vontade de resolver o problema da ambivalência, ela deixou aflorar um lado de seus sentimentos ambivalentes. A mãe continuou sendo um objeto de amor, mas, a partir daí, houve sempre na vida dessa paciente uma segunda pessoa importante do sexo feminino, a quem odiava violentamente. Isso facilitou a questão: seu ódio do objeto mais remoto não a atacava com um sentimento de culpa tão implacável quanto o que se manifestava, no caso da mãe.
Mas, apesar disso, o ódio deslocado era ainda uma fonte de grande sofrimento. Com o decorrer do tempo, apurou-se que esse primeiro deslocamento era inadequado como meio para dominar a situação.
O ego da menina recorreu então a um segundo mecanismo. Inverteu o ódio para dentro dela própria, quando até aí se relacionara exclusivamente com outras pessoas. A criança torturava-se com auto-acusações e sentimentos de inferioridade. Durante toda a infância e adolescência, até atingir a idade adulta, fez sempre tudo o que podia para colocar-se em desvantagem e lesar seus próprios interesses, abdicando de seus desejos e submetendo-se às exigências que lhe eram impostas por outras pessoas. Em toda a sua aparência externa, tornara-se masoquista, uma vez que adotava esse método de defesa.
Também essa medida provou ser inadequada, como recurso para dominar a situação. A paciente entregou-se então a um processo de projeção. O ódio que sentira pelos objetos femininos de amor ou seus substitutos transformou- se na convicção de que ela própria era odiada, menosprezada ou perseguida por aqueles. 0 seu ego, assim, encontrou alívio em relação ao sentimento de culpa. A criança traquina e rebelde, que alimentava sentimentos hostis contra as pessoas à sua volta, sofreu a metamorfose, convertendo-se em vítima de crueldade, negligência e perseguição. Mas o uso desse mecanismo deixou em seu caráter um permanente cunho paranóide, que constituiu uma fonte de enormes dificuldades para a moça, tanto na juventude como na fase adulta.
A paciente já era muito crescida quando veio a ser analisada. Não era considerada doente por aqueles que a conheciam, mas seus sofrimentos eram agudos. Apesar de toda a energia que o ego prodigalizara em sua própria defesa, ela não conseguira, realmente, dominar sua angústia e seu sentimento de culpa. Em qualquer ocasião que sua inveja, seu ciúme ou ódio estivessem em perigo de ativação, ela recorria invariavelmente a todos os seus organismos de
defesa. Mas os seus conflitos emocionais nunca chegaram a um ponto em que o seu ego pudesse ficar em repouso. Além disso, o resultado final de todos os seus esforços foi extremamente escasso. Conseguiu manter a fantasia de que amava a mãe, mas sentia-se repleta de ódio. Assim, desprezava-se e desconfiava de si própria. Não conseguiu preservar o sentimento de ser amada, que fora pelo mecanismo de projeção. Nem conseguiu escapar das punições de que tivera tanto medo na infância. Ao introjetar os impulsos agressivos, infligiu a si própria todo o sofrimento que anteriormente previra, sob a forma de castigos impostos pela mãe. Os três mecanismos que a paciente utilizou não puderam impedir o ego de permanecer em um estado de tensão e vigilância inquieto, nem o aliviaram das exageradas imposições que lhe eram feitas e dos sentimentos de tortura e aflição agudas que o flagelavam.

Categorias
Comportamento

Existem mais pais hiperpassivos do que crianças hiperativas

O termo hiperatividade se tornou muito popular. Muitos pais pensam que seus filhos sofrem desse transtorno, que seus filhos são crianças hiperativas. Respeitando os defensores e difamadores da existência de tal transtorno, parece que não existem tantas crianças que o tenham a ponto de justificar o grande número de diagnósticos que têm sido feitos. Isto é, falamos de um transtorno – no caso de poder falar dele como tal – super diagnosticado.

Existem muitos pais, muitos mesmo, que recorrem aos centros de psicologia, psiquiatria infantil, ou neurologia em busca de um diagnóstico que confirme suas suspeitas. Uma suspeita que, segundo eles, aponta que seu filho é hiperativo. O fato é que muitas vezes este diagnóstico não se confirma e os pais saem mais desanimados da consulta do que entraram (por mais contraditório que pareça), e outras vezes este diagnóstico é confirmado, mas se dá de forma equivocada.

Em uma primeira consulta com os pais, depois de identificar condutas problema, é feita uma avaliação do menor e da dinâmica familiar. Se for necessário intervém-se na família, a fim de otimizar a dinâmica familiar e a conduta da criança.

Crianças hiperativas ou pais hiperpassivos?

Alguns dias atrás, enquanto lia um texto da internet que dizia: “Existem mais pais hiperpassivos do que crianças hiperativas”, fiquei pensando e isso me fez refletir e decidir escrever um artigo sobre este tema. Achei que haveria questões interessantes, então vamos a elas.

Existe e é conhecida a enorme demanda de diagnósticos de Transtornos de Atenção ou Transtornos por Déficit de Atenção com ou sem hiperatividade (TDAH) em crianças que não se concentram em sala de aula, não fazem suas lições, se mexem demais, são mais inquietas… Além disso, podemos enumerar mais queixas que, disfarçadas de sintomas, fazem os pais ou os professores acreditarem que estas crianças (que não atendem às suas expectativas) têm algum tipo de problema ou transtorno psicológico.

Vão dando voltas pelas consultas com diferentes profissionais e especialistas com o objetivo de diagnosticar e rotular seus filhos como hiperativos para ficarem tranquilos e, no pior dos casos, medicá-los. E desta forma, agir de forma hiperpassiva.

Pais excessivamente ocupados e preocupados

É verdade que as mães e os pais não passam o dia todo sentados assistindo à televisão ou olhando o celular. Muitos têm inclusive mais de um trabalho fora de casa, além das tarefas domésticas. No dia a dia não param, vivem estressados, com pressa, estão muito ocupados (e as crianças também) e chegam tarde e cansados em casa, passam muito pouco tempo com seus filhos e o pouco tempo que passam é de forma passiva.

Os pais e os filhos têm tão pouca energia ao chegar em casa que não têm vontade de brincar na rua, cozinhar juntos, não existe tempo para se jogar no chão para brincar em casa, fazer cócegas na cama, fazer torres com blocos, cantar ou dançar, rir juntos, inventar histórias com bonecos ou animais, contar histórias, etc.

A tecnologia e as telas ocupam esses momentos compartilhados. Assim, as crianças não têm oportunidades de gastar a sua energia, chegando inclusive a sofrer sintomas de ansiedade, estresse ou tristeza excessiva, tédio ou esgotamento. E os pais começam a se preocupar com esses sintomas.

Passar mais tempo com os filhos implica reforçar vínculos

Acredito firmemente que vale a alegria, mais que a pena, passar mais tempo com os filhos para brincar e estar presentes com eles enquanto a infância durar. Então, é preciso se esforçar para criar outras formas de estar com eles em função da sua maturidade e das suas necessidades peculiares. Nunca é tarde para a revisão e a mudança.

Porque não existem tantas crianças hiperativas, nem tantas crianças com problemas de conduta, existem muito mais pais hiperpassivos, que não assumem de forma responsável a paternidade. Inclusive, tendo-a escolhido, parecem não ser conscientes de tudo o que isso implica, do gasto de energia, de passar tempo com os filhos, de se ocupar das necessidades dos seus filhos. Também de conseguir muitas realizações, momentos de felicidade e fortalecimento do vínculo paterno filial, que sem dúvida, é a base de um bom desenvolvimento psicoemocional das crianças.

Quando alguma coisa não funciona em casa, ou percebemos que nossos filhos podem estar com algum problema, é hora de parar e analisar a situação.

Fonte:

https://www.pensarcontemporaneo.com/existem-mais-pais-hiperpassivos-que-criancas-hiperativas/?fbclid=IwAR2ClrkO4yFVeQ7uI_1h1mK_jroTzJ6yLj0LZd5kbsvyEeCxSHjzjC31kRw

Categorias
Curiosidades

Bilionário indiano faz postagem reconhecendo o trabalho invisível das mulheres e viraliza

Na sociedade patriarcal em que vivemos, as mulheres não somente têm menos oportunidades no mercado de trabalho, como ganham menos e fazem jornada dupla, já que chegar em casa não significa, necessariamente, descansar. Infelizmente, o trabalho invisível das mulheres em casa, com o marido e os filhos, acabou sendo absorvido pela sociedade, porém pessoas como Anand Mahindra, um empresário bilionário indiano, podem mudar este cenário.

É impossível reconhecer a realidade de outra pessoa sem vivenciá-la e foi exatamente isso que Anand fez, ao passar uma semana cuidando de seu neto. Depois de 7 dias trabalhando fora de casa e cuidando de uma criança pequena, ele percebeu que a vida das mulheres, realmente, é muito mais complexa do que a dos homens.

Não se trata apenas de equiparar os salários e oferecer exatamente as mesmas vagas de trabalho. Se a mulher tem que chegar em casa e realizar todas as tarefas sozinha, obviamente ela se sentirá mais cansada, o que influenciará negativamente em suas relações pessoais e profissionais. Enquanto os homens conseguem avançar com mais facilidade em suas carreiras, as mulheres acabam ficando para trás.

A imagem que ele compartilhou mostra homens e mulheres em uma corrida, sendo que as mulheres enfrentam obstáculos na forma de tarefas básicas como lavar roupa, cozinhar e limpar, enquanto os homens têm um caminho completamente claro para a linha de chegada: “Saúdo todas as mulheres trabalhadoras e reconheço que seus sucessos exigiu uma quantidade muito maior de esforço do que seus colegas do sexo masculino”.

Fonte:

https://www.pensarcontemporaneo.com/bilionario-indiano-faz-postagem-reconhecendo-o-trabalho-invisivel-das-mulheres/

Categorias
Comportamento

QUAL É A SUA GERAÇÃO ? – IDENTIFIQUE-SE AQUI E SAIBA UM POUCO COMO VOCÊ É.

De geração em geração, muita coisa muda: a forma de pensar e se expressar, a maneira de enxergar o mundo, os valores e as prioridades… Também são diferentes as motivações e a velocidade com que se executam as tarefas.

E no cenário atual dos negócios, todas essas gerações trabalham juntas, compartilhando o mesmo espaço, incluindo o pessoal que veio antes das  gerações XYZ. Lidar com as particularidades de cada uma delas, mantendo a equipe motivada e produtiva, é um grande desafio para as empresas e seus líderes.

Ser desafiador não significa ser impossível. Basta entender o perfil de cada geração e o que as motiva.

Nesse post, detalharemos um pouco mais sobre cada uma dessas gerações XYZ. Mas, antes, vamos voltar no tempo para entendermos sobre os dois grupos anteriores: os tradicionalistas e os Baby Boomers.

 

Tradicionalistas

  • Nascidos entre 1928 -1945.
  • Representam cerca de 3% da força ativa de trabalho.
  • Estão acostumados com valores paternalistas e hierarquia rígida.
  • São leais e colocam o trabalho como prioridade em relação à vida pessoal e familiar.
  • Adaptar-se aos avanços tecnológicos é um desafio para grande parte desse grupo.
  • São conformados e valorizam títulos de trabalho e dinheiro.

Baby Boomers

  • Nascidos entre 1946 e 1964.
  • Cresceram em uma economia na qual a tecnologia dava apenas os primeiros passos.
  • A TV era a principal mídia.
  • Fizeram suas carreiras antes dos computadores pessoais e dos celulares.
  • São sensatos e cultivam fortes valores.
  • Dedicam-se ao trabalho árduo, gostam de reconhecimento pessoal, promoção, títulos de trabalho, propriedade, estabilidade financeira e liberdade.
  • Têm paciência e são perseverantes, porém, autoritários.
  • Demasiadamente conservadores, são resistentes a mudanças.
  • Necessitam de desafios e feedback constante (elogios).
  • Preferem recompensas financeiras.

As gerações XYZ

Essas são as gerações em maior número nas empresas atualmente. Entenda o perfil de cada uma.

Geração X

  • Nasceu entre 1965 e 1980.
  • Cresceu em um ambiente familiar em que os pais trabalhavam arduamente e sacrificavam-se pela empresa. Por isso, busca o equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal.
  • Tem espírito empreendedor e representa mais de 50% dos fundadores de startups.
  • Tem experiência tecnológica – vivenciou o boom da tecnologia e da internet. Os computadores chegaram às casas e o surgiu o celular.
  • É talentosa e autossuficiente, busca um ambiente de trabalho maleável e informal, e com horário também flexível.
  • É orientada para resultados e muito responsável, porém, valoriza imensamente a liberdade, com pouca supervisão.
  • Valoriza também o reconhecimento, a mobilidade, segurança e amigos.
  • Tem capacidade de exercer multitarefas e pensa de maneira global. Mas falta compromisso e atenção aos detalhes.
  • Dá crédito especial para o crescimento profissionalmente.
  • Para essa geração, a promoção deve ser por competência.
  • É cínica, impaciente, questionadora e desconfia muito.
  • Tem medo de perder o emprego para os novatos.
  • Usa a web e multimídia como principais instrumentos para aquisição de conhecimento.
  • As melhores formas de comunicação para essa geração são o e-mail e celular, com  mensagens de texto ou mensagens instantâneas.
  • É adaptável e pro-ativo socialmente e politicamente.

Geração Y

  • Nasceu entre 1981 e 2000 – também chamada de Geração Millenium.
  • Tem conhecimento tecnológico.
  • Computadores, internet de alta velocidade, redes e conexão eletrônica a todo instante, celulares à mão e as redes sociais têm peso importante.
  • Tem capacidade de fazer um monte de coisas ao mesmo tempo, sem prejudicar o trabalho.
  • Prefere horários flexíveis.
  • Quer velocidade e emoções.
  • Valoriza a criatividade, simplicidade, equilíbrio, a verdade, diversão e amigos.
  • Espera ser ouvida, quando tem uma opinião, mas é impaciente, impulsiva e sem foco.
  • Espera altas recompensas quando realiza um projeto com sucesso.
  • Não tem dificuldade de migrar de uma empresa para outra – desde que as recompensas sejam mais atrativas.
  • A ligação emocional com o que faz vale mais do que o dinheiro.
  • Deseja novas experiências, sempre. Isso leva a promoções contínuas e ascensão rápida.
  • Geralmente é próxima aos pais e se preocupa com questões sociais e globais. Quer ter a chance de colaborar com o outro.
  • Facilidade de se relacionar com diversas culturas.
  • Demanda feedback imediato.

Geração Z

  • Nascida nos meados dos anos 90 – está entrando agora no mercado de trabalho.
  • Totalmente conectada à internet.
  • Valores familiares pesam menos que contatos virtuais.
  • É motivada por recompensas sociais, aconselhamentos de especialistas, feedback constante e as oportunidades de crescimento pessoal.
  • Valoriza a estrutura, direcionamentos claros e transparência.
  • Quer ser útil e ter responsabilidade.
  • É imediatista.
  • Paciência não faz parte do vocabulário dessa geração, quando precisam ajudar os mais velhos com assuntos relacionados à tecnologia.
  • Mais da metade dessa geração prefere a comunicação direta – face a face.
  • Comportamento individualista e excêntrico.
  • Também valoriza flexibilidade nos horários.

Todos juntos

Mas a realidade é que está tudo junto e misturado, inclusive no local de trabalho. É possível ter as gerações XYZ, e as antecedentes também, numa mesma equipe, sob a supervisão de um único líder.

Nesses casos, tão importante quanto o líder conhecer os perfis de cada integrante da equipe, é o respeito mútuo entre as pessoas das gerações XYZ e as demais. É imprescindível entender e aceitar as individualidades.

A geração Z, por exemplo, pode ser uma geradora de conflitos, em função da dificuldade de trabalhar em equipe – uma habilidade muito valorizada nas empresas atuais.

As lideranças exercem papel fundamental para manter esse caldeirão aquecido e motivado. Devem saber usar com maestria a capacidade e os talentos de cada um e garantir que essa “mistura” seja consistente.

Todas as gerações XYZ e as anteriores devem se sentir valorizadas e encontrarem o seus propósitos no trabalho, a ponto de se envolverem e se comprometerem com as metas da empresa.

Portanto, não importa onde cada um se encaixa entre as gerações XYZ. Todos precisam reconhecer o seu valor individual na empresa e trabalhar alinhado com a cultura organizacional.

Categorias
Autoconhecimento Sagrado Feminino & Masculino

A MULHER E A CAIXA DE PANDORA

pandora_large

O nome “Pandora” possui vários significados: panta dôra, a que possui todos os dons, ou pantôn dôra, a que é o dom de todos (dos deuses).
Deixando a historia de lado pela visão  milenar e vergonhosa do machismo, onde coloca a mulher como equivocada, pois a mesma abre a caixa de pandora e libera todo o mal para a humanidade, ou a coloca aliada ao mal,  pelo seu coração conter elementos perversos, onde ela o faz de modo consciente, o que a torna mais cruel, problemática e conflituosa ainda.
Na filosofia pagã, Pandora não é a fonte do mal; ela é a fonte da força, da dignidade e da beleza, portanto, sem a adversidade o ser humano não poderia melhorar.
E a na historia a mulher sempre representou um figura perigosa, que com sua beleza, graça, doçura e sensibilidades diversas, fazia com que os homens com toda a sua “força, inteligência e poder”, se perdessem em seus encantos e perdessem seu frágil controle da vida, dos outros e de si mesmo, então este sempre procurou não destruí-la pois precisava dela, mas mantê-la monitorada e sob rígido controle, tudo em vão.
Pobre homem que persiste em viver nestes novos tempos, onde não é mais o dominador, tenta ainda arrastar a mulher pelos cabelos como seu primo primata, mas em meios a tantos avanços capilares, os fios do cabelo da vida de sua submissa amada, escorre entre seus dedos calejados de equívocos ao longo dos séculos de fogueiras, forcas, agressões, trabalhos, profissões e salários abaixo da média dos seus pares ainda primatas.

Mas também ó pobre mulher que ocupou a vaga vazia  abandonada do trono deste homem infeliz, herdeiro do “Éden das possibilidades”  que se ausentou pelo medo das responsabilidades e de imediato projetou sua fraqueza na sensibilidade da mulher.
Penso que Pandora, não tinha uma caixa, ela é a a própria caixa, (ou vaso), os Deuses não a criaram como na história, apenas reconheceram seus dons de beleza, arte, justiça, habilidades, e então os homens superiores jamais conceberiam algo maior que eles, a menos que fosse sua criação, então desta forma, eles então ainda seriam maiores. Mas no pacote desta falsa criação acompanharam alguns defeitos, que na verdade são os defeitos velados destes mesmos criadores assustados.Ou seja, os males que saiam da Caixa de Pandora, na verdade são as inseguranças dos homens que não sabiam como lidar com esse a mulher que lhes tira a efêmera paz, controle e posse de tudo que foi herdade de um Deus obviamente homem e poderoso.

 

Então como os homens perceberam que falhavam e eram limitados,  fizeram o casamento perfeito com uma criatura feita de um pedaço destes, e o erro então seria natural,  pois a falha seria atribuído ao pedaço que lhe faltava, ou era o pedaço que errava e não eles, “PERFEITO”,  e assim a mulher ficou a sombra do tempo, escondendo a sombra do homem, que no fundo o pedaço que faltava, era da dignidade masculina riscada pelo medo do feminino que há em todo masculino.

A caixa de pandora e a mulher são inseparáveis, pois ambas são reveladoras e nós não podemos fugir quando elas colocam a sua luz em nossos olhos e nos mostram nossas imperfeições e fraquezas, no qual podemos juntos aprimorarmos e evoluirmos, e ainda mais, a mulher com a sua suavidade, naturalidade e amor,  adentra, repousa e conquista tudo que está nos céus, nos mares, e nas estrelas, a alma humana, conquista o seu eu próprio e nos mostra com amor e suavidade esse caminho para todos nós.

Ricardo Dih Ribeiro

Categorias
Autoconhecimento Formação Profissional

Entenda a Psicanálise na Casa da Psicanálise?

image5

Compreender a complexidade do ser humano e a si mesmo, sempre foi uma busca incessante do homem. Desde o registro mais antigo aos dias atuais, estamos nesse caminhar, as vezes tão recompensador e delicioso como um dia de sol, mas também as vezes tão obscuro e torturante como a própria noite dos tempos das cavernas em que o homem primata pouco podia compreender além do prazer e do sobreviver diário, entre um gozo de vida e outro, escapando da sua morte.

 

O estudo da psicanálise contemporânea, propõe analisar o homem  e a busca dos inúmeros motivos que o levam a ter determinados padrões de pensamentos e comportamentos ao longo de toda a sua caminhada existencial, procurando  compreender todas as possibilidades que contribuem em maior ou menor escala em seu equilíbrio psíquico, olhando-o sempre como um ser transcendente e universalista.

 

Uma formação pluralista em conhecimentos e técnicas em diversas correntes da psicanálise, permitem-nos uma visão ampla do ser, visto que cada um se manifesta de uma forma única, e todos somos de uma complexidade que só pode ser acessada com a ferramenta correta, sendo então fundamental o conhecimento de diversas áreas do saber; da filosofia, da PNL, da Reflexologia, da farmacologia, da neurociências, da acupuntura, do coaching, dos florais, da hipnose, entre outras, para iniciarmos um processo contínuo da compreensão do ser.

 

Sabemos que isso não descaracteriza os ensinamentos, mas abre-nos horizontes, quebra resistências e dissolve preconceitos, fortalece nossos valores e crenças e elimina o que no fundo apenas existia como uma idealização fútil e repressora. Liberta, renova,  nos deixando mais flexíveis e integro com a nossa consciência, o que deve ser o quesito básico para receber uma outra alma humana.

 

Através destes conceitos podemos compreender melhor nossas ações, nossos sentimentos,  e poderemos de forma mais consciente fazer escolhas mais saudáveis, felizes e equilibradas em nossas vidas. Sendo assim permitir que nossos pacientes também se encontrem consigo mesmos e possam percorrer estes mesmos caminhos que percorremos com paz, segurança e amor.

 

“Não existe  uma formação em Psicanálise, se não existir uma transformação em sua alma”  

 

                                               Ricardo Dih Ribeiro

Categorias
Autoconhecimento

COMO POSSO MUDAR A MINHA VIDA?

woman-570883_1920

Um dos princípios básicos para que ocorra uma mudança em nossas vidas, é que precisamos conhecer exatamente o que precisa ser modificado. Pode parecer uma observação óbvia, mas é exatamente nisso que consiste a falha no processo das mudanças humanas, pois no fundo não conhecemos todos os elementos que compõe a situação a ser modificada.

Seguindo essa premissa, é necessário que antes de começarmos qualquer modificação em nossas vidas,  iniciarmos um autoconhecimento, olharmos para dentro de nós, observarmos as nossas atitudes, e as razões que estão motivando os nossos movimentos.

Olharmos se temos um norte a seguir, se temos uma meta a ser atingida, e se nossas ações, nossas atitudes estão em conformidade com elas. Se nossos pensamentos diários vão de encontro positivo com essas metas ou seguem um caminho contrário.

Precisamos descobrir o que pensamos e as razões destes pensamentos. Se queremos o que desejamos, e que quando nos deparamos com uma fome física e abrimos a geladeira aberta, nada que ingerirmos saciará essa fome, se ela for uma fome da alma.

Se quando estamos irritados, se estamos irritados com o objeto externo, ou no fundo o objeto externo só está mostrando que a irritação está dentro de nós.

Esses e outros processos automáticos comportamentais, faz com que o foco seja perdido, e assim nos distraímos da nossa verdadeira essência.

Nesse embotamento dos olhos mentais, seguimos caminhos equivocados, tomamos atitudes contrárias ao que gostaríamos de executar e vivemos uma vida que não é nossa.

Vivemos a vida de outras pessoas, e ao longo de um período de tempo, a infelicidade faz sua morada em nossa alma e quando olhamos com mais critério o nosso redor, as areias do tempo do relógio da vida estão em seus últimos grãos, a escorrer entre nossos dedos, já cansados e muitas vezes machucados pelo  Sol impiedoso da descrença.

A alternativa  e a solução saudável é encontrar-se, descobrir-se, revelar-se. Ouse a se enfrentar e permita-se a mudança positiva em cada gesto, em cada pensamento, em cada palavra, em cada respiração.

Desta forma, poderá nesse encontro consigo mesmo, conhecer-se e responder a indagação feita a Kahlil Gibran, em que segundo ele, ficou mudo, quando lhe fizeram esta pergunta. – Quem és tú?

Ricardo Dih Ribeiro

 

Categorias
Análise de Filmes

Como eu era antes de você

maxresdefault

Sinopse:

Às vezes você encontra o amor onde menos imagina. E às vezes ele te leva onde nunca esperou ir. Louisa “Lou” Clark vive em uma pitoresca cidade de campo inglesa. Sem direção certa em sua vida, a criativa e peculiar garota de 26 anos vai de um emprego a outro para tentar ajudar sua família com as despesas. Seu jeito alegre no entanto é colocado à prova quando enfrenta o novo desafio de sua carreira. Ao aceitar um trabalho no “castelo” da cidade, ela se torna cuidadora e acompanhante de Will Traynor, um banqueiro jovem e rico que se tornou cadeirante após um acidente ocorrido dois anos antes, mudando seu o mundo dramaticamente em um piscar de olhos. Não mais uma alma aventureira, mas o agora cínico Will, está prestes a desistir. Isso até Lou ficar determinada a mostrar a ele que a vida vale ser vivida. Embarcando juntos em uma série de aventuras, Lou e Will irão obter mais do que esperavam e encontrarão suas vidas – e corações – mudando de um jeito que não poderiam ter imaginado.
Data de lançamento: 16 de junho de 2016 (Brasil)

REFLEXÕES SOBRE O FILME

A vida realmente não está e nunca esteve sobre o nosso controle, temos uma participação fundamental em direciona-la e darmos um sentido nessa direção, mas existe uma força maior que rege todo o universo e estamos sem dúvida incluídos nesse movimento em que foge ao nosso ilusório controle.

O filme nós trás muitas questões sobre como vivemos as nossas vidas e como ela nos leva a caminhos imprevisíveis, que podem ser limitante e tormentosos ou mágicos e único, tudo depende sempre de como podemos ver e sentir cada movimento dela.

O sofrimento existe entre dois pontos e num determinado período de tempo. O ponto do fato em que não aceitamos, não compreendemos e o ponto em que esse fato foi compreendido por nós. Esse tempo pode levar uma vida toda, 20 anos, 1 ano ou 1 segundo, o tempo do fato ocorrido e a compreensão dela, é o tempo do nosso sofrimento.

Simples de compreender, um pouco trabalhoso em colocar em prática, mas como tudo na vida, é praticando que nos aperfeiçoamos.

Então pratique a ginástica da compreensão dos fatos e diminua o tempo dos sofrimentos em sua vida.

Um filme com mais ensinamentos do que esse texto, mas agora é com você.

Ricardo Dih Ribeiro

 

Categorias
Autoconhecimento

A ARCA II – O que Noé não poderia imaginar

 

ARCA_NOE

TATUS  SE  ESCONDEM  DA VERDADE.

E  AS  GALINHAS  ESPALHAM  A  DOENÇA.

FORMIGAS  CONSTROEM  EDIFÍCIOS.

ENQUANTO  CACHORROS  EXPLORAM  AS  MULHERES.

LOBOS TE  DEVORAM  COM  JUROS  E  CORREÇÕES,

E ARANHAS NOS PEGAM EM SUAS TEIAS DE IMPOSTOS.

ELEFANTES DESTROEM  A NATUREZA  POR ONDE PASSAM.

ENQUANTO AS COBRAS ENVENENAM  NOSSO SANGUE E NOSSAS VIDAS.

BORBOLETAS  CRIAM  VIDA   E  COR  NO  CONCRETO  DA CIDADE.

ENQUANTO  PORCOS  JOGAM  SUA  LAMA  NAS COMUNICAÇÕES.

A ZEBRA CONTINUA DANDO FORA,   E  ESTÁ NO MEIO DO CAMINHO DE TODOS.

E A GIRAFA OLHA SEMPRE POR CIMA, COMO SE O PROBLEMA TAMBÉM NÃO FOSSE DELA.

ENQUANTO  A EMA DO GOVERNO ESCONDE SUA CABEÇA.

OS RINOCERONTES DEVORAM OS ESTOQUES DO GOVERNO.

ENQUANTO MILHÕES DE BESOUROS CONTINUAM EMPURRANDO A MERDA SOZINHOS.

AS HIENAS RIEM DA SITUAÇÃO.

E A CORUJA ESTALA OS OLHOS , VIRANDO A CABEÇA. 

ENQUANTO  SAPOS CONTINUAM FORA DA JOGADA.

GATAS  FICAM COM QUEM DÁ MAIS.

ENQUANTO  GATOS BEM INTENCIONADOS VIRAM TAMBORIM,  VIRAM CHURRASQUINHOS DE ESQUINAS, VIRAM GATO POR LEBRE…..ENQUANTO A LEBRE VIRA COELHO…..QUE PERDE A CORRIDA PARA A TARTARUGA…..QUE NUNCA LEVA O PRÊMIO. SÓ PAGA A CONTA.

……….AH ….ENQUANTO ISSO NOÉ COM SUAS FERRAMENTAS DE OURO, ESTA ESPERANDO A LIBERAÇÃO DO IBAMA, PARA PEGAR UNS PAUZINHOS E ALGUNS BICHINHOS,  PARA FAZER  BEM RAPIDINHO UMA NOVA ARCA. 

 A  ARCA  DE  NOÉ  DO  MENINO  MALUQUINHO.

Ricardo Dih Ribeiro

 

Categorias
Sagrado Feminino & Masculino

GESTAÇÃO PSÍQUICA

i350114

 

Seres noturnos que buscam a luz estão em gestação psíquica, com seus abortos ideológicos e seus vômitos conceituais, presos em diarreias diárias de personas escravizantes. Procuram constantemente drenar seus valores indigestos, a cada novo olhar em suas escuras fendas do ser invisível que habita dentro de si mesmo.

Assim caminham para a autenticidade do nada ser, desconstruindo-se e apenas sendo por um breve momento o verbo estar, estando as vezes no nada, estando as vezes no tudo e estando sempre cheios de vazio que os levará a liberdade.

Estão conscientes da mudança que sempre existiu na liberação da velha roupagem que um dia foi sua própria essência.

Ricardo Dih Ribeiro