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CORUJA

A coruja simboliza o feminino, a lua e a noite. Elas são os pássaros das profecias e sabedoria, assim como da magia e escuridão.

 

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O simbolismo do Dragão

O Dragão é um dos tantos símbolos que são comuns a diversas culturas ao redor do mundo, aparecendo em mitos da China, Japão, Coréia, Europa, Oriente Médio e também na América pré-colombiana. O termo “dragão” provavelmente deu-se da derivação do verbo grego “drakein”, que significa “ver claramente” ou “aquele que enxerga longe” (relacionado à crença de que os dragões guardam diligentemente grandes tesouros).

No gnosticismo e em diversas outras correntes espiritualistas acredita-se que a universalidade deste mito é devido à existência destas criaturas em um tempo muito remoto, especificamente durante o período atlante. Com a catástrofe diluviana (que também é descrita amplamente em dezenas de culturas), seus sobreviventes transportaram para cada cultura os inúmeros mitos relacionados aos dragões, como criaturas cheias de poder e de sabedoria.

Geralmente retratados como grandes serpentes ou grandes lagartos com escamas e asas, têm na sua aparência alguns elementos míticos que personificam seus atributos mágicos. Na cultura grega, por exemplo, existe Ládon, o dragão que foi derrotado por Hércules para conseguir uma maçã de ouro (alguma semelhança com o Gênesis…?), ou o dragão derrotado por Jasão para conseguir o velocino de ouro.

Na cultura celta, o dragão está associado à força primordial da natureza e tornou-se praticamente o símbolo dessa religião de tal forma que os cristãos medievais, para combater o paganismo associaram o dragão ao diabo, que é derrotado pelo Arcanjo Miguel, símbolos que historicamente se verificam pela supremacia cristã sobre o paganismo celta, mas que em termos esotéricos também carregam um significado muito profundo.

Entre os astecas, maias e toltecas, Quetzalcóatl ou Kukulcán (termos que significam “serpente emplumada”) era a principal divindade, uma espécie de Deus-messias, criador da humanidade e também civilizador e legislador. Quetzalcóatl é a representação das forças naturais que ascendem e se fundem com as forças divinas, celestiais, daí o termo “serpente emplumada”, ou seja, um dragão.

Na cultura chinesa existe ampla referência ao dragão. Diferente das culturas ocidentais, o dragão não possui asas, porém possui igualmente o dom de voar. É representado por um animal que reúne diversas características de outros, como o corpo de serpente, as garras de águia, os chifres de corsa e bigodes de carpa. Simboliza a Sabedoria divina revestida do poder indomável da natureza, ou seja, a harmonia entre os atributos espirituais e naturais que formam todas as coisas. São tidos como criaturas celestiais, incrivelmente auspiciosos e que exercem o controle sobre as forças da natureza.

Dados os diferentes contextos, vamos analisar seus símbolos e evidenciar o ponto de convergência entre eles, para não cairmos no erro de acreditar que no ocidente e no oriente os dragões tem atributos opostos.

Em artigos anteriores falamos da organização da criação do ponto de vista gnóstico e da divisão do universo em duas grandes partes: o sutil e o denso, ou seja, o espiritual e o natural, cada uma com o seu respectivo regente. Para reger o espiritual, o Logos, representante da Luz; para reger o natural, o Espírito Santo, representando o fogo, expresso muitas vezes nos textos apócrifos como o “Demiurgo”, o Deus do Velho Testamento, com suas leis e sua força coercitiva para conduzir o homem de volta à luz.

Na mitologia hindu é Shiva, sobre o qual já abordamos antes, o destruidor ou transformador. Associa-se ao dragão inclusive porque este pertence ao elemento fogo (como Shiva), que tem essa mesma característica de renovar todas as coisas, de transformá-las. Na mitologia celta, o dragão tem ainda mais um correspondente, sob um outro aspecto, que é o Deus Cernunnos, o “deus galhudo”, representado por um homem forte vestido com uma pele animal e com a cabeça de uma corsa, símbolo da natureza selvagem e pura. Assim, o dragão representa essa força poderosa da natureza que coloca tudo em transformação.

Em alguns contextos, seu sopro ígneo cura e em outros, destrói, mas é o mesmo sopro. E como força natural, a princípio é selvagem, desmedida, incontida. Por isso nos mitos europeus, geralmente se coloca o dragão como habitante de cavernas profundas, apesar de ter asas para voar. Ou seja, representa aquela força mais primitiva que reside em nosso subconsciente, mas que semelhante ao cão Cérberus, que habita os infernos, ao ser domado por Hércules foi o responsável por tirá-lo daquela região sombria.

Na mitologia chinesa, o dragão é o símbolo da sabedoria e se diz que esta criatura pode viver submersa na água (sua condição original, representado nso bigodes de carpa e no corpo escamoso), sobre a terra (representado nos chifres de corsa e no corpo de serpente) ou nos ares (representado nas garras de águia).  À medida que o iniciado vai conquistando o domínio de si mesmo, ele vai galgando as etapas do dragão, descritas no I Ching:

Primeiro estágio (inicial): Dragão oculto nas águas

O poder espiritual está oculto nas paixões, representadas pelas águas seminais e pelo inconsciente. Nesse estágio, a pessoa não sente o ímpeto de sair de seus vícios, pois está em completo esquecimento de sua verdadeira natureza.

Segundo estágio: Dragão no arrozal

O início do despertar espiritual. O dragão (nossa verdadeira essência) consegue colocar a cabeça para fora das águas, porém se movimenta ainda em meio ao lamaçal. Caminha com dificuldade, porém começa a perceber que existe um outro mundo de possibilidades, uma nova realidade, distinta do mundo aquático. No entanto, sua vida debaixo d’água continua se desenvolvendo normalmente e só às vezes põe a cabeça para fora.

Terceiro estágio: Dragão visível

É o momento em que o dragão começa a perceber que pode sair e se lança por alguns instantes para fora das águas, para logo voltar a elas. Porém, nesse ponto, a mesma água, que o segurava, agora é a que o permite planar e ele nada pela superfície, ao invés de permanecer nas profundezas aquáticas.

Quarto estágio: Dragão saltitante

O dragão descobre que existe terra firme e aprende a ficar sobre ela, fora das águas, em pé. Nesse ponto, o contraste entre a antiga realidade e o novo campo de possibilidades o colocam diante da necessidade de optar por viver fora da água ou retornar a ela, ou seja, abdicar da conquista interior ou abdicar de ser dominado pelos instintos. Por oscilar entre ambas se diz que o dragão pula de uma para outra. A sua realidade ainda não o permite voar e por isso o mais alto que chega é quando pula, para logo cair de novo na terra.

Quinto estágio: Dragão voador

Se o dragão decide desenvolver seu potencial criativo e encontrar sua verdadeira natureza, chega à etapa em que aprende a voar pelos céus, que significa o encontro com sua natureza espiritual, antes oculta. Porém nesse vôo, vez que outra sente a necessidade de retornar à terra firme, pois ainda não consegue sustentar-se nos ares por muito tempo.

Sexto estágio: Dragão planador

É a etapa em que o dragão aprendeu a sustentar o estado de lucidez contínua e por isso não cai de volta à terra. Isso significa que entrou em harmonia com a verdade e com a vida e agora é um sábio, que necessita baixar apenas para ajudar os demais nessa mesma trajetória.

Ainda comparando as diferentes culturas, o dragão representa essa força mágica que tem o poder de nos elevar, pois sua natureza é celestial; porém que nos desafia, nos impõe dificuldades, porque necessita aperfeiçoar-nos. Todos pensamos em triunfar na vida. Mas já refletimos que não existe triunfo sem superação?

Triunfo significa batalha e renúncias, apostar em uma atitude e não olhar para trás. Nesse sentido, todas as tradições que falam sobre dragões convergem, pois umas o colocam como uma força divina e outras o colocam como mal, mas principalmente no sentido de impedir que se conquiste algo que não somos merecedores. Os tesouros ocultos que as lendas medievais contam que os dragões guardam, nada mais são que essas jóias preciosas que existem em nosso interior e que só podem ser conquistadas à base de superação, pois não são dadas aos covardes.

Escolhemos o dragão como símbolo deste site por representar a proposta destes estudos, que é fazer com que nossa natureza se renove e então a sabedoria intrínseca que existe em cada um se revele.

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04 DICAS EQUILÍBRIO EMOCIONAL

1) Mantenha-se abastecida emocionalmente. Momentos de “seca” virão, tenha seu estoque de energia emocional.

2) Aprende a jejuar emocionalmente. Nos momentos de privação, se treinou o “jejum”, irá abastecer-se de sua reserva de energia emocional com segurança.

3) Crie fontes alternativas de energia emocional. Fontes externas de energia emocional são necessárias, mas também são perigosas, então tenha mais opções para manter seu equilíbrio.

O QUARTO ITEM DEVE SER SUA PRÁTICA MAIS IMPORTANTE

4) Busque cada vez mais os recursos dentro de você. Essa é a sua fonte inesgotável e segura de energia emocional, onde quanto mais você aprende sobre esse processo, mais confortavelmente enfrenta os desafios que você certamente encontrará pelo seu caminho.

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Descubra aqui algumas chaves para manter sua sexualidade ativa numa relação a longo prazo

Um nível profundo de compreensão e a vontade de investir recursos é fundamental para a capacidade de resposta. Um parceiro receptivo mostra compreender a sua outra metade, em vez de repudiar seus problemas ou ignorá-los. Trata-se de estar consciente e responder às necessidades emocionais da outra pessoa.

 

“Nossa pesquisa mostra que os parceiros que são sensíveis ao outro fora do quarto são capazes de manter o seu desejo sexual. Receptividade – que é um tipo de intimidade – é tão importante em um relacionamento porque sinaliza que um está realmente preocupado com o bem-estar do outro”.

 

Para a pesquisa 100 casais heterossexuais mantiveram diários ao longo de seis semanas. Eles relataram seu próprio desejo sexual e a capacidade de resposta do seu parceiro fora do quarto. Os resultados mostraram que homens e mulheres sentiram mais desejo sexual quando o parceiro era mais sensível às suas necessidades não-sexuais. As mulheres em particular responderam a níveis mais elevados de capacidade de resposta em seus parceiros com maiores níveis de desejo sexual.

 

Os autores do estudo explicam:

“As pessoas que percebem que os seus parceiros compreendem e apreciam as suas necessidades podem ver interações sexuais como uma forma de melhorar as experiências íntimas com parceiros sensíveis e, portanto, podem experimentar um maior desejo para o sexo com eles.”

 

 

Professor Birnbaum disse:

“Ser bom” e coisas desse tipo não são, necessariamente com base em quem o parceiro é e o que o parceiro realmente quer. Quando um parceiro é realmente sensível, a relação parece especial e única e ele ou ela é percebida como valorizado e desejável. O desejo sexual prospera em aumentar a intimidade, e ser sensível é uma das melhores maneiras de incutir essa sensação indescritível ao longo do tempo; melhor do que qualquer sexo pirotécnico “.

O estudo foi publicado no Journal of Personality and Social Psychology (Birnbaum et al., 2016 ).

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Não pode

Não pode abortar. Também não pode fazer um monte de filho. Tem que se prevenir. Mas não pode andar com camisinha na bolsa, é coisa de vagabunda. Não pode ser vagabunda. Mulher tem que se preservar.
Se não, homem nenhum vai querer casar com você. Não saia de roupa curta, apertada, transparente, decotada, roupa de piriguéti. Desse jeito, tá pedindo pra ser abusada. Aí um cara passa a mão em você e você ainda vai querer reclamar. Não pode ser piriguéti. Não seja promíscua. Homem age por instinto. Não provoque. Não queira merecer um estupro. Mas, se for estuprada, não pode abortar. A criança não tem culpa.
Não pode beber na balada. Aí tá bêbada e te acontece alguma coisa, você ainda vai querer reclamar. Beber demais é coisa de piranha. Não pode ser piranha. Tem que ser direita. Se não, homem nenhum vai te querer. Homem não gosta de mulher que vive na rua. Mas também não fique trancada em casa, que desse jeito não arranja namorado. Não dê no primeiro encontro. Homem não casa com mulher que transa de primeira. Como assim não quer casar? Toda mulher quer casar. Já tá casada faz um ano, vai engravidar quando? Toda mulher tem que ter filho. Mas não engorde depois de ter filho. Homem não gosta de mulher gorda, relaxada. Não pode relaxar. Mas também não fique magra demais. Homem gosta de curvas.
Como assim você não gosta de homem? Não pode ser lésbica. Lésbica é promíscua. Bi é tudo sem vergonha. Ficam com essa frescura de lésbica e bi porque ainda não levaram um chá de rola. Tem que casar, tem que ter filho, tem que estar com o corpo no padrão e bem arrumada. Homem não gosta de mulher desarrumada. Depois que ele te trai, você ainda vai querer reclamar. Também tem que trabalhar. Mulher não queria tanto ter direitos? Tem que trabalhar igual homem. Mas ganhar menos. Homem se sente diminuído se a mulher ganha mais. Mas, se por acaso, você ganhar mais, não conte pra ninguém, pra não constrangê-lo.
Estude. Homem não gosta de mulher ignorante. Mas não estude muito. Só graduação tá bom. Não precisa de pós, mestrado, doutorado, essas coisas. Homem não gosta de mulher que quer ser mais inteligente que ele. Feminismo é coisa de puta. Não pode ser puta. Se quer igualdade, vai lá servir o exército. Não goste de futebol. Nem de games. Nem dessas coisas de homem. Homem não gosta de mulher que quer entender mais de esportes do que ele. Mulher só quer entender dessas coisas pra chamar atenção dos homens. Homem não gosta de mulher que vive chamando a atenção pra si. Homem não gosta de mulher que fica discutindo assunto de homem. Depois sofre alguma violência e ainda vai querer reclamar.
Não seja puta. Não seja puritana. Tenha filhos. Mas só quando permitirem. Não engorde. Não seja muito magra. Não queira merecer um estupro ou uma surra. Coloque-se no seu lugar. Não fique exigindo direitos. Não questione. Não reclame. Faça o seu papel de mulher. Seu papel de namorada. Seu papel de esposa. Seu papel de mãe. Que papelão! Não trepe. A não ser que seja pra ter filhos. Não faça o que sentir vontade.
A Amélia é que era mulher de verdade. Não seja feliz. Não pense. Se for possível, nem exista.
Cris Moura (Quebrando o Tabu)
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Qual a importância do Sagrado Feminino para as mulheres nos dias de hoje?

Você gostaria de participar de um projeto para o empoderamento  de milhares de mulheres em várias partes do mundo?

É só responder a pergunta colocando seu depoimento no Facebook, no Fórum e no Blog, e automaticamente você ganha acesso sem custo ao I Workshop sobre o Sagrado Feminino da Academia do Autoconhecimento,  (data a ser divulgada) onde poderá além de aprender sobre o tema vai também poderá participar do projeto de um e-book que será distribuído a mulheres em todo mundo e ainda gravar também se desejar seu depoimento em vídeo, levando sua mensagem a milhares de mulheres em todo o mundo sobre como ajuda-las a despertarem sua força interior e a enfrentarem seus desafios.

Pergunta a ser respondida para validar a sua participação:

 

 

Qual a importância do Sagrado Feminino para as mulheres nos dias de hoje?

 

Segue os links:

  • Facebook.

 

  • Blog.   http://academiadoautoconhecimento.com.br/blog/?p=2692&preview=true

 

 

  • Fórum. (faça seu cadastro gratuito no EAD – Academia do Autoconhecimento para poder deixar seu depoimento.)

 

 https://academiadoautoconhecimento.net.br/login/

 

https://academiadoautoconhecimento.net.br/forum/5/qual-a-importancia-do-sagrado-feminino-para-as-mulheres-no-dia-de-hoje/

 

 

  • Vídeo: Caso deseje gravar um vídeo sobre  o tema, envie um  e-mail para receber as instruções.

 

 

  • Esse projeto é sem fins lucrativos e todos os participantes ao aderirem a participação cedem gratuitamente seus direitos autorais quanto a imagem e aos conteúdos apresentados no projeto.
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5 Práticas Para Despertar Todo Potencial do seu Sagrado Feminino

Não é uma religião. É uma corrente que defende que a mulher precisa se reconectar com a essência do que é feminino.

 

Princípios e práticas para despertar a sua shakti

 

  1. A Shakti é radicalmente inclusiva.

O caminho do Tantra diz “Sim” para toda a vida, não apenas as partes atraentes, as partes feias também. É tudo parte da grande tecelagem, cada segmento contribui para a integridade final desta tapeçaria da vida. Nós praticamos abraçar tudo e rejeitamos nada. Deste lugar de inclusão, agimos, temos preferências, falamos a nossa verdade.

Prática:
O que você está empurrando contra, agora em sua vida (a coisa que você menos gosta sobre o seu corpo, o aquecimento global, alguém que te irrita)? Imagine mover-se para o lado, tendo um olhar para a situação como ela é, mesmo se você não gostar dela ou compreendê-la, e ver o que está disponível para você quando você parar de rejeitar e alcançar mais aceitação.

  1. A Shakti é incorporada.

A nossa essência feminina sagrada é encontrada não por rejeitar o corpo, tentando meditar nosso caminho acima, para cima e longe do reino da terra para o céu, mas ao vir para baixo, abaixo e para dentro da alma habitando nossa forma feminina. Assim como qualquer planta deve primeiro ter raízes fortes, a fim de crescer e alcançar o céu, honramos o corpo como a base sagrada de nosso espírito.

 

Prática:
Conecte-se com a terra todos os dias, coloque o seu corpo ou seus pés no chão, encoste em uma árvore, tome três respirações profundas a partir do centro da terra em seus pulmões e no seu expirar, imagine lançar suas “raízes” para dentro do planeta.

  1. A Shakti cultiva o prazer como um portal para o Divino.

Nós nascemos seres sensuais. Nós somos projetados para buscar o prazer e evitar a dor. O prazer é fundamental para a nossa saúde, bem-estar e plenitude. Em algum lugar ao longo do caminho, aprendemos a suspeitar do prazer, aceitamos a ideia distorcida que o que é bom não é de alguma forma bom para nós. Nossa alegria final é lembrar nossa união sagrada com integridade, com o Divino.

 

Prática:
Pare neste momento e se conecte com o seu prazer: o que você vê, cheira ou ouve no seu ambiente ou sente no seu corpo agora que lhe agrada. Note isso uma escala de 1 a 10 e, em seguida, veja o que você pode fazer para elevar isso em alguns pontos. À medida que aumenta o prazer, permita que ele seja um bálsamo curativo em seu corpo, ligando-a à Fonte de quem você realmente é.

  1. A Shakti abraça a sexualidade como algo sagrado.

Nossa sexualidade nos oferece acesso à maior potência do mundo, a capacidade de criar uma nova vida. A união erótica de masculino e feminino, yin e yang, em conjunto, criam a totalidade, se estamos a amar o outro ou o nosso próprio casamento consigo mesmas.

Se estamos a criar um bebê, um negócio, ou inaugurar uma nova maneira de ser, estamos nos deliciando com o milagre sagrado da criação. A energia orgásmica inunda o nosso corpo com luz e, literalmente, nos dá a experiência momentânea de dissolver a ilusão da separação e conhecer a “iluminação”.

 

Prática: Feche os olhos e sinta a parte de você que veio de seu pai, o seu próprio masculino ou essência de Shiva, e a parte de você que veio de sua mãe, sua essência feminina ou Shakti. Imagine esses dois aspectos de si mesma loucamente apaixonados, adorando um ao outro, e num acoplamento erótico apaixonado. Desfrute de qualquer energia que surge e dedique-a, se você escolher, para o que você está querendo manifestar em sua vida.

  1. A Shakti está presente ao retornar a seus sentidos.

Nosso condicionamento de uma cultura hiper masculina muitas vezes nos mantém presas na mente: pensar, melhorar, tentando descobrir tudo, planejar, elaborar estratégias. São ferramentas úteis, mas também uma receita para a loucura quando fora de equilíbrio. Todas as práticas de meditação são projetadas para nos ajudar a despertar para a presença em vez de sermos incessantemente impulsionados por nossos pensamentos em grande parte neuróticos, medrosos e habituais. Chamar a atenção para a respiração, a abertura para as sensações de sentimento, audição, paladar, olfato e visão, permite-nos  descansar no momento presente, o único lugar onde os milagres vivem.

 

Prática:
Feche os olhos e traga a sua consciência para a respiração, como sente o ar entrando e saindo de seu nariz, seu corpo. Mantenha-se conectada à sua respiração, observe quais os gostos que são persistentes em sua língua, o que você ouve e cheira agora. Então, lentamente, abra os olhos para receber apenas aquilo onde eles pousam, texturas, cores, tons de luz. Observe como a plena consciência de seus sentidos naturalmente a orientam para a presença e para o relaxamento encontrado lá.

 

O princípio feminino, foi durante muito tempo na história da humanidade, reverenciado como a manifestação do poder primordial criador que flui através de nossos corpos e da Natureza. As mulheres eram consideradas sagradas pela capacidade de gerar vida, de acolher e cuidar, por sua beleza e sua intuição.

 

Atualmente, essa conexão encontra-se enfraquecida, mas ela pode ser rapidamente nutrida e vivificada com nossa energia e intenção.

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A MULHER E A CAIXA DE PANDORA

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O nome “Pandora” possui vários significados: panta dôra, a que possui todos os dons, ou pantôn dôra, a que é o dom de todos (dos deuses).
Deixando a historia de lado pela visão  milenar e vergonhosa do machismo, onde coloca a mulher como equivocada, pois a mesma abre a caixa de pandora e libera todo o mal para a humanidade, ou a coloca aliada ao mal,  pelo seu coração conter elementos perversos, onde ela o faz de modo consciente, o que a torna mais cruel, problemática e conflituosa ainda.
Na filosofia pagã, Pandora não é a fonte do mal; ela é a fonte da força, da dignidade e da beleza, portanto, sem a adversidade o ser humano não poderia melhorar.
E a na historia a mulher sempre representou um figura perigosa, que com sua beleza, graça, doçura e sensibilidades diversas, fazia com que os homens com toda a sua “força, inteligência e poder”, se perdessem em seus encantos e perdessem seu frágil controle da vida, dos outros e de si mesmo, então este sempre procurou não destruí-la pois precisava dela, mas mantê-la monitorada e sob rígido controle, tudo em vão.
Pobre homem que persiste em viver nestes novos tempos, onde não é mais o dominador, tenta ainda arrastar a mulher pelos cabelos como seu primo primata, mas em meios a tantos avanços capilares, os fios do cabelo da vida de sua submissa amada, escorre entre seus dedos calejados de equívocos ao longo dos séculos de fogueiras, forcas, agressões, trabalhos, profissões e salários abaixo da média dos seus pares ainda primatas.

Mas também ó pobre mulher que ocupou a vaga vazia  abandonada do trono deste homem infeliz, herdeiro do “Éden das possibilidades”  que se ausentou pelo medo das responsabilidades e de imediato projetou sua fraqueza na sensibilidade da mulher.
Penso que Pandora, não tinha uma caixa, ela é a a própria caixa, (ou vaso), os Deuses não a criaram como na história, apenas reconheceram seus dons de beleza, arte, justiça, habilidades, e então os homens superiores jamais conceberiam algo maior que eles, a menos que fosse sua criação, então desta forma, eles então ainda seriam maiores. Mas no pacote desta falsa criação acompanharam alguns defeitos, que na verdade são os defeitos velados destes mesmos criadores assustados.Ou seja, os males que saiam da Caixa de Pandora, na verdade são as inseguranças dos homens que não sabiam como lidar com esse a mulher que lhes tira a efêmera paz, controle e posse de tudo que foi herdade de um Deus obviamente homem e poderoso.

 

Então como os homens perceberam que falhavam e eram limitados,  fizeram o casamento perfeito com uma criatura feita de um pedaço destes, e o erro então seria natural,  pois a falha seria atribuído ao pedaço que lhe faltava, ou era o pedaço que errava e não eles, “PERFEITO”,  e assim a mulher ficou a sombra do tempo, escondendo a sombra do homem, que no fundo o pedaço que faltava, era da dignidade masculina riscada pelo medo do feminino que há em todo masculino.

A caixa de pandora e a mulher são inseparáveis, pois ambas são reveladoras e nós não podemos fugir quando elas colocam a sua luz em nossos olhos e nos mostram nossas imperfeições e fraquezas, no qual podemos juntos aprimorarmos e evoluirmos, e ainda mais, a mulher com a sua suavidade, naturalidade e amor,  adentra, repousa e conquista tudo que está nos céus, nos mares, e nas estrelas, a alma humana, conquista o seu eu próprio e nos mostra com amor e suavidade esse caminho para todos nós.

Ricardo Dih Ribeiro

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GESTAÇÃO PSÍQUICA

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Seres noturnos que buscam a luz estão em gestação psíquica, com seus abortos ideológicos e seus vômitos conceituais, presos em diarreias diárias de personas escravizantes. Procuram constantemente drenar seus valores indigestos, a cada novo olhar em suas escuras fendas do ser invisível que habita dentro de si mesmo.

Assim caminham para a autenticidade do nada ser, desconstruindo-se e apenas sendo por um breve momento o verbo estar, estando as vezes no nada, estando as vezes no tudo e estando sempre cheios de vazio que os levará a liberdade.

Estão conscientes da mudança que sempre existiu na liberação da velha roupagem que um dia foi sua própria essência.

Ricardo Dih Ribeiro

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QUANDO EU PARTIR . . . EU ESTAREI MAIS PERTO DE VOCÊ.

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Quando meu corpo estiver deitado, não adianta mais ir ao meu encontro,  pois não estarei mais ali, estarei agora num breve e suave pensamento quando sentir uma brisa leve em teu rosto.

Quando eu estiver imóvel, já será tarde demais para sairmos juntos, pois agora eu já parti,  mas me convide que te encontrarei em teus sonhos.

Quando as suas lágrimas caírem, pare, muitas das minhas já caíram, agora nesse instante preciso de toda a alegria que existe dentro de você, preciso do teu sorriso.

Quando se revoltar contra tudo e contra todos, acalma-se,  não há culpados e inocentes, há apenas responsáveis, e as oportunidades não foram perdidas, apenas aproveitadas de forma diferente.

Quando o sentido da vida se perder, continua a caminhar,  pois na verdade eu não era o sentido da sua vida, eu apenas estava  caminhando ao teu lado quando nos encontramos e nossos caminhos eram os mesmos.

Quando sentir a saudade tocar seu coração e lembrar-se do calor do meu toque, vá na direção do próximo, e tenha certeza que estarei ali, de forma diferente, mas estarei, pois em tudo há o amor.

Quando desistir de caminhar por não me encontrar ao seu lado,  outras pessoas como você esperam para caminhar juntas, aproxime-se, veja e sinta que a cor e a vida não estava só em mim, mas também em ti e no caminho.

Quando sentir-se só, lembre-se estarei mais perto de você, pois talvez agora possa sentir a verdadeira essência da vida…O AMOR…e o quanto eu te amei e ainda te amo.

(Ricardo Dih Ribeiro, texto inspirado numa frase da Marilda “quando eu morrer não chore em cima do meu corpo…pois ele não mais me pertence e eu não estarei mais ali.)