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Cientistas encontram universo multidimensional no cérebro

Cientistas descobriram que o cérebro humano pode criar estruturas em até 11 dimensões.

É um grande esforço de imaginação tentar compreender o mundo em quatro dimensões para muitas pessoas, mas um novo estudo descobriu estruturas no cérebro com até onze dimensões – trabalho inovador que está começando a revelar segredos profundos da arquitetura do cérebro.

Usando topologia algébrica de uma forma que nunca foi usada antes na neurociência, a equipe do Blue Brain Project descobriu um universo de estruturas geométricas multidimensionais e espaços dentro das redes do cérebro.

A pesquisa, publicada na Frontiers in Computational Neuroscience, mostra que essas estruturas emergem quando um grupo de neurônios formam uma panelinha: cada neurônio se conecta à todos os outros neurônios do grupo de uma forma muito específica, que gera um objeto geométrico preciso. Quanto mais neurônios há em uma panelinha, maior é a dimensão do objeto geométrico.

“Encontramos um mundo que nunca tínhamos imaginado”, diz o neurocientista Henry Markram, diretor do Blue Brain Project e professor da EPFL em Lausanne, na Suíça. “Há dezenas de milhões desses objetos, mesmo em uma pequena parte do cérebro, até sete dimensões. Em algumas redes, até encontramos estruturas com até onze dimensões.”

Markram sugere que isso pode explicar por que tem sido tão difícil entender o cérebro. “A matemática usualmente aplicada para estudar redes não pode detectar grandes dimensões estruturais e espaços, que, agora, claramente podemos observar.”

Se os mundos 4D estendem a nossa imaginação, mundos com 5, 6 ou mais dimensões são demasiadamente complexos para a maioria de nós entender. É aqui que a topologia algébrica entra: um ramo da matemática que pode descrever sistemas com qualquer número de dimensões. Os matemáticos que levaram a topologia algébrica para o estudo de redes cerebrais no Blue Brain Project foram Kathryn Hess da EPFL e Ran Levi da Universidade de Aberdeen.

“A topologia algébrica é como um telescópio e um microscópio ao mesmo tempo. Pode ampliar as redes para encontrar estruturas ocultas – como árvores em florestas – e ver os espaços vazios – claramente – tudo ao mesmo tempo”, explica Hess.

A imagem tenta ilustrar algo que não pode ser imaginado – um universo de estruturas e espaços multidimensionais. À esquerda, uma cópia digital de uma parte do neocórtex, a parte mais evoluída do cérebro. À direita estão formas de tamanhos e geometrias diferentes, na tentativa de representar estruturas que variam de 1 dimensão a 7 dimensões e além. O “buraco negro” no meio é usado para simbolizar um complexo de espaços multidimensionais, ou cavidades. Pesquisadores do Blue Brain Project relatam que grupos de neurônios ligados a essas cavidades fornecem o elo perdido entre a estrutura neural e a função, em seu novo estudo publicado no Frontiers in Computational Neuroscience. Crédito da Imagem: Blue Origin Project

Em 2015, o Blue Brain Project publicou a primeira cópia digital de uma peça do córtex cerebral – a parte mais evoluída do cérebro e o local onde reside nossas sensações, ações e consciência. Nesta pesquisa mais recente, usando topologia algébrica, vários testes foram realizados no tecido cerebral virtual para mostrar que as estruturas cerebrais multidimensionais descobertas nunca poderiam ser produzidas por acaso. Então, experimentos foram realizados em um tecido cerebral real no Blue Brain’s Wet Lab, em Lausanne, confirmando que as descobertas anteriores no tecido virtual são biologicamente relevantes, e, também, sugerindo que o cérebro constantemente se reconecta durante o desenvolvimento para construir uma rede com números cada vez maiores de estruturas possíveis em alta dimensão.

Quando os pesquisadores apresentaram o tecido cerebral virtual com um estímulo, grupos de dimensões progressivamente maiores reuniram-se momentaneamente para incluir buracos de alta dimensão, que os pesquisadores se referem como cavidades. “O aparecimento de cavidades de alta dimensão quando o cérebro está processando informações significa que os neurônios na rede reagem a estímulos de uma forma extremamente organizada”, diz Levi. “É como se o cérebro reagisse a um estímulo por edifício, em seguida, demolisse uma torre de blocos multidimensionais, começando com hastes (1D), depois, pranchas (2D), em seguida, cubos (3D), e, então, geometrias mais complexas com 4D, 5D, etc. A progressão da atividade através do cérebro assemelha-se a um castelo de areia multidimensional que se materializa fora da areia e depois se desintegra.”

A grande questão que esses pesquisadores estão enfrentando agora é se a complexidade das tarefas que podemos realizar depende da complexidade multidimensional dos ‘castelos de areia’ que o cérebro pode construir. A neurociência também tem lutado para descobrir onde o cérebro guarda suas memórias. “Eles podem se ‘esconder’ em cavidades de alta dimensão”, Markram especula.

O artigo científico pode ser encontrado em Frontiers in Computational Neuroscience.

Fonte: https://socientifica.com.br/2019/07/06/cientistas-encontram-universo-multidimensional-no-cerebro/

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Neurometria Funcional Computadorizada

A neurometria funcional é uma tecnologia utilizada para analisar e treinar o sistema nervoso autônomo (SNA), parte do sistema nervoso relacionado ao controle da vida vegetativa, ou seja, ao controle de funções vitais como a respiração, a circulação sanguínea, a temperatura, a digestão, assim como o estresse e a ansiedade.

 

É também o principal responsável pelo controle do corpo frente às modificações ambientais. Por exemplo, quando entramos numa sala gelada pelo ar condicionado, o SNA começa a agir, tentando impedir a queda de nossa temperatura corporal; os nossos pelos arrepiam e começamos a tremer para gerar calor. Ao mesmo tempo, ocorre uma vasoconstrição nas extremidades para impedir a dissipação do calor para o meio. Essas medidas, aliadas à sensação desagradável do frio, foram as principais responsáveis pela sobrevivência de espécies em condições desfavoráveis ao funcionamento do organismo. O organismo possui mecanismos que permite ajustes corporais, mantendo o equilíbrio do corpo, a que damos o nome de homeostasia.

 

O SNA é, então, responsável por respostas reflexas, que controlam os músculos lisos (musculatura cardíaca e glândulas exócrinas) e permitem o aumento da pressão arterial, da frequência respiratória, os movimentos peristálticos e a excreção de determinadas substâncias.

Este sistema é dividido em sistema nervoso simpático e parassimpático.

 

O primeiro funciona como um acelerador; já o segundo, como um freio e, por isso, é fundamental o equilíbrio entre os dois, o que nem sempre conseguimos sem a ajuda da neurometria funcional, cujos treinamentos reprogramam o nosso cérebro, formando novas redes neurais, favorecendo um equilíbrio e melhorando várias funções do SNA, tais como o controle do estresse e da ansiedade, a indução do sono fisiológico e a variabilidade cardíaca.

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Neurometria

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Treinamento Comportamental Computadorizado

Neurometria é uma metodologia que utiliza técnicas reconhecidas mundialmente, onde tem como objetivo realizar Análise Funcional e o Treinamento do Sistema Nervoso Autonômico (com sensores periféricos) e Cognitivo (com sensores na cabeça), com o objetivo de melhorar a Saúde Física, Mental e potencializar a Alta Performance.

 

Favorece a melhora nos casos de:Depressão;

 

  1. Distúrbios do Sono;

  2. Transtornos de Ansiedade;

  3. Transtornos do Humor;

  4. Estresse;

  5. Dependência química;

  6. Distúrbios Cardíacos;

  7. Cefaleia Tensional;

  8. Enxaqueca;

  9. Dores crônicas;

  10. Fibromialgia;

  11. Bruxismo;

  12. Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH;

  13. Distúrbios Respiratórios;

  14. Transtorno Obsessivo Compulsivo – TOC;

  15. Síndrome do Pânico;

  16. Dificuldade em fazer provas;

  17. Distúrbios de atenção;

  18. Dificuldade de concentração;

  19. Dificuldade de raciocínio lógico;

  20. Dificuldade de leitura e interpretação;

  21. Dificuldade de memória;

  22. Dificuldades de aprendizagem em geral;

  23. Complementar no tratamento para baixo rendimento escolar e desmotivação para o estudo.

 

Benefícios comprovados pela Ciência:

  1. Melhora no ciclo sono-vigília;

  2. Auxiliar nos tratamentos de doenças degenerativas;

  3. Diminuir Estresse e Auxiliar no tratamento da Depressão;

  4. Regulador hormonal;

  5. Controle do cansaço e desânimo;

  6. Auxiliar no equilíbrio dos sistemas endócrino, imune, digestivo, linfático e reprodutor;

  7. Controle Cardiovascular;

  8. Qualidade de vida e bem estar;

  9. Complementar em tratamento e prevenção do enfarto.

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O QUE É NEUROMETRIA – METODOLOGIA

A Neurometria é uma Metodologia Organizacional e/ou Disciplina multimodal que atua no campo interdisciplinar da Medicina, das Ciências do Comportamento, Esporte, Educação, Qualidade de Vida e Performance Pessoal. Cada profissional pode utilizar sua expertise dentro dessa metodologia e associá-la para potencializar os seus procedimentos e resultados, cujo objetivo fundamental é o de propor ações que aumentem a eficácia das estratégias clínicas convencionais, atingindo assim níveis Significativos e de Excelência. O termo funcional está relacionado à variabilidade do funcionamento do sistema nervoso, imunológico e metabólico, isto é, quanto maior e melhor a variabilidade, mais funcional e adaptativo esses sistemas estarão, onde associados ao cognitivo poderão intervir em ações terapêuticas, psicoterapêuticas, medicamentosas e alimentares.

 

Dessa forma nasce à metodologia da Neurometria, como uma disciplina institutiva que constitui uma associação bem fundamentada de técnicas e procedimentos, reconhecidos mundialmente, e que Focaliza a interação entre o cérebro, mente, corpo e comportamento com as poderosas formas nas quais os fatores emocionais e sociais, podem afetar diretamente a saúde” (NCCAM Publication No D239, agosto de 2005), proporcionando alívio para o sofrimento físico, emocional e aumentando a Qualidade de Vida e Bem Estar.

 

ÃO MUITOS BENEFÍCIOS AO CLIENTE, VEJA:

– Suporte Técnico Online;
– Apoio Profissional;
– Grupos de Estudos (GEN);
– Assistência Técnica Online;
– Campanhas de Qualidade;
– Indicativo Profissional;
– Cadastramento e habilitação (equipamento/profissional)
– Termo de Garantia;
– Inserção do código de rastreabilidade ANVISA e ISO 13.485;
– Recalibração;
– Apoio na instalação e adequação no uso do computador;
– Tira-dúvidas;
– Comitê de Ética etc.
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Homúnculo cortical: como nosso cérebro vê nosso corpo

e você olhar no espelho, verá como seu corpo se parece por fora. O homúnculo cortical, por outro lado, representa a forma como nosso cérebro vê nosso corpo a partir do interior.

Na década de 1930, o neurocirurgião Wilder Penfield operou pacientes com epilepsia. Já que tinha a sua disposição um cérebro vivo na mesa cirúrgica, ele aproveitou para “bisbilhotar” um pouco.

O médico levantou dados a fim de descobrir quais partes do córtex cerebral controlavam quais movimentos corporais voluntários e sentimentos. O que ele descobriu foi uma visão muito distorcida do corpo humano: o homúnculo cortical.

O homúnculo cortical representa a importância de várias partes do seu corpo, determinadas pelo seu cérebro.

Por exemplo, há pouca necessidade para o cérebro de saber o que está acontecendo nos braços e pernas. Tudo que esses membros precisam fazer é ficar longe do fogo e colocar as mãos e os pés nos lugares certos.

As mãos, a língua, os órgãos genitais e as características faciais são extremamente importantes, pois dão às pessoas uma tonelada de informações sensoriais. Como resultado, elas ocupam muito espaço no cérebro.

ontribuição além do superficial

Embora o homúnculo cortical seja uma curiosidade, o trabalho de Penfield em mapear a relação do cérebro para o corpo foi inestimável.

Formado na Universidade de Princeton, ele passou por anos de treinamento na Universidade de Oxford, na Espanha, na Alemanha e em Nova York (EUA), antes de se tornar o primeiro neurocirurgião em Montreal, Canadá.

Na década de 1950, Penfield buscava tratar pacientes com epilepsia de difícil controle. Antes de um ataque epiléptico, ele sabia que os pacientes experimentavam uma “aura”, um aviso de que o ataque está prestes a ocorrer.

Penfield testou se poderia provocar esta aura com uma leve corrente elétrica no cérebro, para localizar e destruir ou remover a fonte da atividade. Enquanto os pacientes estavam plenamente conscientes, embora anestesiados, ele abriu seus crânios e tentou localizar a origem de sua epilepsia.

Sua técnica foi muitas vezes bem sucedida, mas as cirurgias experimentais levaram a uma descoberta ainda mais dramática.

A estimulação em qualquer parte do córtex cerebral trouxe respostas de um tipo ou outro, e ele descobriu que só estimulando os lobos temporais (as partes mais baixas do cérebro de cada lado) que ele poderia obter respostas significativas e integradas, como a memória, incluindo som, movimento e cor.

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18 Dores no Corpo que Estão Diretamente Ligadas ao seu Estado Emocional

A dor é um dos sentimentos mais comuns em nosso corpo. A dor tem três manifestações: a energia, a percepção e a manifestação física. Cada tipo de dor pode estar relacionada a um estado emocional específico em nossa mente. Isso nos mostra que apesar de sermos adultos ainda precisamos aprender muito mais lições de vida, a fim de aprender a evitar a dor. Uma vez que a lição está firmemente incorporada em nossas vidas, compreendida e aprendida de uma forma que pode ser transferida para outras pessoas, a dor simplesmente desaparece.

​     O corpo é especialmente claro quando se trata de dor. As experiências de sua vida se manifestam diretamente no seu corpo e quando você experimenta o estresse emocional, seu corpo mostra exatamente qual é o problema. A única coisa que você precisa fazer é decodificá-lo.

A dor muscular representa uma dificuldade de se mover em nossas vidas. Você está sendo flexível com as experiências no trabalho, em casa ou dentro de você mesmo? Vá com a maré…

A dor na cabeça (dores de cabeça) limita sua tomada de decisão. A enxaqueca ocorre quando sabemos que temos que tomar uma decisão mas não o fazemos. Certifique-se de ter tempo cada dia para relaxar. Faça algo para aliviar a tensão.

Dor no pescoço indica que você pode estar tendo problemas em perdoar os outros, ou de perdoar você mesmo. Se você estiver sentindo dor no pescoço, considere as coisas que você ama sobre si mesmo e nos outros. Trabalhe conscientemente o ato de perdoar verdadeiramente.

Dor na gengiva está relacionada com decisões que você não toma ou está evitando tomar. Seja claro em seus objetivos e vá atrás deles!

Dor no ombro pode indicar que você está carregando um fardo emocional grande. Concentre-se em resolver os problemas de forma proativa ou encontre pessoas que possam te ajudar a lidar com esses problemas.

O dor estomacal ocorre quando você não digere, figurativamente, algo negativo. Aquela sensação de não ser respeitado, provoca uma sensação no estômago, um vazio, uma tristeza.

Dor na parte superior das costas indica que lhe falta apoio emocional. Você pode não estar se sentindo amado. Se você está solteiro, talvez seja hora de encontrar alguém.

A dor na região lombar pode significar que você está se preocupando muito com dinheiro ou você está carente de apoio emocional. Pode ser um bom momento para pedir um aumento ou considerar pedir apoio a um planejador financeiro, para ajudá-lo a utilizar o dinheiro um pouco melhor.

Dor no osso sacro significa que você pode estar sentado sobre uma questão que precisa ser tratada. Reflita profundamente sobre essa questão e você irá encontrar a solução.

Dor no cotovelo tem muito a ver com a resistência à mudança em sua vida. Se seus braços estão rígidos, pode significar que você está sendo teimoso. Talvez seja hora de ousar mudar as coisas ou, pelo menos, deixá-las!

Dor nos braços significa que você está carregando algo ou alguém como um fardo emocional. Pode ser hora de se perguntar por que você continua levando-o?

Dor nas mãos As mãos simbolizam a conexão para com os outros, ou seja, não conseguir se conectar. Se você sentir dor na mão, isso pode significar que você não “se estica” o suficiente para os outros (não faz esforço para se aproximar das pessoas). Tente fazer novos amigos, ou rever seus antigos contatos!

Dor nos quadris significa que você já esteve com medo de se movimentar. Quadris doloridos podem ser um sinal de que você é muito resistente a mudanças e movimentos. Ele também podem mostrar uma cautela para a tomada de decisões. Se você está pensando em algumas grandes idéias, é hora de tomar uma decisão. Dor geral no quadris refere-se a apoiar aos outros ou se sentir apoiado. Quando a dor irriadia para fora, geralmente refere-se a um desequilíbrio na forma como você está se relacionando com vida. Sentindo a falta de amor e de apoio.

Dor nas articulações em geral Tal como os músculos, dor nas articulações significam falta de flexibilidade. Esteja aberto a novas maneiras de pensar, lições e experiências de vida.

A dor no joelho O joelho, simboliza o nosso relacionamento com outro sujeito, equilibrado ou agressivo. O problema no joelho indica uma dificuldade de “se dobrar”, para aceitar as coisas como elas são. O interior do joelho refere-se à comunidade, trabalho, amigos; a parte externa do joelho é ligada a problemas pessoais. Lembre-se: você é um ser humano, um mero mortal. Não permita que seu ego domine a sua vida. O trabalho voluntário pode ser benéfico.

A dor dental representa o fato de que você não gosta de sua situação. Ficar com sentindo esse desgosto constantemente afeta suas emoções na vida cotidiana. Lembre-se que as situações acontecem mais rápido quando você se concentra nos aspectos positivos.

Dor no tornozelo
 mostra que você não está se permitindo ter prazer. Talvez seja hora de se tornar mais indulgente para consigo mesmo. Tente apimentar sua vida amorosa.

A dor do pé ocorre quando você está deprimido. Demasiada negatividade pode ocorrer sob seus pés. Aproveite os pequenos prazeres da vida. Adote um animal de estimação ou encontre um novo hobby, uma nova paixão. Busque momentos de alegria.

Uma dor inexplicável em várias partes do corpo: A estrutura celular do corpo é constantemente renovada e durante este processo, as energias negativas são eliminadas. Nesse estágio, o sistema imunológico e todos os sistemas do corpo ficam enfraquecidos. Assim, embora o corpo possa parecer estar em um estado de doença, ele na verdade está em um estado de limpeza. Saiba que vai passar!

Fonte:

Natureba.net

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As “ovelhas negras” da família

As chamadas “ovelhas negras” da família são, na verdade, caçadores natos de caminhos de libertação para a árvore genealógica.

Os membros de uma árvore que não se adaptam às normas ou tradições do sistema familiar, aqueles que desde pequenos procuravam constantemente revolucionar as crenças, indo em contravía dos caminhos marcados pelas tradições familiares, aqueles criticados, julgados e mesmo rejeitados, esses, geralmente são os chamados a libertar a árvore de histórias repetitivas que frustram gerações inteiras.

As “ovelhas negras”, as que não se adaptam, as que gritam rebeldia, cumprem um papel básico dentro de cada sistema familiar, elas reparam, apanham e criam o novo e desabrocham ramos na árvore genealógica.

Graças a estes membros, as nossas árvores renovam as suas raízes. Sua rebeldia é terra fértil, sua loucura é água que nutre, sua teimosia é novo ar, sua paixão é fogo que volta a acender o coração dos ancestrais.

Incontáveis desejos reprimidos, sonhos não realizados, talentos frustrados de nossos ancestrais se manifestam na rebeldia dessas ovelhas negras procurando realizar-se.

A árvore genealógica, por inércia quererá continuar a manter o curso castrador e tóxico do seu tronco, o que faz a tarefa das nossas ovelhas um trabalho difícil e conflituoso.

No entanto, quem traria novas flores para a nossa árvore se não fosse por elas? Quem criaria novos ramos? Sem elas, os sonhos não realizados daqueles que sustentam a árvore gerações atrás, morreriam enterrados sob as suas próprias raízes.

Que ninguém te faça duvidar, cuida da tua”raridade” como a flor mais preciosa da tua árvore. Tu és o sonho de todos os teus antepassados.

Por Bert Hellinger

 

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O que os abraços podem fazer pela saúde física e emocional do seu bebê

Na infância, carinho e aconchego contribuem para o desenvolvimento da cognição, do cérebro, das emoções e das relações sociais.

 

“Se alguém é um grande ser humano, só pode significar uma coisa: ele foi amado.” Essa frase do psicólogo australiano Steve Biddulph resume bem a importância do afeto para o desenvolvimento infantil.

Nunca se falou tanto nos benefícios do abraço, do afeto e do amor como nos dias atuais. Graças à neurociência, especialmente a que se dedica ao desenvolvimento infantil, hoje sabemos que a afetividade nos primeiros anos de vida exerce uma influência significativa na fase adulta. E pode predizer como a criança se sairá no futuro, tanto no que diz respeito a sua saúde física, quanto a emocional.

O contato é parte central da vida social humana e o tato é o sentido mais primário que temos. Segundo Ashley Montagu, antropólogo e humanista britânico, “o homem é capaz de sobreviver com deficiência auditiva, de olfato e de visão, mas não sobreviveria com a perda tátil”A afirmação nos dá a dimensão da importância do abraço e da ligação para o desenvolvimento infantil.

Na infância, abraços e aconchego contribuem para o desenvolvimento da cognição, do cérebro, das emoções e das relações sociais. São, também, essenciais para estabelecer a capacidade de regulação emocional ao longo da vida.

Uma pesquisa desenvolvida recentemente identificou mais de 600 artigos científicos que comprovam a importância do abraço e do afeto para as crianças. Quando a mãe dá colo e abraça o bebê, estimula seu cérebro a construir conexões neuronais que são a base da inteligência, das habilidades sociais e da essência do ser humano.

Ao nascer, o bebê é frágil e desprotegido. Conta, especialmente, com a mãe para sobreviver. O corpo materno oferece a nutrição, o aquecimento e a primeira experiência emocional do bebê por meio dos sentimentos de amor, proteção e cuidados. E nada expressa melhor esse suporte emocional que um abraço – que simula, inclusive, o ambiente intrauterino.

O abraço ajuda o bebê a regular o estresse e a diminuir a ansiedade. O contato com a mãe impacta na redução dos níveis do cortisol, hormônio que tem sua produção aumentada em situações de estresse ou medo.

Além disso, o gesto aumenta a produção da serotonina e da dopamina, neurotransmissores responsáveis pela sensação de prazer e pelo controle do humor. Assim, bebês abraçados sentem mais felicidade e bem-estar.

O ato também contribui para o ganho de peso, ajuda a controlar a temperatura corporal, a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos. Não é à toa que o método canguru é adotado em várias maternidades ao redor do mundo para bebêsm prematuros. Mas, mesmo para os bebês que nascem a termo, os benefícios são os mesmos. O abraço estimula ainda a produção do hormônio do crescimento, o GH, e fortalece o sistema imunológico.

Uma pesquisa do Touch Research Institute mostrou que o contato em bebês melhora a aprendizagem, aumenta o QI, ajuda no desenvolvimento da linguagem, na capacidade de leitura e melhora a memória. Isso acontece porque o cérebro interpreta o abraço com uma emoção positiva que fica registrada na memória, por meio das conexões neuronais que se formam. Essas experiências positivas nos primeiros anos de vida são essenciais para o desenvolvimento infantil.

Muitos pais ainda têm dúvidas sobre a questão de abraçar e acariciar os filhos, pois antigamente existia a ideia de que muito colo iria acostumar mal a criança. Hoje, sabemos que bebês que são deixados sozinhos, desamparados e chorando desenvolvem um gatilho para o estresse que irá repercutir para o resto da vida. E eles se tornarão adultos com dificuldades em modular seu humor em frequência e intensidade. Por outro lado, agora não faltam informações sobre os benefícios de uma criação afetiva.

*Este artigo é de autoria de colaboradores ou articulistas do HuffPost Brasil e não representa ideias ou opiniões do veículo. Mundialmente, o HuffPost oferece espaço para vozes diversas da esfera pública, garantindo assim a pluralidade do debate na sociedade.

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A mágica do cérebro

Neurocientistas revelam por que os ilusionistas sabem mais do que ninguém sobre o funcionamento de nossa mente.

 

Os mágicos são as pessoas mais honestas do mundo. Eles te avisam: ‘Se prepare, eu sou uma fraude, um mentiroso e vou te enganar’. E aí eles vão lá e você cai mesmo assim.” Quem diz isso é James Randi, um mágico canadense de 82 anos. Desde os anos 70, Randi é conhecido por revelar como pretensos paranormais usam truques de mágica para arrancar dinheiro de fiéis. Com esse mesmo objetivo ele criou, em 1996, a James Randi Educational Foundation (JREF), fundação que tem por objetivo desmascarar místicos enganadores de todo o tipo. Por conta desse trabalho, acabou aprendendo uma gama imensa de truques e, mesmo sem nunca ter pisado em uma universidade, é considerado um grande neurocientista.

Tanto que o casal Stephen Macknick e Suzana Martinez-Conde, ambos neurocientistas do Barrow Neurological Institute, nos Estados Unidos, acabam de publicar Sleights of Mind (Truques da Mente, a ser lançado no Brasil pela Editora Zahar). Com a ajuda de diversos mágicos, entre eles o próprio James Randi, o casal estudou os mecanismos pelos quais os truques enganam o cérebro humano — a que chamaram de neuromágica. Durante as pesquisas, acabaram descobrindo que os ilusionistas sabiam mais do que ninguém como funciona a mente humana, e que os cientistas teriam muito a aprender com eles. “Para desenvolver um truque, eles precisam saber como nossa consciência funciona. A mágica de verdade acontece dentro do cérebro”, diz Macknick.

É claro que os mágicos não frequentaram as salas de aula na universidade atrás dos mistérios da mente — seu conhecimento é muito mais intuitivo. “O trabalho consiste em manipular nossos processos cognitivos”, diz Suzana Martinez-Conde. Eles sabem que não enxergamos o mundo como ele de fato é, mas como nosso cérebro o constrói, e se aproveitam disso. Segundo o casal, cada olho nosso seria equivalente a uma câmera de um megapixel. A gente só tem a impressão de enxergar com melhor qualidade porque nosso cérebro preenche as partes que não conseguimos ver perfeitamente, usando para isso experiências passadas. Os mágicos entenderam esse mecanismo para nos enganar. O seu trabalho é uma tentativa constante de surpreender nosso senso muito treinado de causa e efeito. “A mágica acontece justamente quando presenciamos algo que não condiz com o modo que percebemos o mundo”, diz Suzana. Como ninguém some no meio do ar sem explicação e não cabem coelhos dentro de cartolas, só há uma explicação para aquilo que vemos no palco: pura mágica.

Por esse sistema, estamos programados para assumir que, se um objeto desaparecer atrás de outro, ele continuará existindo, ainda que não possamos mais vê-lo. “Quando se levanta o objeto da frente e percebemos que o de trás sumiu, supomos que ele desapareceu magicamente”, diz o mágico D. J. Grothe, atual presidente da fundação de Randi. É o que acontece naquele famoso truque em que uma assistente é colocada dentro de uma caixa e serrada ao meio. O truque só funciona porque vemos a cabeça da mulher de um lado da caixa, seus pés do outro, e intuímos que seu corpo inteiro está lá. Quando a caixa é serrada em dois e a mulher permanece viva, nosso processo cognitivo entra em pane.

Analisar o modo com que os mágicos faziam seu truque passar despercebido do público ajudou Stephen e Suzana a entender melhor como funciona o sistema de atenção do ser humano. “Nós temos um foco de atenção. Podemos olhar para toda uma região do espaço físico, ou podemos nos focar em determinado ponto e suprimir todo o resto”, diz. O que os mágicos fazem é manipular esse foco de atenção, para que o público olhe para a direção errada, justamente onde o truque não está sendo realizado — é o que eles chamam de misdirection, ou direção errada, em português. Usando sua linguagem corporal, piadas e luzes, os espetáculos de magia conseguem nos distrair do que realmente importa. E não adianta resistir, nosso cérebro foi programado para ser enganado. “A misdirection acontece porque evoluímos tendo que prestar atenção às coisas importantes que aconteciam à nossa volta, para escaparmos de predadores, por exemplo. Quando vemos um movimento, somos automaticamente levados a olhar nessa direção”, afirma Grothe.

Os mágicos são unânimes em dizer que não basta ter apenas conhecimento científico — eles levam anos treinando para que suas mãos sejam rápidas o suficiente para tapear nossa cognição. É o caso do mágico paulista Geraldin, que durante toda sua vida treinou para se tornar mestre na arte da manipulação de objetos. Ele diz que começou a aprender pelos truques mais básicos, foi se aprofundando em movimentos mais complexos, até se tornar praticamente “um malabarista escondido”. Geraldin sabe que sua arte tem por base enganar o cérebro do público, mas nunca parou pra pensar muito no assunto. “Tem mágico por aí que faz isso sem nem saber do que se trata. Nosso trabalho é muito mais intuitivo. Aprendi a falar com o corpo, com as mãos, com os olhos. A pessoa não consegue resistir, e olha pra onde quero”, diz ele, que é mágico profissional há 40 anos.

O próprio casal de neurocientistas sabe que a prática é mais importante que a ciência na hora de entender o que se passa durante um truque. Por isso mesmo, Suzana e Stephen se tornaram ilusionistas amadores durante o tempo em que escreviam o livro e chegaram a ser aceitos pelo Magic Castle, uma das mais importantes sociedades de mágicos dos Estados Unidos. “Nós precisávamos de uma visão interna”, diz ela. Longe de tornar a arte menos misteriosa, Suzana defende que essa perspectiva pode tornar seu efeito ainda mais fantástico: “Mesmo que você saiba exatamente qual o truque, ainda não saberá como ele funciona na cabeça do espectador. Estamos adicionando mais um mistério à mágica”. É como disse James Randi, do alto de seus 60 anos de profissão: “Eu nunca me canso de ver novas mágicas. Elas sempre me ensinam alguma coisa nova sobre como enxergo o mundo”.

por Guilherme Rosa
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Truques revelados pelas neurociências

Ninguém melhor que os mágicos conhece as artimanhas para ludibriar nossa percepção. É sem dúvida um conhecimento prático, herdado de uma tradição antiqüíssima que não se aprende em escolas ou em livros. Mas se existe uma coisa da qual os ilusionistas nunca abriram mão é dos segredos de seus truques. Por isso é que surpreende a publicação de um artigo na revista Nature Neurosciences, assinado por dois neurocientistas e quatro ilusionistas de renome dos Estados Unidos. O texto revela as bases neurocientíficas de alguns dos números mais conhecidos, que fascinam platéias há séculos. “A mágica é uma fonte rica de insights sobre atenção e percepção (…) e há casos em que o conhecimento intuitivo dos mágicos é superior ao dos neurocientistas”, escrevem os autores, justificando o objetivo do relato, de que as explicações embasadas pela ciência não tiram a graça de nenhum show de mágica a que ainda possamos assistir no futuro.

Um dos truques revelados no artigo está relacionado ao fenômeno de persistência da imagem no cérebro dos espectadores de algo que já não está diante deles – mas parece estar ali. Exemplo: a assistente do mágico muda de vestido, de um branco para um vermelho, instantaneamente. Entre uma situação e outra, uma luz vermelha tinge todo o palco. À primeira vista a roupa vermelha parece ser somente o efeito da iluminação. No entanto, em seguida uma luz branca confirma que a mulher está, de fato, vestindo vermelho. Agora, o pulo do gato: quando a luz vermelha é desligada, há um curtíssimo período de escuridão, durante o qual o cérebro do espectador produz uma “pós-imagem” do vestido vermelho, que persistiu tempo suficiente (cerca de 100 ms) para que a assistente se livrasse da roupa vermelha. Quando a luz branca é acesa, ela aparece com o vestido branco que esteve sempre por baixo. Como a platéia não se dá conta do período escuro, fica de queixo caído. Segundo os pesquisadores, a pós-imagem que permitiu o truque é um recurso do cérebro para estabilizar imagens que piscam em alta freqüência.

Os autores descrevem ainda outros truques que incluem o aparecimento, o desaparecimento ou a aparente transformação de objetos, a levitação e a clarividência. O artigo é uma síntese do Simpósio sobre mágica e consciência que aconteceu em Las Vegas no ano passado, cujo objetivo foi aproximar estas duas áreas para entender melhor os meandros cognitivos da mente humana.