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COLEÇÃO LIVROS EM PSICANÁLISE – I

No dia 06 de maio de 1856 nascia aquele que mudaria para sempre o modo como a mente humana seria tratada: Sigismund Schlomo Freud, mais conhecido como Sigmund Freud, o fundador da Psicanálise. Seu método de terapia começou a ser testado com o uso da hipnose para tratamento de pacientes com histeria. Logo ele percebeu que poderia ter acesso às memórias e trabalhar com o inconsciente das pessoas.

Suas teorias e seu tratamento com os pacientes são controversos desde Viena, Áustria, no século XIX, até os dias atuais. As ideias elaboradas por ele são, frequentemente, discutidas e analisadas como obras de literatura e cultura geral em adição ao contínuo debate ao redor delas no uso como tratamento científico e médico.

 

Esboço de psicanálise, de Sigmund Freud

Nesta obra encontra-se a densidade de quatro décadas do trabalho de Sigmund Freud, editada com agilidade que transmite as ideias essenciais do psicanalista. Um texto em que Freud sedimenta as teorias sobre o desenvolvimento libidinal do aparelho psíquico, além de explorar a coordenação dos elementos cruciais de sua segunda topologia do aparelho psíquico, como as exigências pulsionais do id, os métodos de satisfação do ego e a gestão do superego.

 

 

A interpretação dos sonhos, de Sigmund Freud

Aqui Sigmund Freud aborda os processos inconscientes, pré-conscientes e conscientes envolvidos nos sonhos, incluindo sonhar, recordar e relatar o sonho. O livro desenvolve um método para conseguir acesso ao sonho, tomando elementos de suas experiências prévias com as técnicas de hipnose e com o tratamento da histeria através da técnica de associação livre.

 

  • O mal-estar na civilização, de Sigmund Freud

A obra analisa investiga as origens da infelicidade, além do conflito entre indivíduo e sociedade e suas diferentes configurações na vida civilizada. O livro proporciona um mergulho na teoria freudiana da cultura, segundo a qual civilização e sexualidade coexistem de modo sempre conflituoso.

 

 

  • Freud básico, de Michael Kahn

Michael Kahn explora os principais eixos da teoria psicanalítica de Sigmund Freud. Usando conceitos-chave, como o complexo de Édipo, a compulsão à repetição, culpa, ansiedade e mecanismos de defesa, Kahn demonstra a importância de Freud em nossa vida cotidiana.

 

 

  • As ideias de Freud, de Richard Wollheim

Esta síntese das principais ideias de Freud são apresentadas em oito capítulos: A primeira fase; A teoria da mente; Sonhos, erros, sintomas e chistes; Sexualidade; A neurose: sua natureza, causa e cura; O inconsciente e o ego; A última fase; Civilização e sociedade.

 

 

  • Freud e a cocaína, de David Cohen

Um documento raro e impactante que narra e comenta os anos iniciais da pesquisa de Freud e sua curiosa relação com a cocaína. Este audacioso estudo chega a conclusões surpreendentes, como admitir que o consumo da droga foi essencial para que Freud tivesse a autoconfiança necessária para mergulhar em suas teorias mais inovadoras e escrever A interpretação dos sonhos.

 

Fundamentos da Psicanalise de Freud A Lacan 1

Introdução didática que esclarece, à luz de Freud e Lacan, os conceitos mais importantes da teoria psicanalítica, entre os quais: pulsão, recalque, sintoma, real-simbólico-imaginário, objeto a e sublimação.
Ao desenvolver amplamente os dois eixos principais da psicanálise (sexualidade e linguagem), o autor enfatiza o abandono do funcionamento instintual – produzido pela aquisição da postura ereta, a bipedia – e o consequente advento da pulsão como fatores essenciais e fundadores da espécie humana.

 

 

Supereu (Editora Almedina)

A autora Priscilla Roth apresenta o “superego” referenciado nas obras de Freud para o esclarecimento de questões de conflito da psique humana que podem desencadear quadros de estresse e depressão.

Priscilla ressalta as considerações de Freud a respeito do ego, que aqui será interpretado como um produto parental, além de explicar sobre as manifestações do conceito de Édipo e demais teorias da psicanálise.

 

 

Psicanálise com crianças: perspectivas teórico-clínicas

O livro foi escrito por vários psicanalistas e fala sobre como a psicanálise é importante também para o tratamento de crianças e adolescentes que estejam passando por algum distúrbio ou frustração ao serem analisados seus sentimentos e comportamentos.

Os autores são também professores em cursos de especialização em psicanálise da criança pelo Instituto Sedes Sapientiae (São Paulo) e a obra serve como referência ao trabalho clínico da psicanálise na fase infantil e também na adolescência.

 

 

 

Amanhã, psicanálise! O trabalho de colocar o tratamento no paciente

Amanhã, psicanálise! O trabalho de colocar o tratamento no paciente

O autor levanta uma interrogação: como os analistas recebem cada novo consultante? Propõe observar, atentamente, esse cenário das entrevistas iniciais como um possível veículo para sair da crise que acomete a psicanálise.

 

Vocabulário da psicanálise

“Na medida em que a psicanálise renovou a compreensão da maioria dos fenômenos psicológicos e psicopatológicos, mesmo a do homem em geral, seria possível, num manual alfabético que se propusesse abarcar o conjunto das atribuições psicanalíticas, tratar no apenas da libido e da transferência, mas do amor e do sonho, da delinquência ou do surrealismo. A nossa intenção foi completamente diferente: preferimos deliberadamente analisar o aparelho nocional da psicanálise, isto é, o conjunto dos conceitos por ela progressivamente elaborados para traduzir as suas descobertas. Este Vocabulário visa, não a tudo o que a psicanálise pretende explicar, mas antes àquilo de que ela se serve para explicar”.

Laplanche e Pontalis

O brincar e a realidade – Donald Winnicott

Um pediatra e psicanalista inglês que subverte a noção de espaço, acabando com a dicotomia interno e externo, e que coloca o paradoxo no centro da experiência subjetiva e da cultura. Os processos mais elaborados da subjetividade humana têm sua origem na experiência num espaço que não é nem dentro nem fora, transicional, potencial.

 

 

Estudos sobre a histeria

Estudos sobre a histeria, ou Studien über Hysterie , foi co-autoria de Freud e seu colega Josef Breuer. O livro descreve o seu trabalho e estudo de um número de indivíduos que sofriam de histeria, incluindo um dos seus casos mais famosos, uma jovem conhecida como Anna O. O livro também introduziu o uso de psicanálise como um tratamento para a doença mental.

 

 

Sobre a Psicopatologia da Vida Cotidiana (1901)

Sobre a psicopatologia da vida cotidiana, ou Zur Psychopathologie des Alltagslebens, é considerado um dos principais textos que descreve a teoria psicanalítica de Freud. O livro dá um olhar mais atento a uma série de desvios que ocorrem durante a vida cotidiana, incluindo esquecer nomes, lapsos de linguagem (aka lapsos freudianos) e erros na fala e memórias escondidas. Ele então analisa a psicopatologia subjacente que ele acreditava que levava a tais erros.

 

 

 

Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade (1905)

Três ensaios sobre a teoria da sexualidade, ou Drei Abhandlungen zur Sexualtheorie , é considerada uma das obras mais importantes de Freud. Nestes ensaios, ele descreve sua teoria do desenvolvimento psicossexual e introduz outros conceitos importantes, incluindo o complexo de Édipoinveja do pênis, e ansiedade de castração.

 

 

 

Os chistes e sua relação com o inconsciente (1905)

Em Os chistes e sua relação com o inconsciente, ou Der Witz und seine Beziehung zum Unbewußten , Freud observou como piadas, muito parecidas com os sonhos, poderiam estar relacionadas com desejos ou memórias inconscientes. Teoria do humor de Freud é baseada em sua teoria do id, ego e superego. De acordo com Freud, o superego é o que permite que ao ego gerar e expressar humor.

 

 

Totem e Tabu (1913)

Totem e tabu: Alguns Pontos de Concordância entre a Vida Mental dos Selvagens e dos Neuróticos, ou Totem und Tabu: Einige Übereinstimmungen im Seelenleben der Wilden und der Neurotiker , é uma coleção de quatro ensaios que aplicam a psicanálise a outros campos, incluindo a religião , antropologia e arqueologia.

 

 

Sobre o narcisismo (1914)

Em Sobre o narcisismo, ou Zur Einführung des Narzißmus , Freud descreve sua teoria do narcisismo. No livro, ele sugere que o narcisismo é na verdade uma parte normal da psique humana. Ele se referiu a esse narcisismo como primário ou a energia que que está por trás instintos de sobrevivência de cada pessoa.

 

 

 

Conferências introdutórias à psicanálise (1917)

Como um dos livros mais famosos de Freud, Introdução à Psicanálise (ou Vorlesungen zur Einführung in die Psychoanalyse), Freud descreve sua teoria da psicanálise , incluindo a mente inconsciente, a teoria das neuroses e sonhos. O prefácio, escrito por G. Stanley Hall , explica: “Estas vinte e oito palestras para leigos são elementares e quase coloquiais. Freud apresenta com uma franqueza quase assustadora as dificuldades e limitações da psicanálise, e também descreve os seus principais métodos e resultados apenas como um mestre e criador de uma nova escola de pensamento pode fazer. ”

 

 

 

Além do Princípio do Prazer (1920)

Em Além do Princípio do Prazer , publicado originalmente em alemão como Jenseits des Lustprinzips , Freud explorou sua teoria dos instintos em maior profundidade. Anteriormente, a obra de Freud identificou a libido como a força por trás das ações humanas. Neste livro, ele desenvolveu a teoria dos instintos de vida e morte.

 

 

 

O futuro de uma ilusão (1927)

Em O Futuro de uma Ilusão , originalmente publicado como Die Zukunft einer Illusion, Freud explora a religião através de uma lente psicanalítica. Ele descreve suas próprias ideias sobre as origens e o desenvolvimento da religião, e sugere que a religião é uma ilusão composta de “… certos dogmas, afirmações sobre fatos e condições da realidade externa e interna que contam um algo que não tem-se descoberto e que afirmam que se deve dar-lhes credibilidade. ”

 

 

 

Moisés e o monoteísmo (1939)

Em Moisés eo Monoteísmo, publicado pela primeira vez em 1937 como Der Mann Moses und die monotheistische Religion, Freud utiliza sua teoria psicanalítica para desenvolver hipóteses sobre eventos do passado. Neste livro, ele sugere que Moisés não era judeu, mas em vez disso foi um monoteísta egípcio antigo. Esta foi a última obra de Freud e, talvez, um dos seus mais controversos livros.

 

 

 

Dicionário de psicanálise

Elisabeth Roudinesco, Michel Plon

 

Esse dicionário faz um recenseamento e uma classificação de todos os elementos da psicanálise. Apresenta os caminhos pelos quais esta construiu, ao longo do último século, um saber singular, contendo em seus cerca de 800 verbetes.

Inclui também: bibliografias detalhadas após cada verbete, trazendo as edições publicadas no Brasil; conceitos psicanalíticos com versões em cinco línguas; extenso índice onomástico; cronologia com os fatos marcantes da psicanálise.

 

 

 

Dicionário de Psicanálise

Roland Chemama

Mais de cinqüenta autores são responsáveis pelos 319 verbetes que compõem esta obra traduzida da terceira edição francesa. Trata-se de uma obra que enfatiza tanto os conceitos inaugurais freudianos quanto as contribuições de Lacan, em sua proposta de retorno a Freud e à especificidade da clínica psicanalítica. Seus verbetes não se constituem termos objetivados e estáticos, mas significantes que operam diferentes registros.

Dicionario Internacional da Psicanalise 2 Volumes – Alain De Mijolla

Este dicionário de psicanálise aborda cerca de 900 noções freudianas e pós-freudianas, apresentando-as em verbetes dedicados às biografias dos principais psicanalistas do mundo, às suas obras mais relevantes, aos acontecimentos que marcaram a história do movimento psicanalítico nos diferentes países onde se implantou, às principais instituições que ilustraram o seu desenvolvimento e às contribuições de grupos que, em dado momento, estiveram ligados a ele, como os junguianos e os adlerianos, por exemplo.

No total, são apresentados 1572 artigos redigidos por 400 autores diferentes. Os artigos são organizados por ordem alfabética e acompanhados de uma breve bibliografia que se encontra completa no final do segundo volume. Um glossário propõe, em cinco línguas, a tradução dos principais termos estudados.

No final de cada artigo, é sugerida a consulta de outros verbetes que contêm informações complementares, permitindo assim uma pesquisa ordenada ou somente associativa, segundo as necessidades.

 

 

 

DICIONARIO PSICANALÍTICO DOS SONHOS – JOSE BOSCO

Os sonhos intrigam o homem há séculos e, mesmo com os avanços nos estudos relacionados a eles, ainda existem várias questões sem respostas ou conflitantes. Um dos métodos que nos aproxima de uma resposta capaz de fazer a pessoa compreender a si mesma, e que também preenche certas lacunas ainda não esclarecidas pelos cientistas, é a análise dos sonhos por meio dos símbolos. Eles têm uma multiplicidade de significados, por isso devem ser observados dentro de um contexto, levando em consideração aspectos da subjetividade. Diversas culturas, tanto as antigas quanto as atuais, interpretam os sonhos como inspirações, sinais divinatórios, fantasias sexuais, ou ainda como uma manifestação dos medos, dada a sua natureza intrigante e enigmática. A fim de ajudar o leitor a compreender melhor essas informações produzidas em seu inconsciente, ‘Dicionário Psicanalítico dos Sonhos’ apresenta o significado de mais de 1.400 imagens oníricas, as quais o autor buscou em seus estudos científicos em psicanálise, desmistificando a falsa idéia mágica dos sonhos. O texto utiliza-se de uma linguagem clara e objetiva, apropriada a todos os interessados em desvendar os mistérios criados pela nossa mente.

A Psicanálise dos Contos de Fadas

Em “A Psicanálise dos Contos de Fadas”, Bruno Bettelheim faz uma radiografia das mais famosas histórias para crianças, arrancando-lhes seu verdadeiro significado. O autor mostra as razões, as motivações psicológicas, os significados emocionais, a função de divertimento, a linguagem simbólica do inconsciente que estão subjacentes nos contos infantis.

 

 

 

 

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Livros para compreender melhor a mente humana

Para nos ajudar a compreender um pouco melhor os mistérios da mente humana, diversos psicanalistas, psicólogos, psiquiatras, neurocientistas e outros pesquisadores dedicam anos de estudo para tentar entender o funcionamento das “camadas” que formam a nossa mente!

 

1. Rápido e Devagar: duas formas de pensar (Daniel Kahneman)

 

Este livro é para você que sempre se questiona: “Oh meu Deus, porque eu fiz isso?!”.

Daniel Kahneman, Nobel de Economia, apresenta de modo claro as características e consequências das duas formas mais comuns do ser humano pensar: rápido (de modo intuitivo e emocional) e devagar (de maneira mais lógica).

Durante as explicações de seus estudos, percebemos como não devemos confiar plenamente em nosso próprio cérebro, pois nele estão muitos pensamentos errôneos ou incompletos que nos podem levar a tomar medidas precipitadas e equivocadas.

Há uma limitação desconcertante de nossa mente: nossa confiança excessiva no que acreditamos saber, e nossa aparente incapacidade de admitir a verdadeira extensão da nossa ignorância e a incerteza do mundo em que vivemos.

 

2. Em Busca de Sentido (Viktor E. Frankl)

 

Qual o sentido da vida? Esta deve ser uma das perguntas mais complexas da história da Humanidade! Mas algumas pessoas, como o autor desta obra, foram capazes de decifrar este enigma… mesmo que no pior dos cenários.

Viktor Frankl (1905 – 1997) talvez seja o ser humano mais resiliente da história! Após ter que enfrentar o horror de QUATRO campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial, o criador da Logoterapia conseguiu superar todas as adversidades e seguir com sua vida.

E você consegue descobrir como ele conseguiu fazer isso? Sim, entendendo o sentido da sua vida! Nesta obra, além de acompanhar os relatos pessoais deste médico psiquiatra austríaco durante o tempo em que esteve preso nos campos nazistas, também aprendemos os conceitos básico da Logoterapia. Não sabe o que é? Relaxa, Frankl explica tudo!

 

 

3. O Animal Social (Elliot Aronson)

 

Este é um estudo de referência sobre as relações sociais contemporâneas, uma obra essencial para quem tem interesse em psicologia social, mas não está muito por dentro do assunto.

Nesta obra, a partir de diversas experiências aplicadas por Eliot e sua equipe, temos algumas explicações para “justificar” a existência de pensamentos que são motivos para problemas sociais recorrentes, como o preconceito e a alienação, por exemplo.

Além disso, O Animal Social também nos ajuda a entender alguns dos mecanismos que se encontram “escondidos” por trás das relações interpessoais. É simplesmente imperdível para quem busca uma compreensão mais ampla da mente humana numa sociedade.

 

 

4. Incógnito: As vidas secretas do cérebro (David Eagleman)

David Eagleman te dá uma pá e convida a cavar as mais profundas camadas do cérebro humano!

Nesta obra, apresentando exemplos ligados ao cotidiano, Eagleman mostra como nem sempre o nosso cérebro (consciente) está no comando das coisas.

Incógnito: as vidas secretas do cérebro foi eleito bestseller pelo The New York Times e entre os mais recomendados pelo Wall Street Journal. Para quem tem curiosidade sobre os mistérios do subconsciente humano e suas contradições, este livro é mais do que recomendado!

 

5. Inteligência emocional (Daniel Goleman)

A inteligência emocional é um assunto que já debatemos aqui no Pensador. Mas, se você quer se aprofundar no assunto, a obra de Daniel Goleman é a mais indicada para quem deseja entender melhor esta nova visão sobre a inteligência humana.

Em suma, a inteligência emocional é a capacidade de “controlar” os seus impulsos emocionais, ter a consciência de seus sentimentos, sentir empatia e aplicar outras habilidades sociais.

Para Goleman, ter um QI alto não é certeza de sucesso na vida, como ele mostra em diversos exemplos. O autor ainda ensina como fortalecer a inteligência emocional que existe em todos nós.

Emoções fora de controle fazem das pessoas espertas, estúpidas.

Daniel Goleman

 

 

6. Seus Pontos Fracos (Wayne Dyer)

Este bestseller foi publicado inicialmente em 1976, mas continua tão atual e importante como nunca.

Dyer nos guia através da complexidade da mente humana e dá direções de como podemos ultrapassar os piores aspectos da nossa personalidade (ansiedade, procrastinação, ciúme, medo, dependência e etc), sempre com argumentações inteligentes e sensatas.

 

 

7. Amar ou Depender? (Walter Riso)

Quando o amor se transforma na fonte do seu sofrimento, então alguma coisa de muito séria está acontecendo, não acha? A dependência afetiva e o amor são coisas totalmente distintas, e Riso nos mostra como as consequências deste “vício” podem ser devastadoras!

Riso é especialista em terapia cognitiva e, além de explicar de forma simples e clara adiferença entre amar e depender emocionalmente de alguém, neste livro ainda somos desafiados pelo psiquiatra com uma série de propostas de exercícios para identificar e acabar com uma provável relação doentia.

Amar ou Depender? é ideal para nos ajudar a perceber que podemos (e devemos) amar ao próximo sem prejudicar o nosso amor-próprio!

 

 

8. Bipolar: Memórias de Extremos (Terri Cheney)

Sentindo na pele as consequências do transtorno bipolar, a autora desta obra transcreve todas as suas experiências relacionadas com esta doença, narrando as consequências que acarreta tanto para si como para os que a cercam.

No livro de Terri Cheney ainda acompanhamos os momentos mais extremos de sua vida, entre eles diversas tentativas de suicídio, noites na prisão, exploração sexual e tratamentos de eletrochoque.

Em Bipolar: Memórias de Extremos conseguimos desvendar a percepção daqueles que sofrem com este transtorno maníaco-depressivo que atinge mais de 2 milhões de pessoas no Brasil.

 

9. 1984, de George Orwell

Um clássico distópico de 1949, mas que se torna cada vez mais atual com o passar dos anos! Esta deveria ser uma leitura obrigatória para todos os seres humanos!

Após ler 1984 você irá perceber que conceitos aparentemente surreais como a “Novilíngua” ou a existência de um “Grande Irmão”, na verdade (e assustadoramente) existem no mundo contemporâneo!

Para quem não sabe, a “Novilíngua” é uma ideia proposta no livro como um idioma criado pelo Governo para eliminar o maior número possível de palavras. Desta forma, a população fica privada de termos para construir argumentos contra o próprio governo. Bizarro, não?

Depois de 1984 seus olhos estarão muito mais atentos a vigilância do “Grande Irmão”.

 

 

10. A Arte da Guerra, de Sun Tzu

Este livro foi escrito por volta do século IV a.C, mas continua a ser muito contemporâneo e você já vai entender o motivo!

Sun Tzu foi um famoso estrategista militar e nesta obra o autor desenvolve 13 temas centrais para combater seus inimigos e vencer uma guerra.

Atualmente, todas as dicas e estratégias de Sun Tzu foram adaptadas para o mundo moderno, nas mais diversas áreas, com destaque para os setores de marketing, administração, empreendedorismo e economia.

Aliás, muitos empresários e profissionais de sucesso garantem que o “A Arte da Guerra” serviu como um “divisor de águas” em suas carreiras e até mesmo no modo como lidar com a própria vida!

 

 

 

11  A Psicologia da Espiritualidade – o Estudo do Equilíbrio Entre Mente e Espírito

A espiritualidade é a unificação dos opostos. Para que você possa evoluir espiritualmente, é necessário abandonar o ego cotidiano onde estão os sentimentos de posse, dor e perda e rumar em direção ao ego verdadeiro, adotando uma perspectiva mais ampla, que vai além das crenças impostas. Esse é o caminho para a paz interior e o bem-estar.
Neste livro, o dr. Culliford define o que é a espiritualidade, aborda os estágios do desenvolvimento espiritual, sua relação com a psicologia e sua influência na saúde mental. A cada capítulo, você encontrará casos e exercícios para induzir a reflexão. O autor analisa os estudos de Jung e Fowler e dá conselhos práticos para que você explore e desenvolva a espiritualidade através da meditação.
A Psicologia da Espiritualidade é tão completo que acabou se tornando uma poderosa fonte de direcionamento para aqueles que desejam atingir sua maturidade espiritual.

 

 

12. Truques da mente: O que a mágica revela sobre o nosso cérebro

A questão principal que este livro aborda é mais sobre como somos influenciados, com o autor tendo um olhar muito específico sobre os truques de magia e alguns estudos relacionados a neurociência.

Este livro, portanto, se lê como “A Psicologia da Magia”, e se isso soa interessante para você, essa é uma leitura obrigatória.

Quanto à praticidade, eu diria que este livro é outro daqueles livros que é sobre a compreensão, e através deste entendimento existem algumas aplicações práticas. Tudo isso dito, para mim é muito interessante, e é um dos livros mais incomuns nesta lista.

 

 

13. Incógnito – As Vidas Secretas do Cérebro

Este livro é sobre os níveis de consciência no cérebro, e como vimos, seu cérebro não é apenas a coisa que você acha que você controla. Enquanto os exemplos neste livro são bastante interessantes, considerando que é um livro “real” de neurociência, eu esperava um pouco mais da pesquisa. Apesar disso, Eagleman montou uma lista de estudos seriamente fascinantes.

A escrita é cativante, e no mínimo, você aprenderá como escrever manchetes que agarram a atenção como Eagleman faz página após a página.

 

14. O poder do hábito

Este livro veio altamente recomendado, e eu gostei, mas eu tenho alguns pensamentos. Enquanto o autor faz um ótimo trabalho de dividir os hábitos em subgrupos apropriados, e ao mostrar como os hábitos realmente operam no cérebro, há uma lacuna: o livro não mostra especificamente como mudar os hábitos. Talvez as minhas expectativas foram definidas para um tipo diferente de livro, mas eu achei a falta deste aspecto a ser abordado como um pouco de “incompletude”.

O livro ainda é uma leitura muito fácil e um grande olhar sobre como os hábitos se manifestam no cérebro.

 

 

 

 

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A Psicanálise data do final do século XIX, atravessou o século XX e continua a ser objeto de muitos debates. Por qual razão?

A Psicanálise foi fundada no momento em que se começava a pensar com maior rigor científico os distúrbios mentais na Europa. Desde então, Freud e aqueles que o sucederam não pararam de produzir conhecimento, sempre a partir de constantes discussões decorrentes da prática clínica. O impacto da teoria freudiana no mundo foi tão grande, que se instalou na cultura de modo irremediável, e é comparada a outros grandes episódios da história. Soa difícil pensar que alguém hoje não a conheça, ou mesmo dela não tenha ouvido falar.

E qual foi essa marca, tão importante e polêmica?

Freud ainda é tratado como um pansexualista, mas, como costumo dizer, somente por aqueles que se restringiram a ler os primeiros capítulos de sua extensa obra. Durante a construção da primeira teoria da angústia, o que ocorreu até final da primeira década do século XX, dizia com todas as letras que a insatisfação sexual era a causa dos distúrbios nervosos. Foi um fato de época. Duas décadas depois, promoveu uma inversão para dizer que o recalque sexual funciona como uma proteção usada pelo aparelho psíquico, em função da intensidade desses estímulos. Gosto de pensar que, mais importante que obter satisfação, é saber o que fazer com ela. Mas, retomando sua pergunta, a proposta freudiana foi a de romper com os conceitos científicos que diziam que a sexualidade humana deveria seguir sobre trilhos (guiada pela consciência), e que os “desvios” de uma prática ortodoxa deveriam ser considerados como transtornos de comportamento. Assim, reposicionou o que é determinante no comportamento humano: a consciência não governa, mas sim o inconsciente. Isso constatamos todos os dias na Clínica, quando pacientes nos dizem “não sei porque faço isso…” ou “isso é mais forte do que eu”.

Esse reposicionamento então foi a grande sacada de Freud?

Eu diria que foi fundamental para pensar o homem de outra maneira. A consciência ganhou outro papel: até então era aquela capaz de explicar nossos atos, suas razões, e passou a ser vista como um meio de não permitir o acesso ao inconsciente. O que confirma esse preceito são também as narrativas cotidianas de pacientes que dizem “eu sei que isso me faz mal, já li muito, estudei, tenho plena consciência, mas não consigo deixar esse jeito de viver”. Poderíamos pensar também nos mais diversos medos que encontramos no dia a dia: de nada adianta ao fóbico saber das “razões” de seu medo, porque isso não é suficiente para deixar de vivê-lo. Ainda pensamos muitas vezes como os positivistas, vinculando um medo a um fato sabidamente ocorrido em algum momento da vida. Não é necessariamente assim.

Essa maneira de ver as coisas, não coloca a Psicanálise em conflito com outras disciplinas?

Posso responder de duas maneiras, sem excluir nenhuma delas. A primeira diz respeito à ação de algumas condutas que optam por promover um tratamento sintomático – a eliminação dos sintomas. A Psicanálise usa do sintoma para fazer com que o sujeito se implique nele, passe a se perguntar porque está aí, incomodando e gerando impedimentos em sua vida. A segunda nos remete a Freud, em um célebre texto intitulado O Mal Estar na Cultura, quando falava do que é capaz de acalmar o homem (irremediavelmente todos recorremos em alguns momentos da vida): os narcóticos (aqui podemos incluir os psicofármacos), as poderosas distrações e as satisfações substitutivas. Em outras palavras, dizia que a vida por vezes pode se tornar insuportável sim. Neste sentido, a Psiquiatria, por exemplo, pode caminhar com a Psicanálise no acompanhamento de alguém que experimenta grande sofrimento.

Essa união de duas disciplinas é o mais usual?

Recorrer ao uso de psicofármacos para lidar com os chamados transtornos neuróticos é uma escolha exclusiva do paciente. Muitas vezes há indicação do uso de substâncias, mas há também um expressivo desejo do paciente em saber o que lhe ocorre somente através da análise. Se pensarmos na atual literatura, no cenário mundial, a recomendação é a de sempre considerar a possibilidade de disponibilizar ao paciente os cuidados que possam melhor lhe beneficiar, ou seja, o tratamento psíquico e o psicofarmacológico.

Essa é uma visão mais recente. A Psicanálise vai caminhar por aí? Qual seu futuro?

A Psicanálise preservou ao longo do tempo sua premissa fundamental: a curiosidade sobre o inconsciente. Um analista é, antes de tudo, um curioso, alguém que quer saber a respeito de como isso se processa de maneira personalíssima em cada pessoa. Assim, quando chegamos a saber um pouco mais sobre o próprio desejo, nos comprometemos também com suas consequências. Se Freud se dedicava ao sentido dos transtornos psíquicos, o que vemos hoje é uma significativa falta de sentido naquilo que ronda muitas ações em nossas vidas. A Psicanálise está debruçada sobre isso, em provocar a invenção de um sentido onde ele não existe. É sem dúvida, um percurso marginal ao senso comum, mas que confere um privilégio sem precedentes, porque permite ao sujeito a capacidade de gerir a própria vida a partir do abandono dos sentidos apreendidos até então. Dizia no início que a Psicanálise deixou marcas irremediáveis na cultura. Não é à toa que a clínica do singular, do único, tem provocado outras disciplinas. A partir do mapeamento genético, começou-se a pensar no tratamento individualizado de cada ser humano. Dou um exemplo da Farmacologia: se hoje todos usamos uma dosagem padrão vendida nas farmácias para uma dor de cabeça, em breve essa dosagem poderá ser oferecida de maneira particular a cada um, reduzindo-a ou aumentando-a com precisão e maior eficácia. Já vivemos desdobramentos dessa natureza. Profissionais de diferentes áreas empenham-se há algum tempo em considerar as necessidades de cada cliente ou paciente de maneira individualizada, diria, mais que, ímpar. Na contramão da globalização, a Psicanálise continua produzindo seus efeitos e fazendo barulho.

MATÉRIA POR

ADRIANO MARTENDAL

PSICOLOGIA

CRP 12/02276 | FLORIANÓPOLIS

 

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O surgimento da psicanálise nos bastidores

Viena, 1902. A cultura europeia havia começado a vivenciar uma nova era. Literatura, música, arquitetura, lógica e pintura desenvolviam-se em novas vertentes mais modernas, que viriam a influenciar as artes no decorrer de todo o século. Arthur Schnitzler, Arnold Schönberg, Johannes Brahms, Gustav Klimt e Hans Kelsen são alguns dos (muitos) destaques desse período. Suas obras, atemporais, são estudadas e admiradas até hoje. Nesse cenário de inovações, Freud, cujas ideias ainda não haviam encontrado aceitação pela comunidade científica, sentiu a necessidade de encontrar interlocutores para debater seus conceitos. Um ex paciente, Wilhelm Stekel, sugeriu então que montassem um grupo de discussão. Assim surgiram as primeiras reuniões, que incluiam médicos, educadores e escritores, entre outros entusiastas do que viria a ser a psicanálise. Apesar dos encontros terem início em 1902, só começaram a ser registrados a partir de 1908, com a entrada de um secretário remunerado, Otto Rank.

Essas reuniões foram gravadas e posteriormente transcritas por Otto e servem como base para entendimento da psicanálise freudiana, através do estabelecimento dos principais conceitos e teorias: e sua importância reside justamente no fato de ser o primeiro registro dessas reuniões, que culminaram na fundação da sociedade psicanalítica de Viena.

Em Os primeiros psicanalistas encontramos o behind the scenes desses primeiros encontros, que detalham as discussões entre os grandes intelectuais da época. Alguns termos e noções que só foram manifestados concretamente em obras posteriores, já despontam nesse livro como tópicos de debate.

Traduzido pela primeira vez diretamente do alemão, essa edição, que é o primeiro de quatro densos volumes – tanto em questão de conteúdo quanto de corpo – dá início à coleção Atentado, dentro selo Scriptorium (umas das primeiras parcerias de produções editoriais independentes do EdLab). Os primeiros psicanalistas, lançado em maio de 2017.

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UMA  NOVA  PSICANÁLISE  –  UMA  NOVA  VISÃO DO SER

 

A visão de uma psicanálise contemporânea, aberta e integrada a outras áreas do saber, permite uma busca segura dos motivos que levam o homem a ter determinados padrões de pensamentos e comportamentos.

 

Possuir uma formação pluralista, transpessoal e sistêmica com conhecimentos em técnicas das diversas correntes psicanalíticas permite uma visão ampla do ser, visto que cada pessoa manifesta-se de uma forma única, e todos possuem uma complexidade que só pode ser acessada com as ferramentas adequadas, tornando-se então fundamental o conhecimento dessas diversas áreas do saber para um processo mais seguro na compreensão do ser.

 

Essa nova psicanálise abre horizontes, quebra resistências e dissolve pré-conceitos, fortalece valores e crenças positivas, elimina idealizações fúteis, estruturas repressoras e limitantes do aprendiz a profissão.

 

Liberta, renova  e torna as mentes humanas mais livres e flexíveis frente a um vasto oceano inconsciente a ser desvendado.

 

Uma nova proposta em psicanálise deve compreender melhor as ações do homem e os sentimentos que os envolvem sistemicamente, deve permitir escolhas mais conscientes e saudáveis, equilibrando vidas e permitindo o encontro consigo mesmo, conduzindo-o a percorrer um caminho não quimérico, mas real de paz, amor e compreensão de si e do outro e de todo universo que nos cerca.

 

 

“Não existe  uma formação em Psicanálise, se não existir uma transformação em sua alma.”                  

 

Ricardo Dih Ribeiro

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POR QUE VOCÊ QUER SER UM TERAPEUTA?

Se você quer ser reconhecido, tenho certeza que não é essa a sua profissão, seja um artista.
Se você deseja ganhar muito dinheiro, afaste-se dessa área, talvez até te empobreça, compre um bilhete da loteria é mais seguro.
Se quiser fazer caridade, está na hora de cuidar de si mesmo, pois deveria estar fazendo-a sem qualquer título e sem falar que a faz.Ser quer ser um psicanalista para entender a alma humana, PARE. Não se entende a alma humana, mas sente-se a alma humana, e isso você aprende com a vida, começando pela sua.
Se quiser o poder sobre os outros, cuidado, cairá como muitos no absurdo mental e não saberá mais quem é você.
Se não quer mais patrão, fique em seu trabalho e contente-se com ele, aqui você terá centenas, pois trabalhará individualmente com muito carinho para cada um deles.
Se quiser uma vida mágica, fique com os livros de fantasia e histórias, os atendimentos irão te mostrar uma face muito triste, sofrida e muitas vezes muito doente e escura do ser humano.
Enfim se deseja mergulhar em si mesmo como nunca imaginou, sente em seu íntimo um chamado sem palavras, se quer um mundo melhor começando por você, se quer ver as pessoas aprendendo a cuidar de si mesmas, então são pessoas como você que precisamos ao nosso lado.
Isso ainda não é ser um terapeuta, mas é tudo que precisamos para ajudá-lo a despertá-lo dentro de ti.
Ricardo Dih Ribeiro
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Psicanálise é para Psicanalista

Compreender a complexidade do ser humano e a si mesmo, sempre foi uma busca incessante do homem. Desde o registro mais antigo aos dias atuais, estamos nesse caminhar, as vezes tão recompensador e delicioso como um dia de sol, mas também as vezes tão obscuro e torturante como a própria noite dos tempos das cavernas em que o homem primata pouco podia compreender além do prazer e sobreviver diário, entre um gozo de vida e outro escapando da morte.

 

O estudo da psicanálise contemporânea, propõe analisar o homem  e a busca dos inúmeros motivos que o levam a ter determinados padrões de pensamentos e comportamentos ao longo de toda a sua caminhada existencial, procurando  compreender todas as possibilidades que contribuem em maior ou menor escala em seu equilíbrio psíquico, olhando-o sempre como um ser transcendente e universalista.

 

Uma formação pluralista em conhecimentos e técnicas em diversas correntes da psicanálise, permitem-nos uma visão ampla do ser, visto que cada um se manifesta de uma forma única, e todos somos de uma complexidade que só pode ser acessada com a ferramenta correta, sendo então fundamental o conhecimento de diversas áreas do saber; da filosofia, da PNL, da Reflexologia, da farmacologia, da neurociências, da acupuntura, dos florais, para iniciarmos um processo infinito da compreensão do ser.

 

Sabemos que isso não descaracteriza o ensinamento, mas abre-nos horizontes, quebra resistências e dissolve pré-conceitos, fortalece nossos valores e crenças e elimina o que no fundo apenas existia como uma idealização fútil e repressora. Liberta, renova,  nos deixando mais flexíveis e integro com a nossa consciência, o que deve ser o quesito básico para receber uma outra alma humana.

 

Através destes conceitos podemos compreender melhor nossas ações, nossos sentimentos,  e poderemos de forma mais consciente fazer escolhas mais saudáveis, felizes e equilibradas em nossas vidas. Sendo assim permitir que nossos pacientes também se encontrem consigo mesmos e possam percorrer estes mesmos caminhos que percorremos com paz, segurança e amor.

 

“Não existe  uma formação em Psicanálise, se não existir uma transformação em sua alma”  

 

                                               Ricardo Dih Ribeiro

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A importância dos fóruns na Educação a Distância.

O último século foi muito rico em mudanças tecnológicas, mas o ensino, de forma geral, não conseguiu acompanhar essas mudanças (Couto, 2004), embora muitos se esforçassem para introduzi-las com sucesso nas escolas (Rodríguez, 2000; Carballo e Fernández, 2005; Orellana et al., 2004; Canales, 2005; Wu et al., 2001; Barnea e Dori, 2000).

Nos últimos 20 anos, uma das tecnologias que mais se destacou foi a internet com seu desenvolvimento expressivo, participando ativamente da vida de muitas pessoas (Medeiros, 2004). E, é claro, esse desenvolvimento chamou a atenção de educadores e pesquisadores da área de ensino, pois a informática e a internet, além de poder propiciar um ensino diferenciado e estar próximas à realidade de muitos (Veraszto et al., 2007; Iglesia, 1997; Veraszto, 2004), oferecem possivelmente mais recursos para a vivência educacional do que qualquer outra tecnologia já empregada no ensino.

No ensino a distância, correspondências, aparelhos de rádio e até mesmo televisão foram e são utilizados como meios de disseminar a educação. No entanto, a combinação informática/internet é o meio que possibilita ao professor e ao aluno maior interação e vivência educacional, aliando as vantagens do ensino a distância com a possibilidade de interação do ensino presencial. E, graças a essas vantagens, o ensino de graduação na modalidade a distância vem se firmando no Brasil nos últimos anos.

A regulamentação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, no Decreto 2.494/98, em seu artigo 1°, fornece uma definição para a Educação a Distância (EAD) que atualmente é difícil de ser desassociada da internet:

a Educação a Distância é uma forma de ensino que possibilita a autoaprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados e veiculados pelos diversos meios de comunicação.

Para Moore (1996), a Educação a Distância é um método de instrução sem sincronia e atemporal em que as condutas docentes acontecem em momentos distintos da aprendizagem do aluno. Na EAD atual, a comunicação entre professor e aluno se dá principalmente via internet, por meio de e-mail. Essa forma de comunicação, em conjunto com o uso sistemático de recursos didáticos disponíveis na internet, tais como animações, simulações e vídeos, pode possibilitar ao aluno uma aprendizagem independente e flexível.

Uma habilidade importante e que é desenvolvida nos estudantes no ensino a distância é a capacidade de desvincular o ato de estudar de uma ação passiva, típico do ensino tradicional, mas que não é característico ou bem-vindo no ensino a distância, no qual é necessário o aluno ser um agente da sua própria aprendizagem.

Para Piconez (2007), a implantação do ensino a distância exige uma escolha cautelosa das ferramentas a serem usadas e das estratégias pedagógicas a serem desenvolvidas para que o aprendiz possa interagir com o conhecimento, ganhar autonomia e sobretudo saber problematizar e contextualizar o saber. Partindo desse princípio, a internet se mostra bastante amigável, fornecendo recursos suficientes para transformar o ensino não presencial, tais como bate-papo, vídeos, animações, simulações e fóruns de discussão on-line. Esses recursos ampliam as possibilidades de aquisição e interação com o conhecimento. Um recurso que merece destaque é o fórum de discussão, pois possibilita a troca, a construção e a produção de saberes entre os aprendizes.

Fórum de discussão on-line

O fórum de discussão on-line pode ser considerado parte importante de um ambiente virtual de aprendizagem (AVA), pois permite uma navegação hipertextual, agregando múltiplos recursos e ferramentas de comunicação em tempo real ou de maneira assíncrona (Bastos et al., 2005 e Mason, 1998); com uma proposta pedagógica, pode facilitar a organização e construção do conhecimento por parte do aprendiz.

Em um ambiente virtual de aprendizagem, além do fórum de discussão on-line, outros recursos fornecidos pela internet podem ser utilizados: bate-papo, correio eletrônico, vídeos, animações, simulações e web wiki. Este último recurso merece atenção muito especial, pois as informações nele contidas podem ser modificadas a qualquer momento e por qualquer usuário da internet.

Segundo Okada (apud Silva, 2006), o fórum é uma ferramenta de comunicação atemporal, representando espaço para debates no qual pode ocorrer o entrelaçamento de muitas vozes para construir e desconstruir pensamentos, para questionar e responder dúvidas, trilhando novos caminhos para a aprendizagem. Silva (2006) acredita que em um fórum de discussão on-line os participantes podem trocar opiniões e debater temas propostos. Na visão de Scherer (2009), o fórum é um espaço aberto para alunos e professores questionarem e se movimentarem na busca de entendimento mútuo.

Para Harasim (1995), os fóruns devem ser utilizados como estratégia de comunicação e diálogo, permitindo a produção do saber. O favorecimento do diálogo, a troca de opiniões e experiências, o debate de idéias, a construção de saberes e a possibilidade de reflexão sobre as mensagens postadas são quesitos fundamentais para a aprendizagem colaborativa, tão valorizada na Educação a Distância (Bruno, 2007; Bruno e Hessel, 2007).

Considerações finais

Considero as tecnologias da informação e da comunicação (TICs) como ferramentas importantes no desenvolvimento de processos de ensino a distância, pois podem possibilitar mudanças significativas no ato de ensinar e de aprender. No entanto, a qualidade dos programas de Educação a Distância é vinculada à proposta pedagógica planejada pelos docentes. Assim sendo, deve-se considerar o perfil de conhecimento desejado, as finalidades, os objetivos e o público-alvo.

É importante destacar também que a utilização das tecnologias da informação e da comunicação não pode se limitar à maneira diferenciada de apresentar os conteúdos, pois, dessa forma, a abordagem pode não ser suficiente para motivar os estudantes a aprender. Sendo assim, faz-se necessário o desenvolvimento de um ambiente favorável à aprendizagem significativa do aluno, no qual a vontade e disposição em aprender aflorem. Nesse sentido, os fóruns de discussão apresentam-se como contribuição e como importante ferramenta de interação em educação a distância.

Assim, o professor precisa abrir mão da atitude de detentor do saber e transmissor de conhecimentos para orientar as atividades do aluno como um facilitador da aprendizagem, incentivando-o a buscar o conhecimento, independente de estar nos materiais oferecidos pelo curso ou em outros relacionados ou não a ele. “O mediador assume papel de incentivador do diálogo, de provocador de reflexões e de organizador da troca de ideias, em vez de detentor do conhecimento ou de instrutor” (SILVA et al, 2009).

As maiores dificuldades apresentadas por tutores e alunos estão associadas, invariavelmente, ao desconhecimento técnico e à falta de planejamento e à forma de abordagem. Segundo Valente (1999), é responsabilidade do professor saber desafiar e cultivar o interesse do aluno em continuar a sua caminhada em busca de novos conceitos e estratégias de uso para esses conceitos, incentivando que os alunos aprendam uns com os outros, trabalhando em grupo.

Acredito que o fórum on-line deve ser utilizado como instrumento mediador entre professores e alunos e entre os próprios alunos em sua busca pela aprendizagem. A presença constante do professor/tutor é muito importante para criar um ambiente de interação e aprendizagem colaborativa, pois a tutoria é essencial para supervisionar e orientar o processo de ensino-aprendizagem.

Várias indagações são pertinentes no que se refere à educação a distância e suas ferramentas, como os fóruns por exemplo. Na busca por respostas, vale lembrar que a formação continuada do professor é importante para que ele se atualize constantemente e esteja aberto a mudanças em sua forma de trabalho, desenvolvendo as competências necessárias para atuar na profissão.

Anderson Cezar Lobato

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Os Dez Mandamentos da Nova Economia

A LEI DA COLMEIA
A vantagem competitiva: um sistema de controlo descentralizado.


2 – A LEI DOS RENDIMENTOS CRESCENTES
O mecanismo de aumento do valor económico: as conexões entre pessoas e coisas.

3 – A LEI DA ABUNDÂNCIA
Mais dá mais: a inversão do princípio clássico da escassez.


4 – A LEI DO TENDENCIALMENTE GRATUITO
A formação dos preços também é invertida: antecipar o barato ou o gratuito.


5 – A LEI DA SUBMISSÃO À WEB
Alimentar primeiro a Web. Maximizar primeiro o valor na rede.


6 – A LEI DE ANTECIPAÇÃO DO OBSOLETISMO
Abandone as galinhas de ouro antes que se tornem obsoletas pela entrada de outros.


7 – A LEI DO ESPAÇO DE NEGÓCIO
O mercado deixou de ser um local físico, mas um espaço.


8 – A LEI DO DESEQUILÍBRIO
Não há harmonia, tudo é fluxo. A única saída é a inovação.


9 – A LEI DA TECNOLOGIA ‘RELACIONAL’
As únicas tecnologias com futuro são as que potenciam relações.


10 – A LEI DAS INEFICIÊNCIAS
A exploração de novas oportunidades vem antes da optimização do que existe.

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A Nova Mão Invisível da Economia

A nova ‘Mão Invísivel’ do sistema emergente já não é o mercado, mas a rede. E esta comporta-se economicamente como uma colmeia se comporta biologicamente.

As leis naturais que regem uma enxame são a inspiração para Kevin Kelly, o conhecido editor executivo da revista «Wired», desenhar as ‘leis económicas’ que fundamentam a lógica de redes que está a invadir toda a nossa sociedade.

ubjacente à visão que nos quer ‘vender’ está um novo paradigma, que poderíamos, humoristicamente, resumir assim: a mentalidade de colmeia é o oposto da do rebanho. A rede não funciona com comportamentos nem de ovelha ordeira, nem mesmo de ovelha negra.

Por isso, as ‘leis’ de que fala Kelly são pouco óbvias para quem ainda esteja prisioneiro das duas lógicas deste século: a do individualismo no centro do mundo ou a das «massas» sob controlo.

Os economistas puros e duros da academia acusam-no de ser mais um ‘teórico acidental’ fascinado com o mundo digital, dispondo de um púlpito nos «media». Ele responde à letra: «Cite-me lá algum desses que marque realmente a diferença? Eles já não têm nada a oferecer de novo, por isso não me importo nada de ser uma amador. Estão tão adormecidos nas suas torres de marfim, que já ninguém lhes liga nenhuma!».

Desde Out of Control que vem dizendo que a economia emergente se rege por leis muito parecidas com as da biologia?

KEVIN KELLY — O tema que abordei nesse livro e agora no artigo da «Wired» é que a melhor forma de perceber a nova economia é entender que ela segue os princípios que governam as redes. Assim sendo, obedecendo a essas regras – como a de prosseguir o gratuito, antecipar o barato, abraçar o poder das coisas “estúpidas”, etc. – pode ter-se sucesso.

E isso é um mecanismo similar ao biológico. O que estamos a assistir pela primeira vez na história é ao facto de que um modelo de crescimento biológico está a ocorrer nos sistemas tecnológicos criados pelo homem.

Umas das suas afirmações que choca é ouvir dizer que o poder reside nas coisas “estúpidas”…

K.K.: … conectadas ;O). Essa lei (também) dos sistemas vivos é esta: muito simplesmente, a força vem da conexão de uma forma estruturada e intensiva de imensas partes “estúpidas”. Essas ligações generalizadas permitem simultâneamente a evolução, a co-evolução, a adaptação, a interacção e a mudança cibernética. E isso é o que é a vida.

Com essa transição para o reino da conectividade, acha que entrámos decididamente numa Quarta Vaga, para “actualizar” a metáfora lançada por Alvin Toffler nos anos 70?

K.K. — Boa pergunta. Mas só a história saberá responder se a Idade da Rede vai ser substancialmente diferente da Idade da Informação. Suspeito que não.

Não?! Como assim, depois de tudo o que tem escrito?

K.K. — Sinceramente, eu penso que a Terceira Vaga e a sua “economia da informação” é mais similar do que divergente em relação à economia em rede, ainda que eu insista que o conceito de “economia da informação” é muito insuficiente para dar uma imagem da realidade actual. A Quarta Vaga – o que quer que isso venha a ser – está ainda, de momento, para além da nossa compreensão.

E qual é a sua dívida intelectual para com Peter Drucker, o «pai» da gestão, à primeira vista tão estranhamente misturado com o cibermundo?

K.K. — As minhas ideias são um refinamento do que Drucker – e outros – têm vindo a dizer, desde o final dos anos 60. É, agora, óbvio que eles estavam certos àcerca do papel do saber e do conhecimento. Penso que lhe juntei alguma dinâmica adicional, mas, é claro, que há ainda muito mais por explicar.

Eu presumo que nos próximos cinco anos, verdadeiros economistas começarão a desenvolver modelos matemáticos muito rigorosos e teorias cabais para se perceber a fundo o que está a ocorrer. Passaremos do nível da metáfora – por onde eu e Drucker andamos – para o da ciência.

Nesse movimento de “academização”, como vê o papel de Paul Romer, o economista actualmente mais admirado na América?

K.K. — Ele é uma das pessoas que eu julgo que de facto virão a protagonizar o que eu disse. Ele postulou, com grande argúcia, que a principal questão teórica que precisa de ser explicada numa economia é a forma como cresce, e não a forma como ela “assenta” ou se “acomoda” – esta última abordagem é a opção dos economistas tradicionais. Assim, Romer e outros teóricos do “novo crescimento” tornaram-se muito populares entre os jovens economistas iconoclastas de hoje.

Mas tem de concordar comigo que para o comum dos homens de negócios é muito difícil aceitar novas regras como essa de ter de desaprender frequentemente tudo o que se aprendeu antes, ou a de deixar de se concentrar na produtividade e na optimização do que está a produzir. Que tipo de viragem ideológica no mundo dos negócios tem em mente?

K.K. — Creio que essa viragem é melhor entendida com esta máxima de que eu falo – é necessário “alimentar primeiro a rede”. Você tem de se assegurar que as redes em que se insere crescem de facto, para que você próprio possa medrar.

E isso pode implicar muitas vezes que tenha de apoiar indirectamente a sobrevivência – atenção: não a dominância! – dos seus próprios concorrentes, e que deva apagar as distinções entre os seus clientes e a sua própria empresa.

Estas ideias podem começar por parecer estranhíssimas, mas fazem imenso sentido para muita gente depois de algum tempo.

Outra das sua máximas bizarras é a de “prosseguir o gratuito”, ou seja uma estratégia de dar de borla para alcançar a liderança na quota de mercado durante um período inicial que denomina de “protocomercial”. Mas como é que se consegue sobreviver a tal, sem ter as costas quentes, com o apoio muito activo do capital de risco, como acontece aí na Califórnia, algo que escasseia na Europa?

K.K. — É claro que nem todos sobreviverão. Mas ficarão os suficientes.

Falando dos que têm muito dinheiro para essa fase inicial, acha que a Microsoft percebeu de facto a regra de ouro da nova era – de que a Net é acima de tudo um meio de conectividade gerador de um novo ambiente social -, ou não estará a empresa de Bill Gates tentando “encurralar” a Internet e a Web em mais um ícone no ecrã dentro de um PC “gordo”?

K.K. — Eu penso sinceramente que o Bill e particularmente o seu camarada Nathan Myrvold entenderam muito bem as leis da Net. Eles têm a tarefa dificilima de moverem para este novo campo uma grande e lucrativa empresa da era da Informação. E como toda a gente sabe, conseguir mudar empresas super-lucrativas é o mais difícil – precisamente porque são bem sucedidas e líderes no quadro da situação actual!

Kevin, há alguma empresa da nova economia digital que o impressione em particular?

K.K. — A Microsoft – uma vez mais – continua a surpreender-me.

Qual é o papel que idealizou na economia em rede para essa aventura editorial que é a sua revista «Wired»?

K.K. — A «Wired» é o local ideal para observar, explorar o futuro, e relatar-nos como é que é a vida onde o futuro irrompe no presente. E isso, meu amigo, não é apenas na Califórnia que acontece. O futuro está a irromper por todo o mundo! Nós tentamos, também, gerir a própria «Wired» como uma rede – criamos uma nova empresa sempre que nos damos conta que somos mais de 100 pessoas.