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Samadhi, esse desconhecido

Sabe por que os professores de yoga do ocidente só ensinam asana? Porque não sabem ensinar outra coisa.

Sabe por que os professores de yoga do ocidente não sabem ensinar nada além de asana? Porque não conhecem outras coisas além de asana.

Sabe por que os professores de yoga do ocidente não conhecem outras coisas além de asana? Porque foram mal instruídos, porque inventaram que samadhi era coisa para semi-deuses e porque disseram-lhes que a prática postural bastava.

O que está na raiz disso é uma enorme confusão a respeito do sentido e dos objetivos do yoga.

Na passagem do séc. XIX para o séc. XX o yoga misturou-se com a ideologia higienista e com práticas e teorias que privilegiavam a saúde corporal. A yogaterapia nasce nessa época. Pouco tempo depois e como extensão dessa tendência veio o fisiculturismo, que também deu origem a vários sistemas de ginástica indiana.

Ao longo do séc. XX essas tendências se aprofundaram e se disseminaram. A yogaterapia deu origem a sistemas terapêuticos tais como o Viniyoga e o Iyengar Yoga. O culto ao corpo, expresso na influência que o fisiculturismo causou sobre o yoga, resultou no Ashtanga Vinyasa Yoga, no Bikram Yoga e em todas as modalidades de ginástica que privilegiam a flexibilidade, o fortalecimento e invenções modernas como «vinyasa» e «flow». No Brasil, entre as décadas de 1980 e 2000, um dos exemplos mais conhecidos dessa tendência foi o Swasthya Yoga.

O final do séc. XX trouxe inúmeros sistemas de ginástica e bem-estar inspirados no yoga. É humanamente impossível listar todos aqui. O que se pode constatar é que os sistemas que surgiram ao longo do séc. XX produziram muitos frutos a partir de meados da década de 1980 e sobretudo na virada para o séc. XXI. Por exemplo, a prática postural apoiada por acessórios no Iyengar Yoga preparou o terreno para inúmeros sistemas que se utilizam de cordas, panos e cintos e para o comércio que se lhes seguiu. O Ashtanga Vinyasa Yoga deu origem ao Power Yoga e a inúmeros sistemas baseados no princípio do seqüenciamento de posturas corporais, às vezes privilegiando os movimentos corporais — o que, é claro, lançou na lata do lixo toda e qualquer noção de asana. A yogaterapia foi a base para inúmeros sistemas como o Yoga Hormonal e o Yoga Restaurativo, onde técnicas inspiradas no hathayoga são utilizadas para curar males físicos e emocionais específicos.

Com alguma atenção não será difícil notar que nesses três parágrafos não há menções ao samadhi. Tudo o que foi criado, feito e ensinado nos últimos 100 anos tem como objetivo a obtenção de bem-estar físico, mental e emocional. Todo mundo conhece os benefícios do yoga para o corpo, para a mente e para as emoções, mas a maioria sequer imagina o que vem a ser samadhi. (Lembro de ter ouvido de uma praticante de Ashtanga Vinyasa Yoga uma frase que ilustra muito bem o atual estado de coisas: «Gosto muito de yoga. Eu até medito às vezes.»)

O que se deveria avaliar, a partir daqui, é em que medida a busca por um estado de bem-estar está relacionada aos objetivos originais do yoga. Porém, o que se nota é que esse tipo de avaliação não interessa à maioria dos professores e alunos. Isto ocorre por dois motivos.

O primeiro é o enraizamento de slogans que fazem apologia das ações corporais em detrimento do exercício intelectual. O mais conhecido destes slogans é «pratique e tudo acontecerá». Em discussões acerca do yoga, este slogan costuma reaparecer em outras versões, na forma de conselhos a respeito da atitude do indivíduo em relação à prática: «vamos praticar mais e falar menos?» ou «você precisa meditar mais» ou «o importante é sentir».

O segundo motivo está relacionado à própria confusão assinalada antes: não se pode discutir algo cuja natureza é desconhecida. Hoje a maioria dos praticantes — professores inclusive — simplesmente ignora o que realmente é o yoga e qual seu objetivo. Depois de 100 anos com o foco no bem-estar é natural que algumas pessoas cheguem a duvidar dos propósitos transcendentais do yoga e acreditem que o yoga consiste num conjunto de técnicas de relaxamento e flexibilização.

Para quem conhece o sentido profundo do yoga, a conclusão parcial que se pode extrair disso é: preocupe-se, mexa-se, faça algo. O silêncio é bom para os momentos em que se realiza o samyama. Em todos os outros momentos, faça como Arjuna: saque a espada e participe da batalha. Talvez o leitor pense que não há por que lutar ou que essa atitude é muito oposta ao que o yoga ensina, ao que eu perguntaria: de onde veio esse yoga a que você se refere? Como conciliar a atitude guerreira proposta por Krishna a Arjuna com a postura paz-e-amor das inúmeras modalidades de ginástica indiana que vemos hoje em dia?

 

FONTE: templodoyoga.org

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Os Cinco Tipos de Samadhi

O mestre Zen da dinastia T’ang, Tsung-mi (780-841), disse que há cinco tipos básicos de samadhi [absorção meditativa]:

 

Samadhi Comum

Este tipo de samadhi é vazio de sabedoria religiosa ou filosófica. Seu único valor está em sua habilidade de ajudar a curar doenças ou de fortalecer a mente. Já que as pessoas que praticam este tipo de samadhi são ignorantes dos níveis mais profundos da meditação, sua prática nada pode fazer para liberá-los do ciclo do nascimento e da morte.

Samadhi Não-budista

Quando os não-budistas meditam, eles podem obter muitas recompensas e muitos insights. Entretanto, já que não realizam a vacuidade inerente de todos os fenômenos, eles não alcançarão os níveis mais elevados do entendimento. A prática pode fazer com que renascem no céu, mas quando seu carma lá for completado, mais uma vez cairão nos reinos inferiores da existência.

Samadhi do Hinayana

Hinayana significa “veículo inferior”. O samadhi do Hinayana é um termo usado para descrever uma prática de budistas que sabem como ajudar a si mesmos mas são incapazes ou não-desejosos de ajudar os outros. Este tipo de samadhi é melhor que o samadhi comum ou que o samadhi dos não-budistas, já que é baseado nos ensinamentos do Buda, mas como é fundamentalmente auto-centrado, ele não é o samadhi mais elevado.

Samadhi do Mahayana

Mahayana significa “grande veículo”. É chamado o grande veículo porque o praticante do Mahayana está preocupado com o bem-estar dos outros tanto quanto está preocupado com o seu próprio bem-estar. Aquele que conhece o samadhi do Mahayana sabe muito, de fato. Ele entende a natureza da delusão, a não-dualidade, a vacuidade, a necessidade de compaixão e todas as outras idéias profundas dentro do ensinamento de Buda. Seu samadhi beneficia tanto a si mesmo quanto aos outros ao mesmo tempo. É um estado muito grande.

Samadhi Supremo

Este é o samadhi dos budas e todos os budas no universo conhecem este samadhi. É o nível de consciência mais puro e elevado possível.

(Hsing Yün Ta-shi. Only a great rain: a guide to Chinese Buddhist meditation.
Traduzido por Tom Graham, introdução de John McRae. Somerville: Wisdom, 1999. Pág. 33-34.)

Fonte : http://hsingyun.dharmanet.com.br

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A Espiritualidade no Trabalho

O significado da espiritualidade no trabalho

O tema da espiritualidade no trabalho vem crescendo de forma intensa nos últimos anos no mundo empresarial. Algo que antigamente era visto como assunto desligado do universo organizacional, como algo religioso ou até místico, hoje se insere como uma dimensão estratégica, na medida em que dá significado à missão da empresa e ao trabalho das pessoas. Quando elas tem esta consciência, a conseqüência é que fluem com muito maior facilidade os fatores mais buscados pelos executivos das organizações: a motivação, o desempenho, o espírito de equipe, a comunicação eficaz, a qualidade, o foco no cliente, o estar de bem com a vida.

O foco da espiritualidade no trabalho é a busca de estados mais elevados de consciência e o alinhamento das ações das pessoas, das equipes e das organizações com seus propósitos e missões de vida. Temas que frequentam o nosso dia a dia, como a ecologia, gerenciamento de pessoas e equipes, educação, bem-estar físico e emocional adquirem uma dimensão mais elevada e ampliada quando se conectam ao tema da espiritualidade. As abordagens holísticas, ao integrarem os avanços tecnológicos com os conhecimentos das tradições milenares, religam as pessoas, ajudando-as a deixarem o estreito paradigma mecanicista, trazendo uma visão renovada e dando um sentido de plenitude e de unidade. Quando trabalhamos o tema da espiritualidade no trabalho, os benefícios que podem ser esperados são a melhoria da qualidade de vida individual e coletiva, o estímulo à situações de crescimento e desenvolvimento, o incentivo do sentido de parceria, criatividade, cooperação e trabalho em equipe.

 

A espiritualidade e as crises profissionais e pessoais

A espiritualidade se manifesta de formas aparentemente incomuns: por exemplo, nos momentos de crise, geralmente se manifesta um sentido mais elevado de espiritualidade, como se no momento da necessidade, o ser humano fosse buscar dentro de si as respostas, conectando-se com os conhecimentos adquiridos anteriormente e suas experiências de vida

As crises nos religam com dimensões ao mesmo tempo mais elevadas e mais profundas em nossas vidas, dando a oportunidade de criarmos conexões que muitas vezes estavam faltando em nossa existência. As crises nos obrigam a repensar nossos modos de agir, nosso estilo de vida, nossa escala de prioridades e valores. As crises nos ensinam a nos liberarmos de muito peso inútil que levamos em nossas mochilas, na caminhada da vida.

Podemos dizer que estamos em crise no momento em que descobrimos que o que pensávamos antes já não funciona para o momento presente. As soluções que adotávamos, que antes resolviam determinadas situações, parecem não trazer mais os resultados esperados. Nossa tendência é continuar tentando, tentando, com os métodos conhecidos, mas … não dá certo! As crises nos colocam, de tempos em tempos, diante de coisas que precisamos repensar, disciplinar, aprender e transformar. As crises nos convidam, geralmente de forma incisiva, a nos colocarmos novamente em movimento. Esta é uma das maneiras de despertar o lado espiritual. Outra, despertada ou não pelas crises, é a busca do autoconhecimento

 

Os ensinamentos dos animais sobre a espiritualidade

A observação da Natureza, e em particular dos animais, nos conduz a um sentido novo de espiritualidade, conhecido de muitas tradições milenares. Precisamos aprender a não impedir o fluxo da vida. A cada nova situação que ela nos apresenta, saber usar a palavra correta, utilizar a atitude mais adequada. Sem pressa, sem stress desnecessários, canalizando nossa energia de uma forma criativa, com flexibilidade e entusiasmo. Intuir quando é a hora de calar, de aguardar que os outros estejam atentos ao que queiramos propor.

Quando observamos por exemplo uma águia, vem uma lição espiritual importante de elevarmos nossa visão, voarmos alto sobre nossos problemas e termos uma visão panorâmica da situação em que nos encontramos e assim acharmos saídas ou soluções. E assim cada animal nos trás ensinamentos, se soubermos ser observadores atentos; e com isto trazemos uma nova dimensão espiritual aos nossos desafios de trabalho.

 

Trazendo a espiritualidade ao nosso dia a dia

Espiritualidade e auto – conhecimento são irmão gêmeos, estimulando ações de transformação pessoal e, consequentemente, de seus ambientes. Na medida em que a organização desenvolve com maior clareza sua missão e visão, num processo que gerencialmente é denominado de planejamento estratégico, estamos revelando as intenções reais, que precisam ter uma dimensão de transcendência, de servir a uma causa maior. Quando as pessoas se conectam à dimensão espiritual de suas tarefas do cotidiano, novos significados surgem. Por exemplo, em qualquer relacionamento, quando olhamos a outra pessoa como um ser em processo de evolução, semelhante a nós, fica muito mais fácil o entendimento.

A brutal velocidade de transformação pela qual estamos passando em todos os aspectos de nossas vidas faz com que toda a segurança que tínhamos no material e no concreto se desvanece, como uma neblina aos primeiros raios do sol. As dimensões do intangível começam a se tornar mais presentes, e com isto os processos de transformação individual, empresarial, social e planetária começam a fazer sentido e tem seu lugar . Tudo está perfeito no ritmo em que está acontecendo! É oportuno lembrar da conhecida frase de Teilhard de Chardin não somos seres humanos tendo experiências espirituais; antes, somos seres espirituais tendo experiências humanas.

Gustavo G. Boog é Consultor e Terapeuta Organizacional (gustavo@boog.com.br)
Maysa C. Marin é Consultora, Coaching e Terapeuta (maysa.marin@uol.com.br)
São autores e coordenadores da Série Espiritualidade no Trabalho, da Editora Gente
Texto publicado na Revista Gestão de RH

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ATINJA O SAMADHI

“O samadhi é a unidade com o Espírito, é o estado mais elevado o qual se consegue através da meditação prolongada e profunda.

 Samadhi é a expansão da alma no Espírito. Consiste em retirar a mente dos sentidos para unificá-la ao Espírito. Consiste em dissolver a bolha do ego no oceano do Espírito. Consistem em unificar a pessoa que medita, a meditação e o objeto da meditação, em um só. O samadhi é uma expansão da consciência humana na Consciência Cósmica. Consistem em retirar a consciência humana do plano dos sentidos para dirigí-la à subconsciência, à supraconsciência, à Consciência Crística e, finalmente, ao estado de Consciência Cósmica.

O samadhi consistem em expandir os poderes dos sentidos e das percepções do corpo de tal forma que esta possa sentir os sucessos que se desenvolvem em qualquer planeta e em qualquer ponto do espaço como se fossem as sensações próprias. Em outras palavras, o estudante avançado, mediante o poder do samadhi, pode sentir o universo como se fosse seu próprio corpo.

Um verdadeiro yogui pode sentir o céu como se fosse seu corpo e a Energia Cósmica como se fosse o alento de sua vida, e as grandes forças elétricas, termicas e gravitacionais, como se fosse sua própria circulação. Pode sentir a batida de seu coração em todos os corações; pode sentir sua mente em todas as mentes; pode perceber os sentimentos de todos; pode sentir Sua presença em todo movimento.

Os diversos graus de samdhi produzem diversos estados de consciência: alegria perpetuamente renovada, ou sabedoria eterna, ou paz consciente, ou conhecimento da existência onipresente; estes estados produzem uma unidade da alma com o Espírito, o qual pode ser temporal, semi-permanente ou permanente.”

Paramahansa yogananda

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Os três obstáculos e as quatro maldades

Sansho Shima

O conceito budista de Os Três Obstáculos e as Quatro Maldades (sansho shima) elucida e classifica os diversos tipos de obstáculos e impedimentos que surgem ao praticar o budismo. O Buda Original Nitiren Daishonin refere-se a esse princípio em vários dos seus escritos, como na “Carta aos Irmãos”, na qual consta a seguinte passagem: “Se professar o Verdadeiro Budismo, Os Três Obstáculos e as Quatro Maldades (sansho shima) surgirão em sucessão”. (As Escrituras de Nitiren Daishonin, vol. I, pág. 239.)

Nessa frase, Nitiren Daishonin incentiva os irmãos Ikegami, mostrando que os obstáculos surgem justamente por se aprofundarem na prática da fé. Em outras palavras, Os Três Obstáculos e as Quatro Maldades surgem a todo momento, tentando, de alguma forma, impedir nossa prática diária. Por isso, devemos estar sempre preparados para enfrentá-los.

Os Três Obstáculos são:

1) Obstáculo dos desejos mundanos (bonno-sho) ou obstáculos causados pelos três venenos da avareza, ira e estupidez;

2) Obstáculo do carma (gô-sho) ou obstáculo gerado pelo mau carma criado por cometer qualquer um dos cinco pecados fundamentais (1) ou dez maus atos (2). Esse obstáculo pode-se manifestar na forma de oposição da esposa e dos filhos;

3) Obstáculo da retribuição (hô-sho) ou obstáculo das causas negativas criadas por ações dos Três Maus Caminhos (Inferno, Fome e Animalidade). Pode-se manifestar na forma de obstáculos impostos pelo soberano, pais ou outros em posição de autoridade.

No mesmo escrito “Carta aos Irmãos”, Daishonin descreve: “O obstáculo dos desejos mundanos é o impedimento à prática da pessoa causado pela avareza, ira e estupidez; o obstáculo do carma é causado pela esposa ou filhos; e o obstáculo da retribuição é causado pelo soberano ou os pais”. (Ibidem, vol.I, pág. 240.)

As Quatro Maldades são: 

1) Maldade dos cinco componentes (on-ma) ou obstruções causadas pelas funções físicas e mentais da pessoa;

2) Maldade dos desejos mundanos (bonno-ma) ou obstruções originadas pelos três venenos, criando dúvida em relação ao Gohonzon;

3) Maldade da morte (shi-ma) ou obstrução à prática do budismo causada pela morte inesperada ou pela dúvida criada em função da morte prematura de algum praticante;

4) Maldade do rei dos demônios (tenshi-ma) causada pela ação do Demônio do Sexto Céu que diz-se assumir várias formas ou possuir as pessoas com a finalidade de causar dificuldades à prática do budismo. Assim, essa maldade é comumente manifestada na forma de opressão por homens de poder. Esta maldade é considerada a mais difícil de se superar.

O ponto importante é reconhecer que os obstáculos e as maldades são funções tentando nos influenciar e nos amedrontar de forma a obstruir o desenvolvimento de nossa prática da fé. O surgimento dos obstáculos é, na verdade, a maior prova do progresso da nossa fé. Portanto, quando identificamos essas funções, devemos manifestar a força e a coragem para desafiá-las, e jamais permitir que nos derrotem. Quando enfrentamos com toda a perseverança e ultrapassamos esses obstáculos, podemos elevar a nossa condição de vida. Esse é o verdadeiro caminho dos seres humanos para a felicidade.

Notas:
(1) Cinco pecados fundamentais: São as cinco ofensas mais sérias no budismo. Há algumas variações na explanação destes cinco pecados em função dos sutras e tratados budistas. Porém, de acordo com a explicação mais comum, os cinco pecados fundamentais são: 1) matar o pai; 2) matar a mãe; 3) matar um arhat (na atualidade, equivale a um líder extraordinário ou a um praticante do budismo); 4) ferir um Buda; e 5) causar a desunião em uma ordem budista.

(2) Dez maus atos: De acordo com os escritos budistas, os dez maus atos são constituídos de: três maus atos físicos, de matar, roubar e envolver-se em relação sexual ilícita; quatro maus atos verbais, de mentir, bajular (ou discursar usando palavras em vão e sem sentido), caluniar e enganar; e três maus atos mentais, da avareza, ira e estupidez ou de manter visões distorcidas.

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Eu me lembro dos que se foram, eu me lembro de você.

Para aqueles que ficaram e para aqueles que já partiram não há dia e nem hora quando a saudade se apresenta, e nem sempre os olhos revelam o que nossa alma sente nesse momento.

Nessa hora não importa a forma em que a pessoa expressa a sua religiosidade, a dor da saudade existe e invade sem piedade a nossa alma, e isso está muito além de explicações, terapias, teorias e promessas.

Nesse momento só queremos ouvir o silêncio dos lábios e deixar as lágrimas consumir o tempo do tempo que se foi aguardando de alguma forma o reencontro.

“Somos passageiros cegos de um trem imprevisível, onde sabemos que possuímos um bilhete mas nunca sabemos onde é a estação.”
 
Ricardo Dih Ribeiro

Academia do Autoconhecimento

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A luz de cada sombra que nos habita

“Quando a sombra aceita a sua própria escuridão, uma luz se irradia a sua volta, num processo de expansão rumo a sua liberdade de brilhar por si mesma.”

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Religião x Espiritualidade

michelangelo
A religião não é apenas uma, são milhares .A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.A espiritualidade é para os que estão despertos.

A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e querem ser guiados.A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.

A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.A espiritualidade lhe diz: “aprenda com o erro”..

A religião reprime tudo, te faz falso.A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus.

A religião inventa.A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.A espiritualidade questiona tudo.

A religião é humana, é uma organização com regras.A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.A espiritualidade é causa de União.

A religião lhe busca para que acredite.A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.

A religião se alimenta do medo.A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.A espiritualidade faz Viver na Consciência..

A religião se ocupa com fazer.A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.A espiritualidade nos faz Transcender.

A religião nos faz renunciar ao mundo.A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.A espiritualidade é Meditação.

A religião sonha com a glória e com o paraíso.A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.A espiritualidade vive no presente.

A religião enclausura nossa memória.A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.

A religião promete para depois da morte.A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.

 

Texto do Prof. Dr. Guido Nunes Lopes,

Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Física pela Universidade Federal do Amazonas (FUAM, 1986), Mestrado em Física Básica pelo Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IF São Carlos, 1988) e Doutorado em Ciências em Energia Nuclear na Agricultura pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (CENA, 2001).
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– QUEM ÉS TÚ?

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“NÃO QUEIRA SABER QUEM SOU.

NÃO PERGUNTE O MEU NOME.

APENAS ME RECEBA NESSA NOITE, QUE LOGO PARTIREI EM MEU CAMINHO.”

 

POR MAIS QUE EU TENTE…

POR MAIS QUE ME ESCONDA….

POR MAIS QUE EU NÃO QUEIRA ACREDITAR….

POR MAIS FORÇA QUE EU TENHA…….

POR MAIS QUE EU CONQUISTE…..

SOU NADA SEM TI.

SOU UM MAR SEM SAL.

SOU A LUA SEM BRILHO

SOU UM SOL SEM  CALOR.

SOU UM RIO SEM MOVIMENTO.

SOU O NADA DO VAZIO.

SOU A ESPADA DO VENCIDO.

SOU O ETERNO DO PERDIDO.

SOU OLHOS CEGOS.

SOU BRAÇOS PARALISADOS

SOU PERNAS FRÁGEIS.

SOU SORRISO SEM FRESCOR.

SOU AMOR SEM AMOR.

SOU O PÓ DA DOR.

SOU O ESCURO NO DIA

SOU A MORTE NA NOITE.

MAS COMO NÃO TER A DOR, SE NÃO A VIDA NO AMOR.

MAS COMO ME ENCONTRAR,  SE NÃO ME RECONHEÇO NO CAMINHO.

MAS COMO FICAR COMIGO,  SE NÃO PERMITO MORAR EM MIM MESMO.

Ricardo Dih Ribeiro

 

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MINHA RELIGIÃO SEM NOME…….DE UM DEUS ORFÃO

World Religions

Minha religião é a religião sem nome, das mulheres e dos homens de um Deus Orfão.

Um Deus sem definição, um Deus sem pátria, um Deus sem nome, mas ao mesmo tempo contêm todos os nomes existentes.

Meu Deus é um Deus cigano como o vento, um vento que sopra aqui, um vento que sopra acolá. É como o céu em um dia de chuva, é como o céu em um dia de sol.

Meu Deus é a noite mais escura e mais estrelada que já vislumbrei, e o entardecer mais encantador que pelos meus olhos já beijei.

Meu Deus é como o ar que me envolve e mantém vivo,  e como o amanhecer me convidando a viver o mais lindo dia.

Meu Deus  é como o trigo e o calor que me protege e me fortalece.

Sempre nos encontramos num local construído com materiais tirado do meu próprio coração, nesse momento sou eu e “Ele”.

As vezes o recebo com grandiosidade, as vezes com simplicidade, e muitas vezes num local não tão agradável assim, mas o curioso é que “Ele” sempre vem, não importa como eu esteja, “Ele” sempre me aceita. E o mais incrível ainda é que “Ele” sempre chega antes de mim, parece que sempre esteve lá, na verdade sempre está comigo.

Não entrego a “Ele” o meu Dízimo, pois já sou sua obra, então faço dos Dízimos as minha palavras, os meus ouvidos, os meus pensamentos, as minhas ações e o que me é mais caro, o meu tempo de estadia nesta terra tão próxima e tão distante, que dou agora.

Minha oração são meus olhos, minhas mãos e meus braços em sua direção e na direção do meu eu.

Minha religião é a religião sem nome, mas ao mesmo tempo tem todos os nomes, dos Josés e das Marias, minha religião tem meu nome, minha religião tem o seu nome.

-Agora olhe nos meus olhos e me diga como você se chama? e ouça-me, minha religião sou EU, minha religião é VOCÊ.

Ricardo Dih Ribeiro