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MÃE DE MENINO

“Toda mãe já chorou baixinho no escuro. Dormiu com o cabelo sujo ou sem escovar os dentes. Já se perguntou quando teria sua antiga vida de volta.
Bebeu seu café frio mesmo depois de requentado. Já foi ao banheiro com platéia. Saiu do chuveiro molhada às pressas porque escutou o bebê chorar. Já deixou cair o celular na cabeça do rebento.
Comeu chocolate escondida. Já passou mais tempo cheirando a vômito do que achou que suportaria. Pensou que iria morrer de cansaço. Já gargalhou sozinha impressionada com os puns e arrotos que um ser tão diminuto é capaz de soltar.
Ficou orgulhosa com as proezas que realizou com um bebê pendurado no peito. Já perdeu a paciência e gritou. Depois ficou se sentindo a pior mãe do mundo. Já desejou não ter sido mãe.

Toda mãe já se levantou no meio da noite para checar se o bebê estava respirando. Se emocionou com o primeiro sorriso, a primeira palavra, o primeiro carinho retribuído voluntariamente. Já meteu o dedo no cocô porque queria ter certeza de que a fralda estava suja, pra não arriscar acordar o pequeno à toa. Melou a roupa do bebê de molho de tomate por ter que almoçar com ele no colo. Já fez vista grossa pras teias de aranha no teto. Escondeu sujeira debaixo do tapete antes da visita chegar. Já pediu perdão mentalmente a todas as mães que julgou antes de ser mãe. Enxugou as lágrimas vendo fotos do filho recém nascido, comprovando o velho jargão materno de que o tempo passa rápido demais. Já olhou com ternura pra cria dormindo tranquila em seus braços e se sentiu plena de ser mãe.

Todas as circunstâncias que vivenciamos, as emoções tão conflitantes que sentimos, os êxitos e fracassos diários, longe de determinarem se somos uma mãe boa ou ruim, são apenas pequenas e grandes provas ou presentes que recebemos ao longo da nossa jornada e que nos ajudam no eterno processo de nos tornarmos as melhores mães que podemos chegar a ser.’

Texto de Gabrielle Costa de Gimenez @gabicbs
📸@elliana_allon

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6 reflexões para entender o pensamento de Carl Jung

Fundador da psicologia analítica, o psiquiatra estudou termos essenciais para entender a psique coletiva

Nascido em 26 de julho de 1875, Carl Jung foi o psiquiatra suíço responsável por fundar a psicologia analítica, que explora a importância da psique individual e sua busca pela totalidade. Jung ajudou a popularizar termos comuns da psicologia, como “arquétipo”, o significado de “ego” e a existência de um “inconsciente coletivo”. Seu trabalho influenciou vários campos além da psicologia, como a antropologia, filosofia e teologia.

Como pesquisador em um hospital psiquiátrico na Suíça, Jung chamou a atenção de Sigmund Freud, fundador da psicanálise, e vários conceitos desenvolvidos pelos dois apresentam semelhanças. Conheça as conclusões mais notáveis observadas por ele:

Em Tipos Psicológicos, um de seus livros mais influentes, Jung analisa os padrões da personalidade e comportamento que compõem as singularidades de um indivíduo. Para o psiquiatra, todas essas características são resultado da maneira única como cada pessoa opta por utilizar suas capacidades mentais.

Como exemplo, Jung afirma que existem duas “atitudes” opostas, conhecidas como extroversão e introversão: cada indivíduo parece dividir sua energia entre o mundo externo e interno, em diferentes escalas. O introvertido se sente mais confortável com seus próprios pensamentos e sentimentos enquanto o extrovertido se sente “em casa” quando lida com outras pessoas e objetos, além de prestar mais atenção sobre seu impacto diante do mundo — introvertidos, por sua vez, costumam observar como o mundo ao seu redor os afeta. Jung foi um dos principais estudiosos sobre esse traço de personalidade e ajudou a popularizar o conceito.

Todas as pessoas carregam quatro funções cognitivas principais
Ao contribuir com sua teoria sobre “tipos” psicológicos, Jung também mostrou que pessoas pensam, sentem e experimentam o mundo de maneiras distintas. Ele identificou quatro funções psicológicas fundamentais: a sensação, pensamento, sentimento e intuição. Cada uma delas pode operar tanto através do indivíduo introvertido como do extrovertido. Normalmente, apenas uma dessas características é mais dominante — a chamada “função superior”. As demais funções são mantidas no inconsciente, menos notáveis e desenvolvidas.

Em poucas palavras, devemos ter uma função que indique algo que existe — a sensação —, outra, o pensamento, estabelece o que isso significa; a terceira declara se aquilo nos convém e se queremos aceitar essa coisa ou não — o “sentir” — e a última, a intuição, serve como uma percepção inconsciente das coisas, indicando “de onde vieram e para onde estão indo”.

Seres da mesma espécie compartilham semelhanças em suas “mentes inconscientes”
Segundo Jung, nascemos com uma herança psicológica, assim como a herança biológica. As duas são importantes para determinar traços de comportamento: “assim como o corpo humano representa um ‘museu de órgãos’, cada um com um longo período evolutivo por trás dele, devemos esperar que a mente também esteja organizada desta forma”, explicou. O psiquiatra enfatiza que o inconsciente coletivo é o centro de todo aquele material psíquico que não surge a partir da experiência pessoal. Seu conteúdo e imagens parecem ser compartilhados por pessoas de todas as épocas e culturas, enquanto o inconsciente pessoal envolve o passado e memórias de cada indivíduo. O conceito afirma que nossa mente já nasce com uma estrutura capaz de determinar seu desenvolvimento no futuro e sua interação com o meio em que vive.

Os elementos comuns no inconsciente coletivo são chamados de arquétipos, ideias e imagens herdadas para responder ao mundo de certas maneiras. Jung identificou-os ao notar que vários pacientes descreviam sonhos e fantasias que incluíam referências que não poderiam ser rastreadas em seus passados pessoais. O estudioso também observou que muitos desses elementos envolvem figuras e temas religiosos encontrados em diversas culturas e mitologias.

O ego é o centro do consciente humano
Para Jung, o ego é um dos principais arquétipos da personalidade e o centro da consciência. Ele fornece direção às nossas “vidas conscientes” e tenta nos convencer de que devemos sempre planejar e analisar nossas experiências conscientemente. A explicação é parecida com a versão do psicanalista Sigmund Freud: o ego surge do inconsciente e reúne várias memórias e experiências, desenvolvendo assim a verdadeira divisão entre o inconsciente e consciente.

Todo indivíduo assume uma “máscara” sobre o inconsciente coletivo
Outro arquétipo, a persona é a aparência que apresentamos ao mundo, o personagem que assumimos perante a sociedade, incluindo nossos papéis sociais, as roupas que vestimos e a maneira como nos expressamos. Todos os indivíduos passam por essa adaptação, que tem aspectos negativos e positivos. A persona pode ser crucial para o desenvolvimento da personalidade, quando o ego passa a se identificar com o papel que desempenhamos. De acordo com Jung, é comum derrubarmos essa identificação para aprender quem somos de verdade no processo de individualização, mas é possível que as pessoas também passem a acreditar de verdade nessa “máscara” ilusória da persona. Membros de grupos minoritários tendem a ter problemas de identidade causados pelo preconceito cultural e a rejeição social de seus personagens, por exemplo.

“Mesmo uma vida feliz não pode existir sem um pouco de escuridão”
Em entrevista ao jornalista Gordon Young, feita em 1960, Jung observa que a palavra “felicidade” perderia seu significado se não fosse equilibrada por um pouco de tristeza. “É compreensível que busquemos a felicidade e evitemos os momentos de pouca sorte”, explica. “Mesmo assim, a razão nos ensina que essa atitude não é razoável e o melhor seria encarar as coisas conforme elas surgem, com paciência e tranquilidade.”

Fonte: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/02/6-reflexoes-para-entender-o-pensamento-de-carl-jung.html

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Existem mais pais hiperpassivos do que crianças hiperativas

O termo hiperatividade se tornou muito popular. Muitos pais pensam que seus filhos sofrem desse transtorno, que seus filhos são crianças hiperativas. Respeitando os defensores e difamadores da existência de tal transtorno, parece que não existem tantas crianças que o tenham a ponto de justificar o grande número de diagnósticos que têm sido feitos. Isto é, falamos de um transtorno – no caso de poder falar dele como tal – super diagnosticado.

Existem muitos pais, muitos mesmo, que recorrem aos centros de psicologia, psiquiatria infantil, ou neurologia em busca de um diagnóstico que confirme suas suspeitas. Uma suspeita que, segundo eles, aponta que seu filho é hiperativo. O fato é que muitas vezes este diagnóstico não se confirma e os pais saem mais desanimados da consulta do que entraram (por mais contraditório que pareça), e outras vezes este diagnóstico é confirmado, mas se dá de forma equivocada.

Em uma primeira consulta com os pais, depois de identificar condutas problema, é feita uma avaliação do menor e da dinâmica familiar. Se for necessário intervém-se na família, a fim de otimizar a dinâmica familiar e a conduta da criança.

Crianças hiperativas ou pais hiperpassivos?

Alguns dias atrás, enquanto lia um texto da internet que dizia: “Existem mais pais hiperpassivos do que crianças hiperativas”, fiquei pensando e isso me fez refletir e decidir escrever um artigo sobre este tema. Achei que haveria questões interessantes, então vamos a elas.

Existe e é conhecida a enorme demanda de diagnósticos de Transtornos de Atenção ou Transtornos por Déficit de Atenção com ou sem hiperatividade (TDAH) em crianças que não se concentram em sala de aula, não fazem suas lições, se mexem demais, são mais inquietas… Além disso, podemos enumerar mais queixas que, disfarçadas de sintomas, fazem os pais ou os professores acreditarem que estas crianças (que não atendem às suas expectativas) têm algum tipo de problema ou transtorno psicológico.

Vão dando voltas pelas consultas com diferentes profissionais e especialistas com o objetivo de diagnosticar e rotular seus filhos como hiperativos para ficarem tranquilos e, no pior dos casos, medicá-los. E desta forma, agir de forma hiperpassiva.

Pais excessivamente ocupados e preocupados

É verdade que as mães e os pais não passam o dia todo sentados assistindo à televisão ou olhando o celular. Muitos têm inclusive mais de um trabalho fora de casa, além das tarefas domésticas. No dia a dia não param, vivem estressados, com pressa, estão muito ocupados (e as crianças também) e chegam tarde e cansados em casa, passam muito pouco tempo com seus filhos e o pouco tempo que passam é de forma passiva.

Os pais e os filhos têm tão pouca energia ao chegar em casa que não têm vontade de brincar na rua, cozinhar juntos, não existe tempo para se jogar no chão para brincar em casa, fazer cócegas na cama, fazer torres com blocos, cantar ou dançar, rir juntos, inventar histórias com bonecos ou animais, contar histórias, etc.

A tecnologia e as telas ocupam esses momentos compartilhados. Assim, as crianças não têm oportunidades de gastar a sua energia, chegando inclusive a sofrer sintomas de ansiedade, estresse ou tristeza excessiva, tédio ou esgotamento. E os pais começam a se preocupar com esses sintomas.

Passar mais tempo com os filhos implica reforçar vínculos

Acredito firmemente que vale a alegria, mais que a pena, passar mais tempo com os filhos para brincar e estar presentes com eles enquanto a infância durar. Então, é preciso se esforçar para criar outras formas de estar com eles em função da sua maturidade e das suas necessidades peculiares. Nunca é tarde para a revisão e a mudança.

Porque não existem tantas crianças hiperativas, nem tantas crianças com problemas de conduta, existem muito mais pais hiperpassivos, que não assumem de forma responsável a paternidade. Inclusive, tendo-a escolhido, parecem não ser conscientes de tudo o que isso implica, do gasto de energia, de passar tempo com os filhos, de se ocupar das necessidades dos seus filhos. Também de conseguir muitas realizações, momentos de felicidade e fortalecimento do vínculo paterno filial, que sem dúvida, é a base de um bom desenvolvimento psicoemocional das crianças.

Quando alguma coisa não funciona em casa, ou percebemos que nossos filhos podem estar com algum problema, é hora de parar e analisar a situação.

Fonte:

https://www.pensarcontemporaneo.com/existem-mais-pais-hiperpassivos-que-criancas-hiperativas/?fbclid=IwAR2ClrkO4yFVeQ7uI_1h1mK_jroTzJ6yLj0LZd5kbsvyEeCxSHjzjC31kRw

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“O amor cura, o ódio mata”, o conselho de um gênio da medicina

“O amor cura, o ódio mata; nunca odeie, ame e você verá que a vida flui como água cristalina”.

Essas foram as palavras de Jacinto Convit (1913-2014), um médico venezuelano que dedicou toda sua vida à cura da lepra, doença que assolou seu país nos anos 1930 e à pesquisa sobre o câncer de mama.

Jacinto trabalhou quase até os 100 anos de idade em pesquisas e também no atendimento a pacientes que vinham de todos os lugares esperando por um tempo com ele. O médico alcançou essa grande admiração graças a todo o tempo, esforços e dedicação que investia em todos os seus pacientes, que eram tratados com igualdade, independente de condições financeiras.

Mesmo com a idade avançada, Jacinto mantinha uma lucidez e vitalidade invejáveis, e continuava trabalhando e orientando uma equipe de pesquisa montada por ele mesmo. Um grande homem que deixou um legado incrível para a medicina, desenvolvendo a vacina contra a lepra e vencendo o Prêmio Príncipe das Astúrias de Investigação Científica e Técnica, além de ser nomeado para o Prêmio Nobel da Medicina em 1988.

A grande frase de Jacinto é uma inspiração para nós, assim como sua história de vida. Muitas vezes, sentimentos negativos são despertados em nós, seja pelas ações de alguma pessoa ou pela maneira como as coisas acontecem, totalmente o oposto do que planejamos. Cegos por esses sentimentos, não conseguimos enxergar que há muito mais para nós além de uma fase ruim, e que a chave para superar todos os momentos negativos na vida é o amor.

O amor é a cura para todos os males da vida. Não há nada que não possa ser resolvido com esse sentimento, desde que seja puro.

Quando optamos por seguir o amor, percebemos que nossas vidas se tornam mais leves, e mesmo as piores coisas que chegam em nosso caminho se tornam menos poderosas, porque encontramos uma grande rocha para nos apoiar.

O amor nos permite crescer a cada dia, buscar uma vida melhor para nós mesmos e também para aqueles ao nosso redor. O amor é empatia, é dedicação, é saber reconhecer o outro, é lutar para que todos sejam tratados de maneira igual, é fazer da própria vida um exemplo, é lutar para que o mundo seja um lugar melhor. É buscar a cura de doenças e dedicar a vida para o bem de outras pessoas.

É nesse sentimento que devemos focar, porque nos torna pessoas melhores e faz o universo girar.

Escolha sempre o amor, e ajude a semear um mundo melhor para todos.

Fonte:

https://osegredo.com.br/o-amor-cura-o-odio-mata-o-conselho-de-um-genio-da-medicina/?fbclid=IwAR0aPVdnvNlY6sahyaXKyEjLpjEL3jNf1AiCSkA9IzEHdg6mS02wjKCk370

 

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22 coisas que pessoas felizes fazem diferente

Existem dois tipos de pessoas no mundo: aquelas que escolhem ser felizes e aquelas que optam por ser infelizes. Ao contrário da crença popular, a felicidade não vem da fama, da fortuna ou de bens materiais. Ela vem de dentro. A pessoa mais rica do mundo pode estar miseravelmente infeliz, enquanto um sem-teto pode estar sorrindo e contente com a sua vida. As pessoas felizes o são porque se fazem felizes. Elas têm uma visão positiva da vida e permanecem em paz com elas mesmas.

Aí vão elas:

1. Não guarde rancor. As pessoas felizes entendem que é melhor perdoar e esquecer que deixar que sentimentos negativos as dominem. Guardar rancor é prejudicial e pode causar depressão, ansiedade e estresse. Por que deixar que uma ofensa de alguém exerça algum poder sobre você? Se você esquecer os seus rancores, vai ganhar uma consciência clara e energia suficiente para apreciar as coisas boas da vida.

2. Trate a todos com bondade. Você sabia que foi cientificamente provado que ser gentil faz você feliz? Ser altruísta faz seu cérebro produzir serotonina, um hormônio que diminui a tensão e eleva o seu espírito. Tratar as pessoas com amor, dignidade e respeito permite que você construa relacionamentos mais fortes.

3. Veja os problemas como desafios A palavra “problema” não faz parte do vocabulário de uma pessoa feliz. Um problema, na maioria das vezes, é visto como uma desvantagem, uma luta ou uma situação difícil. Mas quando encarado como um desafio, pode se transformar em algo positivo, como uma oportunidade. Sempre que você enfrentar um obstáculo, pense-o um desafio.

4. Expresse gratidão pelo que já tem. Há um ditado popular que diz: “As pessoas mais felizes não têm o melhor de tudo, elas fazem o melhor de tudo com o que elas têm.” Você terá um sentido mais profundo de contentamento se contar suas bênçãos em vez de ansiar pelo que você não tem.

5. Sonhe grande. As pessoas que têm o hábito de sonhar grande são mais propensas a realizar seus objetivos que aquelas que não o fazem. Se você se atreve a sonhar grande, sua mente vai assumir uma atitude focada e positiva.

6. Não se preocupe com as pequenas coisas. As pessoas felizes se perguntam: “Será que este problema terá a mesma importância daqui a um ano?” Elas entendem que a vida é muito curta para se preocupar com situações triviais. Deixar os problemas rolarem à sua volta vai, definitivamente, deixar você à vontade para desfrutar de coisas mais importantes.

7. Fale bem dos outros. Ser bom é melhor que ser mau. Fofocar pode até ser divertido, mas, geralmente, deixa você se sentindo culpado e ressentido. Dizer coisas agradáveis sobre as pessoas leva você a pensar positivo e a não se preocupar em julgá-las.

8. Não procure culpados. Pessoas felizes não culpam os outros por seus próprios fracassos. Em vez disso, elas assumem seus erros e, ao fazê-lo, mudar para melhor.

9. Viva o presente. Pessoas felizes não vivem do passado ou se preocupam com o futuro. Elas saboreiam o presente. Se envolvem em tudo o que está fazendo no momento. Param e cheiram as rosas.

10. Acorde no mesmo horário todos os dias. Você já reparou que muitas pessoas bem-sucedidas tendem a ser madrugadores? Acordar no mesmo horário estabiliza o seu metabolismo, aumenta a produtividade e nos coloca em um estado calmo e centrado.

11. Não se compare aos outros. Todos têm seu próprio ritmo. Então, por que se comparar aos outros? Pensar ser melhor que outra pessoa leva a um sentimento de superioridade não muito saudável e, se pensar o contrário, acabará se sentindo inferior. Então, concentre-se em seu próprio progresso.

12. Escolha seus amigos sabiamente. A miséria adora companhia. Por isso, é importante cercar-se de pessoas otimistas que vão incentivá-lo a atingir seus objetivos. Quanto mais energia positiva em torno de você, melhor vai se sentir.

13. Não busque a aprovação dos outros. As pessoas felizes não importam com o que os outros pensam delas. Seguem seus próprios corações, sem deixar os pessimistas desencorajá-los, e entendem que é impossível agradar a todos. Escute o que as pessoas têm a dizer, mas nunca busque a aprovação de ninguém.

14. Aproveite seu tempo para ouvir. Fale menos, ouça mais. Escutar mantém a mente aberta. Quanto mais você ouve, mais conteúdo você absorve.

15. Cultive relacionamentos sociais. Uma pessoa só é uma pessoa infeliz. Pessoas felizes entendem o quão importante é ter relações fortes e saudáveis. Sempre tenha tempo para encontrar e falar com sua família e amigos.

16. Medite. Ficar no silêncio ajuda você a encontrar sua paz interior. Você não tem que ser um mestre zen para alcançar a meditação. As pessoas felizes sabem como silenciar suas mentes, em qualquer hora e lugar, para se acalmar.

17. Coma bem. Tudo o que você come afeta diretamente a capacidade de seu corpo produzir hormônios, o que vai definir seu humor, energia e enfoque mental. Certifique-se de comer alimentos que vão manter seu corpo saudável e em boa forma e sua mente mais tranquila.

18. Faça exercícios. Estudos têm mostrado que o exercício aumenta os níveis de felicidade e autoestima e produz a sensação de autorrealização.

19. Viva com o que é realmente importante. As pessoas felizes mantêm poucas coisas ao seu redor porque elas sabem que excessos as deixam sobrecarregadas e estressadas. Estudos concluíram que os europeus são muito mais felizes que os americanos, porque eles vivem em casas menores, dirigem carros mais simples e possuem menos itens.

20. Diga a verdade. Mentir corrói a sua autoestima e o torna antipático. A verdade sempre liberta. Ser honesto melhora sua saúde mental e faz com que os outros tenham mais confiança em você. Seja sempre verdadeiro e nunca se desculpe por isso.

21. Estabeleça o controle pessoal. As pessoas felizes têm a capacidade de escolher seus próprios destinos. Elas não deixam os outros dizerem como devem viver suas vidas. Estar no controle completo de sua própria vida traz sentimentos positivos e aumenta a autoestima.

22. Aceite o que não pode ser alterado. Depois de aceitar o fato de que a vida não é justa, você vai estar mais em paz com você mesmo. Portanto, concentre-se apenas no que você pode controlar e mudar para melhor.

Fonte: https://budismosaudevida.com/22-coisas-que-pessoas-felizes-fazem-diferente/

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#NamoroLegal

O Ministério Público do Estado de São Paulo (PMSP) lançou uma cartilha denominada “namoro legal”, com o objetivo de ajudar meninas e mulheres a identificar se estão em relacionamentos abusivos.

Cada dia mais, o número de relações assim classificadas cresce e para romper esse ciclo, a Prefeitura de Ubatuba está ajudando a divulgar esse material.

Faça download do arquivo aqui – NamoroLegal

Ou acesse: http://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/Cartilhas/NamoroLegal.pdf

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4 segredos para ser um especialista em linguagem corporal

Realizar uma leitura corporal é fundamental para entender o que as pessoas querem dizer. Saber fazer isso pode parecer um problema, mas com passos simples é possível. Confira:

 

Um erro comum é desconsiderar a importância da linguagem corporal durante uma conversa. Embora não pareça tão importante, a verdade é que esse tipo de expressão é responsável por aproximadamente 55% da mensagem que você tenta transmitir em um discurso. Por isso, é fundamental que você saiba ler esse tipo de sinal. Confira 4 segredos que podem tornar você um expert em leitura corporal.

 

4 SEGREDOS PARA SER UM ESPECIALISTA NA LINGUAGEM CORPORAL: 1. CONTEXTO

Para ser um bom leitor da linguagem corporal é fundamental que você saiba entender o que está acontecendo ao seu redor. A pergunta chave nesse caso é “essa pessoa deveria agir assim nessa situação?”. Braços cruzados não significam muito se o ambiente está gelado ou se a cadeira na qual essa pessoa está sentada não tem apoio, por exemplo. Tudo precisa passar por um “teste de ambiente”, baseando-se no senso comum.

 

 

4 SEGREDOS PARA SER UM ESPECIALISTA NA LINGUAGEM CORPORAL: 2. SINAIS

Um dos erros mais cometidos por aqueles que tentam ler a linguagem corporal é procurar por sinais isolados. Para entender o que uma pessoa está transmitindo é necessário identificar uma série de sinais que se combinem. Procure por um grupo de ações consistentes e que se associem, como suar, tocar a face repetidamente e piscar demais, esse tipo de ação demonstra nervosismo.

 

 

6 coisas que você não sabe sobre Linguagem Corporal

6 coisas que você não sabe sobre Linguagem Corporal

 

 

4 SEGREDOS PARA SER UM ESPECIALISTA NA LINGUAGEM CORPORAL: 3. BASES CONCRETAS

Realizar uma leitura corporal é muito mais simples se você conhece outros hábitos dessa pessoa. Se basear em algo que você já conhece pode facilitar o processo de entendimento da mensagem que o corpo dela quer passar. Por exemplo, se uma pessoa está sempre pulando por aí você pode desconsiderar esse comportamento ao realizar a leitura da linguagem corporal dela. Pergunte-se como ela age normalmente e o que está fazendo de diferente em determinado momento.

 

 

4 SEGREDOS PARA SER UM ESPECIALISTA NA LINGUAGEM CORPORAL: 4. JULGAMENTOS

Se você gosta ou não de uma pessoa, isso pode interferir o seu julgamento sobre ela. Portanto, é fundamental que você esteja consciente de todos os efeitos que essa pessoa tem sobre você. Tente evitar preconceitos antes de iniciar a sua leitura corporal.

 

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200 FILMES PARA EXPANDIR A SUA CONSCIÊNCIA

São cerca de 200 os filmes que estão disponíveis integralmente no Youtube para expandir a nossa consciência. Trata-se de uma incrível lista de documentários que abordam variados temas desde a ciência, espiritualidade, conspirações, extra-terrestres, etc. Portanto, aproveite e assista porque vale bem a pena. São, de fato, assuntos fascinantes que irão ajudar a expandir a sua consciência e contribuir para a sua evolução espiritual.

 

Basta clicar no link do filme que lhe interessa na lista seguinte:

 

  1. Home (2009)
  2. Thrive (2011)
  3. Paraíso UO Oblivion  (2012)
  4. Amor, Realidade eo Tempo de Transição  (2011)
  5. Earthlings  (2005)
  6. Tudo Que rápido Você SABE ESTÁ Errado (2000)
  7. Zeitgeist: Addendum (2008)
  8. Zeitgeist: Moving Forward (2011)
  9. Zeitgeist: Loose Change
  10. The Money Fix (2009)
  11. The Documentary Wikileaks  (2010)
  12. Possuído e Operado (2012)
  13. Overdose: The Next Crise Financeira (2010)
  14. Desculpas de hum Hitman Económica (2010)
  15. The Beautiful Truth (2008)
  16. The Awakening (2011)
  17. Seria Qual a aparencia Sua? (2009)
  18. O Mundo Segundo a Monsanto (2008)
  19. Esoteric Agenda (2008)
  20. Lucros de Matar: The Untold Story de drogar psicotrópico (2008)
  21. Colégio Conspiracy Scam nsa EUA (2011)
  22. O Indigo Evolution (2005)
  23. Cidade Edible: Crescer a Revolução (2012)
  24. Collapse (2009)
  25. O Cérebro global (1983)
  26. O buraco branco in Time (1993)
  27. O Primado da Consciência (2011)
  28. Combustível (2008)
  29. Poder da Comunidade: Como Cuba sobreviveu Peak Oil Crisis (2006)
  30. O Que Um caminho a Seguir: Vida sem Fim do Império (2007)
  31. Ressonância: Seres de Frequência (2012)
  32. Guerra POR página Outros Meios (1992)
  33. Endgame (2007)
  34. War Made Easy (2007)
  35. The War on Democracy (2007)
  36. Subir Como Lions: o documentário Occupy Wall Street (2011)
  37. Propaganda (2012)
  38. The Secret of Oz (2009)
  39. The One Percent (2006)
  40. The Shock Doctrine (2009)
  41. O Irã Não É o Problema (2008)
  42. Guerra Psicológica: o Verdadeiro campo de Batalha E a mente (2010)
  43. Vaccine Nation (2008)
  44. Psiquiatria: Uma Indústria da Morte (2006)
  45. Fluxo: For the Love of Water (2008)
  46. Kymatica (2009)
  47. Panelas, frigideiras, e Otras Soluções (2012)
  48. Manna: The Documentary Psilocibina Mushroom (2011)
  49. O Que No Mundo enguias estao pulverizando (2010)
  50. Por Que No Mundo enguias estao pulverizando (2012)
  51. Globalização: Os Novos governantes do Mundo (2001)
  52. Terrorstorm (2006)
  53. Queda da República (2009)
  54. Crop Circles: Crossover From Another Dimension (2006)
  55. The Day Before Disclosure (2010)
  56. 9/11: The Road to Tyranny (2002)
  57. 9/11: In Plane Site (2004)
  58. 9/11: Press For Truth (2006)
  59. A Revelação das Pirâmides (2010)
  60. Conhecimento Antiga (2012)
  61. A União: The Business Behind Getting High (2007)
  62. Dinheiro Como Dívida (2006)
  63. Dinheiro Como Dívida II (2009)
  64. The Age of Stupid (2009)
  65. Outfoxed: Guerra de Rupert Murdoch em Jornalismo (2004)
  66. Crossroads: Labor Pains de Uma Nova Visão do Mundo (2013)
  67. Recursos Humanos: engenharia social já Século 20 (2010)
  68. Renaissance 2.0 (2010)
  69. Crianças Que consomem: a Comercialização de Infância (2008)
  70. A guerra contra Crianças (2009)
  71. AINDA A Questão Palestina (2002)
  72. Peace, Propaganda, e na Terra Prometida (2004)
  73. Occupation 101: Vozes do Silenced Majority (2006)
  74. Walmart: o Alto Custo de Preços (2005)
  75. Big Sugar (2005)
  76. O Flúor Deception (2011)
  77. Fluoridegate: An American Tragedy (2013)
  78. An Inconvenient Tooth (2012)
  79. O Grande Expurgo: Our Water (2013)
  80. Tiros no escuro: Silence on Vaccines (2009)
  81. Eu sou Fishead: são Líderes Psicopatas Empresas? (2011)
  82. O capitalismo E a crise (2011)
  83. Escravidão Consentimento POR (2012)
  84. A Crise da Civilização (2011)
  85. No Logo: Brands, Globalização e Resistência (2003)
  86. 97% Owned (2012)
  87. Cultura em ao declínio – Episódio 1: O Que a democracia? (2012)
  88. Cultura em ao declínio – Episódio 2: Economics 101 (2012)
  89. Cultura em ao declínio – Episódio 3: CVD (2012)
  90. Cultura em ao declínio – Episódio 4: War on Nature (2013)
  91. Mundos Interiores, Mundos Cósmicos – Parte 1: Akasha (2012)
  92. Mundos Interiores, Mundos Cósmicos – Parte 2: The Spiral (2012)
  93. Mundos Interiores, Mundos Cósmicos – Parte 3: a EA serpente Lotus (2012)
  94. Mundos Interiores, Mundos Cósmicos – Parte 4: Além do Pensamento (2012)
  95. Ethos: A Time for Change (2010)
  96. Rich Media, Poor Democracy (2003)
  97. Weapons of Mass Deception (2004)
  98. Entheogen: Awakening the Divine Within (2007)
  99. Americana Blackout (2006)
  100. Incontáveis: The New Math de Eleições americanas (2008)
  101. Blue Gold: World Water Wars (2008)
  102. Big Bucks, Big Pharma: Doença de Marketing e drogas Pushing (2006)
  103. The End of Suburbia (2004)
  104. Repensar o Afeganistão (2009)
  105. Há No Tomorrow (2012)
  106. Iraque Venda: O Profiteers War (2006)
  107. Priceless (2012)
  108. O Que o Bleep Do We Know? (2004)
  109. 11 horas (2007)
  110. Paraíso com efeitos colaterais (2004)
  111. Starsuckers (2009)
  112. Despertando o Sonhador: Mudando um Sonho (2011)
  113. Religulous (2008)
  114. Sir! Não senhor! – O Movimento GI Para O Fim da Guerra do Vietnã (2005)
  115. Gasland (2010)
  116. Hacking Democracy (2008)
  117. Imóveis 4 Ransom:? Por Que o Terra Custar uma terra (2012)
  118. Desaparecimento das Abelhas (2009)
  119. Batido (2009)
  120. DMT: The Spirit Molecule
  121. Baraka (1992)
  122. Samsara
  123. Corte Gravar Veneno
  124. O Negócio de nascer
  125. The Cove
  126. Ayahuasca: Planta Antiga medicina
  127. Hempster – Plante uma Semente
  128. Coca Lives
  129. Forks Over Knives
  130. Dirty Pictures (O Deus Pai de Ecstasy)
  131. Tudo vigiado POR Machines of Loving Graça
  132. Os Mestres do Dinheiro
  133. The Secret of Oz
  134. Espírito Ciência 1-15
  135. Guerreiro Garbage
  136. Top 10 Eco Filmes de Todos os Tempos OS
  137. O Que Quer Babies
  138. Anel do Poder
  139. House of Numbers
  140. SiCKO
  141. Verdadeira História da Marijuana
  142. Executar a Partir de The Cure
  143. Olho de Os Illuminati
  144. Burzynski: Serious Câncer E de Negócios (2011)
  145. Shaman Voyage
  146. Libertopia
  147. Zeitgeist
  148. Pisar no fogo
  149. Propaganda
  150. Conhecimento Antigo Segredo
  151. A Montanha Sagrada
  152. Food Inc.
  153. A Revelação silencioso da Verdade
  154. A Decepção Obama
  155. O Grande Expurgo: Our Water
  156. Dreaming Awake At The End of Time
  157. A Novo Século Americano
  158. ZERO: Uma Investigação em 9/11
  159. The House I Live In
  160. Preto Whole
  161. We Are Legion – a história de um Hacktivistas (2012)
  162. Sirius – 2013
  163. A Doutrina do Choque
  164. Manifestando a Mente: Pegadas do Shaman
  165. Roleta Genética
  166. O Projeto de Divulgação
  167. Detox or Die
  168. The Corporation: The Pathological Pursuit of Profit and Power
  169. O Giggle Cosmic
  170. Consentimento Manufacturing: Noam Chomsky e Os Meios
  171. O Mindscape de Alan Moore
  172. A Century of The Self
  173. The Power Of Nightmares
  174. Livre para Jogar
  175. Waking Life
  176. Freakonomics
  177. COWSPIRACY: O Segredo de Sustentabilidade
  178. END CIV Resist Or Die
  179. China Or Bust
  180. The Secret 
  181. Edgar Cayce – Um Profeta americano
  182. O Projeto Venus – Future By Design
  183. The Greatest Talk of Jacque Fresco: O Projeto Venus
  184. ESCOLHA Ponto The Movie: Alinhar o Seu Propósito
  185. Woody Harrelson ‘Ethos’
  186. O Coletivo Evolução III: The Shift
  187. SOU EU (2010)
  188. A Matriz Viva
  189. Como Chegadas Série completa
  190. Amor, Reality, eo Tempo de Transição
  191. Look Up  – Geoengenharia
  192. Ungrip
  193. Mindwalk
  194. Realidade e da Mente Extensão  parte2
  195. Os Segredos Que Falta da Nikola Tesla
  196. Antigo Egito e A História Alternativa das Origens da Humanidade
  197. Os xamãs da Amazônia
  198. 5 Gateways: ósmio Expansões CINCO chave da Consciência
  199. O Universo holográfico
  200. O Código Pyramid
  201. EU MAIOR (Eu Superior)
Categorias
Comportamento

FERRAMENTAS DA NEUROMETRIA

O profissional pode utilizar sua expertise com a Neurometria e associá-la para potencializar seus procedimentos e resultados. A metodologia utiliza os seguintes procedimentos:

 

  • ANÁLISE FUNCIONAL DO SISTEMA NERVOSO E COGNITIVO
  • RESSONÂNCIA NEURAL COMPUTADORIZADA
  • EXAMES LABORATORIAIS
  • PROTOCOLOS DE DESEMPENHO CEREBRAL
  • ANÁLISE DO PREDOMÍNIO DE ONDAS DO CÉREBRO
  • INDUTOR DE ONDAS CEREBRAL
  • RELAXAMENTO MUSCULAR PROGRESSIVO COMPUTADORIZADO
  • SUPLEMENTAÇÃO (para prescritores e não prescritores)
  • RESPIRAÇÃO DIAFRAGMÁTICA MONITORADA
  • ALIMENTAÇÃO FUNCIONAL E RESERVA NUTRICIONAL
  • INTOLERÂNCIA E REAÇÕES ALIMENTARES NA NEUROFISIOLOGIA
  • GERADOR DE ONDAS DO CÉREBRO
  • MONITORAMENTO
  • PRÁTICA ESPORTIVA
  • PROGRAMA PEDAGÓGICO DE ESTIMULAÇÃO NA ATENÇÃO
  • TERAPÊUTICA DOMICILIAR PARA ESTIMULAR NEUROPLASTICIDADE
  • BIOFEEDBACK E NEUROFEEDBACK
  • ESTRATÉGIAS DE PERFORMANCE PESSOAL, FOCO, ATENÇÃO, HABILIDADES E COMPETÊNCIAS.
  • TÉCNICAS ASSOCIATIVAS: ACUPUNTURA, HIPNOSE, MANOBRAS MANUAIS, MEDICINA COMPORTAMENTAL
  • APLICAÇÕES DO AJUSTE COGNITIVO E CONDICIONAMENTO COMPORTAMENTAL
  • APLICAÇÃO MULTIMODAL COM OUTRAS DISCIPLINAS
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Comportamento

Em defesa do meu direito de ser triste.

Em defesa do meu direito de ser triste
Sou muito agradecido à mãe natureza por ter me dado minha tristeza. É ela que me poupa de, alegremente, comemorar a perda de meu amigo ou a perda dos dedos da mão. Ou ficar indiferente a isso. Bendita tristeza que não me permite ser absurdo em relação a tudo que me acontece vindo de externo a mim. Sou também grato a ela por me permitir ter um estado de espírito adequado à perda de ilusões. É muito aliviante poder ficar triste quando constato não possuir, realisticamente, as virtudes que, ilusoriamente, eu me atribuía. Um fardo inútil que se deixa de carregar. E também, menor flagelação quando não correspondo às virtudes que não tenho.

Bendita tristeza que não me permite ser absurdo em relação a mim mesmo. E bendita alegria que me permite comemorar a recuperação de meu amigo e a posse das virtudes que realisticamente possuo. E bendita inveja que me faz querer possuir o que meu inimigo possui, e bendita admiração que me faz comemorar o que meu amigo possui, como se eu mesmo possuísse. E… bendita…; e bendita… que não nos permitem sermos absurdos. Aqui surge o primeiro ponto em que temos que pensar juntos.

Estou defendendo que a tristeza, apesar de dolorosa, é uma capacidade humana necessária, boa. E não, como habitualmente se acredita que, por ser dolorosa, é ruim. Ela é, mesmo, uma das mais úteis e necessárias capacidades que nos permitem adequações às infinitas variações da realidade externa ou à relação de cada um consigo mesmo. Numa palavra, permite adaptação. Creio, mesmo, que a tristeza exerce, na mente, funções protetoras, muito semelhantes à que exerce, no corpo, a dor.

Quando trabalhava no Hospital das Clínicas, atendi dois irmãos, de sete e nove anos, que, desde o nascimento, não sentiam dor. O nome que os adultos dão a esta raríssima moléstia é “agenesia congênita dos feixes dolorosos”. Nunca tinha visto, nem vi depois, seres humanos tão cortados, lanhados, raspados, fraturados, queimados, como eles. Foram trazidos à Psiquiatria Infantil, no dia em que o mais velho, que se sentira desafiado numa disputa com outros meninos, para demonstrar que era corajoso, moeu a ponta do dedo indicador esquerdo, numa máquina caseira de moer carne.
Tenho justificado medo de que estejamos nos tornando semelhantes aos garotos que não sentiam dor. Não participo, pois, dessa verdadeira cruzada que vejo hoje contra a tristeza, qualquer tristeza e à qualquer custo. Logicamente, penso o mesmo do medo, da ansiedade, etc… etc.

A tristeza é teu sofrimento, mas também é teu benefício. É ela que te avisa que há algo na tua vida real e mental que está desarrumado, não entendido, ou pelo qual você “passou batido”. Tirando apenas a tristeza, o que vai te avisar que tua vida está desarrumada?

Oswaldo Di Loreto – Psiquiatra Infanto juvenil
Fonte: Infanto – Revista de Neuropsiquiatria da Infância e Adolescência, 1997

Esse texto traz um ponto de vista diferente pra gente olhar para a tristeza, pra gente olhar não como algo ruim, mas como uma função na nossa vida. Achei interessante já pelo título dele: “em defesa do meu direito de ser triste”, porque se tirarmos as nossas emoções, como é que seria a gente não sentir nada? Seria em tom de cinza!