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Curiosidades

Bilionário indiano faz postagem reconhecendo o trabalho invisível das mulheres e viraliza

Na sociedade patriarcal em que vivemos, as mulheres não somente têm menos oportunidades no mercado de trabalho, como ganham menos e fazem jornada dupla, já que chegar em casa não significa, necessariamente, descansar. Infelizmente, o trabalho invisível das mulheres em casa, com o marido e os filhos, acabou sendo absorvido pela sociedade, porém pessoas como Anand Mahindra, um empresário bilionário indiano, podem mudar este cenário.

É impossível reconhecer a realidade de outra pessoa sem vivenciá-la e foi exatamente isso que Anand fez, ao passar uma semana cuidando de seu neto. Depois de 7 dias trabalhando fora de casa e cuidando de uma criança pequena, ele percebeu que a vida das mulheres, realmente, é muito mais complexa do que a dos homens.

Não se trata apenas de equiparar os salários e oferecer exatamente as mesmas vagas de trabalho. Se a mulher tem que chegar em casa e realizar todas as tarefas sozinha, obviamente ela se sentirá mais cansada, o que influenciará negativamente em suas relações pessoais e profissionais. Enquanto os homens conseguem avançar com mais facilidade em suas carreiras, as mulheres acabam ficando para trás.

A imagem que ele compartilhou mostra homens e mulheres em uma corrida, sendo que as mulheres enfrentam obstáculos na forma de tarefas básicas como lavar roupa, cozinhar e limpar, enquanto os homens têm um caminho completamente claro para a linha de chegada: “Saúdo todas as mulheres trabalhadoras e reconheço que seus sucessos exigiu uma quantidade muito maior de esforço do que seus colegas do sexo masculino”.

Fonte:

https://www.pensarcontemporaneo.com/bilionario-indiano-faz-postagem-reconhecendo-o-trabalho-invisivel-das-mulheres/

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Psicanálise

O retorno de Freud!

Depois de passar décadas no ostracismo científico, as teorias de Freud voltaram a aparecer nos laboratórios — desta vez, com o apoio da neurociência.

Era julho de 2008. A capa da SUPER estampava: “Terapia funciona?”, em frente à imagem de um Freud sisudo de sobrancelhas cerradas. E completava: “Sim, o autoconhecimento funciona. Mas Freud talvez não tenha nada a ver com isso”. Dentro da revista, a reportagem era ainda mais implacável com o barbudo de Viena: lia-se que as teorias de Freud não tinham embasamento científico, que o tratamento era longo e imprevisível, e que o austríaco tinha até inventado fatos quando elaborou suas teses. Ao final do texto, o pai da psicanálise aparecia (metaforicamente) roxo e inchado, de tanto que havíamos batido nele.

A verdade é que Freud andava desacreditado havia tempo. Nos anos 1970, o filósofo austríaco Karl Popper já tinha chamado a psicanálise de pseudociência – segundo ele, suas hipóteses eram muito amplas para serem testadas e, portanto, impossíveis de confirmar.

Céticos apontavam que ninguém tinha encontrado, no cérebro, a localização de áreas correlatas ao id, ao ego ou ao superego. Mulheres diziam que não, elas não tinham inveja do pênis, muito obrigada. O complexo de Édipo e o medo da castração pareciam ficção, contada para pessoas dispostas a gastar muito dinheiro por anos a fio com um tratamento não comprovado pela ciência.

“Sem dúvida, nenhuma outra figura importante da história esteve tão errada quanto Freud a respeito de todas as coisas importantes que disse”, escreveu o professor de filosofia canadense Todd Dufresne.

Criticá-lo passou a ser lugar comum, e o “Freudbashing” (“bater em Freud”, em tradução livre) se tornou quase um esporte. O desenvolvimento de terapias mais curtas e pontuais parecia trazer as verdadeiras respostas para todos os males da mente. E, para completar, os medicamentos psiquiátricos nunca haviam sido tão eficientes. A psicanálise tinha sido deposta para sempre.

Opa, para sempre?

Surpreendentemente, nos últimos anos, Freud ressuscitou para a ciência – e começou a ser resgatado do lixo científico. Em vez de focar nos detalhes da sua teoria, as pesquisas começaram a reparar que os grandes conceitos do austríaco – a existência do inconsciente, o significado dos sonhos, as repressões de sentimentos – não eram exatamente histórias para boi dormir.

Também surgiram estudos mostrando que as terapias inspiradas na psicanálise, que costumam ser longas e custosas, são as mais eficientes para tratar males mentais. E mais: até mesmo a neurociência apareceu para dizer que… bem, Freud explica.

Fluxogramas do bem-estar

Primeiro, é bom entender como a terapia freudiana funciona. Um tratamento clássico pode envolver de quatro a cinco sessões por semana, por meses ou até anos. O paciente deve falar livremente o que lhe passa pela cabeça, enquanto o terapeuta escuta e faz questionamentos pontuais.

É um caminho tortuoso e lento – e, por isso, é difícil medir seus avanços. “A terapia tradicional vai muito além da redução de sintomas. O que os pacientes estão buscando é mais qualidade de vida, mais confiança e segurança nos relacionamentos, mais perspectiva sobre si mesmos”, diz Nancy McWilliams, professora da Universidade Rutgers e autora da obra Psychoanalytic Psychotherapy.

Nesse cenário, ainda nos anos 1960, psicólogos começaram a procurar soluções mais práticas e mensuráveis para os problemas da psique humana. A resposta foi a Terapia Cognitivo-Comportamental, ou TCC. Criada por Albert Ellis e Aaron Beck, dois psicanalistas desiludidos com o método freudiano, a TCC prometia uma abordagem mais pé no chão, que não exigia chafurdar no lodo de nossos conflitos inconscientes.

Bastava ajustar pensamentos prejudiciais – causados por crenças pessimistas a respeito de nós mesmos, do mundo e do futuro – e comportamentos pouco funcionais que surgem desses pensamentos. Nada de focar no passado, o foco é o presente. “Não é preciso saber como uma pessoa quebrou o braço para poder tratá-lo”, diz o terapeuta cognitivo Stefan G. Hofmann, autor do livro An Introduction to Modern CBT (“Introdução à TCC”, sem edição no Brasil). Nas sessões, o paciente pode preencher fluxogramas sobre seu estado mental e recebe dicas de exercícios para alterar os pensamentos e comportamentos negativos em momentos de crise.

Em 1961, Aaron Beck desenvolveu um questionário de 21 itens para medir o grau de depressão de seus pacientes. E conseguiu provar que alguns meses da técnica eram suficientes para aliviar os sintomas em cerca de metade deles.

Muitos estudos se seguiram a esses primeiros, sempre com resultados favoráveis à técnica. Tanto que, com o tempo, o termo “terapia baseada em evidência” passou a ser sinônimo do método, e a TCC, barata e com duração mais curta – o total varia de acordo com o paciente, mas a estimativa é entre 8 e 16 semanas –, foi adotada com entusiasmo como principal política de saúde mental em diversos países.

A volta de Sigmund

Assim como ocorreu com a psicanálise, porém, a TCC começou a ter sua hegemonia questionada. Em 2015, pesquisadores noruegueses publicaram uma meta-análise mostrando que a eficácia da terapia cognitiva para tratar a depressão caiu pela metade desde os primeiros estudos, em 1977.

Meses depois, na Suécia, auditores do governo publicaram um relatório devastador sobre um experimento de saúde mental do país, que pagou ao longo de oito anos R$ 2,6 bilhões em TCC para os cidadãos suecos. O programa do governo, concluíram os auditores, falhou completamente em seus objetivos.

E um artigo de 2004 mostrou como os pesquisadores da TCC, para tornar os resultados mais fáceis de interpretar, excluíam dos estudos justamente o tipo de paciente mais comum nos consultórios, aquele com mais de um problema psicológico.

Ao mesmo tempo em que a TCC era posta em dúvida, uma novidade inesperada começou a surgir nas publicações científicas: o resgate da abordagem freudiana de terapia. Ao contrário do que se dizia, a psicanálise e as terapias psicodinâmicas funcionam, sim, e muito bem.

Um estudo de 2016, enorme e feito no sistema de saúde inglês, mostrou que, para os pacientes com depressão mais grave, 18 meses de análise foram muito mais efetivos que o tratamento padrão, que incluía TCC. O mesmo resultado vale para outros transtornos, inclusive os mais severos.

É o que demonstra uma meta-análise publicada em 2008 no prestigioso JAMA, Journal of the American Medical Association, que concluiu que terapias freudianas com mais de um ano de duração são mais eficazes que terapias de curto prazo para pacientes com patologias complexas, como transtornos de personalidade.

O mais impressionante dos dados é que, diferente da terapia cognitiva e dos remédios, os benefícios da análise não só permaneceram, como ficaram ainda maiores após o final do tratamento, causando mudanças duradouras nos pacientes.

O cérebro no divã

Além das pesquisas populacionais comprovando sua eficácia, a psicanálise passou a ser endossada pela neurociência. Até o final da década de 1990, psicologia e neurociência falavam línguas completamente diferentes, apesar de estudarem o mesmo órgão. Com o avanço das técnicas de mapeamento cerebral, porém, a distância entre as duas áreas diminuiu.

A neurociência começou a se interessar por alguns dos conceitos fundamentais da psicanálise, como o inconsciente. Hoje, já se sabe que a maioria das nossas decisões e ações acontece, primeiro, nessa parte oculta da mente; só alguns milésimos de segundos depois é que tomamos consciência delas. Ou seja, o inconsciente já sabe o que você vai dizer antes mesmo de você pensar que quer dizer alguma coisa, e até escolhe as palavras para você.

É assim também com todas as habilidades que aprendemos na vida, como tocar violão ou pular corda. A prática faz com que essas habilidades fiquem gravadas em uma parte do inconsciente chamada “memória não declarativa”. Isso faz com que não precisemos pensar antes de executar cada movimento ou arremessar a bola na cesta: o inconsciente já sabe como chegar lá.

Hoje, já é senso comum que boa parte da atividade cerebral se passa no inconsciente – a estimativa dos neurocientistas é de que apenas 5%, ou até menos, se passe no nível da consciência.

Outro campo da neurociência que parece confirmar ideias da psicanálise é o dos sonhos. Freud teorizou que os sonhos apontam, de forma codificada, para nossos desejos inconscientes. Essa teoria foi praticamente enterrada nos anos 1970, quando pesquisas indicavam que os sonhos ocorriam durante o sono REM e eram controlados por um neurotransmissor produzido em uma região do tronco cerebral “menos importante” para os processos mais complexos da mente.

Por conta disso, passou-se a acreditar que os sonhos eram desencadeados por substâncias químicas que nada tinham a ver com a emoção e a motivação, ou seja, eram apenas estímulos aleatórios sem significado.

Essa teoria perdurou até o início dos anos 2000, quando o neurologista e psicanalista sul-africano Mark Solms viu que, ao contrário do que se pensava, pacientes com lesões na área do tronco cerebral continuavam sonhando, ao passo que outros, com lesões em outra região do cérebro – a área tegmentar ventral, que fica no centro da sua cabeça –, paravam de sonhar completamente, apesar de entrarem em REM.

As regiões afetadas nos pacientes que pararam de sonhar compõem o sistema mesolímbico-mesocortical, o chamado sistema de recompensa do cérebro. E o mais decisivo: além de parar de sonhar, as pessoas com lesões nesse sistema perdiam a motivação e o interesse pela vida. Com isso, Solms propôs que os sonhos estão ligados às nossas expectativas de punição e recompensa, algo não muito distante da teoria freudiana sobre o tema.

“É difícil dizer, hoje, que os sonhos são ‘desprovidos de mente’”, afirma o neurobiólogo Sidarta Ribeiro, diretor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Natal. O interesse de Ribeiro pela psicanálise veio no início de seu doutorado nos Estados Unidos, quando ainda não estava adaptado ao país e teve uma depressão. Durante os dois meses que durou o episódio, ele sentia muito sono, chegando a dormir 16 horas por dia. Quando a crise passou, ele se interessou pelo sono e pelos sonhos, chegando a Freud.

O tema acabaria se tornando a linha de pesquisa principal do neurocientista, que desenvolveu estudos para ver o que acontece durante o sono quando os animais passam por períodos de aprendizado. Ele colocou eletrodos no cérebro dos bichinhos e descobriu que, se um rato não passou por nada de novo no dia dele, seu cérebro fica num estado de baixa plasticidade. Mas, se coisas diferentes acontecem durante a vigília, a atividade durante o sono REM muda. “É como se o cérebro estivesse aprendendo de novo”, afirma o cientista.

Para Ribeiro, essa é uma demonstração de que os sonhos contêm restos diurnos, o que Freud cravou em 1900. “O sonho não é aleatório. Ele revela as memórias que foram geradas, e que são a base do inconsciente”, afirma. Alguns sonhos, por sua vez, podem ser até “premonitórios”: uma pesquisa, publicada na revista Nature em 2015, mostrou que análises quantitativas da descrição de sonhos de adolescentes podem prever quadros psicóticos com até 30 meses de antecedência.

Reprimidos de verdade

O neurologista indiano Vilayanur Ramachandran, diretor do Centro para o Cérebro e Cognição da Universidade da Califórnia, em San Diego, é outro entusiasta da aproximação entre psicanálise e neurociência.

Em 1994, ele fez estudos com pessoas que sofriam de anosognosia, uma condição na qual pacientes não computam os graves danos físicos que haviam sofrido por causa de lesões cerebrais. Uma das pacientes de Ramachandran sofreu um derrame e perdeu os movimentos do braço, mas negava ter qualquer problema. Oito dias após o derrame, o cientista estimulou artificialmente o hemisfério direito da paciente, que, nessas condições, reconheceu a paralisia.

Ao término do estímulo, porém, a paciente voltou a acreditar que o membro estava normal, e perdeu qualquer lembrança de ter percebido a lesão, embora se lembrasse em detalhes do restante da conversa com o médico.

Ou seja, a informação da deficiência chegou ao cérebro da paciente, ao menos de forma inconsciente. Ela era, porém, incapaz de admitir isso em momentos de plena consciência.

Fato semelhante acontece com uma síndrome conhecida como psicose de Korsakoff, em que portadores de danos na região límbica frontal têm amnésia mas não admitem, inventando histórias para preencher as lacunas da memória.

É o caso de um paciente da neuropsicóloga Aikatereni Fotopolou, relatado por Mark Solms, que inventava narrativas mirabolantes para justificar a cicatriz em sua cabeça, ou a presença do pesquisador na sala. Ao longo dos dias, a história variava: Solms era um cliente; companheiro de bar; um colega do time em que jogara quando mais jovem; o mecânico de um carro esporte – que ele não possuía. Tudo, menos um médico tratando de um problema que, afinal, ele não admitia ter.

Ao analisar quantitativamente as alegações do paciente, Fotopolou percebeu que não eram aleatórias: a maioria representava aspirações, coisas positivas, desejos. Assim como os pacientes de Ramachandran, o homem reconstruía a realidade como gostaria que fosse. Era uma forma de lidar com a perda, equivalente à repressão teorizada por Freud – a ideia de que algumas memórias seriam dolorosas demais para mantermos e, por isso, acabam varridas para o fundo do inconsciente.

Na verdade, é difícil bater o martelo e afirmar que “Freud acertou aquilo” ou “Freud errou isso”. Como tudo que envolve a mente humana, não há uma única resposta para nossas inquietações – o que dirá uma única pessoa que seja capaz de explicá-las.

O que publicamos aqui na SUPER lá em 2008 não estava errado: a teoria de Freud é realmente cheia de generalizações e escorregões.

Talvez o maior acerto do austríaco tenha sido outro: “Mais que qualquer teoria específica, o legado de Freud é uma apreciação da riqueza e da complexidade da mente, do fato de que as coisas têm significados para além do que se pode ver na superfície”, diz Jonathan Shedler, psicólogo e professor de psiquiatria da Universidade do Colorado.

O que a ciência está fazendo agora é tentar fornecer as bases fisiológicas para toda essa complexidade. Algo que o próprio Freud, que era médico, neurologista e psiquiatra, aprovaria.

Fonte:

https://super.abril.com.br/ciencia/o-retorno-de-freud/

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Neurometria - Neurociência - Sistêmico

Cientistas encontram universo multidimensional no cérebro

Cientistas descobriram que o cérebro humano pode criar estruturas em até 11 dimensões.

É um grande esforço de imaginação tentar compreender o mundo em quatro dimensões para muitas pessoas, mas um novo estudo descobriu estruturas no cérebro com até onze dimensões – trabalho inovador que está começando a revelar segredos profundos da arquitetura do cérebro.

Usando topologia algébrica de uma forma que nunca foi usada antes na neurociência, a equipe do Blue Brain Project descobriu um universo de estruturas geométricas multidimensionais e espaços dentro das redes do cérebro.

A pesquisa, publicada na Frontiers in Computational Neuroscience, mostra que essas estruturas emergem quando um grupo de neurônios formam uma panelinha: cada neurônio se conecta à todos os outros neurônios do grupo de uma forma muito específica, que gera um objeto geométrico preciso. Quanto mais neurônios há em uma panelinha, maior é a dimensão do objeto geométrico.

“Encontramos um mundo que nunca tínhamos imaginado”, diz o neurocientista Henry Markram, diretor do Blue Brain Project e professor da EPFL em Lausanne, na Suíça. “Há dezenas de milhões desses objetos, mesmo em uma pequena parte do cérebro, até sete dimensões. Em algumas redes, até encontramos estruturas com até onze dimensões.”

Markram sugere que isso pode explicar por que tem sido tão difícil entender o cérebro. “A matemática usualmente aplicada para estudar redes não pode detectar grandes dimensões estruturais e espaços, que, agora, claramente podemos observar.”

Se os mundos 4D estendem a nossa imaginação, mundos com 5, 6 ou mais dimensões são demasiadamente complexos para a maioria de nós entender. É aqui que a topologia algébrica entra: um ramo da matemática que pode descrever sistemas com qualquer número de dimensões. Os matemáticos que levaram a topologia algébrica para o estudo de redes cerebrais no Blue Brain Project foram Kathryn Hess da EPFL e Ran Levi da Universidade de Aberdeen.

“A topologia algébrica é como um telescópio e um microscópio ao mesmo tempo. Pode ampliar as redes para encontrar estruturas ocultas – como árvores em florestas – e ver os espaços vazios – claramente – tudo ao mesmo tempo”, explica Hess.

A imagem tenta ilustrar algo que não pode ser imaginado – um universo de estruturas e espaços multidimensionais. À esquerda, uma cópia digital de uma parte do neocórtex, a parte mais evoluída do cérebro. À direita estão formas de tamanhos e geometrias diferentes, na tentativa de representar estruturas que variam de 1 dimensão a 7 dimensões e além. O “buraco negro” no meio é usado para simbolizar um complexo de espaços multidimensionais, ou cavidades. Pesquisadores do Blue Brain Project relatam que grupos de neurônios ligados a essas cavidades fornecem o elo perdido entre a estrutura neural e a função, em seu novo estudo publicado no Frontiers in Computational Neuroscience. Crédito da Imagem: Blue Origin Project

Em 2015, o Blue Brain Project publicou a primeira cópia digital de uma peça do córtex cerebral – a parte mais evoluída do cérebro e o local onde reside nossas sensações, ações e consciência. Nesta pesquisa mais recente, usando topologia algébrica, vários testes foram realizados no tecido cerebral virtual para mostrar que as estruturas cerebrais multidimensionais descobertas nunca poderiam ser produzidas por acaso. Então, experimentos foram realizados em um tecido cerebral real no Blue Brain’s Wet Lab, em Lausanne, confirmando que as descobertas anteriores no tecido virtual são biologicamente relevantes, e, também, sugerindo que o cérebro constantemente se reconecta durante o desenvolvimento para construir uma rede com números cada vez maiores de estruturas possíveis em alta dimensão.

Quando os pesquisadores apresentaram o tecido cerebral virtual com um estímulo, grupos de dimensões progressivamente maiores reuniram-se momentaneamente para incluir buracos de alta dimensão, que os pesquisadores se referem como cavidades. “O aparecimento de cavidades de alta dimensão quando o cérebro está processando informações significa que os neurônios na rede reagem a estímulos de uma forma extremamente organizada”, diz Levi. “É como se o cérebro reagisse a um estímulo por edifício, em seguida, demolisse uma torre de blocos multidimensionais, começando com hastes (1D), depois, pranchas (2D), em seguida, cubos (3D), e, então, geometrias mais complexas com 4D, 5D, etc. A progressão da atividade através do cérebro assemelha-se a um castelo de areia multidimensional que se materializa fora da areia e depois se desintegra.”

A grande questão que esses pesquisadores estão enfrentando agora é se a complexidade das tarefas que podemos realizar depende da complexidade multidimensional dos ‘castelos de areia’ que o cérebro pode construir. A neurociência também tem lutado para descobrir onde o cérebro guarda suas memórias. “Eles podem se ‘esconder’ em cavidades de alta dimensão”, Markram especula.

O artigo científico pode ser encontrado em Frontiers in Computational Neuroscience.

Fonte: https://socientifica.com.br/2019/07/06/cientistas-encontram-universo-multidimensional-no-cerebro/

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Comportamento

“O amor cura, o ódio mata”, o conselho de um gênio da medicina

“O amor cura, o ódio mata; nunca odeie, ame e você verá que a vida flui como água cristalina”.

Essas foram as palavras de Jacinto Convit (1913-2014), um médico venezuelano que dedicou toda sua vida à cura da lepra, doença que assolou seu país nos anos 1930 e à pesquisa sobre o câncer de mama.

Jacinto trabalhou quase até os 100 anos de idade em pesquisas e também no atendimento a pacientes que vinham de todos os lugares esperando por um tempo com ele. O médico alcançou essa grande admiração graças a todo o tempo, esforços e dedicação que investia em todos os seus pacientes, que eram tratados com igualdade, independente de condições financeiras.

Mesmo com a idade avançada, Jacinto mantinha uma lucidez e vitalidade invejáveis, e continuava trabalhando e orientando uma equipe de pesquisa montada por ele mesmo. Um grande homem que deixou um legado incrível para a medicina, desenvolvendo a vacina contra a lepra e vencendo o Prêmio Príncipe das Astúrias de Investigação Científica e Técnica, além de ser nomeado para o Prêmio Nobel da Medicina em 1988.

A grande frase de Jacinto é uma inspiração para nós, assim como sua história de vida. Muitas vezes, sentimentos negativos são despertados em nós, seja pelas ações de alguma pessoa ou pela maneira como as coisas acontecem, totalmente o oposto do que planejamos. Cegos por esses sentimentos, não conseguimos enxergar que há muito mais para nós além de uma fase ruim, e que a chave para superar todos os momentos negativos na vida é o amor.

O amor é a cura para todos os males da vida. Não há nada que não possa ser resolvido com esse sentimento, desde que seja puro.

Quando optamos por seguir o amor, percebemos que nossas vidas se tornam mais leves, e mesmo as piores coisas que chegam em nosso caminho se tornam menos poderosas, porque encontramos uma grande rocha para nos apoiar.

O amor nos permite crescer a cada dia, buscar uma vida melhor para nós mesmos e também para aqueles ao nosso redor. O amor é empatia, é dedicação, é saber reconhecer o outro, é lutar para que todos sejam tratados de maneira igual, é fazer da própria vida um exemplo, é lutar para que o mundo seja um lugar melhor. É buscar a cura de doenças e dedicar a vida para o bem de outras pessoas.

É nesse sentimento que devemos focar, porque nos torna pessoas melhores e faz o universo girar.

Escolha sempre o amor, e ajude a semear um mundo melhor para todos.

Fonte:

https://osegredo.com.br/o-amor-cura-o-odio-mata-o-conselho-de-um-genio-da-medicina/?fbclid=IwAR0aPVdnvNlY6sahyaXKyEjLpjEL3jNf1AiCSkA9IzEHdg6mS02wjKCk370

 

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Autoconhecimento

O dilema do porco-espinho, de Arthur Schopenhauer

O dilema do porco-espinho é uma metáfora criada pelo filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860) para ilustrar o problema da convivência humana. Schopenhauer expôs esse conceito em forma de parábola na sua obra Parerga und Paralipomena, publicada em 1851, onde reuniu várias de suas polêmicas anotações filosóficas. O dilema do porco-espinho é apenas um parágrafo que surge no Volume II desta obra, no entanto, tornou-se um conto popular citado até mesmo por Sigmund Freud, o pai da psicanálise.

No livro Schopenhauer e os anos mais selvagens da filosofia, de Rüdiger Safranski, o autor sugere que Schopenhauer inspirou-se em uma escalada ocorrida quando o filósofo tinha apenas 16 anos:

No livro Schopenhauer e os anos mais selvagens da filosofia, de Rüdiger Safranski, o autor sugere que Schopenhauer inspirou-se em uma escalada ocorrida quando o filósofo tinha apenas 16 anos:

Finalmente, em 30 de julho de 1804 — quando a grande viagem já se aproxima de seu fim — chega a escalada da montanha Schneekopp [o Pico da Neve] na Silésia, então alemã, hoje na Polônia. A jornada leva dois dias. Arthur pernoitou com seu guia em uma cabana construída em um planalto intermediário, no sopé do cume mais alto da montanha. “Entramos em uma peça única cheia de pastores embriagados. […] Era insuportável; sua quentura animalesca […] produzia um calor candente”. A “quentura animalesca” dos homens amontoados naquele espaço exíguo — foi daqui que Schopenhauer tirou sua metáfora posterior dos porcos-espinho que se empurravam uns contra os outros para se defenderem do frio e do medo.( SAFRANSKI, 211, pg. 99)

O dilema do porco-espinho

Um número de porcos-espinho ​​se amontoaram buscando calor em um dia frio de inverno; mas, quando começaram a se machucar com seus espinhos, foram obrigados a se afastarem. No entanto, o frio fazia com que voltassem a se reunir, porém, se afastavam novamente. Depois de várias tentativas, perceberam que poderiam manter certa distância uns dos outros sem se dispersarem.

Do mesmo modo, as necessidades sociais, a solidão e a monotonia impulsionam os “homens porcos-espinho” a se reunirem, apenas para se repelirem devido às inúmeras características espinhosas e desagradáveis de suas naturezas. A distância moderada que os homens finalmente descobrem é a condição necessária para que a convivência seja tolerada; é o código de cortesia e boas maneiras. Aqueles que transgridem esse código são duramente advertidos, como se diz na Inglaterra: keep your distance! Com esse arranjo, a necessidade mútua de calor é apenas parcialmente satisfeita, mas pelo menos não se machucam.

Um homem que possui algum calor em si mesmo prefere permanecer afastado, assim ele não precisa ferir outras pessoas e também não é ferido.

Autor: Alfredo Carneiro

Fonte:

https://www.pensarcontemporaneo.com/o-dilema-do-porco-espinho-de-arthur-schopenhauer/

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Comportamento

22 coisas que pessoas felizes fazem diferente

Existem dois tipos de pessoas no mundo: aquelas que escolhem ser felizes e aquelas que optam por ser infelizes. Ao contrário da crença popular, a felicidade não vem da fama, da fortuna ou de bens materiais. Ela vem de dentro. A pessoa mais rica do mundo pode estar miseravelmente infeliz, enquanto um sem-teto pode estar sorrindo e contente com a sua vida. As pessoas felizes o são porque se fazem felizes. Elas têm uma visão positiva da vida e permanecem em paz com elas mesmas.

Aí vão elas:

1. Não guarde rancor. As pessoas felizes entendem que é melhor perdoar e esquecer que deixar que sentimentos negativos as dominem. Guardar rancor é prejudicial e pode causar depressão, ansiedade e estresse. Por que deixar que uma ofensa de alguém exerça algum poder sobre você? Se você esquecer os seus rancores, vai ganhar uma consciência clara e energia suficiente para apreciar as coisas boas da vida.

2. Trate a todos com bondade. Você sabia que foi cientificamente provado que ser gentil faz você feliz? Ser altruísta faz seu cérebro produzir serotonina, um hormônio que diminui a tensão e eleva o seu espírito. Tratar as pessoas com amor, dignidade e respeito permite que você construa relacionamentos mais fortes.

3. Veja os problemas como desafios A palavra “problema” não faz parte do vocabulário de uma pessoa feliz. Um problema, na maioria das vezes, é visto como uma desvantagem, uma luta ou uma situação difícil. Mas quando encarado como um desafio, pode se transformar em algo positivo, como uma oportunidade. Sempre que você enfrentar um obstáculo, pense-o um desafio.

4. Expresse gratidão pelo que já tem. Há um ditado popular que diz: “As pessoas mais felizes não têm o melhor de tudo, elas fazem o melhor de tudo com o que elas têm.” Você terá um sentido mais profundo de contentamento se contar suas bênçãos em vez de ansiar pelo que você não tem.

5. Sonhe grande. As pessoas que têm o hábito de sonhar grande são mais propensas a realizar seus objetivos que aquelas que não o fazem. Se você se atreve a sonhar grande, sua mente vai assumir uma atitude focada e positiva.

6. Não se preocupe com as pequenas coisas. As pessoas felizes se perguntam: “Será que este problema terá a mesma importância daqui a um ano?” Elas entendem que a vida é muito curta para se preocupar com situações triviais. Deixar os problemas rolarem à sua volta vai, definitivamente, deixar você à vontade para desfrutar de coisas mais importantes.

7. Fale bem dos outros. Ser bom é melhor que ser mau. Fofocar pode até ser divertido, mas, geralmente, deixa você se sentindo culpado e ressentido. Dizer coisas agradáveis sobre as pessoas leva você a pensar positivo e a não se preocupar em julgá-las.

8. Não procure culpados. Pessoas felizes não culpam os outros por seus próprios fracassos. Em vez disso, elas assumem seus erros e, ao fazê-lo, mudar para melhor.

9. Viva o presente. Pessoas felizes não vivem do passado ou se preocupam com o futuro. Elas saboreiam o presente. Se envolvem em tudo o que está fazendo no momento. Param e cheiram as rosas.

10. Acorde no mesmo horário todos os dias. Você já reparou que muitas pessoas bem-sucedidas tendem a ser madrugadores? Acordar no mesmo horário estabiliza o seu metabolismo, aumenta a produtividade e nos coloca em um estado calmo e centrado.

11. Não se compare aos outros. Todos têm seu próprio ritmo. Então, por que se comparar aos outros? Pensar ser melhor que outra pessoa leva a um sentimento de superioridade não muito saudável e, se pensar o contrário, acabará se sentindo inferior. Então, concentre-se em seu próprio progresso.

12. Escolha seus amigos sabiamente. A miséria adora companhia. Por isso, é importante cercar-se de pessoas otimistas que vão incentivá-lo a atingir seus objetivos. Quanto mais energia positiva em torno de você, melhor vai se sentir.

13. Não busque a aprovação dos outros. As pessoas felizes não importam com o que os outros pensam delas. Seguem seus próprios corações, sem deixar os pessimistas desencorajá-los, e entendem que é impossível agradar a todos. Escute o que as pessoas têm a dizer, mas nunca busque a aprovação de ninguém.

14. Aproveite seu tempo para ouvir. Fale menos, ouça mais. Escutar mantém a mente aberta. Quanto mais você ouve, mais conteúdo você absorve.

15. Cultive relacionamentos sociais. Uma pessoa só é uma pessoa infeliz. Pessoas felizes entendem o quão importante é ter relações fortes e saudáveis. Sempre tenha tempo para encontrar e falar com sua família e amigos.

16. Medite. Ficar no silêncio ajuda você a encontrar sua paz interior. Você não tem que ser um mestre zen para alcançar a meditação. As pessoas felizes sabem como silenciar suas mentes, em qualquer hora e lugar, para se acalmar.

17. Coma bem. Tudo o que você come afeta diretamente a capacidade de seu corpo produzir hormônios, o que vai definir seu humor, energia e enfoque mental. Certifique-se de comer alimentos que vão manter seu corpo saudável e em boa forma e sua mente mais tranquila.

18. Faça exercícios. Estudos têm mostrado que o exercício aumenta os níveis de felicidade e autoestima e produz a sensação de autorrealização.

19. Viva com o que é realmente importante. As pessoas felizes mantêm poucas coisas ao seu redor porque elas sabem que excessos as deixam sobrecarregadas e estressadas. Estudos concluíram que os europeus são muito mais felizes que os americanos, porque eles vivem em casas menores, dirigem carros mais simples e possuem menos itens.

20. Diga a verdade. Mentir corrói a sua autoestima e o torna antipático. A verdade sempre liberta. Ser honesto melhora sua saúde mental e faz com que os outros tenham mais confiança em você. Seja sempre verdadeiro e nunca se desculpe por isso.

21. Estabeleça o controle pessoal. As pessoas felizes têm a capacidade de escolher seus próprios destinos. Elas não deixam os outros dizerem como devem viver suas vidas. Estar no controle completo de sua própria vida traz sentimentos positivos e aumenta a autoestima.

22. Aceite o que não pode ser alterado. Depois de aceitar o fato de que a vida não é justa, você vai estar mais em paz com você mesmo. Portanto, concentre-se apenas no que você pode controlar e mudar para melhor.

Fonte: https://budismosaudevida.com/22-coisas-que-pessoas-felizes-fazem-diferente/

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Curiosidades

Feliz Solstício de Inverno!

No dia 20 de junho no hemisfério sul, o Sol incide no ponto mais inclinado da Terra, será o dia mais curto e a noite mais longa do ano.

É o Solstício de Inverno que se inicia.

As árvores se despedem das folhas, e o solo as transforma em adubo… Como parte da Natureza, pra nós também é hora de limpar, transformar em adubo aquilo que já serviu , mas não serve mais… abrir espaços deixar galhos a mostra… aguardar.

Com reverência e intenção, abra seus armários, da cozinha, do quarto, do coração, e tire tudo que é velho. Devolva a semente para terra. Abra espaços para aguardar o novo da próxima estação. Renove, Recicle, Doe e Espere… Inverno é tempo de espera, de tolerância, de observação, de cultuar o silêncio com sabedoria. “Ouça com paciência e fale somente para ajudar!

Feliz Solstício!

Autor: Um filósofo desconhecido…

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Sabedoria Ancestral

Parábola das Tâmaras

Algo interessante e uma nota a se pensar…

Quem planta tâmaras não colhe tâmaras, isso porque as tamareiras levam de 80 à 90 anos para darem os primeiros frutos. Certa vez um jovem encontrou um senhor de idade plantando tâmaras e logo perguntou: porque o senhor planta tâmaras se o senhor não vai colher? O senhor respondeu: se todos pensassem como você, ninguém comeria tâmaras. Cultive, construa e plante ações que não sejam apenas para você, mas que sirvam para todos.

Nossas ações hoje refletem o futuro… se não é tempo de colher, é tempo de semear. 🕊 Nascemos sem trazer nada, morremos sem levar nada…
E, no meio do intervalo entre a vida e a morte, brigamos por aquilo que não trouxemos e não levaremos… Pense nisso: Viva mais, ame mais, perdoe sempre e realize ações que promova mais Felicidade.

“Que belo ensinamento pensou o filósofo desconhecido…”

 

Autor: Um Filósofo desconhecido…

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Comportamento

#NamoroLegal

O Ministério Público do Estado de São Paulo (PMSP) lançou uma cartilha denominada “namoro legal”, com o objetivo de ajudar meninas e mulheres a identificar se estão em relacionamentos abusivos.

Cada dia mais, o número de relações assim classificadas cresce e para romper esse ciclo, a Prefeitura de Ubatuba está ajudando a divulgar esse material.

Faça download do arquivo aqui – NamoroLegal

Ou acesse: http://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/Cartilhas/NamoroLegal.pdf

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Psicanálise

5 Dicionários de Psicanálise para baixar

 

                           Com Freud, a psicanálise produziu uma modificação sem precedentes na concepção do homem, o qual percebe, desde logo, que um determinismo inconsciente organiza sua existência. Tal determinismo revela-se claramente com Lacan como sendo o da própria linguagem. Aquilo que comanda o sujeito humano é o universo do discurso, onde precisa encontrar seu lugar. A linguagem psicanalítica também não é apenas um utensílio, mas conserva seu valor metafórico, algumas vezes poético, mesmo que tente assumir uma dimensão científica. Neste dicionário, escrito por praticantes ciosos de sua legibilidade, o leitor irá encontrar, além dos verbetes dedicados a diversos autores, uma apresentação precisa e referenciada dos conceitos psicanalíticos essenciais. Os encaminhamentos de um termo a outro oferecem a possibilidade de uma leitura descobridora. Esta edição vem a público enriquecida com glossários alemão-português, francês-português e inglês-português.

     Este trabalho deriva do projeto de dicionário promovido por Lacan em sua Escola, após o Vocabulário da psicanálise de Laplanche e Pontalis. Pensado a partir de uma base clínica sólida, os artigos oferecem um panorama completo dos conceitos psicanalíticos polidos, ademais, na recepção do pensamento de Freud inspirado pelas idéias de Lacan, e na recepção das ideias do próprio Lacan posteriormente. Também leva em conta alguns dos discípulos diretos de Freud e autores da escola de inglês. A complexidade de um ensino renovador e de alto nível teórico foi resolvida em exposições claras e explicativas. Cada artigo apresenta uma sucessão de aspectos de um conceito que assume o caráter de uma descrição relativa autônoma, mas todos os artigos são referenciados e cruzados entre si, o que permite leituras de descoberta pessoal. Os termos elaborados alcançam valor de significantes, isto é que ressoam em diversos registros; eles adquirem valores diferentes de acordo com sua história, seu contexto, os campos semânticos de onde eles se originam. E quando esses significantes são inseridos em uma análise estrutural rigorosa, será dito que eles estão inclinados a valer “matemas”.

 

Este dicionário reúne, em forma enciclopédica, os conceitos essenciais da psicanálise, desde as teses fundadoras estabelecidas por Sigmund Freud até formulações mais recentes, propostas a partir de Jacques Lacan. O dicionário também compreende; cronologias da vida e da obra de Freud e Lacan; listas de leituras sugeridas sobre os temas abordados; minucioso índice remissivo, temático e onomástico, que inclui pequenas biografias. Colaboraram para este dicionário mais de 50 especialistas, entre psicanalistas e professores universitários, dentre os quais, Joel Dor, Julia Kristeva, Philippe Julien, Pierre Fédida, Charles Melman, Giulia Sissa e Catherine Millot, sob a coordenação de Pierre Kaufmann, professor emérito da Universidade de Paris-X.

 

   O Dicionário Comentado do Alemão de Freud apresenta alguns dos mais importantes termos psicanalíticos alemães, todos de difícil tradução. Entre os quarenta verbetes do dicionário, encontram-se clássicos da psicanálise, tais como pulsão (Trieb), recalque (Verdrängung) e representação (Vorstellung), discutidos detalhadamente, em seções que podem ser consultadas conforme o grau de profundidade desejado. São apresentados os significados extraídos de dicionários antigos e atuais, e discutidas as conotações do termo no universo lingüístico germânico. Também é explicada sua etimologia e as partes que compõem a palavra. Através de uma tabela contrastiva, os sentidos e conotações do termo original podem ser comparados com os da palavra habitualmente adotada para traduzi-lo em português. São apresentados exemplos de frases e parágrafos, retirados de diversos períodos da obra de Freud, e é comentada a inserção do verbete no texto freudiano alemão. Um glossário multilíngüe permite consultar o dicionário a partir do português, alemão, espanhol, francês ou inglês.

 

 

 Na medida em que a psicanálise renovou a compreensão da maioria dos fenômenos psicológicos e psicopatológicos, e mesmo a do homem em geral, seria possível, num manual alfabético que se propusesse abarcar o conjunto das contribuições psicanalíticas, tratar não apenas da libido e da transferência, mas do amor e do sonho, da delinqüência ou do surrealismo. A nossa intenção foi completamente diferente: preferimos deliberadamente analisar o aparelho nacional da psicanálise, isto é, o conjunto dos conceitos por ela progressivamente elaborados para traduzir as suas descobertas.

 

FONTE: https://lacanempdf.blogspot.com/2019/02/dicionarios-de-psicanalise.html