Categorias
Neurometria - Neurociência - Sistêmico

Homúnculo cortical: como nosso cérebro vê nosso corpo

e você olhar no espelho, verá como seu corpo se parece por fora. O homúnculo cortical, por outro lado, representa a forma como nosso cérebro vê nosso corpo a partir do interior.

Na década de 1930, o neurocirurgião Wilder Penfield operou pacientes com epilepsia. Já que tinha a sua disposição um cérebro vivo na mesa cirúrgica, ele aproveitou para “bisbilhotar” um pouco.

O médico levantou dados a fim de descobrir quais partes do córtex cerebral controlavam quais movimentos corporais voluntários e sentimentos. O que ele descobriu foi uma visão muito distorcida do corpo humano: o homúnculo cortical.

O homúnculo cortical representa a importância de várias partes do seu corpo, determinadas pelo seu cérebro.

Por exemplo, há pouca necessidade para o cérebro de saber o que está acontecendo nos braços e pernas. Tudo que esses membros precisam fazer é ficar longe do fogo e colocar as mãos e os pés nos lugares certos.

As mãos, a língua, os órgãos genitais e as características faciais são extremamente importantes, pois dão às pessoas uma tonelada de informações sensoriais. Como resultado, elas ocupam muito espaço no cérebro.

ontribuição além do superficial

Embora o homúnculo cortical seja uma curiosidade, o trabalho de Penfield em mapear a relação do cérebro para o corpo foi inestimável.

Formado na Universidade de Princeton, ele passou por anos de treinamento na Universidade de Oxford, na Espanha, na Alemanha e em Nova York (EUA), antes de se tornar o primeiro neurocirurgião em Montreal, Canadá.

Na década de 1950, Penfield buscava tratar pacientes com epilepsia de difícil controle. Antes de um ataque epiléptico, ele sabia que os pacientes experimentavam uma “aura”, um aviso de que o ataque está prestes a ocorrer.

Penfield testou se poderia provocar esta aura com uma leve corrente elétrica no cérebro, para localizar e destruir ou remover a fonte da atividade. Enquanto os pacientes estavam plenamente conscientes, embora anestesiados, ele abriu seus crânios e tentou localizar a origem de sua epilepsia.

Sua técnica foi muitas vezes bem sucedida, mas as cirurgias experimentais levaram a uma descoberta ainda mais dramática.

A estimulação em qualquer parte do córtex cerebral trouxe respostas de um tipo ou outro, e ele descobriu que só estimulando os lobos temporais (as partes mais baixas do cérebro de cada lado) que ele poderia obter respostas significativas e integradas, como a memória, incluindo som, movimento e cor.

Por Ricardo Dih Ribeiro

Estude a si mesmo, liberte-se de padrões limitantes, expanda a sua consciência. Mergulhe numa nova forma de pensar, compreender e sentir a si mesmo e tudo ao seu redor.

"Quando descobrires os segredos que estão nas profundezas do teu ser, conhecerás o seu destino e quando despertares os teus potenciais iniciará sua jornada"

"Que o Sagrado que habita em ti Revele-se, manifestando-se em Ti e em todo o Universo."

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s